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Notícias

IBC perde uma de suas mais dedicadas servidoras

Kate de Queiroz Costa faleceu na madrugada de quinta-feira passada (28),  vítima do coronavírus.

  • Publicado: Sábado, 30 de Mai de 2020, 18h31
  • Última atualização em Sábado, 30 de Mai de 2020, 19h12
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Nascida na cidade de São Luís do Maranhão no dia 9 de dezembro de 1941, Kate ingressou no IBC como aluna, aos 11 anos, depois de perder a visão no olho esquerdo devido a um descolamento de retina.  Foi matriculada na Classe de Conservação da Visão, serviço existente na época voltado às crianças com baixa visão.  Mesmo não sendo cega, aprendeu logo o braille, o que permitiu que ela cursasse, sem problemas, o ginásio no IBC, cujas aulas eram obrigatoriamente dadas nesse sistema. 

Concluído o ginásio em 1961, saiu do IBC para continuar os estudos, regressando em 1966 para trabalhar como prestadora de serviços na área de transcrição braille.  Quatro anos depois  passou em um concurso interno do Instituto, entrando para o quadro de servidores da Instituição.  Sua dedicação ao trabalho de transcrição acabou custando-lhe a visão do outro olho, perdida de novo por descolamento da retina devido ao esforço que fazia para ler os caracteres em relevo sob os fortes reflexos das matrizes de alumínio usadas na impressão em braille. 

Cega, ela voltou ao trabalho depois de um ano de licença médica, desta vez como revisora de textos em braille. Em  1992, assumiu a coordenação da Revista Brasileira de Cegos (RBC) e a Pontinhos, publicação destinada ao público infanto-juvenil, função que desempenhou por 19 anos, até se aposentar compulsoriamente, no dia 9 de dezembro de 2011, no seu aniversário de 70 anos.

"Kate foi muito importante para as revistas e, consequentemente, para o Instituto Benjamin Constant.  Ela amava o que fazia e só se aposentou porque atingiu a idade máxima.  Se dependesse da vontade dela, teria continuado a cuidar das revistas que tanto amava", disse o diretor do Departamento Técnico-Especializado, Jefferson Gomes Moura.

Para a professora Maria da Glória  Almeida, Kate faz parte daqueles servidores que deixaram sua marca no Instituto.  "Ela tinha um apreço extraordinária pelo trabalho que desenvolvia, num tempo em que não havia todas as facilidades tecnológicas de hoje", completou Glorinha. 

O falecimento de Kate aconteceu 14 dias depois da morte do seu único filho, que estava internado em coma há três meses depois de sofrer um acidente de carro. "Kate foi um exemplo de dedicação a ser seguido por todos nós, servidores públicos. Ficamos muito tristes com a notícia de sua morte dela e expressamos nossos sentimentos à família", disse o diretor-geral do IBC, João Ricardo Melo Figueiredo.

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