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Conceituação Básica

Sistema Braille

Processo de leitura e escrita em relevo, com base em 64 (sessenta e quatro) símbolos resultantes da combinação de 6 (seis) pontos, dispostos em duas colunas de 3 (três) pontos. É também denominado Código Braille.

Anagliptografia

Do grego, anáglyptos, "cinzelado em relevo" + graf(o) + ia - S. f. Sistema de escrita em relevo, inventado pelo francês Louis Braille, cego (1809-1852), para os cegos lerem; braile. Cf. ectipografia.
Aurélio Buarque de Holanda Ferreira
(Novo Dicionário da Língua Portuguesa - 2ª edição, revista e aumentada.)


Alfabeto Braille

Apresentação gráfica dos 64 símbolos do Sistema Braille, distribuídos em 7 (sete) linhas ou séries, organizadas de acordo com critérios definidos.

Ordem Braille

Seqüência ordenada, conforme a disposição das sete séries do Alfabeto Braille.

Modalidades de Aplicação do Braille

Formas específicas de emprego do Braille, segundo uma determinada área do conhecimento humano: Literatura, Ciências, Música, Informática, etc.

Grafia Braille

Diz-se da representação específica, de acordo com uma área de conhecimento: Grafia Básica (de uma determinada língua); Grafia Matemática; Grafia Química; Grafia Musical ou Musicografia Braille, etc.

Braille Integral ou Grau 1

Escrita braille em que se representa cada caractere correspondente no sistema comum de escrita.

Braille Abreviado ou Estenografado (Grau 2)

Escrita braille em que um caractere pode representar duas ou mais letras ou mesmo uma palavra inteira (abreviatura braille).

Cela ou Célula Braille

Espaço retangular onde se produz um símbolo braille.

Símbolo Fundamental ou Universal

Sinal formado pelo conjunto dos seis pontos numa cela (cela cheia). Também é chamado de símbolo gerador.

Cela Vazia ou Espaço

É aquela onde não foi produzido qualquer ponto braille.

Numeração dos Pontos

A numeração dos pontos de uma cela braille se faz de cima para baixo, da esquerda para a direita:

1 4
2 5
3 6

Em certas situações, como na produção de tabelas de sinais, por exemplo, existe a necessidade de se descrever um símbolo braille pela numeração de seus pontos. Modernamente, indica-se a descrição de um símbolo por um único numeral, independentemente do número de pontos que ele possua. A leitura, entretanto, deve ser feita algarismo por algarismo para tornar clara a descrição. Ex.: é (123456) e se lê: pontos um, dois, três, quatro, cinco, seis. Uma cela vazia é representada pelo numeral 0 (zero).

Série Superior da Cela Braille

Parte da cela que compreende os pontos 1, 2, 4 e 5.

Série Inferior da Cela Braille

Parte da cela que compreende os pontos 2, 3, 5 e 6.

Coluna da Esquerda

Parte da cela braille que compreende os pontos 1, 2 e 3.

Coluna da Direita

Parte da cela braille que compreende os pontos 4, 5 e 6.

Símbolo Referencial de Posição

Sinal formado pelos seis pontos de uma cela, o qual antecede certos símbolos braille, especialmente os das séries inferior e da coluna da direita, quando aparecem isolados, para indicar-lhes a exata posição na cela braille.

Símbolo Simples

Sinal produzido em uma única cela.

Símbolo Composto

Produzido em duas ou mais celas.

Prefixo de um Símbolo Composto

Sinal da coluna da direita (pontos 456), geralmente, que precede um outro sinal, formando com ele um símbolo composto.

Símbolos Exclusivos do Braille

Sinais específicos da representação braille que não têm correspondentes no sistema comum de escrita e funcionam, geralmente, como prefixos de símbolos principais. Exemplos: prefixos de letras maiúsculas, sinal de número (prefixo numérico), sinais de índices superior (expoente) e de índice inferior, parênteses auxiliares, e outros.

Braille em Negro

Representação de símbolos braille com pontos em tinta. Pode ser produzido à mão ou em computadores, utilizando-se "fontes braille".

Escrita em tinta; Escrita comum; Escrita em negro; Sistema comum

Forma de escrita utilizada normalmente pelos que possuem suficiente acuidade visual para lê-la.

Visão Geral

APRESENTAÇÃO



O Sistema Braille foi adotado no Brasil, a partir de 1854, com a criação do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, hoje Instituto Benjamin Constant. Esse sistema inventado por Louis Braille, em 1825, foi utilizado em nosso país, na sua forma original, até a década de 40 do século XX.

A reforma ortográfica da Língua Portuguesa, ocorrida à época, impôs algumas modificações no Braille, de origem francesa, aqui utilizado.

Pela ausência de uma definição governamental, as alterações no Sistema Braille, posteriormente ocorridas, ficaram a mercê dos esforços de professores, técnicos especializados e de instituições ligadas à educação de cegos e à produção de livros em Braille que procuraram manter o sistema acessível e atualizado até a última década do século XX.

Com a publicação da Grafia Braille para a Língua Portuguesa, o Ministério da Educação, além de reafirmar o compromisso com a formação intelectual, profissional e cultural do cidadão cego brasileiro, contribuirá significativamente para a unificação da grafia braille nos países de língua portuguesa, conforme recomendação da União Mundial de Cegos (UMC) e UNESCO.

Este documento é produto de um trabalho criterioso desenvolvido conjuntamente pelas Comissões de Braille do Brasil e de Portugal desde 1996, hoje com amparo legal no Protocolo de Colaboração Brasil/Portugal nas Áreas de Uso e Modalidades de Aplicação do Sistema Braille, firmado em Lisboa no dia 25 de maio de 2000.

Trata-se de um documento normatizador e de consulta, destinado especialmente a professores, transcritores, revisores e usuários do Sistema Braille.

As edições da Grafia Braille para a Língua Portuguesa no Brasil e em Portugal, em tinta e em braille, beneficiarão, certamente, todas as pessoas cegas dos países de língua oficial portuguesa (PALOPS), parcela de um contingente populacional de cerca de 215 milhões de pessoas.

Esperamos que esta publicação venha a atingir seus objetivos, permitindo que os educandos cegos tenham acesso aos componentes curriculares e que os profissionais da área sintam-se preparados para atender, com qualidade, os usuários do Sistema Braille.

MARILENE RIBEIRO DOS SANTOS

Secretaria de Educação Especial / MEC


PREFÁCIO À 1ª EDIÇÃO BRASILEIRA DA GRAFIA BRAILLE PARA A LÍNGUA PORTUGUESA – BRAILLE INTEGRAL

A Grafia Braille para a Língua Portuguesa – Braille Integral é um documento normalizador e de consulta destinado especialmente a professores, transcritores, revisores e outros profissionais, bem como a usuários do Sistema Braille.

Este documento é fruto de um criterioso trabalho desenvolvido conjuntamente pela Comissão Brasileira do Braille e pela Comissão de Braille de Portugal ao longo de três anos.

Além de símbolos já consagrados na escrita braille, a Grafia traz algumas alterações, novos símbolos e um conjunto de normas para a aplicação de toda essa simbologia. Exemplos variados ilustram a Grafia e fornecem aos profissionais e usuários as informações complementares sobre o emprego adequado dos símbolos.

As alterações e a adoção de novos símbolos basearam-se principalmente nos seguintes critérios:

1. Ajustar a grafia básica à nova realidade da representação braille.

2. Favorecer o intercâmbio entre pessoas cegas e instituições de diferentes países.

3. Adequar a escrita braille às modificações realizadas nas representações gráficas decorrentes do avanço científico e tecnológico e do emprego cada vez mais freqüente da Informática.

4. Atender às recomendações da União Mundial de Cegos (UMC) e da UNESCO quanto à unificação das grafias por grupos lingüísticos.

5. Evitar a duplicidade de representação de símbolos braille.

6. Ajustar a grafia básica, considerando o Código Matemático Unificado (CMU), adotado no Brasil desde 1997.

7. Garantir a qualidade da transcrição de textos para o Sistema Braille, especialmente dos livros didáticos.

Ao uniformizar a grafia básica, a Comissão Brasileira do Braille e a Comissão de Braille de Portugal consideraram as diversidades culturais e as legislações vigentes em seus respectivos países.

O principal objetivo dos técnicos que elaboraram este documento foi permitir que o Sistema Braille continue sendo o instrumento fundamental na educação, reabilitação e profissionalização das pessoas cegas.

Comissão Brasileira do Braille



INTRODUÇÃO



A Grafia Braille para a Língua Portuguesa consiste no conjunto do material signográfico e das instruções/recomendações orientadoras da sua utilização na escrita. O conhecimento completo do respectivo código e a sua correta utilização devem constituir um objetivo permanente para todos, porque a boa qualidade gráfica dos textos exerce nos leitores uma saudável influência educativa, facilitando a assimilação de padrões propiciadores da melhoria do nível de desempenho, quer na leitura, quer na escrita.

A matéria desta Grafia, em sua versão para WEB, está exposta em quatro seções:

A primeira seção, intitulada “Sistema Braille”, integra 7 parágrafos. Neles se define e apresenta este Sistema, assim como se procede à sua caracterização.

A segunda seção, intitulada “O Código Braille na Grafia da Língua Portuguesa”, se estende do parágrafo 8 ao 44 e compreende as seguintes partes:

A. “Valor dos Sinais”: inclui apenas o parágrafo 8, em que se apresentam os quadros do material signográfico.

B. “Observações e Normas de Aplicação”: estende-se do parágrafo 9 ao 42 e incorpora as regras que enquadram o emprego dos sinais constantes dos quadros apresentados no parágrafo 8.

C. Alguns diacríticos necessários à escrita de palavras em outras línguas e na própria Língua Portuguesa: parágrafo 43.

D. Recomendações sobre a criação de sinais não previstos nesta Grafia: parágrafo 44.

A terceira seção, intitulada “Disposição do Texto Braille”, expõe, do parágrafo 45 ao 56, as normas sobre esta matéria. Vários exemplos ajudam a interpretar as normas e ilustram a sua aplicação.

A quarta seção inclui quatro apêndices que completam esta publicação:

Apêndice 1: inclui um conjunto de símbolos e de regras referentes à escrita em contexto informático.

Apêndice 2: nele figuram conjuntos de símbolos braille empregados em alemão, dinamarquês, espanhol, francês, inglês, italiano, latim e sueco, não coincidentes com os portugueses ou inexistentes na Língua Portuguesa.

Apêndice 3: nele se encontram os alfabetos grego, hebraico e russo ou cirílico moderno.

Apêndice 4: apresenta alguns sinais convencionais usados em esperanto e em outras línguas.

A versão WEB desta publicação apresenta, à esquerda do texto de cada seção, um sumário contendo os assuntos ali abordados, que poderão ser acessados clicando-se sobre os mesmos.

Seja Bem Vindo a Nosso Portal Braille...

O Sistema Braille, utilizado universalmente na leitura e na escrita por pessoas cegas, foi inventado na França por Louis Braille, um jovem cego, reconhecendo-se o ano de 1825 como o marco dessa importante conquista para a educação e a integração dos deficientes visuais na sociedade.

Aqui você vai encontrar estas e muitas outra informações sobre o Braille.

Comece por conhecer o alfabeto que os deficientes visuais utilizam para ler.

Você poderá esclarecer suas dúvidas sobre termos e expressões associadas ao Sistema Braille.

Também terá acesso a toda Grafia Braille da Língua Portuguesa, importante instrumento para conhecer mais a fundo o Sistema Braille, o Código Braille e muito mais!

Irá descobrir que temos uma imprensa especializada de alta qualidade.

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Pois então explore a fundo o nosso PORTAL BRAILLE e saiba muito, muito mais!

O Código Braille: Observações e Normas de Aplicação -4

4 - PONTUAÇÃO E SINAIS ACESSÓRIOS


31 - Ressalvadas as exceções referidas em algumas normas desta alínea, os sinais de pontuação e acessórios não devem separar-se da palavra a que dizem respeito.

EXEMPLOS:
Exemplos

32 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (3), além de ponto final, tem o valor de ponto abreviativo, tanto no interior como no fim dos vocábulos.

EXEMPLOS:
Exemplos

32.1 - Escrevem-se sem espaços intermediários as abreviaturas de expressões correntes.

EXEMPLOS:
Exemplos

32.2 - Escrevem-se com espaços intermediários as abreviaturas de nomes de pessoas.

EXEMPLOS:
Exemplos

33 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (3) representa também o apóstrofo. Em caso de translineação, ele não deve ser seguido de hífen.

EXEMPLOS:
Exemplos

34 - As reticências, representadas pelo sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (3 3 3), podem aparecer isoladas quando significam omissão de texto; podem também ser antecedidas ou seguidas de outros sinais.

EXEMPLOS:
Exemplos

35 - Os parênteses e os colchetes (parênteses retos), em contextos literários podem assumir duas formas distintas de representação: a forma simples e a forma composta.

35.1 - Formas simples:
Pontuação e Sinais Acessórios

Nos contextos literários, para manter a uniformidade com o Código Matemático Unificado (CMU), se empregam as formas simples em duas circunstâncias:

a) Se o sinal de abertura for seguido imediatamente por um numeral e o sinal de fechamento for precedido por um numeral.

b) Se o sinal de fechamento suceder um numeral, geralmente indicando uma enumeração ou enumerações de itens.

EXEMPLOS:
Exemplos

35.2 - Formas compostas:
Pontuação e Sinais Acessórios

Estas formas compostas se empregam para evitar ambigüidades.

EXEMPLOS:
Exemplos

36 - As aspas Aspas (236), abre e fecha, que em tinta aparecem sob a forma de vírgulas em posição natural ou invertidas, representam-se com o símbolo braille já referido; as aspas sob a forma de pequenos ângulos, simples ou duplos, têm como correspondente braille o sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (6 236); outras variantes de aspas são representadas pelo sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (56 236).

EXEMPLOS:
Exemplos

36.1 - Quando num texto em colunas, se pretende usar aspas por baixo de palavra ou palavras, significando “igual, idem, a mesma coisa”, etc., usa-se em braille o sinal de aspas duplo Aspas duplas (236 236), a fim de facilitar a sua identificação.

EXEMPLOS:
Exemplos

36.2 - Mesmo quando não seja possível ou prático reproduzir em braille um texto disposto em colunas, o sinal de aspas duplo pode, ainda assim, ser empregado, desde que o elemento por ele representado ocorra em início de linha e duas ou mais vezes consecutivas.

EXEMPLOS:
Exemplos

37 - O travessão pode ser antecedido ou seguido de outros sinais; mas deve ficar sempre isolado em relação a palavras anteriores e seguintes.

EXEMPLOS:
Exemplos

38 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (246 135) representa um círculo e serve para destacar certa forma de enumeração.

EXEMPLOS:
Exemplos

39 - O & (e comercial) representa-se por meio do sinal E comercial (12346), que deve ficar sempre entre espaços.

EXEMPLOS:
Exemplos

40 - Os sinais Pontuação e Sinais Acessórios (6 2) e Pontuação e Sinais Acessórios (456) representam, respectivamente, a barra e a barra vertical. Em geral, não há espaços antes ou depois das barras, sendo que a barra vertical deve ser seguida de, pelo menos, meia cela em branco.

EXEMPLOS:
Exemplos

40.1 - Se as barras ocorrerem em final de linha, torna-se necessário repeti-las no início da linha imediata.

EXEMPLOS:
Exemplos

41 - As setas horizontais para a direita Seta para a direita (25 135), para a esquerda Seta para a esquerda (246 25) e de sentido duplo Sentido duplo (246 25 135) empregam-se isoladamente e, se ocorrerem no fim de uma linha, não se repetem no início da linha seguinte.

EXEMPLOS:
Exemplos

42 - O sinal restituidor do significado original de um símbolo braille representa-se por Pontuação e Sinais Acessórios (56). Emprega-se em contexto estenográfico, imediatamente antes de palavras para indicar que todos os seus caracteres têm o valor original.

42.1 - Quando necessário, emprega-se igualmente para fazer cessar um significado atribuído a novos sinais, criados em conformidade com o disposto no parágrafo 44, restituindo assim a qualquer sinal o seu significado próprio.

43 - Na escrita de textos em línguas estrangeiras emprega-se a Grafia Braille dos respectivos idiomas. (V. Apêndices.) Porém, em palavras estrangeiras isoladas e pouco freqüentes, ou ainda na grafia de palavras portuguesas que contenham vogais acentuadas para as quais não haja sinal braille correspondente neste Código, antepõem-se às letras os diacríticos seguintes:
Pontuação e Sinais Acessórios

44 - Sempre que em alguma obra a transcrever ocorram sinais cuja grafia não haja sido prevista e normalizada neste Código, deve o transcritor atribuir-lhes o correspondente sinal braille, evitando toda a possibilidade de confusão com os sinais e as normas aqui determinados. Os sinais que tiverem de ser criados deverão ser objeto de nota de rodapé em que se indique o seu significado, quando se empreguem pela primeira vez; sendo muitos estes sinais, devem figurar em lista própria e em página(s) exclusiva(s) no início do volume onde se encontram.

O Código Braille: Observações e Normas de Aplicação -3

3 - SINAL DE ITÁLICO E OUTRAS VARIANTES TIPOGRÁFICAS


30 - O sinal Sinal de Itálico (35) é o correspondente braille do itálico, sublinhado, negrito e da impressão em outros tipos (cursivo, normando, etc.). Antepõe-se e pospõe-se imediatamente a texto, fragmento de texto, palavra ou elemento de palavra a destacar.

EXEMPLOS:
Exemplos

30.1 - Se o texto a destacar é constituído por mais de um parágrafo, o sinal Sinal de Itálico (35) antepõe-se a cada um deles e pospõe-se apenas ao último.

EXEMPLO:
Exemplos

30.2
Exemplos

4 - PONTUAÇÃO E SINAIS ACESSÓRIOS

31 - Ressalvadas as exceções referidas em algumas normas desta alínea, os sinais de pontuação e acessórios não devem separar-se da palavra a que dizem respeito.

EXEMPLOS:
Exemplos

32 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (3), além de ponto final, tem o valor de ponto abreviativo, tanto no interior como no fim dos vocábulos.

EXEMPLOS:
Exemplos

32.1 - Escrevem-se sem espaços intermediários as abreviaturas de expressões correntes.

EXEMPLOS:
Exemplos

32.2 - Escrevem-se com espaços intermediários as abreviaturas de nomes de pessoas.

EXEMPLOS:
Exemplos

33 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (3) representa também o apóstrofo. Em caso de translineação, ele não deve ser seguido de hífen.

EXEMPLOS:
Exemplos

34 - As reticências, representadas pelo sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (3 3 3), podem aparecer isoladas quando significam omissão de texto; podem também ser antecedidas ou seguidas de outros sinais.

EXEMPLOS:
Exemplos

35 - Os parênteses e os colchetes (parênteses retos), em contextos literários podem assumir duas formas distintas de representação: a forma simples e a forma composta.

35.1 - Formas simples:
Pontuação e Sinais Acessórios

Nos contextos literários, para manter a uniformidade com o Código Matemático Unificado (CMU), se empregam as formas simples em duas circunstâncias:

a) Se o sinal de abertura for seguido imediatamente por um numeral e o sinal de fechamento for precedido por um numeral.

b) Se o sinal de fechamento suceder um numeral, geralmente indicando uma enumeração ou enumerações de itens.

EXEMPLOS:
Exemplos

35.2 - Formas compostas:
Pontuação e Sinais Acessórios

Estas formas compostas se empregam para evitar ambigüidades.

EXEMPLOS:
Exemplos

36 - As aspas Aspas (236), abre e fecha, que em tinta aparecem sob a forma de vírgulas em posição natural ou invertidas, representam-se com o símbolo braille já referido; as aspas sob a forma de pequenos ângulos, simples ou duplos, têm como correspondente braille o sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (6 236); outras variantes de aspas são representadas pelo sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (56 236).

EXEMPLOS:
Exemplos

36.1 - Quando num texto em colunas, se pretende usar aspas por baixo de palavra ou palavras, significando “igual, idem, a mesma coisa”, etc., usa-se em braille o sinal de aspas duplo Aspas duplas (236 236), a fim de facilitar a sua identificação.

EXEMPLOS:
Exemplos

36.2 - Mesmo quando não seja possível ou prático reproduzir em braille um texto disposto em colunas, o sinal de aspas duplo pode, ainda assim, ser empregado, desde que o elemento por ele representado ocorra em início de linha e duas ou mais vezes consecutivas.

EXEMPLOS:
Exemplos

37 - O travessão pode ser antecedido ou seguido de outros sinais; mas deve ficar sempre isolado em relação a palavras anteriores e seguintes.

EXEMPLOS:
Exemplos

38 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (246 135) representa um círculo e serve para destacar certa forma de enumeração.

EXEMPLOS:
Exemplos

39 - O & (e comercial) representa-se por meio do sinal E comercial (12346), que deve ficar sempre entre espaços.

EXEMPLOS:
Exemplos

40 - Os sinais Pontuação e Sinais Acessórios (6 2) e Pontuação e Sinais Acessórios (456) representam, respectivamente, a barra e a barra vertical. Em geral, não há espaços antes ou depois das barras, sendo que a barra vertical deve ser seguida de, pelo menos, meia cela em branco.

EXEMPLOS:
Exemplos

40.1 - Se as barras ocorrerem em final de linha, torna-se necessário repeti-las no início da linha imediata.

EXEMPLOS:
Exemplos

41 - As setas horizontais para a direita Seta para a direita (25 135), para a esquerda Seta para a esquerda (246 25) e de sentido duplo Sentido duplo (246 25 135) empregam-se isoladamente e, se ocorrerem no fim de uma linha, não se repetem no início da linha seguinte.

EXEMPLOS:
Exemplos

42 - O sinal restituidor do significado original de um símbolo braille representa-se por Pontuação e Sinais Acessórios (56). Emprega-se em contexto estenográfico, imediatamente antes de palavras para indicar que todos os seus caracteres têm o valor original.

42.1 - Quando necessário, emprega-se igualmente para fazer cessar um significado atribuído a novos sinais, criados em conformidade com o disposto no parágrafo 44, restituindo assim a qualquer sinal o seu significado próprio.

43 - Na escrita de textos em línguas estrangeiras emprega-se a Grafia Braille dos respectivos idiomas. (V. Apêndices.) Porém, em palavras estrangeiras isoladas e pouco freqüentes, ou ainda na grafia de palavras portuguesas que contenham vogais acentuadas para as quais não haja sinal braille correspondente neste Código, antepõem-se às letras os diacríticos seguintes:
Pontuação e Sinais Acessórios

44 - Sempre que em alguma obra a transcrever ocorram sinais cuja grafia não haja sido prevista e normalizada neste Código, deve o transcritor atribuir-lhes o correspondente sinal braille, evitando toda a possibilidade de confusão com os sinais e as normas aqui determinados. Os sinais que tiverem de ser criados deverão ser objeto de nota de rodapé em que se indique o seu significado, quando se empreguem pela primeira vez; sendo muitos estes sinais, devem figurar em lista própria e em página(s) exclusiva(s) no início do volume onde se encontram.

Cursos 2013: Revisão de Textos em Braille

Revisão de Textos em Braille



Público: Pessoas com interesse na área de revisão de textos em Braille.

Ementa: Noções gerais sobre o processo de produção Braille. Breve atualização dos conteúdos dos documentos normativos, trabalhando os conceitos e normas técnicas de aplicação dos símbolos mais usados e as peculiaridades do trabalho de revisão de textos em Braille.

Carga Horária Total: 80 horas/aula, sendo: 60 horas presenciais e 20 h a distância.

Pré-Requisitos: Ensino Médio completo; domínio da Língua Portuguesa escrita e falada; domínio do Sistema Braille e desenvoltura na leitura tátil.

Nº de Vagas: 20.

Período do Curso: Já Concluído

Horários: Segunda a Quinta, de 08:00 às 12:00 h.

Período de Pré-Inscrição: Finalizado

Documentos Obrigatórios:

• Ficha de pré-inscrição preenchida na íntegra Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de identidade
• Certificado de conclusão de curso de Ensino Médio ou de graduação ou, ainda, declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso de graduação
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula)

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Alojamento: 02 vagas para cursistas homens e 03 vagas para cursistas mulheres. Cursistas deficientes visuais terão direito a acompanhante no mesmo sexo.

Para certificação: Frequência mínima de 80% e média igual ou superior a 6,0 (seis).

Taxa de Material: Não há.

Professas da Disciplina: Maria Luzia do Livramento e Paula Marcia Barbosa.

Breve Currículo:

Maria Luzia do Livramento – Graduada em Psicologia pelas Faculdades Integradas Celso Lisboa (1989). Concluiu o Curso de Formação de Professores no Colégio Estadual Ignácio de Azevedo no ano de 1984. Fez o Curso Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão do IBC em 1990. Foi revisora Braille, nos períodos de 1993 a 2001 e 2004 a 2009, no IBC. Foi revisora Braille na Associação Macaense de Amparo ao Cego no período de 2002 a 2003. Atualmente é professora de Braille do Instituto Benjamin Constant, aprovada no concurso público de 2009.

Paula Marcia Barbosa – Graduada em Matemática e pós-graduada em docência superior; especialista na área da deficiência visual . Atuou como docente no IBC de 1982 até 2009, lecionando no primeiro segmento do ensino fundamental (EF) e também, geometria no segundo segmento do EF. Atuou como coordenadora de adaptação de livros didáticos em Braille, no Departamento Técnico-Especializado (DTE) e é professora de cursos de capacitação de professores na área de adaptação de materiais e de produção de livros didáticos em Braille e do Curso de Qualificação de Professores na Área da Deficiência da Visão.

Programa:

Unidade I

1. Breve histórico do processo de produção Braille no IBC
2. Etapas da produção de livros em Braille
3. Diferentes modalidades de aplicação do Sistema Braille
4. Documentos normatizadores do uso do Braille no Brasil
5. Visita à Imprensa Braille – DIB

Unidade II

1. Atualização da Grafia Braille para a Língua Portuguesa
1.1 Conceitos básicos
1.2 Norma de aplicação dos símbolos mais usados

Unidade III

1. Aplicação do Sistema Braille à Matemática
1.1 Apresentação dos principais itens e suas aplicações

Unidade IV

1. Normas técnicas para transcrição em Braille
1.1 Considerações gerais
1.2 Apresentação dos principais itens e suas aplicações

Unidade V

1. Revisão de textos em Braille
1.1 O papel do revisor
1.2 Atividades práticas

Metodologia do Curso: Aulas teóricas e práticas.

Avaliações: Duas atividades práticas de revisão sendo, uma presencial (de caráter eliminatório) e outra a distância.

Bibliografia:

Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Cursos 2013 - Curso de Transcrição e Impressão de Textos em Braille

Curso de Transcrição e Impressão de Textos em Braille



Público: Pessoas com interesse na área de editoração de textos em Braille.

Ementa: Ensino das normas técnicas pertinentes à transcrição de textos em Braille, tendo como ferramenta de editoração o software Braille Fácil. O curso visa a preparação básica de profissional para atuar com transcrição e impressão computadorizada de textos em Braille.

Carga horária total: 80 horas/aula, sendo: 60 horas presenciais e 20 h a distância.

Pré-Requisito: Ensino Médio completo; domínio da Língua Portuguesa escrita e falada; domínio do Sistema Braille; conhecimentos básicos de Informática - domínio de word; Utilizar como forma de comunicação escrita o sistema de leitura e escrita comum (fonte 12).
Obs.: O Programa Braille Fácil tem limitações que não permitem o uso de programas de acessibilidade com a eficiência necessária para a realização das tarefas propostas no curso.

Nº de vagas: 14

Período do Curso: Já Concluído

Horários: Segundas, Quartas e Sextas de 08 h às 12 h

Período de inscrição: Finalizado

Atenção: Não houve alojamento para este curso

Documentos obrigatórios: ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra; documento de identidade; certificado de conclusão de curso de Ensino Médio ou de graduação ou, ainda, declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso de graduação; certificado de curso de Braille; foto 3 x 4 recente (1º dia de aula).

Para certificação: frequência mínima de 80% e Média igual ou superior a 6,0 (seis)

Taxa de material: R$ 80,00

Professoras da disciplina: Elise de Melo Borba Ferreira e Paula Marcia Barbosa.

Breve currículo:
Elise de Melo Borba Ferreira – Mestranda em Educação pela Universidade Estácio de Sá (2013). Especialista em Educação Especial – Área da Deficiência Visual – pela UNIRIO, 1998. Graduada em Letras – Português Literaturas pela UFRJ, 1983. Fez o Curso de Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão ( IBC ), em 1983. Atua como docente do IBC em cursos de qualificação na área da deficiência visual, desde 1993. É Supervisora de Cursos do DTE desde 2010. Foi Chefe da Divisão de Capacitação de Recursos Humanos (2008- 2010), Coordenadora de Adaptação de Livros e Textos Didáticos para Transcrição em Braille (2005 a 2010), Chefe da Divisão de Imprensa Braille (1999 - 2005). Chefe da Divisão de Produção de Material Especializado (1993-1999), Coordenadora da Educação Infantil (1990-1992) e docente da 1ª fase do Ensino Fundamental (1984 - 1991).

Paula Marcia Barbosa – Graduada em Matemática, pós-graduada em docência superior, especialista na área da deficiência visual desde 1982. Atuou como professora até 2009 nas turmas de 6º ao 9º anos no IBC, lecionando geometria. Atualmente é Coordenadora de Adaptação no Departamento Técnico-Especializado (DTE), no IBC. Desde 1992, é professora da disciplina Recursos Didáticos para o Ensino da Matemática no Curso de Qualificação de Professores na Área da Deficiência da Visão.

Programa:

Unidade I
1. Breve histórico do processo de produção Braille no IBC
2. Etapas da produção de livros em Braille
3. Diferentes modalidades de aplicação do Sistema Braille
4. Documentos normatizadores do uso do Braille no Brasil
5. Visita à Imprensa Braille – DIB

Unidade II
1. Grafia Braille Para a Língua Portuguesa
1.1 Conceitos básicos
1.2 Norma de aplicação dos símbolos mais usados

Unidade III
1. Aplicação do Sistema Braille à Matemática
1.1 Apresentação dos principais itens e suas aplicações

Unidade IV
2. Normas técnicas para transcrição em Braille
2.1 Considerações gerais
2.2 Apresentação dos principais itens e suas aplicações

Unidade V
1. Produção informatizada de textos através do programa Braille Fácil
1.1 Principais recursos do programa
1.2 Instalação e configuração de impressora braille computadorizada.

Unidade VI
1. Atividades práticas de transcrição e impressão
2. Representações gráficas simples utilizando o Braille Fácil: esquemas, gráficos e tabelas

Metodologia: aulas teóricas e práticas.

Avaliações:
1ª) atividade de transcrição e impressão
2ª) atividade de transcrição

Bibliografia e Material Teórico:

Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.



Adaptação no Sistema Braille

Adaptação no Sistema Braille



Público: Professores e acadêmicos da área da Educação.

Ementa: Normas técnicas e critérios para adaptação de textos e livros no Sistema Braille. Principais grafias utilizadas no Brasil.

Carga horária total: 40 horas/aula

Pré-requisitos: Domínio do Sistema Braille. Utilizar o sistema de leitura e escrita em tinta comum.

Nº de vagas: 25

Período do curso: de 02/10 a 06/11/2014.

Horários: Terças e quintas, das 18:15 às 21:45 hs.

ATENÇÃO: NÃO será oferecido alojamento para este curso.
Período de pré-inscrições: De 01 a 31/08/2014.
Documentos Obrigatórios:
• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de Identidade
• Certificado de conclusão de curso superior na área da Educação ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso desta área;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula)

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.
Para certificação: Frequência mínima de 80%.

Taxa de material: R$ 80,00

Professoras: Maristela Dalmolin e Paula Marcia Barbosa.

Breve currículo:

Maristela Dalmolin: Graduada em Letras (Língua Portuguesa e Literatura Brasileira) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pós-graduada em Administração Escolar pela Universidade Cândido Mendes. Desde 1994 atua como professora do Instituto Benjamin Constant (IBC). Foi coordenadora do 1º segmento do Ensino Fundamental por quatro anos e no 2º segmento coordenou por dois anos. Atualmente é adaptadora de livros didáticos e paradidáticos no Departamento Técnico-Especializado (DTE). Participa da comissão de audiodescrição no IBC. Em 2012 foi colaboradora no Curso de Qualificação de Professores na Área da Deficiência Visual na disciplina Adaptação, Transcrição e Impressão em Braille.

Paula Marcia Barbosa: Graduada em Matemática pela Universidade Federal Fluminense (UFF), pós-graduada em Docência Superior pelo Instituto Superior de Ensino Pedagógico (ISEP), especialista na Área da Deficiência Visual desde 1982 (IBC). Atuou como professora até 2010 nas turmas de 6º ao 9º anos, lecionando geometria. Desde 1992 é professora da disciplina Recursos Didáticos para o Ensino de Matemática no Curso de Qualificação de Professores na Área da Deficiência Visual. Autora do trabalho monográfico “Geometria e Deficiência Visual” (1998). Autora do artigo “Geometria” publicado na revista técnico-científica Benjamin Constant (revista nº 25, 2003). Uma das autoras do livro “Atividades Matemáticas para Alunos Deficientes Visuais” (UFRJ, 2010). Atualmente é Coordenadora de Adaptação no Departamento Técnico-Especializado (DTE), no IBC. É professora de Adaptação, Transcrição e Revisão de Textos em Braille no IBC.

PROGRAMA:
• UNIDADE I
1. Breve histórico da produção braille no IBC
2. Etapas da produção de livros em braille
2.1. Adaptação
2.2. Transcrição
2.3. Revisão do texto em braille
2.4. Impressão e encadernação
3. Pré-requisitos dos profissionais
4. Critérios essenciais para adaptação dos modernos livros didáticos.

• UNIDADE II
1. Normas técnicas para transcrição de textos em Braille
1.1. Capas/Copyright/Ficha Catalográfica
1.2. Índice/Separação de Capítulos
1.3. Identificação/Paginação
1.4. Títulos
1.5. Diagramação
1.6. Parágrafo/Questões de Provas e Itens de exercícios
1.7. Notas de Rodapé
1.8. Desenhos/Figuras/Lacunas
1.9. Nota de transcrição
1.10. Versos
1.11. Palavras Estrangeiras
1.12. Símbolos para Representações não previstas na Grafia Braille
1.13. Glossário/Índice de Nomes, Índice Remissivo, Índice de Assuntos
1.14. Bibliografia
1.15. Atividades práticas de adaptação de conteúdos de livros didáticos do 1º segmento do Ensino Fundamental.

• UNIDADE III
1. Adaptações
1.1. Esquemas
1.2. Gráficos
1.3. Tabelas
1.4. Caça-Palavras
1.5. Palavras Cruzadas
1.6. Tirinhas e histórias em quadrinhos
1.7. Mapas
1.8. Atividades práticas de adaptação de conteúdos de livros didáticos do 1º segmento do Ensino Fundamental.

METODOLOGIA: aulas teóricas e práticas

AVALIAÇÃO: adaptação de conteúdo de livro didático

MATERIAIS: apostila

BIBLIOGRAFIA:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.
Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.
Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU, Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Cursos 2014 - Adaptação no Sistema Braille

Adaptação no Sistema Braille

(Atenção: a realização desse curso foi cancelada em 24/02/2014).




Público: Professores e acadêmicos da área da Educação.

Ementa: Normas técnicas e critérios para adaptação de textos e livros no Sistema Braille. Principais grafias utilizadas no Brasil.

Carga horária total: 40 horas/aula

Pré-requisitos: Domínio do Sistema Braille. Utilizar o sistema de leitura e escrita em tinta comum.

Nº de vagas: 25

Período do curso: de 11/03 a 10/04/2014

Horários: terças e quintas, das 18:15 às 21:45 hs.

ATENÇÃO: NÃO será oferecido alojamento para este curso.

Período de pré-inscrições: De 13/01 a 07/02/2014.
ATENÇÃO: PERÍODO DE INSCRIÇÃO PRORROGADO ATÉ O DIA 21/02/2014.

Documentos Obrigatórios:
• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra : Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.;
• Documento de Identidade
• Certificado de conclusão de curso superior na área da Educação ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso desta área;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula)

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: Frequência mínima de 80%.

Taxa de material: R$ 80,00

Professoras: Maristela Dalmolin e Paula Marcia Barbosa.

Breve currículo:
Maristela Dalmolin: Graduada em Letras (Língua Portuguesa e Literatura Brasileira) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pós-graduada em Administração Escolar pela Universidade Cândido Mendes. Desde 1994 atua como professora do Instituto Benjamin Constant (IBC). Foi coordenadora do 1º segmento do Ensino Fundamental por quatro anos e no 2º segmento coordenou por dois anos. Atualmente é adaptadora de livros didáticos e paradidáticos no Departamento Técnico-Especializado (DTE). Participa da comissão de audiodescrição no IBC. Em 2012 foi colaboradora no Curso de Qualificação de Professores na Área da Deficiência Visual na disciplina Adaptação, Transcrição e Impressão em Braille.

Paula Marcia Barbosa: Graduada em Matemática pela Universidade Federal Fluminense (UFF), pós-graduada em Docência Superior pelo Instituto Superior de Ensino Pedagógico (ISEP), especialista na Área da Deficiência Visual desde 1982 (IBC). Atuou como professora até 2010 nas turmas de 6º ao 9º anos, lecionando geometria. Desde 1992 é professora da disciplina Recursos Didáticos para o Ensino de Matemática no Curso de Qualificação de Professores na Área da Deficiência Visual. Autora do trabalho monográfico “Geometria e Deficiência Visual” (1998). Autora do artigo “Geometria” publicado na revista técnico-científica Benjamin Constant (revista nº 25, 2003). Uma das autoras do livro “Atividades Matemáticas para Alunos Deficientes Visuais” (UFRJ, 2010). Atualmente é Coordenadora de Adaptação no Departamento Técnico-Especializado (DTE), no IBC. É professora de Adaptação, Transcrição e Revisão de Textos em Braille no IBC.

PROGRAMA:
• UNIDADE I
1. Breve histórico da produção braille no IBC
2. Etapas da produção de livros em braille
2.1. Adaptação
2.2. Transcrição
2.3. Revisão do texto em braille
2.4. Impressão e encadernação
3. Pré-requisitos dos profissionais
4. Critérios essenciais para adaptação dos modernos livros didáticos.

• UNIDADE II
1. Normas técnicas para transcrição de textos em Braille
1.1. Capas/Copyright/Ficha Catalográfica
1.2. Índice/Separação de Capítulos
1.3. Identificação/Paginação
1.4. Títulos
1.5. Diagramação
1.6. Parágrafo/Questões de Provas e Itens de exercícios
1.7. Notas de Rodapé
1.8. Desenhos/Figuras/Lacunas
1.9. Nota de transcrição
1.10. Versos
1.11. Palavras Estrangeiras
1.12. Símbolos para Representações não previstas na Grafia Braille
1.13. Glossário/Índice de Nomes, Índice Remissivo, Índice de Assuntos
1.14. Bibliografia
1.15. Atividades práticas de adaptação de conteúdos de livros didáticos do 1º segmento do Ensino Fundamental.

• UNIDADE III
1. Adaptações
1.1. Esquemas
1.2. Gráficos
1.3. Tabelas
1.4. Caça-Palavras
1.5. Palavras Cruzadas
1.6. Tirinhas e histórias em quadrinhos
1.7. Mapas
1.8. Atividades práticas de adaptação de conteúdos de livros didáticos do 1º segmento do Ensino Fundamental.

METODOLOGIA: aulas teóricas e práticas

MATERIAIS: apostila

BIBLIOGRAFIA:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.
Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.
Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU, Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Cursos 2013: Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille - Turma II

Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille - Turma II




Público: Professores e acadêmicos da área de Educação.

Ementa: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a escrita em Braille. Identificação e representação dos caracteres Braille na leitura e escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos no Sistema Braille integral.

Carga Horária Total: 40 horas/aula.

Pré-Requisitos: Ensino Médio completo.

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: De 09 a 13/09/2013

Horários: De segunda a sexta-feira, de 08:00 às 17:00

Período de Pré-Inscrição: De 23/07 a 23/08/2013.

Documentos Obrigatórios:
• Ficha de pré-inscrição preenchida na íntegra;
• Documento de identidade;
• Certificado de conclusão de curso superior na área da Educação ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso desta área;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

Para certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 80,00

Professor da Disciplina: Maria Luzia do Livramento.

Breve Currículo: Graduada em Psicologia pelas Faculdades Integradas Celso Lisboa (1989). Concluiu o Curso de Formação de Professores no Colégio Estadual Ignácio de Azevedo no ano de 1984. Fez o Curso Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão do IBC em 1990. Foi revisora Braille, nos períodos de 1993 a 2001 e 2004 a 2009, no IBC. Foi revisora Braille na Associação Macaense de Amparo ao Cego no período de 2002 a 2003. Atualmente é professora de Braille do Instituto Benjamin Constant, aprovada no concurso público de 2009.


Programa:

1. Breve histórico do Sistema Braille

2. Instrumentos utilizados para a escrita:
a) Reglete e punção
b) Máquina de datilografia Braille

3. O Sistema Braille:
a) Alfabeto
b) Letras acentuadas
c) Sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d) Pontuação

4. Transcrição (do sistema comum para o Braille e vice-versa):
a) Palavras, frases e pequenos textos
b) Parágrafo e centralização de títulos
c) Leitura de textos em interponto

5. Simbologia matemática:
a) Numerais indo-arábicos, romanos e ordinais
b) Representação das operações fundamentais
c) Representação de datas


Metodologia do Curso: Aulas teóricas e práticas.


Materiais fornecidos pelo IBC: reglete, punção, papel 120g, apostilas em braille e no sistema comum de escrita.


Bibliografia:

Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

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NÚMERO DE VISITAS A ESTA PÁGINA:

Iniciação ao Sistema Braille – Turma 2

Iniciação ao Sistema Braille – Turma 2



Público: Funcionários, Pais e Responsáveis de alunos, Voluntários e demais pessoas interessadas.

Ementa: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a escrita em Braille. Identificação e representação dos caracteres Braille na leitura e escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos no Sistema Braille integral.

Carga Horária Total: 40 horas/aula.

Pré-Requisitos: Ensino Fundamental completo.

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: De 11/08 a 22/10/2014

Horários: Segundas e Quartas-Feiras, de 14:30 às 16:30 Hs.

ATENÇÃO: Para este curso NÃO será oferecido alojamento.

Período de Pré-Inscrição: De 09/06 a 04/07/2014

Documentos Obrigatórios:
Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
Documento de Identidade;
Certificado de conclusão do Ensino Fundamental;
Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: Frequência mínima de 75% e nota igual ou superior a 6,0

Taxa de Material: Não há.

Professor: Vítor Alberto Marques.

Breve Currículo: Licenciado em História pela Universidade Federal Fluminense. Fez o Curso de Formação de Professores pelo Instituto Helena Antipoff. É professor do Instituto Benjamin Constant desde 1985. Dentre outras atividades, leciona em cursos de Braille.

Programa:

1. Breve histórico do Sistema Braille
2. Instrumentos utilizados para a escrita:
a) Reglete e punção
b) Máquina de datilografia Braille
3. O Sistema Braille:
a) Alfabeto
b) Letras acentuadas
c) Sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d) Pontuação
4. Transcrição (do sistema comum para o Braille e vice-versa):
a) Palavras, frases e pequenos textos
b) Parágrafo e centralização de títulos
c) Leitura de textos em interponto
5. Simbologia matemática:
a) Numerais: indo-arábicos, romanos, ordinais, decimais, fracionários
b) Representação de datas
c) Representação das operações fundamentais

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas.

Materiais: papel 120g, apostilas em braille e no sistema comum de escrita. O cursista deve trazer sua reglete e punção para as aulas.

Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Cursos 2014 - Iniciação ao Sistema Braille

Iniciação ao Sistema Braille




Público: Funcionários, Pais e Responsáveis de alunos, Voluntários e demais pessoas interessadas.

Ementa: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a escrita em Braille. Identificação e representação dos caracteres Braille na leitura e escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos no Sistema Braille integral.

Carga Horária Total: 40 horas/aula.

Pré-Requisitos: Ensino Fundamental completo.

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: De 17/03 a 28/05/2014

Horários: Segundas e Quartas-Feiras, de 14:30 às 16:30 Hs.

ATENÇÃO: Para este curso NÃO será oferecido alojamento.

Período de Pré-Inscrição: De 06/01 a 07/02/2014.

Documentos Obrigatórios:
• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra : Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.;
• Documento de Identidade;
• Certificado de conclusão do Ensino Fundamental;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: Frequência mínima de 75% e nota igual ou superior a 6,0

Taxa de Material: Não há.

Professor: Vítor Alberto Marques.

Breve Currículo: Licenciado em História pela Universidade Federal Fluminense. Fez o Curso de Formação de Professores pelo Instituto Helena Antipoff. É professor do Instituto Benjamin Constant desde 1985. Dentre outras atividades, leciona em cursos de Braille.

Programa:

1. Breve histórico do Sistema Braille
2. Instrumentos utilizados para a escrita:
a) Reglete e punção
b) Máquina de datilografia Braille
3. O Sistema Braille:
a) Alfabeto
b) Letras acentuadas
c) Sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d) Pontuação
4. Transcrição (do sistema comum para o Braille e vice-versa):
a) Palavras, frases e pequenos textos
b) Parágrafo e centralização de títulos
c) Leitura de textos em interponto
5. Simbologia matemática:
a) Numerais: indo-arábicos, romanos, ordinais, decimais, fracionários
b) Representação de datas
c) Representação das operações fundamentais

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas.

Materiais: papel 120g, apostilas em braille e no sistema comum de escrita. O cursista deve trazer sua reglete e punção para as aulas.

Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Cursos 2013 - Iniciação ao Sistema Braille – Turma II

Iniciação ao Sistema Braille – Turma II



Público: Funcionários, Pais e Responsáveis de alunos, Voluntários e demais pessoas interessadas.

Ementa: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a escrita em Braille. Identificação e representação dos caracteres Braille na leitura e escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos no Sistema Braille integral.

Carga Horária Total: 40 horas/aula.

Pré-Requisitos: Ensino Fundamental completo.

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: De 12/08 a 23/10/2013

Horários: Segundas e Quartas-Feiras, de 14:30 às 16:30

Período de Pré-Inscrição: De 10/06 a 12/07/2013

Atenção: Não haverá alojamento para este curso

Documentos Obrigatórios:
• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de Identidade;
• Certificado de conclusão do Ensino Fundamental;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: frequência mínima de 75% às aulas e nota igual ou superior a 6,0 (seis).

Taxa de Material: Não há.

Professor: Vítor Alberto Marques.

Breve Currículo: Vítor Alberto Marques - Licenciado em História pela Universidade Federal Fluminense. Fez o Curso de Formação de Professores pelo Instituto Helena Antipoff. É professor do Instituto Benjamin Constant desde 1985. Dentre outras atividades, leciona em cursos de Braille.

Programa:

1. Breve histórico do Sistema Braille

2. Instrumentos utilizados para a escrita:
a) Reglete e punção
b) Máquina de datilografia Braille

3. O Sistema Braille:
a) Alfabeto
b) Letras acentuadas
c) Sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d) Pontuação

4. Transcrição (do sistema comum para o Braille e vice-versa):
a) Palavras, frases e pequenos textos
b) Parágrafo e centralização de títulos
c) Leitura de textos em interponto

5. Simbologia matemática:
a) Numerais: indo-arábicos, romanos, ordinais, decimais, fracionários
b) Representação de datas
c) Representação das operações fundamentais

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas.

Materiais: papel 120g, apostilas em braille e no sistema comum de escrita. O cursista deve trazer sua reglete e punção para as aulas.

Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Cursos 2013 - Iniciação ao Sistema Braille – Turma I

Iniciação ao Sistema Braille - Turma I



Público: Funcionários, Pais e Responsáveis de alunos, Voluntários e demais pessoas interessadas.

Ementa: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a escrita em Braille. Identificação e representação dos caracteres Braille na leitura e escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos no Sistema Braille integral.

Carga Horária Total: 40 horas/aula.

Pré-Requisitos: Ensino Fundamental completo.

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: Já Concluído

Horários: Segundas e Quartas-Feiras, de 14:30 às 16:30

Período de Inscrição: Finalizado

Atenção: Não haverá alojamento para este curso

Documentos Obrigatórios:
• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de Identidade;
• Certificado de conclusão do Ensino Fundamental;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: frequência mínima de 75% às aulas e nota igual ou superior a 6,0 (seis).

Taxa de Material: Não há.

Professor: Vítor Alberto Marques.

Breve Currículo: Vítor Alberto Marques - Licenciado em História pela Universidade Federal Fluminense. Fez o Curso de Formação de Professores pelo Instituto Helena Antipoff. É professor do Instituto Benjamin Constant desde 1985. Dentre outras atividades, leciona em cursos de Braille.

Programa:

1. Breve histórico do Sistema Braille

2. Instrumentos utilizados para a escrita:
a) Reglete e punção
b) Máquina de datilografia Braille

3. O Sistema Braille:
a) Alfabeto
b) Letras acentuadas
c) Sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d) Pontuação

4. Transcrição (do sistema comum para o Braille e vice-versa):
a) Palavras, frases e pequenos textos
b) Parágrafo e centralização de títulos
c) Leitura de textos em interponto

5. Simbologia matemática:
a) Numerais: indo-arábicos, romanos, ordinais, decimais, fracionários
b) Representação de datas
c) Representação das operações fundamentais

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas.

Materiais: papel 120g, apostilas em braille e no sistema comum de escrita. O cursista deve trazer sua reglete e punção para as aulas.

Bibliografia:

Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille

Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille




Público: Professores e acadêmicos da área de Educação.

Ementa: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a escrita em Braille. Identificação e representação dos caracteres Braille na leitura e escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos no Sistema Braille integral.

Carga Horária Total: 40 horas/aula.

Pré-Requisitos: Não há.

Nº de Vagas: 25

Período do curso: de 02/10 a 06/11/2014.

Horários: Terças e quintas, das 18:15 às 21:45 hs.

ATENÇÃO: NÃO será oferecido alojamento para este curso.

Período de pré-inscrições: De 01 a 31/08/2014.

Documentos Obrigatórios:
• Ficha de pré-inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de identidade;
• Certificado de conclusão de curso superior na área da Educação ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso desta área;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 80,00

Professora: Maria Luzia do Livramento

Breve Currículo: Graduada em Psicologia pelas Faculdades Integradas Celso Lisboa (1989). Concluiu o Curso de Formação de Professores no Colégio Estadual Ignácio Azevedo do Amaral no ano de 1984. Fez o Curso Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão do IBC em 1990. Foi revisora Braille, nos períodos de 1993 a 2001 e 2004 a 2009, no IBC. Foi revisora Braille na Associação Macaense de Amparo ao Cego no período de 2002 a 2003. Atualmente é professora de Braille do Instituto Benjamin Constant, aprovada no concurso público de 2009.

Programa:

1. Breve histórico do Sistema Braille
2. Instrumentos utilizados para a escrita:
a) Reglete e punção
b) Máquina de datilografia Braille
3. O Sistema Braille:
a) Alfabeto
b) Letras acentuadas
c) Sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d) Pontuação
4. Transcrição (do sistema comum para o Braille e vice-versa):
a) Palavras, frases e pequenos textos
b) Parágrafo e centralização de títulos
c) Leitura de textos em interponto
5. Simbologia matemática:
a) Numerais indo-arábicos, romanos e ordinais
b) Representação das operações fundamentais
c) Representação de datas

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas.

Materiais fornecidos pelo IBC: reglete, punção, papel 120g, apostilas em braille e no sistema comum de escrita.

Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Cursos 2014 - Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille

Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille




Público: Professores e acadêmicos da área de Educação.

Ementa: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a escrita em Braille. Identificação e representação dos caracteres Braille na leitura e escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos no Sistema Braille integral.

Carga Horária Total: 40 horas/aula.

Pré-Requisitos: Não Há.

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: De 17 a 21/02/2014.

Horários: De segunda a sexta-feira, de 08:00 às 17:00 hs.

ATENÇÃO: Por motivo de obras nas acomodações, NÃO será oferecido alojamento para este curso.

Período de Pré-Inscrição: De 18/11 a 20/12/2013.

Documentos Obrigatórios:
• Ficha de pré-inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de identidade;
• Certificado de conclusão de curso superior na área da Educação ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso desta área;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 80,00

Professora: Maria Luzia do Livramento

Breve Currículo:
Graduada em Psicologia pelas Faculdades Integradas Celso Lisboa (1989). Concluiu o Curso de Formação de Professores no Colégio Estadual Ignácio de Azevedo no ano de 1984. Fez o Curso Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão do IBC em 1990. Foi revisora Braille, nos períodos de 1993 a 2001 e 2004 a 2009, no IBC. Foi revisora Braille na Associação Macaense de Amparo ao Cego no período de 2002 a 2003. Atualmente é professora de Braille do Instituto Benjamin Constant, aprovada no concurso público de 2009.

Programa:

1. Breve histórico do Sistema Braille
2. Instrumentos utilizados para a escrita:
a) Reglete e punção
b) Máquina de datilografia Braille
3. O Sistema Braille:
a) Alfabeto
b) Letras acentuadas
c) Sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d) Pontuação
4. Transcrição (do sistema comum para o Braille e vice-versa):
a) Palavras, frases e pequenos textos
b) Parágrafo e centralização de títulos
c) Leitura de textos em interponto
5. Simbologia matemática:
a) Numerais indo-arábicos, romanos e ordinais
b) Representação das operações fundamentais
c) Representação de datas

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas.

Materiais fornecidos pelo IBC: reglete, punção, papel 120g, apostilas em braille e no sistema comum de escrita.

Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Cursos 2013 - Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille - Turma I

Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille - Turma I



Público: Professores e acadêmicos da área de Educação.

Ementa: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a escrita em Braille. Identificação e representação dos caracteres Braille na leitura e escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos no Sistema Braille integral.

Carga Horária Total: 40 horas/aula.

Data do curso: Curso cancelado em 29/04/2013

Dias e horários do curso: Diariamente, das 8 às 17 hs

Período de inscrição: Finalizado

Documentos Obrigatórios:
•Ficha de pré-inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
•Documento de identidade;
•Certificado de conclusão de curso superior na área da Educação ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso desta área;
•Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 80,00

Professor da Disciplina: Carla Maria de Souza.

Breve Currículo: Carla Maria de Souza - Pós-graduada em Literatura Brasileira pela UERJ (1995). Graduada em Letras Português – Literaturas pela UERJ (1992). Concluiu o Curso de Formação de Professores do Instituto de Educação do RJ em 1986. Fez o Curso de Especialização de Professores na área da Deficiência da Visão, do IBC, em 1987. Foi professora da Rede Municipal do Rio de Janeiro no período de 1988 a 1993. Ingressou como docente no IBC em1993, onde atua até os dias atuais como professora em turmas do Ensino Fundamental. Coordenou o 1º segmento do Ensino Fundamental do IBC, foi Chefe da Divisão de Ensino de 2007 a 2009 e Supervisora Pedagógica de 2009 a 2001. Atua, também, como professora em cursos de Braille.

Programa:

1.Breve histórico do Sistema Braille

2.Instrumentos utilizados para a escrita:
a)Reglete e punção
b)Máquina de datilografia Braille

3.O Sistema Braille:
a)Alfabeto
b)Letras acentuadas
c)Sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d)Pontuação

4.Transcrição (do sistema comum para o Braille e vice-versa):
a)Palavras, frases e pequenos textos
b)Parágrafo e centralização de títulos
c)Leitura de textos em interponto

5.Simbologia matemática:
a)Numerais indo-arábicos, romanos e ordinais
b)Representação das operações fundamentais
c)Representação de datas

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas.

Materiais fornecidos pelo IBC: reglete, punção, papel 120g; apostilas em braille e no sistema comum de escrita.

Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Cursos 2012 - Técnicas de Leitura, Escrita e Metodologia de Ensino do Sistema Braille

Técnicas de Leitura, Escrita e Metodologia de Ensino do Sistema Braille



ATENÇÃO: Curso Cancelado



Público: Professores e acadêmicos da área de educação.

Ementa: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a escrita em Braille. Identificação e representação dos caracteres Braille na leitura e escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos para o Sistema Braille integral. Metodologia e práticas de ensino do Sistema Braille.

Carga Horária Total: 64 horas/aula.

Pré-Requisitos: Não há.

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: De 07/08 a 27/11/2012

Horários: Terça e quinta-feira, de 13:30 às 15:30hs

Período de Pré-Inscrição: De 11/06 a 13/07/2012

Documentos Obrigatórios:
• Ficha de pré-inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de Identidade;
• Certificado de conclusão de curso superior na área da Educação ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso desta área;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: Frequência mínima de 80% e média igual ou superior a 6,0

Taxa de Material: R$ 80,00

Professor da Disciplina: Maria Helena Franco Sena.

Breve Currículo: Maria Helena Franco Sena – Graduada em Letras Português – Inglês, pela Universidade Santa Úrsula (1980).Concluiu o Curso de Formação de Professores no Colégio Santa Rosa de Lima (1975). Fez o Curso de Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão, do IBC, em 1983. Ingressou como docente no IBC em 1982, onde atua como professora nas séries iniciais do ensino fundamental e ministra cursos de Braille e de técnicas de cálculos no Soroban. Foi membro da Comissão Brasileira do Braille – MEC, (1999 a 2002).

Programa:

1.Breve histórico do Sistema Braille

2.Instrumentos utilizados para a escrita:
a)Reglete e punção
b)Máquina de datilografia Braille

3.O Sistema Braille:
a)Alfabeto
b)Letras acentuadas
c)Sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d)Pontuação

4.Transcrição (do sistema comum para o Braille e vice-versa):
a)Palavras, frases e pequenos textos
b)Parágrafo e centralização de títulos
c)Leitura de textos em interponto

5.Simbologia matemática:
a)Numerais: indo-arábicos, romanos, ordinais, decimais, fracionários
b)Representação das operações fundamentais
c)Representação de datas

6.Metodologia de ensino do Sistema Braille para pessoas cegas:
a)A pessoa com deficiência visual
b)Pré-requisitos para a leitura e escrita
c)Sugestões de atividades práticas que estimulem o desenvolvimento do tato

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas

Materiais fornecidos pelo IBC: reglete, punção, papel 120g; apostilas em braille e no sistema comum de escrita.

Avaliação: escrita e leitura

Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Cursos 2014 - Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille

Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille

(Atenção: a realização desse curso foi cancelada em 24/02/2014).





Público: Professores e acadêmicos da área de Educação.

Ementa: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a escrita em Braille. Identificação e representação dos caracteres Braille na leitura e escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos no Sistema Braille integral.

Carga Horária Total: 40 horas/aula.

Pré-Requisitos: Não há.

Nº de Vagas: 25

Período do Curso:De 11/03 a 15/04/2014 (dia 13/03 não haverá aula. A professora é representante do IBC na Comissão Brasileira de Braille e terá reunião em Brasília nesta data).

Horários: Terças e Quintas-Feiras, das 18:15 às 21:45hs

ATENÇÃO: NÃO será oferecido alojamento para este curso.

Período de Pré-Inscrição: De 13/01 a 07/02/2014.
ATENÇÃO: PERÍODO DE INSCRIÇÃO PRORROGADO ATÉ O DIA 21/02/2014.

Documentos Obrigatórios:
• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra : Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.;
• Documento de identidade;
• Certificado de conclusão de curso superior na área da Educação ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso desta área;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 80,00

Professora: Maria Luzia do Livramento

Breve Currículo: Graduada em Psicologia pelas Faculdades Integradas Celso Lisboa (1989). Concluiu o Curso de Formação de Professores no Colégio Estadual Ignácio Azevedo do Amaral no ano de 1984. Fez o Curso Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão do IBC em 1990. Foi revisora Braille, nos períodos de 1993 a 2001 e 2004 a 2009, no IBC. Foi revisora Braille na Associação Macaense de Amparo ao Cego no período de 2002 a 2003. Atualmente é professora de Braille do Instituto Benjamin Constant, aprovada no concurso público de 2009.

Programa:

1. Breve histórico do Sistema Braille
2. Instrumentos utilizados para a escrita:
a) Reglete e punção
b) Máquina de datilografia Braille
3. O Sistema Braille:
a) Alfabeto
b) Letras acentuadas
c) Sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d) Pontuação
4. Transcrição (do sistema comum para o Braille e vice-versa):
a) Palavras, frases e pequenos textos
b) Parágrafo e centralização de títulos
c) Leitura de textos em interponto
5. Simbologia matemática:
a) Numerais indo-arábicos, romanos e ordinais
b) Representação das operações fundamentais
c) Representação de datas

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas.

Materiais fornecidos pelo IBC: reglete, punção, papel 120g, apostilas em braille e no sistema comum de escrita.

Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

O Código Braille: Observações e Normas de Aplicação -2

2 - NÚMEROS E SINAIS COM ELES USADOS


12 - Os caracteres da 1ª série, precedidos do sinal Números e Sinais Com Eles Usados (3456), representam os algarismos de um a zero. Quando um número é formado por dois ou mais algarismos, só o primeiro é precedido deste sinal.

EXEMPLOS:
Exemplos

13 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (2) representa a vírgula e o ponto que em tinta se empregam para, num numeral decimal, separar a parte inteira da parte decimal.

EXEMPLOS:
Exemplos

14 - O ponto 3 representa o ponto separador de classes. É corrente, contudo, só efetuar tal separação em números constituídos por mais de quatro algarismos, na parte inteira ou na parte decimal.

EXEMPLOS:
Exemplos

15 - Os números ordinais representam-se pelos caracteres da 5ª série, precedidos do sinal Números e Sinais Com Eles Usados (3456) e seguidos de uma das terminações o, a, os, as.

EXEMPLOS:
Exemplos

16 - Quando números ou letras e números se articulam numa só sucessão, os números são sempre precedidos do sinal Números e Sinais Com Eles Usados (3456) e as letras devem ficar claramente distintas em relação aos algarismos. A articulação de números com as dez primeiras letras do alfabeto exige que estas sejam precedidas do sinal de letra latina minúscula Números e Sinais Com Eles Usados (5).

a) Números articulados com números:
Exemplos

b) Números articulados com letras maiúsculas:
Exemplos

c) Números articulados com letras minúsculas:
Exemplos

d) Letras articuladas com números:
Exemplos

17 - Na escrita de frações, os sinais Números e Sinais Com Eles Usados (256) e Números e Sinais Com Eles Usados (5 256) representam o respectivo traço horizontal.

EXEMPLOS:
Exemplos

17.1 - No caso de números fracionários em escrita abreviada, o numerador pode representar-se pelos sinais da 5ª série e o denominador pelos sinais da 1ª série, sem repetição do sinal de número.

EXEMPLOS:
Exemplos

17.2 - Nos números mistos, a parte fracionária segue imediatamente a parte inteira.

EXEMPLOS:
Exemplos

18 - O cifrão Números e Sinais Com Eles Usados (56) é usado para expressar a unidade monetária de numerosos países, incluindo-se Brasil e, até 28 de fevereiro de 2002, Portugal. Em Portugal, quando não há algarismo correspondente à unidade, o sinal Números e Sinais Com Eles Usados precede imediatamente o cifrão.

EXEMPLOS:
Exemplos

18.1 - O euro é representado pelo sinal composto Números e Sinais Com Eles Usados (4 15) e precede ou segue imediatamente o número.

EXEMPLOS:
Exemplos

19 - Os sinais compostos Números e Sinais Com Eles Usados e Números e Sinais Com Eles Usados representam, respectivamente, por cento e por mil. Estes sinais ficam sempre ligados aos números a que se referem.

EXEMPLOS:
Exemplos

20 - O sinal composto Números e Sinais Com Eles Usados representa parágrafo e parágrafos jurídicos. Emprega-se imediatamente antes de um número e é seguido de espaço antes de uma palavra.

EXEMPLOS:
Exemplos

21 - A representação de datas sob a forma inteiramente numérica deve obedecer às seguintes regras:

a) Os elementos constitutivos da data devem ser colocados pela ordem dia-mês-ano, utilizando-se dois algarismos para o dia, dois para o mês e dois ou quatro para o ano.

b) A representação deve ser feita com algarismos arábicos.

c) Na representação do ano não se emprega o ponto separador de classes.

d) Os elementos constitutivos da data devem ser separados por barra ou hífen.

e) O sinal de algarismo deve ser repetido antes de cada elemento.

EXEMPLOS:
Exemplos

22 - Os sinais de operação e de relação podem transcrever-se, na generalidade dos casos, sem espaços.

EXEMPLOS:
Exemplos

22.1 - A translineação das expressões far-se-á, preferentemente, após um sinal de operação ou de relação, o qual se repetirá no início da linha imediata. Quando este processo não for possível, emprega-se o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (5) que não se repetirá na linha seguinte.

EXEMPLOS:
Exemplos

22.2 - Se uma expressão contiver palavra ou palavras, para maior clareza ou uniformidade de representação, os sinais operatórios e de relação podem usar-se entre espaços.

EXEMPLOS:
Exemplos

23 - Os símbolos das unidades de medida escrevem-se sem ponto abreviativo e ficam separados por um espaço dos números que, em geral, os precedem.

EXEMPLOS:
Exemplos

24 - Na representação de amplitudes de arcos e ângulos, expressas em graus sexagesimais, o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (356) emprega-se como símbolo da unidade grau; o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (1256), como símbolo da unidade minuto; o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (1256 1256), como símbolo da unidade segundo.

EXEMPLOS:
Exemplos

25 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (356) emprega-se também como símbolo da unidade grau, na representação de temperaturas, e pode ser combinado com outros símbolos.

EXEMPLOS:
Exemplos

26 - As medidas de tempo e de arcos e ângulos se escrevem com espaços intermediários.

EXEMPLOS:
Exemplos

27 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (16) confere aos elementos que o seguem o significado de expoente ou índice superior.

EXEMPLOS:
Exemplos

28 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (34) confere aos elementos que o seguem o significado de índice inferior.

EXEMPLOS:
Exemplos

29 - Para escrever a numeração romana empregam-se letras maiúsculas.

EXEMPLOS:
Exemplos

29.1 - Quando o número é constituído por duas ou mais letras, emprega-se o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (46 46) antes da primeira.

EXEMPLOS:
Exemplos

29.2 - O traço horizontal que multiplica por mil a parte coberta do número romano, e o duplo traço que a multiplica por um milhão, representam-se, respectivamente, pelos sinais Números e Sinais Com Eles Usados (25) e Números e Sinais Com Eles Usados (25 25), colocados imediatamente depois da última letra afetada pelo(s) traço(s).

EXEMPLOS:
Exemplos

3 - SINAL DE ITÁLICO E OUTRAS VARIANTES TIPOGRÁFICAS


30 - O sinal Sinal de Itálico (35) é o correspondente braille do itálico, sublinhado, negrito e da impressão em outros tipos (cursivo, normando, etc.). Antepõe-se e pospõe-se imediatamente a texto, fragmento de texto, palavra ou elemento de palavra a destacar.

EXEMPLOS:
Exemplos

30.1 - Se o texto a destacar é constituído por mais de um parágrafo, o sinal Sinal de Itálico (35) antepõe-se a cada um deles e pospõe-se apenas ao último.

EXEMPLO:
Exemplos

30.2
Exemplos

4 - PONTUAÇÃO E SINAIS ACESSÓRIOS

31 - Ressalvadas as exceções referidas em algumas normas desta alínea, os sinais de pontuação e acessórios não devem separar-se da palavra a que dizem respeito.

EXEMPLOS:
Exemplos

32 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (3), além de ponto final, tem o valor de ponto abreviativo, tanto no interior como no fim dos vocábulos.

EXEMPLOS:
Exemplos

32.1 - Escrevem-se sem espaços intermediários as abreviaturas de expressões correntes.

EXEMPLOS:
Exemplos

32.2 - Escrevem-se com espaços intermediários as abreviaturas de nomes de pessoas.

EXEMPLOS:
Exemplos

33 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (3) representa também o apóstrofo. Em caso de translineação, ele não deve ser seguido de hífen.

EXEMPLOS:
Exemplos

34 - As reticências, representadas pelo sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (3 3 3), podem aparecer isoladas quando significam omissão de texto; podem também ser antecedidas ou seguidas de outros sinais.

EXEMPLOS:
Exemplos

35 - Os parênteses e os colchetes (parênteses retos), em contextos literários podem assumir duas formas distintas de representação: a forma simples e a forma composta.

35.1 - Formas simples:
Pontuação e Sinais Acessórios

Nos contextos literários, para manter a uniformidade com o Código Matemático Unificado (CMU), se empregam as formas simples em duas circunstâncias:

a) Se o sinal de abertura for seguido imediatamente por um numeral e o sinal de fechamento for precedido por um numeral.

b) Se o sinal de fechamento suceder um numeral, geralmente indicando uma enumeração ou enumerações de itens.

EXEMPLOS:
Exemplos

35.2 - Formas compostas:
Pontuação e Sinais Acessórios

Estas formas compostas se empregam para evitar ambigüidades.

EXEMPLOS:
Exemplos

36 - As aspas Aspas (236), abre e fecha, que em tinta aparecem sob a forma de vírgulas em posição natural ou invertidas, representam-se com o símbolo braille já referido; as aspas sob a forma de pequenos ângulos, simples ou duplos, têm como correspondente braille o sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (6 236); outras variantes de aspas são representadas pelo sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (56 236).

EXEMPLOS:
Exemplos

36.1 - Quando num texto em colunas, se pretende usar aspas por baixo de palavra ou palavras, significando “igual, idem, a mesma coisa”, etc., usa-se em braille o sinal de aspas duplo Aspas duplas (236 236), a fim de facilitar a sua identificação.

EXEMPLOS:
Exemplos

36.2 - Mesmo quando não seja possível ou prático reproduzir em braille um texto disposto em colunas, o sinal de aspas duplo pode, ainda assim, ser empregado, desde que o elemento por ele representado ocorra em início de linha e duas ou mais vezes consecutivas.

EXEMPLOS:
Exemplos

37 - O travessão pode ser antecedido ou seguido de outros sinais; mas deve ficar sempre isolado em relação a palavras anteriores e seguintes.

EXEMPLOS:
Exemplos

38 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (246 135) representa um círculo e serve para destacar certa forma de enumeração.

EXEMPLOS:
Exemplos

39 - O & (e comercial) representa-se por meio do sinal E comercial (12346), que deve ficar sempre entre espaços.

EXEMPLOS:
Exemplos

40 - Os sinais Pontuação e Sinais Acessórios (6 2) e Pontuação e Sinais Acessórios (456) representam, respectivamente, a barra e a barra vertical. Em geral, não há espaços antes ou depois das barras, sendo que a barra vertical deve ser seguida de, pelo menos, meia cela em branco.

EXEMPLOS:
Exemplos

40.1 - Se as barras ocorrerem em final de linha, torna-se necessário repeti-las no início da linha imediata.

EXEMPLOS:
Exemplos

41 - As setas horizontais para a direita Seta para a direita (25 135), para a esquerda Seta para a esquerda (246 25) e de sentido duplo Sentido duplo (246 25 135) empregam-se isoladamente e, se ocorrerem no fim de uma linha, não se repetem no início da linha seguinte.

EXEMPLOS:
Exemplos

42 - O sinal restituidor do significado original de um símbolo braille representa-se por Pontuação e Sinais Acessórios (56). Emprega-se em contexto estenográfico, imediatamente antes de palavras para indicar que todos os seus caracteres têm o valor original.

42.1 - Quando necessário, emprega-se igualmente para fazer cessar um significado atribuído a novos sinais, criados em conformidade com o disposto no parágrafo 44, restituindo assim a qualquer sinal o seu significado próprio.

43 - Na escrita de textos em línguas estrangeiras emprega-se a Grafia Braille dos respectivos idiomas. (V. Apêndices.) Porém, em palavras estrangeiras isoladas e pouco freqüentes, ou ainda na grafia de palavras portuguesas que contenham vogais acentuadas para as quais não haja sinal braille correspondente neste Código, antepõem-se às letras os diacríticos seguintes:
Pontuação e Sinais Acessórios

44 - Sempre que em alguma obra a transcrever ocorram sinais cuja grafia não haja sido prevista e normalizada neste Código, deve o transcritor atribuir-lhes o correspondente sinal braille, evitando toda a possibilidade de confusão com os sinais e as normas aqui determinados. Os sinais que tiverem de ser criados deverão ser objeto de nota de rodapé em que se indique o seu significado, quando se empreguem pela primeira vez; sendo muitos estes sinais, devem figurar em lista própria e em página(s) exclusiva(s) no início do volume onde se encontram.

O Código Braille: Observações e Normas de Aplicação - Contraste

9 - Os sinais do Código Braille empregam-se geralmente em conformidade com os preceitos da ortografia oficial e com os textos que representam. No entanto, devem ter-se em conta as observações e normas de aplicação que se seguem.

1 - SINAL DE LETRA MAIÚSCULA


10 - As letras maiúsculas representam-se pelas minúsculas precedidas imediatamente do sinal SINAL DE LETRA MAIÚSCULA (46), com o qual formam um símbolo composto.

EXEMPLOS:
SINAL DE LETRA MAIÚSCULA

10.1 - Para indicar que todas as letras de uma palavra são maiúsculas, utiliza-se o sinal SINAL DE LETRA MAIÚSCULA (46 46) antes da primeira.

EXEMPLO:
SINAL DE LETRA MAIÚSCULA

10.2 - Quando o número de palavras com todas as letras maiúsculas é superior a três, pode empregar-se antes da primeira o sinal composto SINAL DE LETRA MAIÚSCULA (25 46 46) e antes da última o sinal composto SINAL DE LETRA MAIÚSCULA (46 46).

EXEMPLO:
SINAL DE LETRA MAIÚSCULA


11 - As siglas, constituídas por iniciais maiúsculas, representam-se antepondo-lhes o sinal composto siglas (46 46).

EXEMPLOS:
siglas

11.1 - Quando, no original em tinta, as iniciais das siglas são seguidas de ponto abreviativo, antepõe-se a cada uma delas o sinal simples siglas (46).

EXEMPLO:
siglas

2 - NÚMEROS E SINAIS COM ELES USADOS


12 - Os caracteres da 1ª série, precedidos do sinal Números e Sinais Com Eles Usados (3456), representam os algarismos de um a zero. Quando um número é formado por dois ou mais algarismos, só o primeiro é precedido deste sinal.

EXEMPLOS:
Exemplos

13 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (2) representa a vírgula e o ponto que em tinta se empregam para, num numeral decimal, separar a parte inteira da parte decimal.

EXEMPLOS:
Exemplos

14 - O ponto 3 representa o ponto separador de classes. É corrente, contudo, só efetuar tal separação em números constituídos por mais de quatro algarismos, na parte inteira ou na parte decimal.

EXEMPLOS:
Exemplos

15 - Os números ordinais representam-se pelos caracteres da 5ª série, precedidos do sinal Números e Sinais Com Eles Usados (3456) e seguidos de uma das terminações o, a, os, as.

EXEMPLOS:
Exemplos

16 - Quando números ou letras e números se articulam numa só sucessão, os números são sempre precedidos do sinal Números e Sinais Com Eles Usados (3456) e as letras devem ficar claramente distintas em relação aos algarismos. A articulação de números com as dez primeiras letras do alfabeto exige que estas sejam precedidas do sinal de letra latina minúscula Números e Sinais Com Eles Usados (5).

a) Números articulados com números:
Exemplos

b) Números articulados com letras maiúsculas:
Exemplos

c) Números articulados com letras minúsculas:
Exemplos

d) Letras articuladas com números:
Exemplos

17 - Na escrita de frações, os sinais Números e Sinais Com Eles Usados (256) e Números e Sinais Com Eles Usados (5 256) representam o respectivo traço horizontal.

EXEMPLOS:
Exemplos

17.1 - No caso de números fracionários em escrita abreviada, o numerador pode representar-se pelos sinais da 5ª série e o denominador pelos sinais da 1ª série, sem repetição do sinal de número.

EXEMPLOS:
Exemplos

17.2 - Nos números mistos, a parte fracionária segue imediatamente a parte inteira.

EXEMPLOS:
Exemplos

18 - O cifrão Números e Sinais Com Eles Usados (56) é usado para expressar a unidade monetária de numerosos países, incluindo-se Brasil e, até 28 de fevereiro de 2002, Portugal. Em Portugal, quando não há algarismo correspondente à unidade, o sinal Números e Sinais Com Eles Usados precede imediatamente o cifrão.

EXEMPLOS:
Exemplos

18.1 - O euro é representado pelo sinal composto Números e Sinais Com Eles Usados (4 15) e precede ou segue imediatamente o número.

EXEMPLOS:
Exemplos

19 - Os sinais compostos Números e Sinais Com Eles Usados e Números e Sinais Com Eles Usados representam, respectivamente, por cento e por mil. Estes sinais ficam sempre ligados aos números a que se referem.

EXEMPLOS:
Exemplos

20 - O sinal composto Números e Sinais Com Eles Usados representa parágrafo e parágrafos jurídicos. Emprega-se imediatamente antes de um número e é seguido de espaço antes de uma palavra.

EXEMPLOS:
Exemplos

21 - A representação de datas sob a forma inteiramente numérica deve obedecer às seguintes regras:

a) Os elementos constitutivos da data devem ser colocados pela ordem dia-mês-ano, utilizando-se dois algarismos para o dia, dois para o mês e dois ou quatro para o ano.

b) A representação deve ser feita com algarismos arábicos.

c) Na representação do ano não se emprega o ponto separador de classes.

d) Os elementos constitutivos da data devem ser separados por barra ou hífen.

e) O sinal de algarismo deve ser repetido antes de cada elemento.

EXEMPLOS:
Exemplos

22 - Os sinais de operação e de relação podem transcrever-se, na generalidade dos casos, sem espaços.

EXEMPLOS:
Exemplos

22.1 - A translineação das expressões far-se-á, preferentemente, após um sinal de operação ou de relação, o qual se repetirá no início da linha imediata. Quando este processo não for possível, emprega-se o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (5) que não se repetirá na linha seguinte.

EXEMPLOS:
Exemplos

22.2 - Se uma expressão contiver palavra ou palavras, para maior clareza ou uniformidade de representação, os sinais operatórios e de relação podem usar-se entre espaços.

EXEMPLOS:
Exemplos

23 - Os símbolos das unidades de medida escrevem-se sem ponto abreviativo e ficam separados por um espaço dos números que, em geral, os precedem.

EXEMPLOS:
Exemplos

24 - Na representação de amplitudes de arcos e ângulos, expressas em graus sexagesimais, o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (356) emprega-se como símbolo da unidade grau; o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (1256), como símbolo da unidade minuto; o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (1256 1256), como símbolo da unidade segundo.

EXEMPLOS:
Exemplos

25 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (356) emprega-se também como símbolo da unidade grau, na representação de temperaturas, e pode ser combinado com outros símbolos.

EXEMPLOS:
Exemplos

26 - As medidas de tempo e de arcos e ângulos se escrevem com espaços intermediários.

EXEMPLOS:
Exemplos

27 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (16) confere aos elementos que o seguem o significado de expoente ou índice superior.

EXEMPLOS:
Exemplos

28 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (34) confere aos elementos que o seguem o significado de índice inferior.

EXEMPLOS:
Exemplos

29 - Para escrever a numeração romana empregam-se letras maiúsculas.

EXEMPLOS:
Exemplos

29.1 - Quando o número é constituído por duas ou mais letras, emprega-se o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (46 46) antes da primeira.

EXEMPLOS:
Exemplos

29.2 - O traço horizontal que multiplica por mil a parte coberta do número romano, e o duplo traço que a multiplica por um milhão, representam-se, respectivamente, pelos sinais Números e Sinais Com Eles Usados (25) e Números e Sinais Com Eles Usados (25 25), colocados imediatamente depois da última letra afetada pelo(s) traço(s).

EXEMPLOS:
Exemplos

3 - SINAL DE ITÁLICO E OUTRAS VARIANTES TIPOGRÁFICAS


30 - O sinal Sinal de Itálico (35) é o correspondente braille do itálico, sublinhado, negrito e da impressão em outros tipos (cursivo, normando, etc.). Antepõe-se e pospõe-se imediatamente a texto, fragmento de texto, palavra ou elemento de palavra a destacar.

EXEMPLOS:
Exemplos

30.1 - Se o texto a destacar é constituído por mais de um parágrafo, o sinal Sinal de Itálico (35) antepõe-se a cada um deles e pospõe-se apenas ao último.

EXEMPLO:
Exemplos

30.2
Exemplos

4 - PONTUAÇÃO E SINAIS ACESSÓRIOS

31 - Ressalvadas as exceções referidas em algumas normas desta alínea, os sinais de pontuação e acessórios não devem separar-se da palavra a que dizem respeito.

EXEMPLOS:
Exemplos

32 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (3), além de ponto final, tem o valor de ponto abreviativo, tanto no interior como no fim dos vocábulos.

EXEMPLOS:
Exemplos

32.1 - Escrevem-se sem espaços intermediários as abreviaturas de expressões correntes.

EXEMPLOS:
Exemplos

32.2 - Escrevem-se com espaços intermediários as abreviaturas de nomes de pessoas.

EXEMPLOS:
Exemplos

33 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (3) representa também o apóstrofo. Em caso de translineação, ele não deve ser seguido de hífen.

EXEMPLOS:
Exemplos

34 - As reticências, representadas pelo sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (3 3 3), podem aparecer isoladas quando significam omissão de texto; podem também ser antecedidas ou seguidas de outros sinais.

EXEMPLOS:
Exemplos

35 - Os parênteses e os colchetes (parênteses retos), em contextos literários podem assumir duas formas distintas de representação: a forma simples e a forma composta.

35.1 - Formas simples:
Pontuação e Sinais Acessórios

Nos contextos literários, para manter a uniformidade com o Código Matemático Unificado (CMU), se empregam as formas simples em duas circunstâncias:

a) Se o sinal de abertura for seguido imediatamente por um numeral e o sinal de fechamento for precedido por um numeral.

b) Se o sinal de fechamento suceder um numeral, geralmente indicando uma enumeração ou enumerações de itens.

EXEMPLOS:
Exemplos

35.2 - Formas compostas:
Pontuação e Sinais Acessórios

Estas formas compostas se empregam para evitar ambigüidades.

EXEMPLOS:
Exemplos

36 - As aspas Aspas (236), abre e fecha, que em tinta aparecem sob a forma de vírgulas em posição natural ou invertidas, representam-se com o símbolo braille já referido; as aspas sob a forma de pequenos ângulos, simples ou duplos, têm como correspondente braille o sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (6 236); outras variantes de aspas são representadas pelo sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (56 236).

EXEMPLOS:
Exemplos

36.1 - Quando num texto em colunas, se pretende usar aspas por baixo de palavra ou palavras, significando “igual, idem, a mesma coisa”, etc., usa-se em braille o sinal de aspas duplo Aspas duplas (236 236), a fim de facilitar a sua identificação.

EXEMPLOS:
Exemplos

36.2 - Mesmo quando não seja possível ou prático reproduzir em braille um texto disposto em colunas, o sinal de aspas duplo pode, ainda assim, ser empregado, desde que o elemento por ele representado ocorra em início de linha e duas ou mais vezes consecutivas.

EXEMPLOS:
Exemplos

37 - O travessão pode ser antecedido ou seguido de outros sinais; mas deve ficar sempre isolado em relação a palavras anteriores e seguintes.

EXEMPLOS:
Exemplos

38 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (246 135) representa um círculo e serve para destacar certa forma de enumeração.

EXEMPLOS:
Exemplos

39 - O & (e comercial) representa-se por meio do sinal E comercial (12346), que deve ficar sempre entre espaços.

EXEMPLOS:
Exemplos

40 - Os sinais Pontuação e Sinais Acessórios (6 2) e Pontuação e Sinais Acessórios (456) representam, respectivamente, a barra e a barra vertical. Em geral, não há espaços antes ou depois das barras, sendo que a barra vertical deve ser seguida de, pelo menos, meia cela em branco.

EXEMPLOS:
Exemplos

40.1 - Se as barras ocorrerem em final de linha, torna-se necessário repeti-las no início da linha imediata.

EXEMPLOS:
Exemplos

41 - As setas horizontais para a direita Seta para a direita (25 135), para a esquerda Seta para a esquerda (246 25) e de sentido duplo Sentido duplo (246 25 135) empregam-se isoladamente e, se ocorrerem no fim de uma linha, não se repetem no início da linha seguinte.

EXEMPLOS:
Exemplos

42 - O sinal restituidor do significado original de um símbolo braille representa-se por Pontuação e Sinais Acessórios (56). Emprega-se em contexto estenográfico, imediatamente antes de palavras para indicar que todos os seus caracteres têm o valor original.

42.1 - Quando necessário, emprega-se igualmente para fazer cessar um significado atribuído a novos sinais, criados em conformidade com o disposto no parágrafo 44, restituindo assim a qualquer sinal o seu significado próprio.

43 - Na escrita de textos em línguas estrangeiras emprega-se a Grafia Braille dos respectivos idiomas. (V. Apêndices.) Porém, em palavras estrangeiras isoladas e pouco freqüentes, ou ainda na grafia de palavras portuguesas que contenham vogais acentuadas para as quais não haja sinal braille correspondente neste Código, antepõem-se às letras os diacríticos seguintes:
Pontuação e Sinais Acessórios

44 - Sempre que em alguma obra a transcrever ocorram sinais cuja grafia não haja sido prevista e normalizada neste Código, deve o transcritor atribuir-lhes o correspondente sinal braille, evitando toda a possibilidade de confusão com os sinais e as normas aqui determinados. Os sinais que tiverem de ser criados deverão ser objeto de nota de rodapé em que se indique o seu significado, quando se empreguem pela primeira vez; sendo muitos estes sinais, devem figurar em lista própria e em página(s) exclusiva(s) no início do volume onde se encontram.

cursos 2012 - Adaptação, Transcrição e Impressão no Sistema Braille

Adaptação, Transcrição e Impressão no Sistema Braille




Público: Professores e acadêmicos da área da Educação

Ementa: Normas técnicas e critérios para adaptação de textos e livros em Braille. Principais grafias utilizadas no Brasil. Apresentação do software Braille Fácil utilizado na transcrição de textos e livros em Braille. Configuração e manuseio de impressora braille.

Carga Horária Total: 64 horas/aula

Pré-Requisitos: domínio do Sistema Braille. Utilizar o sistema de leitura e escrita em tinta comum

Nº de Vagas: 20

Período do Curso: de 09 a 20/04/2012 (de 09 a 13/04 e de 16 a 20/04/2012)

Horários: de segunda a quinta-feira, de 08 h às 16 h; sextas-feiras, das 08 h às 12 h

Período de Pré-Inscrição: de 06/02 a 09/03/2012 - Atenção: Fim do período de pré-inscrição prorrogado até dia 16/03/2012

Documentos Obrigatórios:
- Ficha de pré-inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
- Documento de identidade;
- Certificado de conclusão de curso na área da Educação ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso desta área
- foto 3 x 4 recente (1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para Certificação: Frequência mínima de 75% e Média igual ou superior a 6,0 (seis)

Taxa de Material: R$ 80,00

Professoras: Elise de Melo Borba Ferreira e Paula Márcia Barbosa

Breve Currículo:
Elise de Melo Borba Ferreira - Especialista em Educação Especial – Área da Deficiência Visual – pela UNIRIO, 1998. Graduada em Letras – Português Literaturas pela UFRJ, 1983. Curso de Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão do IBC, em 1983. Atua como docente do IBC em cursos de qualificação na área da deficiência visual, desde 1993, em diversas disciplinas. É Supervisora de Cursos do DTE (desde 2010). Foi Chefe da Divisão de Capacitação de Recursos Humanos (2008- 2010), Coordenadora de Adaptação de Livros e Textos Didáticos para Transcrição em Braille (2005 a 2010), Chefe da Divisão de Imprensa Braille (1999 - 2005). Chefe da Divisão de Produção de Material Especializado (1993-1999), Coordenadora da Educação Infantil (1990-1992) e docente da 1ª fase do Ensino Fundamental (1984 - 1991). Autora do trabalho monográfico “Recursos Didáticos - uma possibilidade de construir conhecimento” (1998). Co-Autora dos artigos publicados na revista técnico-científica Benjamin Constant: “Recursos didáticos” (revista nº 05, 1996) e “O Instituto Benjamin Constant e o Sistema Braille”, ano 15, edição especial, outubro de 2009.
Paula Marcia Barbosa – Graduada em Matemática, pós-graduada em docência superior, especialista na área da deficiência visual desde 1982. Atuou como professora até 2009 nas turmas de 6º ao 9º anos no IBC, lecionando geometria. Atualmente é Coordenadora de Adaptação no Departamento Técnico-Especializado (DTE), no IBC. Desde 1992, é professora da disciplina Recursos Didáticos para o Ensino da Matemática no Curso de Qualificação de Professores na Área da Deficiência da Visão.

Programa:

• Unidade I
1. Breve histórico da produção braille no IBC
2. Etapas da produção de livros em braille
3. Pré-requisitos dos profissionais
4. Critérios essenciais para adaptação dos modernos livros didáticos.

• Unidade II
1. Programa Braille Fácil
1.1 Funções
1.2 Recursos
2. Instalação e configuração de impressora braille computadorizada
3. Impressão de pequenos textos.

• Unidade III
1. Normas Técnicas para Transcrição de Textos em Braille.
2. Atividades práticas de adaptação de conteúdos de livros didáticos do primeiro Segmento do Ensino Fundamental.
3. Atividades práticas de transcrição e impressão.
4. Representações gráficas utilizando o programa Braille Fácil: esquemas; gráficos e tabelas.

Metodologia: aulas teóricas e práticas.

Avaliações:
1ª avaliação: adaptação de conteúdo de livro didático
2ª avaliação: adaptação de conteúdo de livro didático envolvendo representações
gráficas, transcrição (Braille Fácil) e impressão.

Materiais: apostila, computadores, impressora braille computadorizada.

Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Curso Integrado – Sistema Braille e Orientação e Mobilidade

Curso Integrado – Sistema Braille e Orientação e Mobilidade


(Atenção: a realização desse curso foi cancelada em 11/08/2014)


Público: Profissionais com nível superior completo ou estudantes de graduação, com prioridade para os que atuam na área da deficiência visual.

Nº de Vagas: 24 vagas, sendo 20 destinadas a professores e outros profissionais que comprovarem atuação na área educacional, e 04 destinadas a profissionais de outras áreas.

Pré-Requisitos: o participante deverá ter mobilidade própria.

Período do Curso: De 01 a 29/09/2014.

Carga horária total: 120 horas/aula.

Horários: De segunda a sexta-feira, de 08:00 às 15:00 hs.

Período de Pré-Inscrição: De 01 a 31/07/2014.

Documentos Obrigatórios:
Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
Documento de identidade;
Certificado de conclusão de curso superior ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso de graduação;
Comprovante de que atua na área da deficiência visual (se for o caso);
Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: Frequência mínima de 75% e nota (média) igual ou superior a 6,0(seis), em cada uma das disciplinas.

Taxa de Material: R$ 130,00 (serão distribuídos os seguintes materiais: reglete, punção, bengala, venda e apostilas).

Metodologia: aulas teóricas e práticas.

Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille



Ementa: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a escrita em Braille. Identificação e representação dos caracteres Braille na leitura e escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos no Sistema Braille integral.

Carga Horária: 80 horas/aula.

Professora: Maria Luzia do Livramento

Breve Currículo:
Graduada em Psicologia pelas Faculdades Integradas Celso Lisboa (1989). Concluiu o Curso de Formação de Professores no Colégio Estadual Ignácio de Azevedo no ano de 1984. Fez o Curso Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão do IBC em 1990. Foi revisora Braille, nos períodos de 1993 a 2001 e 2004 a 2009, no IBC. Foi revisora Braille na Associação Macaense de Amparo ao Cego no período de 2002 a 2003. Atualmente é professora de Braille do Instituto Benjamin Constant, aprovada no concurso público de 2009.

Programa:

1. Breve histórico do Sistema Braille
2. Instrumentos utilizados para a escrita:
a) Reglete e punção
b) Máquina de datilografia Braille
3. O Sistema Braille:
a) Alfabeto
b) Letras acentuadas
c) Sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d) Pontuação
4. Transcrição (do sistema comum para o Braille e vice-versa):
a) Palavras, frases e pequenos textos
b) Parágrafo e centralização de títulos
c) Leitura de textos em interponto
5. Simbologia matemática:
a) Numerais indo-arábicos, romanos e ordinais
b) Representação das operações fundamentais
c) Representação de datas
d) Sistema Monetário
e) Símbolos Unificadores
f) Números de telefones
6. Endereços Eletrônicos


Materiais fornecidos pelo IBC para a disciplina: reglete, punção, papel 120g, apostilas em braille e no sistema comum de escrita.

Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.


Orientação e Mobilidade



Ementa: Conceituação de Orientação e Mobilidade (OM) e sua relevância na emancipação social da pessoa com deficiência visual. Técnicas de mobilidade dependente e independente.

Carga Horária: 40 horas/aula.

Professora: Valéria Rocha Conde Aljan.

Breve Currículo:
Graduada em Português-Literaturas (UFRJ), fez o Curso de Especialização para Professores na Área da Deficiência Visual (IBC) e o de Orientação e Mobilidade (UERJ), na década de 80. É professora do Instituto Benjamin Constant desde 1982, tendo atuado como professora do ensino fundamental e de Orientação e Mobilidade. Atualmente, ministra cursos na área da deficiência visual.

Programa:
1. Histórico
2. Conceituação de Deficiência Visual
3. Conceituação de Orientação e Mobilidade
4. As Etapas da Orientação e Mobilidade
5. Os Pré-Requisitos
Área Cognitiva
Área Psicomotora
Área Afetiva
6. Técnicas de Orientação e Mobilidade
Técnicas de Guia Vidente (G. V.)
Técnicas de Auto Proteção (A.P.)
Técnicas de Bengala Longa (B.L.)

Materiais fornecidos pelo IBC para a disciplina: bengala, venda e material impresso.

Curso Integrado – Sistema Braille e Produção de Material Didático Especializado

Curso Integrado – Sistema Braille e Produção de Material Didático Especializado




Público: Profissionais com nível superior completo ou estudantes de graduação, com prioridade para os que atuam na área da deficiência visual.

Nº de Vagas: 25 vagas, sendo 20 destinadas a professores e outros profissionais que comprovarem atuação na área educacional, e 05 destinadas a profissionais de outras áreas.

Pré-Requisitos: não há.

Período do Curso: De 03/11 a 02/12/2014.

Carga horária total: 120 horas/aula.

Horários: De segunda a sexta-feira, de 08:00 às 17:00 hs.

Período de Pré-Inscrição: De 01 a 29/08/2014.

Documentos Obrigatórios:
Ficha de pré-inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
Documento de identidade;
Certificado de conclusão de curso superior ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso de graduação;
Comprovante de que atua na área da deficiência visual (se for o caso);
Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: Frequência mínima de 75% e nota (média) igual ou superior a 6,0. A frequência e a nota são aferidas por disciplina.

Taxa de Material: R$ 100,00 (serão distribuídos os seguintes materiais: reglete, punção, apostilas e insumos para a confecção de materiais didáticos).

Metodologia: aulas teóricas e práticas.

Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille



Ementa: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a escrita em Braille. Identificação e representação dos caracteres Braille na leitura e escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos no Sistema Braille integral.

Carga Horária: 80 horas/aula.

Professora: Vítor Alberto Marques.

Breve Currículo:
Licenciado em História pela Universidade Federal Fluminense. Fez o Curso de Formação de Professores pelo Instituto Helena Antipoff. É professor do Instituto Benjamin Constant desde 1985. Dentre outras atividades, leciona em cursos de Braille.

Programa:

1. Breve histórico do Sistema Braille
2. Instrumentos utilizados para a escrita:
a) Reglete e punção
b) Máquina de datilografia Braille
3. O Sistema Braille:
a) Alfabeto
b) Letras acentuadas
c) Sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d) Pontuação
4. Transcrição (do sistema comum para o Braille e vice-versa):
a) Palavras, frases e pequenos textos
b) Parágrafo e centralização de títulos
c) Leitura de textos em interponto
5. Simbologia matemática:
a) Numerais indo-arábicos, romanos e ordinais
b) Representação das operações fundamentais
c) Representação de datas
d) Sistema Monetário
e) Símbolos Unificadores
f) Números de telefones
6. Endereços Eletrônicos


Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.



Produção de Material Didático Especializado



Ementa: Conceituação, classificação e função de recursos e materiais didáticos utilizados pelo deficiente visual. Conceituação e caracterização de texturização envolvendo materiais necessários e acessórios. Confecção de materiais.

Carga Horária: 40 horas/aula.

Professora: Patrícia Ignácio da Rosa.

Breve Currículo:
Mestranda em Educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Especialização em Educação Inclusiva pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Especialização em Educação na Diversidade pela Universidade de Brasília (UNB). Curso de Especialização na Área da Deficiência da Visão (IBC/MEC). Membro da Câmara Técnica do Comitê de Ciência e Tecnologia da Cidade do Rio de Janeiro (2007). Professora do Atendimento Educacional Especializado (AEE) da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME/RJ). Professora regente do Programa Educacional Alternativo de 2007 a 2009 (IBC/MEC). Chefe da Divisão de Pesquisa e Produção de Materiais Especializados (DPME).

Programa:
1. Tipos Básicos de Materiais:
• Básicos para o ensino;
• Adaptados;
• Alternativos;
• Representações Grafo-táteis em relevo com fundo computadorizado
   Texturização Diferenciada
   Texturização para Thermoform
2. Confecção de Materiais Alternativos:
3. Confecção de Matriz Diferenciada
4. Confecção de Matriz para Thermoform:
5. Confecção Livre de Matriz
6. Reprodução de Matrizes em Thermoform
7. Pinturas e acabamentos de Películas de PVC Thermoformadas.

ADAPTAÇÃO, TRANSCRIÇÃO E IMPRESSÃO NO SISTEMA BRAILLE

 
ADAPTAÇÃO, TRANSCRIÇÃO E IMPRESSÃO NO SISTEMA BRAILLE
PÚBLICO Professores e acadêmicos da área da Educação
EMENTANormas técnicas e critérios para adaptação de textos e livros em Braille. Principais grafias utilizadas no Brasil. Apresentação do software Braille Fácil utilizado na transcrição de textos e livros em Braille. Configuração e manuseio da impressora Express 150.
CARGA HORÁRIA TOTAL 70 horas/aula
PRÉ-REQUISITODomínio do Sistema Braille. Utilizar o sistema de leitura e escrita em tinta comum.
Nº DE VAGAS20
PERÍODO DO CURSODe 04 a 15/04/2011 (de 04 a 08/04 e de 11 a 15/04)
HORÁRIOSDe Segunda a Sexta-Feira, das 08:00 às 16:00 hs
PERÍODO DE INSCRIÇÕESDe 21/02 a 18/03/2011
DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS- Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra
- Documento de Identidade
- Certificado de Conclusão de Curso na Área da Educação ou Declaração da Instituição de que é aluno regularmente matriculado em Curso desta Área
- Foto 3x4 recente (1º dia de aula)
PARA CERTIFICAÇÃO Frequência mínima de 75% e Média igual ou superior a 7,0 (sete)
TAXA DE MATERIALR$ 80,00
PROFESSORES DA DISCIPLINAElise de Melo Borba Ferreira, Paula Marcia Barbosa e José Francisco de Souza
BREVE CURRÍCULOElise de Melo Borba Ferreira - Especialista em Educação Especial – Área da Deficiência Visual – pela UNIRIO, 1998. Graduada em Letras – Português Literaturas pela UFRJ, 1983. Curso de Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão do IBC, em 1984. Atua como docente do IBC em cursos de qualificação na área da deficiência visual, desde 1993, em diversas disciplinas. É Supervisora de Cursos do DTE (desde 2010). Foi Chefe da Divisão de Capacitação de Recursos Humanos (2008- 2010), Coordenadora de Adaptação de Livros e Textos Didáticos para Transcrição em Braille (2005 a 2010), Chefe da Divisão de Imprensa Braille (1999 - 2005). Chefe da Divisão de Produção de Material Especializado (1993-1999), Coordenadora da Educação Infantil (1990-1992) e docente da 1ª fase do Ensino Fundamental (1984 - 1991). Autora do trabalho monográfico “Recursos Didáticos - uma possibilidade de construir conhecimento” (1998). Co-Autora dos artigos publicados na revista técnico-científica Benjamin Constant: “Recursos didáticos” (revista nº 05, 1996) e “O Instituto Benjamin Constant e o Sistema Braille”, ano 15, edição especial, outubro de 2009.
Paula Marcia Barbosa – Graduada em Matemática, pós-graduada em docência superior, especialista na área da deficiência visual desde 1982. Atuou como professora até 2009 nas turmas de 6º ao 9º anos no IBC, lecionando geometria. Atualmente é Coordenadora de Adaptação no Departamento Técnico-Especializado (DTE), no IBC. Desde 1992, é professora da disciplina Recursos Didáticos para o Ensino da Matemática no Curso de Qualificação de Professores na Área da Deficiência da Visão.
José Francisco de Souza - Professor licenciado em Letras (Português – Literatura) pela Universidade Gama Filho fez cursos de Programação de Microinformática no Instituto Brasileiro de Integração Social, em São Paulo, atuando como professor de Informática Adaptada, no Instituto Benjamin Constant, desde 1999.




Programa:

• Unidade I
1. Breve histórico da produção braille no IBC
2. Etapas da produção de livros em braille
1.1 Adaptação
1.2 Transcrição
1.3 Revisão do texto em Braille
1.4 Impressão e encadernação
3. Pré-requisitos dos profissionais
4. Critérios essenciais para adaptação dos modernos livros didáticos.

• Unidade II
1.Programa Braille Fácil
1.1 Funções
1.2 Criação de textos para impressão em braille
1.3 Formatação de textos
1.4 Captura de textos da Internet
2. Instalação e configuração de impressora braille computadorizada – Express 150

• Unidade III
1. Normas técnicas para transcrição de textos em braille
1.1 Capas / Copyright / Ficha Catalográfica
1.2 Índice / Separação de Capítulos
1.3 Identificação / Paginação
1.4 Títulos
1.5 Diagramação
1.6 Parágrafo / Questões de Provas e Itens de Exercícios
1.7 Notas de Rodapé
1.7 Desenhos
1.8 Figuras / Lacunas
1.9 Notas de Transcrição
1.10 Gráficos Tabelas
1.11 Versos
1.12 Palavras Estrangeiras
1.15 Símbolos para Representações não Previstas na Grafia Braille
1.16 Glossário / Índice de Nomes, Índice Remissivo, Índice de Assuntos
1.17 Bibliografia

• Unidade IV
1. Adaptações
1.2.3 Esquemas
1.2.4 Gráficos
1.2.5 Tabelas
1.2.6 Caça-Palavras
1.2.7 Palavras Cruzadas
1.2.8 Tirinhas e histórias em quadrinhos
1.2.9 Mapas






Contatos da DCRH:
Telefone: (0XX21) 3478-4455
Fax: (0XX21) 3478-4454
E-mail: dcrh@ibc.gov.br

Cursos 2012 - Sistema Braille – Transcrição e Impressão

Sistema Braille – Transcrição e Impressão





Público: Professores; acadêmicos da área da Educação e pessoas com interesse na área de editoração de textos em braille.

Ementa: Ensino do Sistema Braille e sua aplicação na Língua Portuguesa, visando à capacitação de profissionais para atuarem com editoração de textos em Braille, conforme às normas técnicas vigentes para a transcrição, através do software Braille Fácil e a reprodução do material editorado em impressoras braille computadorizadas.

Carga horária total: 64 horas/aula.

Pré-requisito: Ensino Médio completo; conhecimentos básicos de Informática - domínio de word.

Nº de vagas: 20

Período do Curso: 12 a 23/03/2012

Horários: Segunda a quinta-feira, de 08 h às 16 h - Sexta-feira, de 8 h às 12 h

Período de inscrições: 09/01/2012 a 10/02/2012

Documentos obrigatórios:
• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra:
Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de identidade;
• Certificado de conclusão de curso de Ensino Médio ou de graduação ou, ainda, declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso de graduação;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: frequência mínima de 75% e Média igual ou superior a 6,0 (seis)

Taxa de material: R$ 80,00

Professoras da disciplina: Elise de Melo Borba Ferreira, Maria Luzia do Livramento e Paula Marcia Barbosa.

Breve currículo:
Elise de Melo Borba Ferreira - Especialista em Educação Especial – Área da Deficiência Visual – pela UNIRIO, 1998. Graduada em Letras – Português Literaturas pela UFRJ, 1983. Fez o Curso de Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão ( IBC ), em 1983. Atua como docente do IBC em cursos de qualificação na área da deficiência visual, desde 1993. É Supervisora de Cursos do DTE. Foi Chefe da Divisão de Capacitação de Recursos Humanos (2008- 2010), Coordenadora de Adaptação de Livros e Textos Didáticos para Transcrição em Braille (2005 a 2010), Chefe da Divisão de Imprensa Braille (1999 - 2005). Chefe da Divisão de Produção de Material Especializado (1993-1999), Coordenadora da Educação Infantil (1990-1992) e docente da 1ª fase do Ensino Fundamental (1984 - 1991).

Paula Marcia Barbosa – Graduada em Matemática, pós-graduada em docência superior, especialista na área da deficiência visual desde 1982. Atuou como professora até 2009 nas turmas de 6º ao 9º anos no IBC, lecionando geometria. Atualmente é Coordenadora de Adaptação no Departamento Técnico-Especializado (DTE), no IBC. Desde 1992, é professora da disciplina Recursos Didáticos para o Ensino da Matemática no Curso de Qualificação de Professores na Área da Deficiência da Visão.

Maria Luzia do Livramento – Graduada em Psicologia pelas Faculdades Integradas Celso Lisboa (1989). Concluiu o Curso de Formação de Professores no Colégio Estadual Ignácio de Azevedo no ano de 1984. Fez o Curso Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão do IBC, em 1990. Foi Revisora Braille nos períodos de 1993 a 2001 e 2004 a 2009, no IBC. Foi revisora Braille na Associação Macaense de Amparo ao Cego no período de 2002 a 2003. Atualmente é professora de Braille do Instituto Benjamin Constant, aprovada no concurso público de 2009.

Programa:

Unidade I
1. Breve histórico do Sistema Braille

2. Instrumentos utilizados para a escrita

3. O Sistema Braille:
a) Alfabeto
b) Letras acentuadas
c) Sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo e sinal de número
d) Pontuação

4. Transcrição (do sistema comum para o Braille e vice-versa):
a) Palavras, frases e pequenos textos
b) Leitura de textos em interponto
c) Transcrição em máquina de datilografia braille

5. Simbologia matemática
a) Numerais indo-arábicos, romanos, ordinais, decimais e fracionários
b) Representação de datas
c) Representação das operações fundamentais

Unidade II
1. Breve histórico da produção braille no IBC

2. Etapas da produção de livros em braille

3. Pré-requisitos dos profissionais

Unidade III
1. Programa Braille Fácil:
a) Funções
b) Recursos

2. Instalação e configuração de impressora braille computadorizada.
3. Impressão de pequenos textos

Unidade IV
1. Normas técnicas para transcrição em Braille

2. Atividades práticas de transcrição e impressão

3. Representações gráficas utilizando o Braille Fácil:
a) Esquemas
b) Gráficos
c) Tabelas

4. Atividades práticas de transcrição e impressão

Metodologia: aulas teóricas e práticas.

Avaliações:
1ª avaliação: Sistema Braille.
2ª avaliação: Transcrição (Braille Fácil) e Impressão.

Materiais: máquina de datilografia Braille, papel 120g; computadores; impressora braille computadorizada; apostilas em braille e no sistema comum de escrita.


Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Cursos 2012 - Curso Integrado – Sistema Braille e Soroban

Curso Integrado – Sistema Braille e Soroban




Público: Professores e acadêmicos da área da Educação

Ementa: Ensino do Sistema Braille e de suas técnicas de leitura e de escrita. Ensino das técnicas de cálculos no Soroban, utilizando a metodologia Moraes (maior valor relativo). A integração destas duas disciplinas visa capacitar profissionais da Educação para aplicarem a didática específica no atendimento especializado ao aluno com deficiência visual, das fases iniciais do Ensino Fundamental.

Carga horária total: 80 horas/aula.

Pré-requisito: não há.

Nº de vagas: 25

Período do curso: 02 a 13/07/2012

Horários: Segunda a sexta-feira, de 8h às 17 h

Período de inscrição: 30/04/2012 a 01/06/2012

Documentos obrigatórios:
• Ficha de Pré-inscrição preenchida na íntegra: Clique aqui e faça o download da ficha de pré-inscrição.
• Documento de identidade;
• Certificado de conclusão de curso na área da Educação ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso desta área;
• Foto 3x4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

LEITURA OBRIGATÓRIA: Orientações para inscrição e outras informações importantes.

Para certificação: Frequência mínima de 80% e nota igual ou superior a 6,0 (seis) em cada disciplina.

Taxa de material: R$ 100,00

Professores das disciplinas: Maria Luzia do Livramento e Maria Helena Franco Sena

Breve currículo:
Maria Luzia do Livramento – Graduada em Psicologia pelas Faculdades Integradas
Celso Lisboa (1989). Concluiu o Curso de Formação de Professores no Colégio Estadual Ignácio de Azevedo no ano de 1984. Fez o Curso Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão do IBC, em 1990. Foi Revisora Braille nos períodos de 1993 a 2001 e 2004 a 2009, no IBC. Foi revisora Braille na Associação Macaense de Amparo ao Cego no período de 2002 a 2003. Atualmente é professora de Braille do Instituto Benjamin Constant, aprovada no concurso público de 2009.

Maria Helena Franco Sena – Graduada em Letras Português – Inglês, pela Universidade Santa Ùrsula (1980).Concluiu o Curso de Formação de Professores no Colégio Santa Rosa de Lima (1985). Fez o Curso Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão do IBC, em 1983. Ingressou como docente no IBC em 1982, onde atua como professora nas séries iniciais do ensino fundamental e ministra cursos de Braille e Soroban. Foi membro da Comissão Brasileira do Braille – MEC, (1999 a 2002)



Programa

• Disciplina I: Técnicas de Leitura e de Escrita no Sistema Braille

Carga Horária: 40 horas/aula

Professora: Maria Luzia do Livramento

Ementa da Disciplina: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo
de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a
escrita em Braille. Identificação e representação dos caracteres Braille na leitura e
escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos no
Sistema Braille integral.

Conteúdo Programático da Disciplina I

1. Breve histórico do Sistema Braille

2. Instrumentos utilizados para a escrita:
a) Reglete e punção
b) Máquina de datilografia Braille

3. O Sistema Braille:
a) Alfabeto
b) Letras acentuadas
c) Sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d) Pontuação

4. Transcrição (do sistema comum para o Braille e vice-versa):
a) Palavras, frases e pequenos textos
b) Parágrafo e centralização de títulos
c) Leitura de textos em interponto

5. Simbologia matemática:
a) Numerais indo-arábicos, romanos e ordinais
b) Representação das operações fundamentais
c) Representação de datas

Metodologia: aulas teóricas e práticas

Materiais fornecidos pelo IBC: reglete punção, papel 120g; apostilas em braille e no sistema comum de escrita.

Avaliação: prova escrita

Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.


• Disciplina II: Técnicas de Cálculo e Metodologia do Ensino do Soroban

Carga Horária: 40 horas/aula.

Professora: Maria Helena Franco Sena.

Ementa da Disciplina: Propiciar, através das técnicas de cálculos no Soroban,
o ensino das quatro operações com números naturais, utilizando o método
Moraes (maior valor relativo).

Conteúdo Programático da Disciplina II

1. Escrita e leitura de números

2. Operações com números naturais
a) Adição: sem reserva; com reserva; direta
b) Subtração: sem recurso; com recurso; direta
c) Multiplicação: multiplicando com apenas um algarismo; multiplicando com dois ou mais algarismos; multiplicação por 10 e suas potências
d) Divisão: divisor com apenas um algarismo; divisor com dois algarismos ou mais algarismos; divisão por 10 e suas potências

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas

Materiais fornecidos pelo IBC: Soroban e apostila

Avaliação: prova escrita


Bibliografia:

CERQUEIRA, JONIR BECHARA e CAROPRESO, REGINA CÉLIA. Técnicas de Cálculo e Didática do Soroban. 2ª Edição revista e atualizada. Instituto Benjamin Constant, Rio de Janeiro, 2007.

A Nova Grafia Braille - Modo de Contraste



1 - O sistema de escrita em relevo conhecido pelo nome de “Braille” é constituído por 63 sinais formados por pontos a partir do conjunto matricialConjunto matricial(123456).

Este conjunto de 6 pontos chama-se, por isso, sinal fundamental.

O espaço por ele ocupado, ou por qualquer outro sinal, denomina-se cela braille ou célula braille e, quando vazio, é também considerado por alguns especialistas como um sinal, passando assim o Sistema a ser composto com 64 sinais.Vai para o índice da seção

2 - Para facilmente se identificarem e se estabelecer exatamente a sua posição relativa, os pontos são numerados de cima para baixo e da esquerda para a direita. Os três pontos que formam a coluna ou fila vertical esquerda,Conjunto matricial, têm os números 1, 2, 3; aos que compõem a coluna ou fila vertical direita,Conjunto matricial, cabem os números 4, 5, 6.

Os números dos pontos dos sinais braille escrevem-se consecutivamente, com o sinal de número apenas antes do primeiro ponto de cada cela.Vai para o índice da seção

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

2.1 - Dois ou mais sinais braille consecutivos são identificados por numerais, precedidos, cada um, pelo respectivo sinal de número, sem espaços.

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

2.2 - Uma cela vazia é identificada pelo numeral 0.

EXEMPLO: O sinal de igualdade Conjunto matricial(2356), entre palavras, deve ser representado entre celas vazias, assim: 0 2356 0.

3 - Os sinais do Sistema Braille recebem designações diferentes, consoante o espaço que ocupam.Vai para o índice da seção

3.1 - Os que ocupam uma só cela denominam-se sinais simples.

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

3.2 - Aqueles em cuja constituição figuram os pontos 1 e/ou 4, mas em que NÃO entram os pontos 3 nem 6, chamam-se sinais superiores.

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

3.3 - Aqueles que são formados sem os pontos 1 e 4 chamam-se sinais inferiores.

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

3.4 - Os que são constituídos por qualquer conjunto dos pontos 1, 2, 3, dizem-se sinais da coluna esquerda.

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

3.5 - Os que são constituídos por qualquer conjunto dos pontos 4, 5, 6, dizem-se sinais da coluna direita.

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

3.6 - Chamam-se sinais compostos os que se obtêm combinando dois ou mais sinais simples.

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

4 - Quando na transcrição de códigos, tabelas, etc., um sinal inferior ou da coluna direita aparece isolado (entre celas vazias) e há possibilidade de o confundir com outro sinal, coloca-se junto dele o sinal fundamental Conjunto matricial(123456) que, neste caso, vale apenas como referencial de posição.Vai para o índice da seção

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

5 - Os 63 sinais simples do Sistema Braille, adiante apresentados numa seqüência denominada ordem braille, distribuem-se sistematicamente por 7 séries:Vai para o índice da seção

Conjunto matricial

5.1 - A 1ª série é constituída por 10 sinais, todos superiores, pelo que é denominada série superior. Serve de base às 2ª, 3ª e 4ª séries, bem como de modelo à 5ª.

5.2 - A 2ª série obtém-se juntando a cada um dos sinais da 1ª o ponto 3.

5.3 - A 3ª série resulta da adição dos pontos 3 e 6 aos sinais da série superior.

5.4 - A 4ª série é formada pela junção do ponto 6 a cada um dos sinais da 1ª.

5.5 - A 5ª série é toda formada por sinais inferiores, pelo que também é chamada série inferior, e reproduz formalmente a 1ª.

5.6 - A 6ª série não deriva da 1ª e desenvolve-se pelos pontos 3, 4, 5, 6, e consta apenas de 6 sinais.

5.7 - A 7ª série, que também não se baseia na 1ª, é formada unicamente pelos 7 sinais da coluna direita. A sua ordem de sucessão determina-se com o auxílio da mnemônica “ablakba”.

6 - A escrita braille se faz ponto a ponto na reglete ou letra a letra na máquina braille ou no computador.Vai para o índice da seção

7 - O Sistema Braille é o processo de escrita em relevo mais adotado em todo o mundo e se aplica não só à representação dos símbolos literais, mas também à dos matemáticos, químicos, fonéticos, informáticos, musicais, etc.

Na sua aplicação à Língua Portuguesa, quase todos os sinais conservam a sua significação original. Apenas algumas vogais acentuadas e outros símbolos se representam por sinais que lhe são exclusivos.
8 - Os sinais que se empregam na escrita corrente de textos em Língua Portuguesa têm a significação seguinte:

1 - ALFABETO


Alfabeto
Obs.: O c com cedilha é representado pelo sinal Cedilha(12346).

Obs.: As letras k, w e y encontram-se freqüentemente em textos portugueses, embora não pertençam ao alfabeto português.

2 - LETRAS COM DIACRÍTICOS


LETRAS COM DIACRÍTICOS

3 - PONTUAÇÃO E SINAIS ACESSÓRIOS


PONTUAÇÃO E SINAIS ACESSÓRIOS

4 - SINAIS USADOS COM NÚMEROS


SINAIS USADOS COM NÚMEROS

5 - SINAIS EXCLUSIVOS DA ESCRITA BRAILLE


SINAIS EXCLUSIVOS DA ESCRITA BRAILLE

9 - Os sinais do Código Braille empregam-se geralmente em conformidade com os preceitos da ortografia oficial e com os textos que representam. No entanto, devem ter-se em conta as observações e normas de aplicação que se seguem.

1 - SINAL DE LETRA MAIÚSCULA


10 - As letras maiúsculas representam-se pelas minúsculas precedidas imediatamente do sinal SINAL DE LETRA MAIÚSCULA (46), com o qual formam um símbolo composto.

EXEMPLOS:
SINAL DE LETRA MAIÚSCULA

10.1 - Para indicar que todas as letras de uma palavra são maiúsculas, utiliza-se o sinal SINAL DE LETRA MAIÚSCULA (46 46) antes da primeira.

EXEMPLO:
SINAL DE LETRA MAIÚSCULA

10.2 - Quando o número de palavras com todas as letras maiúsculas é superior a três, pode empregar-se antes da primeira o sinal composto SINAL DE LETRA MAIÚSCULA (25 46 46) e antes da última o sinal composto SINAL DE LETRA MAIÚSCULA (46 46).

EXEMPLO:
SINAL DE LETRA MAIÚSCULA


11 - As siglas, constituídas por iniciais maiúsculas, representam-se antepondo-lhes o sinal composto siglas (46 46).

EXEMPLOS:
siglas

11.1 - Quando, no original em tinta, as iniciais das siglas são seguidas de ponto abreviativo, antepõe-se a cada uma delas o sinal simples siglas (46).

EXEMPLO:
siglas

2 - NÚMEROS E SINAIS COM ELES USADOS


12 - Os caracteres da 1ª série, precedidos do sinal Números e Sinais Com Eles Usados (3456), representam os algarismos de um a zero. Quando um número é formado por dois ou mais algarismos, só o primeiro é precedido deste sinal.

EXEMPLOS:
Exemplos

13 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (2) representa a vírgula e o ponto que em tinta se empregam para, num numeral decimal, separar a parte inteira da parte decimal.

EXEMPLOS:
Exemplos

14 - O ponto 3 representa o ponto separador de classes. É corrente, contudo, só efetuar tal separação em números constituídos por mais de quatro algarismos, na parte inteira ou na parte decimal.

EXEMPLOS:
Exemplos

15 - Os números ordinais representam-se pelos caracteres da 5ª série, precedidos do sinal Números e Sinais Com Eles Usados (3456) e seguidos de uma das terminações o, a, os, as.

EXEMPLOS:
Exemplos

16 - Quando números ou letras e números se articulam numa só sucessão, os números são sempre precedidos do sinal Números e Sinais Com Eles Usados (3456) e as letras devem ficar claramente distintas em relação aos algarismos. A articulação de números com as dez primeiras letras do alfabeto exige que estas sejam precedidas do sinal de letra latina minúscula Números e Sinais Com Eles Usados (5).

a) Números articulados com números:
Exemplos

b) Números articulados com letras maiúsculas:
Exemplos

c) Números articulados com letras minúsculas:
Exemplos

d) Letras articuladas com números:
Exemplos

17 - Na escrita de frações, os sinais Números e Sinais Com Eles Usados (256) e Números e Sinais Com Eles Usados (5 256) representam o respectivo traço horizontal.

EXEMPLOS:
Exemplos

17.1 - No caso de números fracionários em escrita abreviada, o numerador pode representar-se pelos sinais da 5ª série e o denominador pelos sinais da 1ª série, sem repetição do sinal de número.

EXEMPLOS:
Exemplos

17.2 - Nos números mistos, a parte fracionária segue imediatamente a parte inteira.

EXEMPLOS:
Exemplos

18 - O cifrão Números e Sinais Com Eles Usados (56) é usado para expressar a unidade monetária de numerosos países, incluindo-se Brasil e, até 28 de fevereiro de 2002, Portugal. Em Portugal, quando não há algarismo correspondente à unidade, o sinal Números e Sinais Com Eles Usados precede imediatamente o cifrão.

EXEMPLOS:
Exemplos

18.1 - O euro é representado pelo sinal composto Números e Sinais Com Eles Usados (4 15) e precede ou segue imediatamente o número.

EXEMPLOS:
Exemplos

19 - Os sinais compostos Números e Sinais Com Eles Usados e Números e Sinais Com Eles Usados representam, respectivamente, por cento e por mil. Estes sinais ficam sempre ligados aos números a que se referem.

EXEMPLOS:
Exemplos

20 - O sinal composto Números e Sinais Com Eles Usados representa parágrafo e parágrafos jurídicos. Emprega-se imediatamente antes de um número e é seguido de espaço antes de uma palavra.

EXEMPLOS:
Exemplos

21 - A representação de datas sob a forma inteiramente numérica deve obedecer às seguintes regras:

a) Os elementos constitutivos da data devem ser colocados pela ordem dia-mês-ano, utilizando-se dois algarismos para o dia, dois para o mês e dois ou quatro para o ano.

b) A representação deve ser feita com algarismos arábicos.

c) Na representação do ano não se emprega o ponto separador de classes.

d) Os elementos constitutivos da data devem ser separados por barra ou hífen.

e) O sinal de algarismo deve ser repetido antes de cada elemento.

EXEMPLOS:
Exemplos

22 - Os sinais de operação e de relação podem transcrever-se, na generalidade dos casos, sem espaços.

EXEMPLOS:
Exemplos

22.1 - A translineação das expressões far-se-á, preferentemente, após um sinal de operação ou de relação, o qual se repetirá no início da linha imediata. Quando este processo não for possível, emprega-se o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (5) que não se repetirá na linha seguinte.

EXEMPLOS:
Exemplos

22.2 - Se uma expressão contiver palavra ou palavras, para maior clareza ou uniformidade de representação, os sinais operatórios e de relação podem usar-se entre espaços.

EXEMPLOS:
Exemplos

23 - Os símbolos das unidades de medida escrevem-se sem ponto abreviativo e ficam separados por um espaço dos números que, em geral, os precedem.

EXEMPLOS:
Exemplos

24 - Na representação de amplitudes de arcos e ângulos, expressas em graus sexagesimais, o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (356) emprega-se como símbolo da unidade grau; o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (1256), como símbolo da unidade minuto; o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (1256 1256), como símbolo da unidade segundo.

EXEMPLOS:
Exemplos

25 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (356) emprega-se também como símbolo da unidade grau, na representação de temperaturas, e pode ser combinado com outros símbolos.

EXEMPLOS:
Exemplos

26 - As medidas de tempo e de arcos e ângulos se escrevem com espaços intermediários.

EXEMPLOS:
Exemplos

27 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (16) confere aos elementos que o seguem o significado de expoente ou índice superior.

EXEMPLOS:
Exemplos

28 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (34) confere aos elementos que o seguem o significado de índice inferior.

EXEMPLOS:
Exemplos

29 - Para escrever a numeração romana empregam-se letras maiúsculas.

EXEMPLOS:
Exemplos

29.1 - Quando o número é constituído por duas ou mais letras, emprega-se o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (46 46) antes da primeira.

EXEMPLOS:
Exemplos

29.2 - O traço horizontal que multiplica por mil a parte coberta do número romano, e o duplo traço que a multiplica por um milhão, representam-se, respectivamente, pelos sinais Números e Sinais Com Eles Usados (25) e Números e Sinais Com Eles Usados (25 25), colocados imediatamente depois da última letra afetada pelo(s) traço(s).

EXEMPLOS:
Exemplos

3 - SINAL DE ITÁLICO E OUTRAS VARIANTES TIPOGRÁFICAS


30 - O sinal Sinal de Itálico (35) é o correspondente braille do itálico, sublinhado, negrito e da impressão em outros tipos (cursivo, normando, etc.). Antepõe-se e pospõe-se imediatamente a texto, fragmento de texto, palavra ou elemento de palavra a destacar.

EXEMPLOS:
Exemplos

30.1 - Se o texto a destacar é constituído por mais de um parágrafo, o sinal Sinal de Itálico (35) antepõe-se a cada um deles e pospõe-se apenas ao último.

EXEMPLO:
Exemplos

30.2
Exemplos

4 - PONTUAÇÃO E SINAIS ACESSÓRIOS

31 - Ressalvadas as exceções referidas em algumas normas desta alínea, os sinais de pontuação e acessórios não devem separar-se da palavra a que dizem respeito.

EXEMPLOS:
Exemplos

32 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (3), além de ponto final, tem o valor de ponto abreviativo, tanto no interior como no fim dos vocábulos.

EXEMPLOS:
Exemplos

32.1 - Escrevem-se sem espaços intermediários as abreviaturas de expressões correntes.

EXEMPLOS:
Exemplos

32.2 - Escrevem-se com espaços intermediários as abreviaturas de nomes de pessoas.

EXEMPLOS:
Exemplos

33 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (3) representa também o apóstrofo. Em caso de translineação, ele não deve ser seguido de hífen.

EXEMPLOS:
Exemplos

34 - As reticências, representadas pelo sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (3 3 3), podem aparecer isoladas quando significam omissão de texto; podem também ser antecedidas ou seguidas de outros sinais.

EXEMPLOS:
Exemplos

35 - Os parênteses e os colchetes (parênteses retos), em contextos literários podem assumir duas formas distintas de representação: a forma simples e a forma composta.

35.1 - Formas simples:
Pontuação e Sinais Acessórios

Nos contextos literários, para manter a uniformidade com o Código Matemático Unificado (CMU), se empregam as formas simples em duas circunstâncias:

a) Se o sinal de abertura for seguido imediatamente por um numeral e o sinal de fechamento for precedido por um numeral.

b) Se o sinal de fechamento suceder um numeral, geralmente indicando uma enumeração ou enumerações de itens.

EXEMPLOS:
Exemplos

35.2 - Formas compostas:
Pontuação e Sinais Acessórios

Estas formas compostas se empregam para evitar ambigüidades.

EXEMPLOS:
Exemplos

36 - As aspas Aspas (236), abre e fecha, que em tinta aparecem sob a forma de vírgulas em posição natural ou invertidas, representam-se com o símbolo braille já referido; as aspas sob a forma de pequenos ângulos, simples ou duplos, têm como correspondente braille o sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (6 236); outras variantes de aspas são representadas pelo sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (56 236).

EXEMPLOS:
Exemplos

36.1 - Quando num texto em colunas, se pretende usar aspas por baixo de palavra ou palavras, significando “igual, idem, a mesma coisa”, etc., usa-se em braille o sinal de aspas duplo Aspas duplas (236 236), a fim de facilitar a sua identificação.

EXEMPLOS:
Exemplos

36.2 - Mesmo quando não seja possível ou prático reproduzir em braille um texto disposto em colunas, o sinal de aspas duplo pode, ainda assim, ser empregado, desde que o elemento por ele representado ocorra em início de linha e duas ou mais vezes consecutivas.

EXEMPLOS:
Exemplos

37 - O travessão pode ser antecedido ou seguido de outros sinais; mas deve ficar sempre isolado em relação a palavras anteriores e seguintes.

EXEMPLOS:
Exemplos

38 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (246 135) representa um círculo e serve para destacar certa forma de enumeração.

EXEMPLOS:
Exemplos

39 - O & (e comercial) representa-se por meio do sinal E comercial (12346), que deve ficar sempre entre espaços.

EXEMPLOS:
Exemplos

40 - Os sinais Pontuação e Sinais Acessórios (6 2) e Pontuação e Sinais Acessórios (456) representam, respectivamente, a barra e a barra vertical. Em geral, não há espaços antes ou depois das barras, sendo que a barra vertical deve ser seguida de, pelo menos, meia cela em branco.

EXEMPLOS:
Exemplos

40.1 - Se as barras ocorrerem em final de linha, torna-se necessário repeti-las no início da linha imediata.

EXEMPLOS:
Exemplos

41 - As setas horizontais para a direita Seta para a direita (25 135), para a esquerda Seta para a esquerda (246 25) e de sentido duplo Sentido duplo (246 25 135) empregam-se isoladamente e, se ocorrerem no fim de uma linha, não se repetem no início da linha seguinte.

EXEMPLOS:
Exemplos

42 - O sinal restituidor do significado original de um símbolo braille representa-se por Pontuação e Sinais Acessórios (56). Emprega-se em contexto estenográfico, imediatamente antes de palavras para indicar que todos os seus caracteres têm o valor original.

42.1 - Quando necessário, emprega-se igualmente para fazer cessar um significado atribuído a novos sinais, criados em conformidade com o disposto no parágrafo 44, restituindo assim a qualquer sinal o seu significado próprio.

43 - Na escrita de textos em línguas estrangeiras emprega-se a Grafia Braille dos respectivos idiomas. (V. Apêndices.) Porém, em palavras estrangeiras isoladas e pouco freqüentes, ou ainda na grafia de palavras portuguesas que contenham vogais acentuadas para as quais não haja sinal braille correspondente neste Código, antepõem-se às letras os diacríticos seguintes:
Pontuação e Sinais Acessórios

44 - Sempre que em alguma obra a transcrever ocorram sinais cuja grafia não haja sido prevista e normalizada neste Código, deve o transcritor atribuir-lhes o correspondente sinal braille, evitando toda a possibilidade de confusão com os sinais e as normas aqui determinados. Os sinais que tiverem de ser criados deverão ser objeto de nota de rodapé em que se indique o seu significado, quando se empreguem pela primeira vez; sendo muitos estes sinais, devem figurar em lista própria e em página(s) exclusiva(s) no início do volume onde se encontram.
45 - Na transcrição para braille deve seguir-se o mais possível a disposição de qualquer texto em tinta, tendo sempre em conta, no entanto, as especificidades da leitura tátil.

46 - Os títulos, subtítulos, etc. devem ficar bem destacados em relação aos respectivos textos. O destaque pode ser-lhes conferido através de uma ou mais linhas em branco ou de traço para sublinhar, processos que substituem, com vantagem, o itálico e a caixa alta, correntemente usados nas edições em tinta.

EXEMPLOS:
Exemplos

46.1 - Os títulos, subtítulos, etc. não devem ser escritos em página diferente daquela em que os respectivos textos começam; pelo contrário, devem ser seguidos de, pelo menos, duas linhas de texto.

46.2 - Um texto só deve terminar num princípio de página, se nela figurarem, pelo menos, duas linhas de texto. A observância deste preceito é de particular importância, se na mesma página começar novo texto, pois assim se evitará tomar por título deste o final do texto anterior.

47 - Especiais cuidados devem ser tomados para a inserção de referências no final de textos. Assim, autores, obras de onde os textos foram extraídos, etc., nunca deverão ficar em página diferente daquela em que o texto terminar.

48 - Os parágrafos devem ser claramente destacados. A abertura pode variar, mas tem de fazer-se pelo menos no terceiro espaço. O parágrafo americano, que consiste em não fazer qualquer abertura e deixar uma linha em branco entre parágrafos, embora muito utilizado em tinta, não é recomendável em braille, por provocar a descontinuidade do texto e prejudicar a economia de espaço.

48.1 - Quando há necessidade de economizar espaço (em apontamentos, publicações periódicas, etc.), pode usar-se o “parágrafo compacto”. O sinal de pontuação pelo qual um parágrafo termina é seguido de três espaços em branco; o novo parágrafo principia a seguir, na mesma linha, e a linha imediata começa, pelo menos, no terceiro espaço.

EXEMPLOS:
Exemplos

48.2 - O processo de parágrafo compacto não se aplica circunstancialmente quando o início de cada parágrafo não puder ser claramente assinalado pela reentrância da linha imediata e quando os parágrafos estiverem referenciados com números, letras, etc. Faz-se então a abertura do parágrafo conforme se estabelece no número 48 e retoma-se depois o parágrafo compacto.

49 - As molduras (caixas) em que se destacam pequenos textos podem e devem ser reproduzidas em relevo, utilizando para isso linhas horizontais e verticais.


EXEMPLO:
Exemplos

50 - A transcrição dos textos em versos começa-se na margem, procurando sempre seguir a disposição do texto em tinta. Se o verso for muito extenso e ocupar mais de uma linha em braille, o excesso não deverá começar, na linha imediata, antes do terceiro espaço.

EXEMPLOS:
Exemplos

50.1 - Quando um texto tem versos que se iniciam mais à direita e versos começados mais à esquerda, aqueles não deverão iniciar-se antes do quinto espaço. Se forem muito extensos, a sua continuação não deverá ter lugar antes do sétimo espaço.

EXEMPLO:
Exemplos

51 - As estrofes separam-se entre si geralmente por linha em branco. No caso de poemas formados por estrofes com número variável de versos, sempre que o final de uma estrofe coincida com a última linha da página braille, deve deixar-se em branco a primeira linha da página seguinte.

52 - Quando num texto em prosa ocorrem versos, deve dar-se-lhes a disposição adotada no original.

a) Tratando-os como prosa, separados uns dos outros por barras.

EXEMPLO:
Exemplos

b) Escrevendo-os linha a linha.

EXEMPLO:
Exemplos

53 - Na escrita em tinta empregam-se, às vezes, separadores de textos ou de partes de um texto. Nas edições braille, para o mesmo efeito, podem usar-se diversos grafismos.

EXEMPLOS:
Exemplos

54 - Para paginar os textos braille reserva-se a primeira ou a última linha da página. O número coloca-se, geralmente, no extremo direito da linha ou no meio dela, podendo, nesta última posição, ser dispensado o emprego do sinal de número.

54.1 - Sempre que se quiser aplicar ao livro braille a forma mais comum de numerar as páginas do livro em tinta, ou seja, nos extremos mais afastados da lombada, os números deverão manter, pelo menos, três espaços em branco à esquerda.

54.2 - Quando sobre a página braille se indica o número da que lhe corresponde no texto em tinta – o que é sempre vantajoso nas obras didáticas – esta indicação deve figurar na mesma linha utilizada para a paginação braille, a partir da terceira cela. Se a página braille contiver texto de duas ou mais páginas do original em tinta, podem-se escrever os números da primeira e da última, ligados por hífen. (V. 55.)

54.3 - Se os extremos da linha se ocupam com a paginação do livro braille e do livro em tinta, a parte central pode ser aproveitada para a inclusão de quaisquer referências; se a paginação do original não for representada e a paginação braille se faz somente nas páginas da direita, o restante da linha pode ser preenchido com texto. Num caso como em outro, é necessário manter uma distância não inferior a três espaços entre o texto e os números das páginas.

55 - Sempre que o fim das páginas braille e em tinta não for coincidente, pode-se indicar a mudança de página do texto em transcrição, colocando, entre espaços, o sinal de transpaginação Exemplos (5 25).

EXEMPLOS:
Exemplos

Exemplos

55.1 - Se a página em tinta terminar por uma palavra translineada, o sinal de transpaginação será colocado somente depois de toda a palavra escrita.

55.2 - Quando se utilizam ambas as faces do papel e não se inclui a paginação do original em tinta, basta numerar as páginas ímpares.

56 - As notas ao texto devem escrever-se, sempre que possível, no rodapé da página braille em que ocorrem as respectivas referências.

56.1 - As notas podem ser referenciadas por meio de números, letras, asteriscos, etc. Em braille, as referências colocam-se sempre entre parênteses e isoladas, por espaço em branco, relativamente à palavra ou expressão que é objeto da nota.

56.2 - Nas transcrições para braille, as notas à margem devem ser convertidas em notas de pé de página. Para isso, é necessário referenciá-las, escolhendo-se um tipo de referência que permita distingui-las de outras notas de pé de página porventura existentes.

56.3 - O texto das notas deve observar uma margem diferenciada de dois ou três espaços e ser separado do texto principal por uma linha de pontos que, partindo do primeiro espaço, preencha, pelo menos, um terço da linha.

56.4 - Cada nota deve começar em novo parágrafo, com a indicação da respectiva referência.

56.5 - Quando o texto de uma nota já não puder ser inserido no pé da página em que a referência aparece ou aí não couber integralmente, escreve-se, total ou parcialmente, no pé da página seguinte, também separado do texto principal por uma linha de pontos.

56.6 - Pode acontecer que, na mesma página onde se insere total ou parcialmente uma nota com referência na página anterior, outras referências apareçam. Então, todas essas referências deverão formar uma seqüência ordenada que só terminará quando o final do texto da última nota ocorrer no final da página.

56.7 - Se as notas forem extremamente freqüentes ou muito extensas, também podem inserir-se no fim do capítulo ou do volume. Se for inserido no fim do volume, o texto das notas deverá então figurar em página nova e ser introduzido pelo título “notas”.

A Nova Grafia Braille: Observações e Normas de Aplicação



1 - O sistema de escrita em relevo conhecido pelo nome de “Braille” é constituído por 63 sinais formados por pontos a partir do conjunto matricialConjunto matricial(123456).

Este conjunto de 6 pontos chama-se, por isso, sinal fundamental.

O espaço por ele ocupado, ou por qualquer outro sinal, denomina-se cela braille ou célula braille e, quando vazio, é também considerado por alguns especialistas como um sinal, passando assim o Sistema a ser composto com 64 sinais.Vai para o índice da seção

2 - Para facilmente se identificarem e se estabelecer exatamente a sua posição relativa, os pontos são numerados de cima para baixo e da esquerda para a direita. Os três pontos que formam a coluna ou fila vertical esquerda,Conjunto matricial, têm os números 1, 2, 3; aos que compõem a coluna ou fila vertical direita,Conjunto matricial, cabem os números 4, 5, 6.

Os números dos pontos dos sinais braille escrevem-se consecutivamente, com o sinal de número apenas antes do primeiro ponto de cada cela.Vai para o índice da seção

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

2.1 - Dois ou mais sinais braille consecutivos são identificados por numerais, precedidos, cada um, pelo respectivo sinal de número, sem espaços.

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

2.2 - Uma cela vazia é identificada pelo numeral 0.

EXEMPLO: O sinal de igualdade Conjunto matricial(2356), entre palavras, deve ser representado entre celas vazias, assim: 0 2356 0.

3 - Os sinais do Sistema Braille recebem designações diferentes, consoante o espaço que ocupam.Vai para o índice da seção

3.1 - Os que ocupam uma só cela denominam-se sinais simples.

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

3.2 - Aqueles em cuja constituição figuram os pontos 1 e/ou 4, mas em que NÃO entram os pontos 3 nem 6, chamam-se sinais superiores.

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

3.3 - Aqueles que são formados sem os pontos 1 e 4 chamam-se sinais inferiores.

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

3.4 - Os que são constituídos por qualquer conjunto dos pontos 1, 2, 3, dizem-se sinais da coluna esquerda.

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

3.5 - Os que são constituídos por qualquer conjunto dos pontos 4, 5, 6, dizem-se sinais da coluna direita.

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

3.6 - Chamam-se sinais compostos os que se obtêm combinando dois ou mais sinais simples.

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

4 - Quando na transcrição de códigos, tabelas, etc., um sinal inferior ou da coluna direita aparece isolado (entre celas vazias) e há possibilidade de o confundir com outro sinal, coloca-se junto dele o sinal fundamental Conjunto matricial(123456) que, neste caso, vale apenas como referencial de posição.Vai para o índice da seção

EXEMPLOS:
Conjunto matricial

5 - Os 63 sinais simples do Sistema Braille, adiante apresentados numa seqüência denominada ordem braille, distribuem-se sistematicamente por 7 séries:Vai para o índice da seção

Conjunto matricial

5.1 - A 1ª série é constituída por 10 sinais, todos superiores, pelo que é denominada série superior. Serve de base às 2ª, 3ª e 4ª séries, bem como de modelo à 5ª.

5.2 - A 2ª série obtém-se juntando a cada um dos sinais da 1ª o ponto 3.

5.3 - A 3ª série resulta da adição dos pontos 3 e 6 aos sinais da série superior.

5.4 - A 4ª série é formada pela junção do ponto 6 a cada um dos sinais da 1ª.

5.5 - A 5ª série é toda formada por sinais inferiores, pelo que também é chamada série inferior, e reproduz formalmente a 1ª.

5.6 - A 6ª série não deriva da 1ª e desenvolve-se pelos pontos 3, 4, 5, 6, e consta apenas de 6 sinais.

5.7 - A 7ª série, que também não se baseia na 1ª, é formada unicamente pelos 7 sinais da coluna direita. A sua ordem de sucessão determina-se com o auxílio da mnemônica “ablakba”.

6 - A escrita braille se faz ponto a ponto na reglete ou letra a letra na máquina braille ou no computador.Vai para o índice da seção

7 - O Sistema Braille é o processo de escrita em relevo mais adotado em todo o mundo e se aplica não só à representação dos símbolos literais, mas também à dos matemáticos, químicos, fonéticos, informáticos, musicais, etc.

Na sua aplicação à Língua Portuguesa, quase todos os sinais conservam a sua significação original. Apenas algumas vogais acentuadas e outros símbolos se representam por sinais que lhe são exclusivos.

8 - Os sinais que se empregam na escrita corrente de textos em Língua Portuguesa têm a significação seguinte:

1 - ALFABETO


Alfabeto
Obs.: O c com cedilha é representado pelo sinal Cedilha(12346).

Obs.: As letras k, w e y encontram-se freqüentemente em textos portugueses, embora não pertençam ao alfabeto português.

2 - LETRAS COM DIACRÍTICOS


LETRAS COM DIACRÍTICOS

3 - PONTUAÇÃO E SINAIS ACESSÓRIOS


PONTUAÇÃO E SINAIS ACESSÓRIOS

4 - SINAIS USADOS COM NÚMEROS


SINAIS USADOS COM NÚMEROS

5 - SINAIS EXCLUSIVOS DA ESCRITA BRAILLE


SINAIS EXCLUSIVOS DA ESCRITA BRAILLE

9 - Os sinais do Código Braille empregam-se geralmente em conformidade com os preceitos da ortografia oficial e com os textos que representam. No entanto, devem ter-se em conta as observações e normas de aplicação que se seguem.

1 - SINAL DE LETRA MAIÚSCULA


10 - As letras maiúsculas representam-se pelas minúsculas precedidas imediatamente do sinal SINAL DE LETRA MAIÚSCULA (46), com o qual formam um símbolo composto.

EXEMPLOS:
SINAL DE LETRA MAIÚSCULA

10.1 - Para indicar que todas as letras de uma palavra são maiúsculas, utiliza-se o sinal SINAL DE LETRA MAIÚSCULA (46 46) antes da primeira.

EXEMPLO:
SINAL DE LETRA MAIÚSCULA

10.2 - Quando o número de palavras com todas as letras maiúsculas é superior a três, pode empregar-se antes da primeira o sinal composto SINAL DE LETRA MAIÚSCULA (25 46 46) e antes da última o sinal composto SINAL DE LETRA MAIÚSCULA (46 46).

EXEMPLO:
SINAL DE LETRA MAIÚSCULA


11 - As siglas, constituídas por iniciais maiúsculas, representam-se antepondo-lhes o sinal composto siglas (46 46).

EXEMPLOS:
siglas

11.1 - Quando, no original em tinta, as iniciais das siglas são seguidas de ponto abreviativo, antepõe-se a cada uma delas o sinal simples siglas (46).

EXEMPLO:
siglas

2 - NÚMEROS E SINAIS COM ELES USADOS

12 - Os caracteres da 1ª série, precedidos do sinal Números e Sinais Com Eles Usados (3456), representam os algarismos de um a zero. Quando um número é formado por dois ou mais algarismos, só o primeiro é precedido deste sinal.

EXEMPLOS:
Exemplos

13 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (2) representa a vírgula e o ponto que em tinta se empregam para, num numeral decimal, separar a parte inteira da parte decimal.

EXEMPLOS:
Exemplos

14 - O ponto 3 representa o ponto separador de classes. É corrente, contudo, só efetuar tal separação em números constituídos por mais de quatro algarismos, na parte inteira ou na parte decimal.

EXEMPLOS:
Exemplos

15 - Os números ordinais representam-se pelos caracteres da 5ª série, precedidos do sinal Números e Sinais Com Eles Usados (3456) e seguidos de uma das terminações o, a, os, as.

EXEMPLOS:
Exemplos

16 - Quando números ou letras e números se articulam numa só sucessão, os números são sempre precedidos do sinal Números e Sinais Com Eles Usados (3456) e as letras devem ficar claramente distintas em relação aos algarismos. A articulação de números com as dez primeiras letras do alfabeto exige que estas sejam precedidas do sinal de letra latina minúscula Números e Sinais Com Eles Usados (5).

a) Números articulados com números:
Exemplos

b) Números articulados com letras maiúsculas:
Exemplos

c) Números articulados com letras minúsculas:
Exemplos

d) Letras articuladas com números:
Exemplos

17 - Na escrita de frações, os sinais Números e Sinais Com Eles Usados (256) e Números e Sinais Com Eles Usados (5 256) representam o respectivo traço horizontal.

EXEMPLOS:
Exemplos

17.1 - No caso de números fracionários em escrita abreviada, o numerador pode representar-se pelos sinais da 5ª série e o denominador pelos sinais da 1ª série, sem repetição do sinal de número.

EXEMPLOS:
Exemplos

17.2 - Nos números mistos, a parte fracionária segue imediatamente a parte inteira.

EXEMPLOS:
Exemplos

18 - O cifrão Números e Sinais Com Eles Usados (56) é usado para expressar a unidade monetária de numerosos países, incluindo-se Brasil e, até 28 de fevereiro de 2002, Portugal. Em Portugal, quando não há algarismo correspondente à unidade, o sinal Números e Sinais Com Eles Usados precede imediatamente o cifrão.

EXEMPLOS:
Exemplos

18.1 - O euro é representado pelo sinal composto Números e Sinais Com Eles Usados (4 15) e precede ou segue imediatamente o número.

EXEMPLOS:
Exemplos

19 - Os sinais compostos Números e Sinais Com Eles Usados e Números e Sinais Com Eles Usados representam, respectivamente, por cento e por mil. Estes sinais ficam sempre ligados aos números a que se referem.

EXEMPLOS:
Exemplos

20 - O sinal composto Números e Sinais Com Eles Usados representa parágrafo e parágrafos jurídicos. Emprega-se imediatamente antes de um número e é seguido de espaço antes de uma palavra.

EXEMPLOS:
Exemplos

21 - A representação de datas sob a forma inteiramente numérica deve obedecer às seguintes regras:

a) Os elementos constitutivos da data devem ser colocados pela ordem dia-mês-ano, utilizando-se dois algarismos para o dia, dois para o mês e dois ou quatro para o ano.

b) A representação deve ser feita com algarismos arábicos.

c) Na representação do ano não se emprega o ponto separador de classes.

d) Os elementos constitutivos da data devem ser separados por barra ou hífen.

e) O sinal de algarismo deve ser repetido antes de cada elemento.

EXEMPLOS:
Exemplos

22 - Os sinais de operação e de relação podem transcrever-se, na generalidade dos casos, sem espaços.

EXEMPLOS:
Exemplos

22.1 - A translineação das expressões far-se-á, preferentemente, após um sinal de operação ou de relação, o qual se repetirá no início da linha imediata. Quando este processo não for possível, emprega-se o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (5) que não se repetirá na linha seguinte.

EXEMPLOS:
Exemplos

22.2 - Se uma expressão contiver palavra ou palavras, para maior clareza ou uniformidade de representação, os sinais operatórios e de relação podem usar-se entre espaços.

EXEMPLOS:
Exemplos

23 - Os símbolos das unidades de medida escrevem-se sem ponto abreviativo e ficam separados por um espaço dos números que, em geral, os precedem.

EXEMPLOS:
Exemplos

24 - Na representação de amplitudes de arcos e ângulos, expressas em graus sexagesimais, o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (356) emprega-se como símbolo da unidade grau; o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (1256), como símbolo da unidade minuto; o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (1256 1256), como símbolo da unidade segundo.

EXEMPLOS:
Exemplos

25 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (356) emprega-se também como símbolo da unidade grau, na representação de temperaturas, e pode ser combinado com outros símbolos.

EXEMPLOS:
Exemplos

26 - As medidas de tempo e de arcos e ângulos se escrevem com espaços intermediários.

EXEMPLOS:
Exemplos

27 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (16) confere aos elementos que o seguem o significado de expoente ou índice superior.

EXEMPLOS:
Exemplos

28 - O sinal Números e Sinais Com Eles Usados (34) confere aos elementos que o seguem o significado de índice inferior.

EXEMPLOS:
Exemplos

29 - Para escrever a numeração romana empregam-se letras maiúsculas.

EXEMPLOS:
Exemplos

29.1 - Quando o número é constituído por duas ou mais letras, emprega-se o sinal Números e Sinais Com Eles Usados (46 46) antes da primeira.

EXEMPLOS:
Exemplos

29.2 - O traço horizontal que multiplica por mil a parte coberta do número romano, e o duplo traço que a multiplica por um milhão, representam-se, respectivamente, pelos sinais Números e Sinais Com Eles Usados (25) e Números e Sinais Com Eles Usados (25 25), colocados imediatamente depois da última letra afetada pelo(s) traço(s).

EXEMPLOS:
Exemplos

3 - SINAL DE ITÁLICO E OUTRAS VARIANTES TIPOGRÁFICAS


30 - O sinal Sinal de Itálico (35) é o correspondente braille do itálico, sublinhado, negrito e da impressão em outros tipos (cursivo, normando, etc.). Antepõe-se e pospõe-se imediatamente a texto, fragmento de texto, palavra ou elemento de palavra a destacar.

EXEMPLOS:
Exemplos

30.1 - Se o texto a destacar é constituído por mais de um parágrafo, o sinal Sinal de Itálico (35) antepõe-se a cada um deles e pospõe-se apenas ao último.

EXEMPLO:
Exemplos

30.2
Exemplos

4 - PONTUAÇÃO E SINAIS ACESSÓRIOS


31 - Ressalvadas as exceções referidas em algumas normas desta alínea, os sinais de pontuação e acessórios não devem separar-se da palavra a que dizem respeito.

EXEMPLOS:
Exemplos

32 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (3), além de ponto final, tem o valor de ponto abreviativo, tanto no interior como no fim dos vocábulos.

EXEMPLOS:
Exemplos

32.1 - Escrevem-se sem espaços intermediários as abreviaturas de expressões correntes.

EXEMPLOS:
Exemplos

32.2 - Escrevem-se com espaços intermediários as abreviaturas de nomes de pessoas.

EXEMPLOS:
Exemplos

33 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (3) representa também o apóstrofo. Em caso de translineação, ele não deve ser seguido de hífen.

EXEMPLOS:
Exemplos

34 - As reticências, representadas pelo sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (3 3 3), podem aparecer isoladas quando significam omissão de texto; podem também ser antecedidas ou seguidas de outros sinais.

EXEMPLOS:
Exemplos

35 - Os parênteses e os colchetes (parênteses retos), em contextos literários podem assumir duas formas distintas de representação: a forma simples e a forma composta.

35.1 - Formas simples:
Pontuação e Sinais Acessórios

Nos contextos literários, para manter a uniformidade com o Código Matemático Unificado (CMU), se empregam as formas simples em duas circunstâncias:

a) Se o sinal de abertura for seguido imediatamente por um numeral e o sinal de fechamento for precedido por um numeral.

b) Se o sinal de fechamento suceder um numeral, geralmente indicando uma enumeração ou enumerações de itens.

EXEMPLOS:
Exemplos

35.2 - Formas compostas:
Pontuação e Sinais Acessórios

Estas formas compostas se empregam para evitar ambigüidades.

EXEMPLOS:
Exemplos

36 - As aspas Aspas (236), abre e fecha, que em tinta aparecem sob a forma de vírgulas em posição natural ou invertidas, representam-se com o símbolo braille já referido; as aspas sob a forma de pequenos ângulos, simples ou duplos, têm como correspondente braille o sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (6 236); outras variantes de aspas são representadas pelo sinal composto Pontuação e Sinais Acessórios (56 236).

EXEMPLOS:
Exemplos

36.1 - Quando num texto em colunas, se pretende usar aspas por baixo de palavra ou palavras, significando “igual, idem, a mesma coisa”, etc., usa-se em braille o sinal de aspas duplo Aspas duplas (236 236), a fim de facilitar a sua identificação.

EXEMPLOS:
Exemplos

36.2 - Mesmo quando não seja possível ou prático reproduzir em braille um texto disposto em colunas, o sinal de aspas duplo pode, ainda assim, ser empregado, desde que o elemento por ele representado ocorra em início de linha e duas ou mais vezes consecutivas.

EXEMPLOS:
Exemplos

37 - O travessão pode ser antecedido ou seguido de outros sinais; mas deve ficar sempre isolado em relação a palavras anteriores e seguintes.

EXEMPLOS:
Exemplos

38 - O sinal Pontuação e Sinais Acessórios (246 135) representa um círculo e serve para destacar certa forma de enumeração.

EXEMPLOS:
Exemplos

39 - O & (e comercial) representa-se por meio do sinal E comercial (12346), que deve ficar sempre entre espaços.

EXEMPLOS:
Exemplos

40 - Os sinais Pontuação e Sinais Acessórios (6 2) e Pontuação e Sinais Acessórios (456) representam, respectivamente, a barra e a barra vertical. Em geral, não há espaços antes ou depois das barras, sendo que a barra vertical deve ser seguida de, pelo menos, meia cela em branco.

EXEMPLOS:
Exemplos

40.1 - Se as barras ocorrerem em final de linha, torna-se necessário repeti-las no início da linha imediata.

EXEMPLOS:
Exemplos

41 - As setas horizontais para a direita Seta para a direita (25 135), para a esquerda Seta para a esquerda (246 25) e de sentido duplo Sentido duplo (246 25 135) empregam-se isoladamente e, se ocorrerem no fim de uma linha, não se repetem no início da linha seguinte.

EXEMPLOS:
Exemplos

42 - O sinal restituidor do significado original de um símbolo braille representa-se por Pontuação e Sinais Acessórios (56). Emprega-se em contexto estenográfico, imediatamente antes de palavras para indicar que todos os seus caracteres têm o valor original.

42.1 - Quando necessário, emprega-se igualmente para fazer cessar um significado atribuído a novos sinais, criados em conformidade com o disposto no parágrafo 44, restituindo assim a qualquer sinal o seu significado próprio.

43 - Na escrita de textos em línguas estrangeiras emprega-se a Grafia Braille dos respectivos idiomas. (V. Apêndices.) Porém, em palavras estrangeiras isoladas e pouco freqüentes, ou ainda na grafia de palavras portuguesas que contenham vogais acentuadas para as quais não haja sinal braille correspondente neste Código, antepõem-se às letras os diacríticos seguintes:
Pontuação e Sinais Acessórios

44 - Sempre que em alguma obra a transcrever ocorram sinais cuja grafia não haja sido prevista e normalizada neste Código, deve o transcritor atribuir-lhes o correspondente sinal braille, evitando toda a possibilidade de confusão com os sinais e as normas aqui determinados. Os sinais que tiverem de ser criados deverão ser objeto de nota de rodapé em que se indique o seu significado, quando se empreguem pela primeira vez; sendo muitos estes sinais, devem figurar em lista própria e em página(s) exclusiva(s) no início do volume onde se encontram.

45 - Na transcrição para braille deve seguir-se o mais possível a disposição de qualquer texto em tinta, tendo sempre em conta, no entanto, as especificidades da leitura tátil.

46 - Os títulos, subtítulos, etc. devem ficar bem destacados em relação aos respectivos textos. O destaque pode ser-lhes conferido através de uma ou mais linhas em branco ou de traço para sublinhar, processos que substituem, com vantagem, o itálico e a caixa alta, correntemente usados nas edições em tinta.

EXEMPLOS:
Exemplos

46.1 - Os títulos, subtítulos, etc. não devem ser escritos em página diferente daquela em que os respectivos textos começam; pelo contrário, devem ser seguidos de, pelo menos, duas linhas de texto.

46.2 - Um texto só deve terminar num princípio de página, se nela figurarem, pelo menos, duas linhas de texto. A observância deste preceito é de particular importância, se na mesma página começar novo texto, pois assim se evitará tomar por título deste o final do texto anterior.

47 - Especiais cuidados devem ser tomados para a inserção de referências no final de textos. Assim, autores, obras de onde os textos foram extraídos, etc., nunca deverão ficar em página diferente daquela em que o texto terminar.

48 - Os parágrafos devem ser claramente destacados. A abertura pode variar, mas tem de fazer-se pelo menos no terceiro espaço. O parágrafo americano, que consiste em não fazer qualquer abertura e deixar uma linha em branco entre parágrafos, embora muito utilizado em tinta, não é recomendável em braille, por provocar a descontinuidade do texto e prejudicar a economia de espaço.

48.1 - Quando há necessidade de economizar espaço (em apontamentos, publicações periódicas, etc.), pode usar-se o “parágrafo compacto”. O sinal de pontuação pelo qual um parágrafo termina é seguido de três espaços em branco; o novo parágrafo principia a seguir, na mesma linha, e a linha imediata começa, pelo menos, no terceiro espaço.

EXEMPLOS:
Exemplos

48.2 - O processo de parágrafo compacto não se aplica circunstancialmente quando o início de cada parágrafo não puder ser claramente assinalado pela reentrância da linha imediata e quando os parágrafos estiverem referenciados com números, letras, etc. Faz-se então a abertura do parágrafo conforme se estabelece no número 48 e retoma-se depois o parágrafo compacto.

49 - As molduras (caixas) em que se destacam pequenos textos podem e devem ser reproduzidas em relevo, utilizando para isso linhas horizontais e verticais.

EXEMPLO:
Exemplos

50 - A transcrição dos textos em versos começa-se na margem, procurando sempre seguir a disposição do texto em tinta. Se o verso for muito extenso e ocupar mais de uma linha em braille, o excesso não deverá começar, na linha imediata, antes do terceiro espaço.

EXEMPLOS:
Exemplos

50.1 - Quando um texto tem versos que se iniciam mais à direita e versos começados mais à esquerda, aqueles não deverão iniciar-se antes do quinto espaço. Se forem muito extensos, a sua continuação não deverá ter lugar antes do sétimo espaço.

EXEMPLO:
Exemplos

51 - As estrofes separam-se entre si geralmente por linha em branco. No caso de poemas formados por estrofes com número variável de versos, sempre que o final de uma estrofe coincida com a última linha da página braille, deve deixar-se em branco a primeira linha da página seguinte.

52 - Quando num texto em prosa ocorrem versos, deve dar-se-lhes a disposição adotada no original.

a) Tratando-os como prosa, separados uns dos outros por barras.

EXEMPLO:
Exemplos

b) Escrevendo-os linha a linha.

EXEMPLO:
Exemplos

53 - Na escrita em tinta empregam-se, às vezes, separadores de textos ou de partes de um texto. Nas edições braille, para o mesmo efeito, podem usar-se diversos grafismos.

EXEMPLOS:
Exemplos

54 - Para paginar os textos braille reserva-se a primeira ou a última linha da página. O número coloca-se, geralmente, no extremo direito da linha ou no meio dela, podendo, nesta última posição, ser dispensado o emprego do sinal de número.

54.1 - Sempre que se quiser aplicar ao livro braille a forma mais comum de numerar as páginas do livro em tinta, ou seja, nos extremos mais afastados da lombada, os números deverão manter, pelo menos, três espaços em branco à esquerda.

54.2 - Quando sobre a página braille se indica o número da que lhe corresponde no texto em tinta – o que é sempre vantajoso nas obras didáticas – esta indicação deve figurar na mesma linha utilizada para a paginação braille, a partir da terceira cela. Se a página braille contiver texto de duas ou mais páginas do original em tinta, podem-se escrever os números da primeira e da última, ligados por hífen. (V. 55.)

54.3 - Se os extremos da linha se ocupam com a paginação do livro braille e do livro em tinta, a parte central pode ser aproveitada para a inclusão de quaisquer referências; se a paginação do original não for representada e a paginação braille se faz somente nas páginas da direita, o restante da linha pode ser preenchido com texto. Num caso como em outro, é necessário manter uma distância não inferior a três espaços entre o texto e os números das páginas.

55 - Sempre que o fim das páginas braille e em tinta não for coincidente, pode-se indicar a mudança de página do texto em transcrição, colocando, entre espaços, o sinal de transpaginação Exemplos (5 25).

EXEMPLOS:
Exemplos

Exemplos

55.1 - Se a página em tinta terminar por uma palavra translineada, o sinal de transpaginação será colocado somente depois de toda a palavra escrita.

55.2 - Quando se utilizam ambas as faces do papel e não se inclui a paginação do original em tinta, basta numerar as páginas ímpares.

56 - As notas ao texto devem escrever-se, sempre que possível, no rodapé da página braille em que ocorrem as respectivas referências.

56.1 - As notas podem ser referenciadas por meio de números, letras, asteriscos, etc. Em braille, as referências colocam-se sempre entre parênteses e isoladas, por espaço em branco, relativamente à palavra ou expressão que é objeto da nota.

56.2 - Nas transcrições para braille, as notas à margem devem ser convertidas em notas de pé de página. Para isso, é necessário referenciá-las, escolhendo-se um tipo de referência que permita distingui-las de outras notas de pé de página porventura existentes.

56.3 - O texto das notas deve observar uma margem diferenciada de dois ou três espaços e ser separado do texto principal por uma linha de pontos que, partindo do primeiro espaço, preencha, pelo menos, um terço da linha.

56.4 - Cada nota deve começar em novo parágrafo, com a indicação da respectiva referência.

56.5 - Quando o texto de uma nota já não puder ser inserido no pé da página em que a referência aparece ou aí não couber integralmente, escreve-se, total ou parcialmente, no pé da página seguinte, também separado do texto principal por uma linha de pontos.

56.6 - Pode acontecer que, na mesma página onde se insere total ou parcialmente uma nota com referência na página anterior, outras referências apareçam. Então, todas essas referências deverão formar uma seqüência ordenada que só terminará quando o final do texto da última nota ocorrer no final da página.

56.7 - Se as notas forem extremamente freqüentes ou muito extensas, também podem inserir-se no fim do capítulo ou do volume. Se for inserido no fim do volume, o texto das notas deverá então figurar em página nova e ser introduzido pelo título “notas”.

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Biografias

BENJAMIN CONSTANT BOTELHO DE MAGALHÃES

LOUIS BRAILLE

JOSÉ ÁLVARES DE AZEVEDO


Foto de Benjamin Constant
BENJAMIN CONSTANT

BENJAMIN CONSTANT BOTELHO DE MAGALHÃES

"O BRASILEIRO"

“Mestre: sede o nosso guia em busca da terra da promissão, o solo da liberdade”- Alunos da Escola Militar, em manifesto, conclamando Benjamin Constant a liderá-los na insurreição republicana.

No ano de 1767, na cidade Lausane, na Suíça, nascia Benjamin Constant, “o francês”, escritor e político que influenciaria o destino da França com seu posicionamento liberal. Opositor e depois aliado de Napoleão, participa da famosa batalha de Waterloo e presencia a queda do poder imperial naquele país. O famoso romance “Adolfhe”, sua obra prima, é considerado uma das primeiras obras analíticas da literatura moderna. Em 1830, Benjamin Henri Constant de Rebecque morre em Paris, França, deixando um grande legado como pensador, romancista e político constitucionalista. Muito provavelmente tendo o nome em sua homenagem, nascia em 18 de outubro de 1836, no Porto do Meyer, freguesia de São Lourenço, Niterói/RJ, Benjamin Constant Botelho de Magalhães – Benjamin Constant, “o brasileiro”.

Personagem marcante da história de nosso país, tal qual o seu homônimo francês, Benjamin Constant, abolicionista, líder da insurreição republicana e “fundador da República Brasileira”, influenciou grandes alterações políticas e sociais no Brasil do final do século XIX.

Diretor por 20 anos do então Imperial Instituto dos Meninos Cegos, de 1869 a 15 de novembro de 1889, esse ilustre brasileiro, desde 1891, dá seu nome à nossa Instituição (e, hoje também, à nossa Revista). Professor, astrônomo, doutor em matemática e ciências físicas, militar e seguidor do pensamento positivista de Augusto Comte, Benjamin Constant desempenhou um papel de fundamental relevância nos movimentos abolicionistas e republicanos em nosso país.

Em 1854, iniciou sua carreira no magistério como explicador de matemática elementar para os alunos da Escola Militar. Enquanto lecionava nesta Escola, levou à jovem oficialidade o pensamento republicano e os ideais positivistas, tendo sido transformado em mito no meio militar da época.

Em plena efervescência do final do Segundo Império, funda o Clube Militar, vindo, posteriormente a presidi-lo. Foi também professor da Escola Normal do Rio de Janeiro, do Colégio Pedro II e da Escola Superior de Guerra. Na carreira militar, após a proclamação da República, chegou ao posto de General de Brigada.

Tendo entrado para o então Imperial Instituto dos Meninos Cegos em 13 de agosto de 1862, por Decreto Imperial, para exercer a função de professor de matemática e ciência natural, dele só se afasta quando, proclamada a República, passa a integrar seu primeiro governo, como Ministro da Guerra, ocupando também, interinamente, a pasta da Instrução Pública, Correios e Telégrafos.

Em 16 de abril de 1863, casa-se com Dona Maria Joaquina da Costa, filha do segundo diretor do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, Dr. Cláudio Luís da Costa.

Com relação à participação de Benjamin Constant na Guerra do Paraguai, Maurício Zeni, em dissertação de mestrado, apresentada neste ano, nos traz:



“Em agosto de 1866, junta-se ao primeiro corpo do exército em operações na Guerra do Paraguai, tendo atuado como assistente do quartel mestre general, encarregado dos depósitos bélicos em Itapiru, encarregado de construir trincheiras e baterias avançadas em Tuiuti. Em 8 de maio, foi nomeado membro efetivo da comissão de engenheiros junto ao comando do Exército Brasileiro. Deixou a comissão de engenheiros em 18 de julho para encarregar-se de explorar as estradas que se dirigiam de Tuiuti a Humaitá.

Terminado este trabalho, juntou-se ao corpo do Exército em 22 de julho que marchava para Tuiucuê. Foi encarregado de traçar o roteiro seguido pelo grosso do Exército comandado pelo Marquês de Caxias, examinando as estradas que o Exército deveria percorrer”.



Com sua saúde bastante abalada em função de seqüelas de uma enfermidade adquirida na Guerra do Paraguai, Benjamin Constant não chegou a finalizar a primeira grande reforma do ensino no Brasil República, iniciada por ele em sua gestão no Ministério da Instrução Pública, Correios e Telégrafos.

Benjamin Constant Botelho de Magalhães morreu em 22 de janeiro de 1891, em Jurujuba, Niterói. Seu féretro foi colocado sobre a mesa onde foram lavrados os primeiros atos do governo provisório. Serviram-lhe de manto fúnebre as bandeiras que suas filhas haviam bordado para as escolas militares, as primeiras bandeiras da república, onde já se lia as palavras “ordem e progresso”.Para cima





Foto de Louis Braille
LOUIS BRAILLE
O CRIADOR DO SISTEMA BRAILLE



A história de Louis Braille é a de um homem que conseguiu muito lentamente o reconhecimento do valor de sua obra. Durante a maior parte de sua vida, seu sistema só foi conhecido na escola onde ele estudou e foi professor. De início, as pessoas relutaram muito em mudar os métodos insatisfatórios usados para educar as pessoas cegas. Foi apenas no fim da vida que o uso de seu sistema começou a se expandir. E, mesmo assim, a significância de sua realização permaneceu obscura para o mundo durante muitos anos.

Louis Braille nasceu em quatro de janeiro de 1809, na pequena cidade francesa de Coupvray, pertencente ao distrito de Seine-Marne, situado a cerca de 45km de Paris. No ano de 1812, ao brincar como de costume na oficina de seu pai, feriu seu olho esquerdo ao tentar perfurar um pedaço de couro com um objeto pontiagudo, causando grave hemorragia. O ferimento infeccionou e não havia auxílio médico eficaz para eliminar o centro da infecção. Veio a conjuntivite e depois a oftalmia. Alguns meses mais tarde, a infecção atingiu o outro olho, e a cegueira total adveio quando Louis estava com 5 anos. Seus pais ainda tentaram vários tratamentos, consultaram vários oculistas, inclusive em cidades vizinhas, mas todos os esforços foram em vão, pois a infecção generalizada havia destruído ambas as córneas.

Mesmo convivendo com a cegueira, Louis era um estudante exemplar: decorava e recitava as lições que ouvia, confundindo seus professores com sua inteligência brilhante.

Aos 10 anos, Louis Braille consegue uma bolsa de estudos na Instituição Real para Jovens Cegos, a primeira escola para cegos de Paris. Na Instituição, o ensino consistia em fazer os alunos repetirem as explicações e os textos ouvidos. Alguns livros escritos no sistema de Valentin Haüy, método oficial de leitura para cegos da época, permitiam leitura suplementar. Esses poucos livros eram os únicos existentes. Louis dedicou-se profundamente aos estudos, mas a recreação também era parte importante na vida da escola, e ele participava com entusiasmo das atividades. Gostava de música clássica e, como os professores do Conservatório vinham dar aulas gratuitas na Instituição, dedicou-se a um estudo que consistia em ouvir e repetir o que era ouvido. As condições não eram ideais, mas Braille tornou-se um excelente pianista e, mais tarde, o talentoso organista de Notre Dame des Champs.

Em agosto de 1821, Braille participou emocionado dos preparativos e da homenagem prestada a Valentin Häuy na Instituição da qual ele era fundador. Nesta ocasião, estiveram reunidos o fundador da primeira escola para cegos e o futuro inventor de um sistema de leitura e escrita para cegos.

As dificuldades enfrentadas por Louis Braille em seus estudos o levaram, desde cedo, a preocupar-se com a possibilidade de criação de um sistema de escrita para cegos. Para isso, ele contou com a ajuda de outras pessoas, como Charles Barbier de la Serre, capitão de artilharia do exército de Louis XIII, criador de um sistema de sinais em relevo que, quando combinados, transmitiam suas ordens militares para os soldados durante a noite. Assim, mesmo no escuro, seus subordinados podiam decifrar as ordens superiores. Com o uso do sistema, Barbier pensou na possibilidade de seu processo, denominado “escrita noturna”, servir para a comunicação entre pessoas cegas, transformando-o então num sistema de escrita para cegos rebatizado para “grafia sonora”. Através desse sistema, qualquer frase podia ser escrita, mas, como era um sistema fonético, as palavras não podiam ser soletradas. Um grande número de sinais era usado para uma única palavra, o que tornava a decifração longa e difícil. Louis Braille rapidamente aprendeu a usar o sistema, que praticava sempre com um amigo, escrevendo com o auxílio de uma régua guia e de um estilete. Adquirindo maior habilidade no uso do método, ele acabou descobrindo seus problemas e começou a pensar em possíveis modificações.

As dificuldades do sistema de Barbier eram as seguintes: ele não permitia o conhecimento de ortografia, já que os sinais representavam apenas sons; não havia símbolos para pontuação, acentos, números, símbolos matemáticos e notação musical; e, principalmente, a lentidão da leitura devido à complexidade das combinações. O sistema novo de Braille visava eliminar completamente esses problemas, e ficou pronto em 1824, quando tinha apenas 15 anos de idade, através da criação do alfabeto Braille, onde 63 combinações representavam todas as letras do alfabeto, além de acentuação, pontuação e sinais matemáticos.

Apesar de sua saúde deficiente, pois contraiu tuberculose aos 26 anos, Braille trabalhou constantemente no aperfeiçoamento de seu sistema e, em 1838, publicou a “Pequena sinopse de aritmética para principiantes”. Logo em seguida, em 1839, publica “Novo método para representação por sinais de formas de letras, mapas, figuras geométricas e símbolos musicais para uso de cegos”. Este último método consistia em escrever as letras de forma convencional, marcando com o punção uma série de pontos em relevo. Para padronizar a dimensão das letras, Braille determinou num quadro o número de sinais necessários para cada letra. Esta nova invenção também foi adotada pelos alunos, e Louis chamou-a de “grafia pontilhada”. O objetivo deste sistema era facilitar a comunicação com os videntes.

Apesar dos esforços de Braille para aperfeiçoar e desenvolver seu sistema, e de sua aceitação pelos alunos da Instituição, o método de ensino continuava sendo as letras em relevo de Valentin Haüy, pois muitos professores conservadores relutavam em abandonar os velhos métodos. O diretor da época era contrário à oficialização do sistema, pois julgava que o sistema Braille isolava os cegos. Em 1840, o Ministro Francês do Interior, a quem coube a decisão final, opinou que os estudos em Braille deveriam ser encorajados, mas que eles não estavam prontos para a mudança do sistema.

Só quando, em 1843, o Instituto Real para Jovens Cegos foi transferido para um novo prédio, é que o diretor passou a aceitar o sistema de Braille. Louis ficou profundamente comovido quando, na inauguração do novo prédio, seu método finalmente foi demonstrado publicamente e declarado aceito. Este foi o primeiro passo para a aceitação geral. Daí em diante, seu uso começou a expandir-se por toda a Europa. Sua saúde, porém, piorava com o passar dos anos, tornando mais frágil. Em 1850, terminou por demitir-se de seu cargo de professor do Instituto, onde passou a dar apenas algumas aulas de piano. Um ano depois, Louis sofre uma grande recaída, ficando em seu leito até sua morte, em 1852, sempre confiante de que seu trabalho não tinha sido em vão.

Trechos do livro “Louis Braille: sua vida e seu sistema”.Para cima



Foto de José Álvares de Azevedo
JOSÉ ÁLVARES DE AZEVEDO

JOSÉ ÁLVARES DE AZEVEDO

PATRONO DA EDUCAÇÃO DE CEGOS NO BRASIL

Na “Galeria dos Cegos Brasileiros”, um vulto tem projeção especial: José Álvares de Azevedo, pioneiro, missionário e idealista da Educação dos Cegos no Brasil.

Ele foi o primeiro a exercer, particularmente, na cidade do Rio de Janeiro, a função de professor cego, após ter tido a oportunidade de se educar em uma escola para cegos, na França.

Essa circunstância histórica de ser o primeiro professor cego brasileiro justifica o título honorífico que se dá a José Álvares de Azevedo, de “Patrono da Educação dos Cegos no Brasil”.

O atendimento educacional às pessoas sem visão, em nossa Terra, teve início a partir da ação pioneira desse jovem, introdutor do Sistema Braille e idealizador da primeira escola destinada a alunos cegos, no Brasil e na América Latina, tendo por modelo a instituição onde havia estudado, na França.

A oportunidade que teve de educação, o habilitou a desempenhar papel relevante, como pessoa reabilitada e integrada na sociedade, estando o seu nome, diretamente vinculado à origem da educação dos cegos em nosso País.

Os fatos mais expressivos de que se tem notícia sobre José Álvares de Azevedo, durante quase vinte anos de sua existência, vividos na condição de pessoa cega, desde o berço, podem ser sintetizados em três fases distintas: a primeira, na infância, do nascimento aos dez anos de idade, vivendo como criança cega, no ambiente e no convívio familiar; a segunda, durante os seis anos seguintes, dos dez aos dezesseis anos, afastado da família e longe da Pátria, estudando como aluno interno, em uma escola especializada e de ensino segregado; a terceira, os restantes quatro anos incompletos da última fase de sua vida, após a conclusão dos estudos, vivendo como jovem cego reabilitado pela educação e preparado a participar da vida social.

José Álvares de Azevedo, filho de Manuel Álvares de Azevedo, nasceu no dia 8 de abril de 1835, de uma família abastada, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império.

Tendo nascido cego, todos os recursos médicos disponíveis, à época, foram tentados, sem qualquer êxito, sendo a cegueira inevitável durante toda a sua existência...

Como criança cega, teve a mais desvelada dedicação por parte dos seus pais, sendo cercado de todo afeto e carinho, não só pelos familiares, como também pelos amigos da casa e da comunidade em geral.

Desde cedo, despertou em todos a mais profunda admiração por sua grande vivacidade e inteligência precoce, nele reconhecidas.

Era grande e permanente a sua curiosidade em tudo conhecer, investigar e saber sobre todas as coisas que suas mãos pudessem alcançar.

Esse menino, tão bem dotado, estaria certamente condenado a crescer e a viver, irremediavelmente, vítima do analfabetismo, o que era condição natural de uma pessoa cega naquela época, no Brasil.

Mas isso não iria acontecer ao menino Azevedo, pois pelos desígnios imperscrutáveis do Criador, surge no caminho daquela criança a providencial interferência de um amigo da família, Dr. Maximiliano Antônio de Lemos, que tinha conhecimento de que existia, na França, uma escola para atender a alunos cegos e onde o menino poderia estudar.

Seus pais, no entanto, não admitiam a idéia de ter de se afastar do filho cego para ir estudar tão longe, na Europa.

Após cinco anos, de relutância e negativa constante, acabaram aceitando a idéia do afastamento, ante a insistência e o empenho do Dr. Lemos, que já tinha providenciado a matrícula do menino na escola.

Assim, no início de agosto do ano de 1844, quando Álvares de Azevedo contava dez anos de idade, ele embarcou para a França a fim de estudar no “Instituto Real dos Jovens Cegos de Paris”. Onde permaneceu como aluno interno, durante seis anos ininterruptos, dedicando-se inteiramente aos estudos, com aproveitamento máximo e desenvolvimento pleno de todo o seu potencial e capacidade de que era dotado.

Todo o período de sua escolaridade se deu quando o invento de Louis Braille estava sendo experimentado, como meio de escrita e leitura, paralelamente, ao sistema de leitura tradicional da escola, ou seja, o sistema dos caracteres comuns, em relevo, de autoria de Valentin Haüy, fundador da instituição “Instituto Real dos Jovens Cegos de Paris”, primeira escola criada, em 1784, para o ensino de alunos cegos, no mundo.

Como estudante, Álvares de Azevedo deixou “a melhor das famas”, segundo afirmação de J. Pinheiro de Carvalho, também, ex-aluno da escola de Paris e, mais tarde, professor do Instituto Benjamin Constant.

Concluído o curso, com grande aproveitamento, o jovem Azevedo adquiriu “educação acurada e variada instrução” que lhe assegurou vasta e segura cultura, em sua formação intelectual.

Regressou à Pátria e ao seio da família, em 14 de dezembro de 1850, com o propósito de difundir o Sistema Braille e com o ideal de poder criar uma escola para cegos, semelhante ao Instituto Real dos Jovens Cegos de Paris.

Para tanto, passou a fazer palestras nas casas de família, nos salões da Corte Imperial e na comunidade, em geral, demonstrando como era possível escrever e ler através do Sistema Braille.

Escreveu e publicou, na imprensa, artigos sobre as possibilidades e condições de pessoas cegas poderem estudar, sendo ele próprio um exemplo dessa realidade.

Foi o pioneiro da introdução do Sistema Braille e no exercício da função de professor, como pessoa cega, no Brasil, ensinando a ler e a escrever a outras pessoas, tirando-as do analfabetismo e nessa função teve a oportunidade de ensinar a uma moça cega, Adélia Sigaud, filha do Dr. Francisco Xavier Sigaud, Médico da Corte Imperial.

Foi por meio do Dr. Xavier Sigaud e do Barão do Rio Bonito, que o jovem cego Álvares de Azevedo conseguiu ter uma entrevista com o Imperador do Brasil, D. Pedro II para quem fez uma demonstração de como uma pessoa cega podia escrever e ler correntemente, pelo Sistema Braille.

O Imperador D. Pedro II, vivamente interessado e sensibilizado com tal demonstração, proferiu a célebre frase histórica: “a cegueira já quase não é uma desgraça”.

Nessa mesma ocasião, foi apresentada, por José Álvares de Azevedo, a idéia e a proposta de se criar uma escola para cegos, semelhante à escola de Paris, o que era sua grande aspiração.

Com a devida autorização do Imperador, foi iniciado o processo para a criação dessa escola e José Álvares de Azevedo participou, intensamente, de todas as providências iniciais e decisivas que resultaram na fundação do “Imperial Instituto dos Meninos Cegos”, cujo ato de inauguração ocorreu no dia 17 de setembro de 1854.

A este ato não esteve presente o seu idealizador, conforme afirmação de Xavier Sigaud ao dizer: “ato que era o incessante objeto de seus pensamentos ou alvo de suas esperanças. Deus não permitiu que ele gozasse de seu triunfo” pois, seis meses antes, o jovem cego morrera, no dia 17 de março de 1854, vítima de tuberculose, aos vinte anos de idade.

Seu grande ideal tornou-se uma realidade e o nome de José Álvares de Azevedo, como personalidade intelectual de destaque e pelo seu papel meritório de pioneiro, missionário e idealista, deve ser sempre exaltado e reconhecido por todos os que lidam com a educação dos cegos brasileiros, pois dele partiu a idéia da criação da primeira escola para o ensino de cegos, em nossa Pátria.

“Azevedo foi um moço excepcional, que embora pouco se demorasse na terra, deixou de sua passagem um sulco luminoso cujo brilho eterno é um fanal que nos guia a todos”, no dizer de Aires da Matta Machado, ex-aluno do Instituto Benjamin Constant, eminente intelectual, filólogo e consagrado escritor das letras brasileiras.

Os últimos anos da vida de José Álvares de Azevedo foram dedicados, também, aos estudos para aprofundamento de sua cultura. Com a idade de 18 anos, “entregou-se com fervor, ao cultivo das letras, às belezas dos poetas e historiadores portugueses”.

Em poucos anos, aumentou seus conhecimentos e dedicou-se a pesquisas, encaminhando seu espírito às indagações da História Pátria. Valendo-se de ledores, consultou manuscritos da Biblioteca Nacional para o domínio do conhecimento de fatos da Historia do Brasil.

Desses seus estudos e pesquisas, deixou alguns trabalhos escritos, conforme referência do Dr. Xavier Sigaud, em seu discurso, quando da inauguração do “Imperial Instituto dos Meninos Cegos”, hoje, Instituto Benjamin Constant.

Por tudo que realizou, em tão pouco tempo de existência, esse jovem e ilustre brasileiro cego, José Álvares de Azevedo é, de fato, o lídimo “Patrono da Educação dos Cegos no Brasil” e, por isso, merecedor do nosso eterno e comovido tributo de gratidão.

Surdocegueira

“Não há barreiras que o ser humano não possa transpor.”

Helen Keller

DEFINIÇÃO


Os delegados de 30 países, muitos deles surdocegos, reunidos, no dia 16 de setembro de 1977, em Nova York, na I Conferência Mundial Helen Keller sobre Serviços para os Surdocegos Jovens e Adultos, adotaram por unanimidade a seguinte definição de pessoa surdocega:

“Indivíduos surdocegos devem ser definidos como aqueles que têm uma perda substancial de visão e audição de tal forma que a combinação das duas deficiências cause extrema dificuldade na conquista de metas educacionais, vocacionais, de lazer e sociais.”

Assim, considerando que a pessoa com uma perda substancial da visão ou da audição pode, todavia, ouvir ou ver, mas a pessoa com uma perda substancial dos dois canais sensoriais, visão e audição, experimenta uma combinação de privação de sentidos que pode causar imensas dificuldades, fica claro que a surdocegueira não é uma simples soma das duas deficiências, mas sim uma forma de deficiência com problemas específicos que exigem soluções especiais.

Neste contexto é enorme a variedade de pessoas abrangidas por esta ampla definição. Há relativamente poucas pessoas que são totalmente cegas e completamente surdas. Entretanto, encontraremos nesse universo pessoas cegas congênitas que perderam a audição após a aquisição da fala, outras, surdas que perderam a visão após aprenderem a língua de sinais e a leitura labial, outras ainda, que perderam a audição e a visão após dominarem a linguagem oral; destas algumas possuem resíduo auditivo ou visual.

O conhecimento de todos esses antecedentes, além do estágio da perda, é de fundamental importância para a definição das prioridades que deverão constar nos planejamentos a serem elaborados especificamente para cada indivíduo que venha a participar de Programas de Atendimento ao Surdocego.

CENTROS, SERVIÇOS E PROGRAMAS PARA O SURDOCEGO



“O dia mais importante de toda a minha vida foi o da chegada de minha professora Annie Sullivan.”(1)
Helen Keller

O acelerado desenvolvimento da Ciência e os progressos da Medicina que tanto vêm contribuindo para reduzir a mortalidade infantil e prolongar a vida através do controle de inúmeras doenças outrora fatais, ironicamente tem propiciado o aparecimento de deficiências múltiplas. Em decorrência principalmente, da Rubéola Congênita (2), da Meningite e da Síndrome de Usher (3) a incidência da surdocegueira, em todo o mundo é bem maior do que se supõe.

Nos Estados Unidos, na década de 1960, uma epidemia de Rubéola afetou, aproximadamente, 50.000 mulheres. Na ocasião, o Centro de Controle de Doenças, em Atlanta, previu que umas 2.500 crianças nasceriam surdocegas.

O impacto, causado por essa previsão, levou as autoridades a se mobilizarem para a criação de Centros especializados para o atendimento a essas crianças. Em janeiro de 1968, foi assinada, pelo então Presidente Johnson, uma Lei determinando o estabelecimento de Centros e Serviços para todas as crianças surdocegas nos Estados Unidos.

Hoje em dia, nos quatro cantos do mundo, vêm sendo desenvolvidos programas de atendimento ao surdocego e de apoio a seus familiares:


Na Espanha, a “Unidad Educativa para Niños Sordociegos” da ONCE;

Em Portugal, o “Instituto Jacob R. Pereira”;

Na França, o “Centre d'Éducation Specialisée pour Sourds-Aveugles”;

Na Itália, a “Lega del Filo d'Oro”;

Na Dinamarca, o “Nordic Staff Training Center for the Deaf-Blind Services”;

Na Rússia, o Lar “Zagorsk” para a Criança Surdocega;

Na Alemanha, o “Deutsches Taubblindenwerk”;

Na Inglaterra, a “Carnbooth School”;

Na Finlândia, a "Associação Finlandesa de Surdocegos";

Nos Estados Unidos, o “Helen Keller National Center for Deaf-Blind Youths and Adults”;

No Brasil a “Fundação Municipal Anne Sullivan”, a “Associação para Deficientes da Audio-Visão - ADefAV”, ambas em São Paulo e, mais recentemente, o “Instituto Benjamin Constant”, no Rio de Janeiro, através do Programa de Atendimento e Apoio ao Surdocego - PAS são algumas das organizações que têm propiciado ao surdocego diferentes oportunidades para reverter o processo de exclusão social a que estão submetidas essas pessoas.

A realização de Conferências, Simpósios, Seminários e principalmente os Encontros de Surdocegos têm, igualmente, sido de grande valia pois, além de possibilitarem o conhecimento de avançados aparatos tecnológicos para uma vida mais independente e a divulgação de novos métodos e técnicas educacionais, propiciam, ainda, a oportunidade de “encarar a vida com uma nova filosofia, uma nova atitude” como atestam os depoimentos de dois surdocegos participantes da “III Conferenccia y Convivencia Nacional de Personas Sordociegas” realizada em junho de 1995 em Madrid:

“As Conferências e Encontros a que compareci me mostraram o que nós, surdocegos, somos capazes de fazer com um pouco de ajuda das pessoas que vêem e ouvem bem.”
Charo Sanz Sanz

“Quando perdemos a visão e a audição supúnhamos, então, sermos os únicos com tal deficiência sensorial. Antes, a surdocegueira era um problema “invisível”, uma deficiência totalmente ou quase totalmente desconhecida para a sociedade em geral, inclusive para nós mesmos.”
Daniel Álvarez Reyes

O ATENDIMENTO AO SURDOCEGO NO INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT



“Não é a cegueira, mas a atitude das pessoas que vêem, face às pessoas cegas que constitui a mais difícil carga a suportar.”
Helen Keller

Iniciado em 1993, o “Programa Piloto de Atendimento ao Deficiente Auditivo-Visual”, hoje Programa de Atendimento e Apoio ao Surdocego – PAS, tem como objetivo possibilitar o desenvolvimento máximo do potencial do surdocego, promovendo a realização de atividades que venham ao encontro de suas necessidades individuais, favorecendo, assim, sua auto-realização.

Este Programa destina-se prioritariamente a jovens e adultos surdocegos pós-linguísticos.

As atividades, a freqüência e a dinâmica dos atendimentos são definidos após avaliação inicial, quando serão levados em consideração todos os fatores intervenientes. Os programas, individuais, são então elaborados levando-se em conta as necessidades, interesses e condições do indivíduo. Tais programas incluem propostas de treinamento nas seguintes áreas:

COMUNICAÇÃO



Através de várias técnicas especiais o surdocego pode restaurar ou adquirir a comunicação tanto expressiva como receptiva.

Assim, respeitando-se as diferenças individuais - espécie, grau e estágio da perda auditiva e visual - é desenvolvido um trabalho visando incentivar o reabilitando surdocego a usar diferentes possibilidades comunicativas: linguagem oral, Língua de Sinais (4), alfabeto manual (5), Tadoma (6), Sistema Braille (7), datilografia comum, etc.

ESTIMULAÇÃO AUDITIVA



Considerando-se o grau da perda auditiva e o tipo de deficiência, todas as metodologias enfatizam a necessidade de se estimular ao máximo, a audição residual.

Assim, objetivando desenvolver a percepção sonora e a utilização funcional da audição, o trabalho de estimulação auditiva é iniciado após a avaliação do profissional especializado e sob sua orientação.

ESTIMULAÇÃO VISUAL



Considerando que a eficiência visual depende do uso máximo da visão residual, faz-se necessário um plano de estimulação visual para o surdocego com algum resíduo de visão.

A avaliação oftalmológica fornece os primeiros dados para o desenvolvimento do trabalho que inclui a escolha, dentre os recursos e equipamentos disponíveis, daqueles auxílios que melhor atendam suas necessidades individuais.

TREINAMENTO DA FALA



As atividades específicas são desenvolvidas sob a orientação direta do fonoaudiólogo.

ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE



Implica no uso sistemático e racional dos movimentos e sentidos remanescentes para permitir uma locomoção adequada, maior segurança e o máximo de independência que lhe for possível.

Para tal, são desenvolvidas atividades nos espaços interno e externo da Instituição e em outros locais - considerando-se as necessidades e possibilidades de cada indivíduo – com o auxílio da bengala e do guia vidente.

ATIVIDADES DA VIDA DIÁRIA



As atividades nesta área possibilitam o desenvolvimento de uma série de habilidades físicas, mentais e sociais que serão úteis no dia-a-dia e permitirão ao indivíduo atuar com o máximo de independência possível.

Entre as atividades sugeridas, são realizadas aquelas que incluam: higiene e aparência pessoal, limpeza e arrumação da casa, preparação de alimentos, horticultura, jardinagem, pequenos reparos, etc.

ENTREVISTAS DE ORIENTAÇÃO E AJUDA AOS PAIS



O trabalho com os pais tem como objetivo apoiá-los, orientá-los e esclarecê-los, tendo em vista que parte do sucesso de qualquer trabalho de reabilitação deve-se à participação efetiva da família.

OCUPAÇÃO PROFISSIONAL



Considerados os interesses e habilidades individuais, são desenvolvidas atividades profissionalizantes, tendo em vista a aquisição de hábitos de trabalho e a auto-realização do reabilitando surdocego.

REUNIÕES DE RECREAÇÃO E LAZER



São realizadas reuniões periódicas, dentro ou fora do espaço institucional, propiciando, assim, oportunidades para a troca de experiências e possibilitando a convivência com outras pessoas portadoras da mesma deficiência e com as mesmas necessidades.


ATIVIDADES FÍSICAS E DESPORTIVAS



É incontestável a validade dos exercícios físicos e das práticas desportivas como meios de recuperação, melhoria, manutenção das capacidades funcionais e integração social.

Respeitando-se, sempre, as preferências individuais, são incluídas no programa, atividades físicas e desportivas, de fundamental importância na reabilitação do surdocego.

ATIVIDADES CRIATIVAS



Segundo Lowenfeld, “O papel das atividades artísticas, na Educação Especial, não é formar artistas nem cientistas.”

As atividades criativas são inseridas no programa porque, além de contribuírem para aliviar tensões, têm como finalidade promover o desenvolvimento de técnicas artesanais que, quando utilizadas dentro das limitações de cada um, favorecem a autoconfiança e a iniciativa.

O atendimento ao surdocego no Instituto Benjamin Constant é de caráter pedagógico e individualizado, respeitando-se as características de cada um.

O professor-responsável pelo desenvolvimento do Programa acompanha o aluno nas diferentes etapas do processo para a efetivação da matrícula, nas avaliações médicas, bem como em todas as atividades interdisciplinares constantes do seu programa.

Periodicamente são realizadas avaliações que possibilitam, além do acompanhamento da evolução do reabilitando, a introdução no programa das alterações necessárias para desenvolver ao máximo suas habilidades e aptidões.


DE LAURA BRIDGMAM AOS DIAS DE HOJE



“É maravilhoso ter ouvidos e olhos na alma. Isto completa a alegria de viver.”
Helen Keller

Laura Bridgmam, nascida em 1829, é conhecida como a primeira pessoa surdocega educada com sucesso. Surdocega desde os 2 anos, entrou no Instituto Perkins, em 1837, onde foi educada pelo Dr. Samuel Gridley Howe.

Desde então, a resumida literatura sobre o tema: desenvolvimento da pessoa surdocega, vem demonstrando que quando esses indivíduos têm a oportunidade de receber a devida atenção em algum Centro ou Serviço onde são oferecidos programas de atendimento especializado, é possível encontrar, nessa comunidade pessoas realizadas e participantes, em diferentes países.

Os exemplos a seguir não deixam qualquer dúvida quanto à predisposição que todos os indivíduos trazem consigo de superar suas limitações sempre que lhes são oferecidas oportunidades de novas experiências.

BERTHA GALERON DE CALONNE (1859/1934)



Nascida em Paris, quando tinha 6 anos de idade perdeu a visão, provavelmente, devido ao descolamento de retina, em ambos os olhos, provocado por uma pancada na cabeça ao rolar a escada de sua residência. Aos 30 anos perdeu a audição.

Terminou o curso básico e aprendeu o Sistema Braille com as freiras do Convento de São Paulo, na sua cidade natal. Mais tarde, quando seu pai foi nomeado professor de literatura no Liceu de Rennes (região da Bretanha) Bertha iniciou seus estudos de Filosofia. Voltando a Paris, no entanto, não quis continuar o Curso pois, como seu pai, sentia uma forte atração pela Literatura, mais precisamente pela poesia.

Em 1887, envia parte dos originais de sua antologia poética “Dans ma nuit” a Stephan Mallarme para que os avaliasse. Mallarme, numa longa carta, tece elogios à obra e acrescenta: “Sua poesia é pura e eterna.”

Em 1889, sem que os médicos soubessem explicar a causa, acordou, uma manhã, completamente surda de um ouvido e quase surda do outro. Um ano depois estava totalmente surda. Ainda assim, continuou escrevendo com a mesma inspiração, serenidade e ternura as poesias que enriqueceram as sucessivas edições de sua antologia poética.

RAGNHILD KAATA (1873/1947)



Nasceu em Vester Slidre - Noruega, em 14 de maio de 1873. Aos 4 anos de idade, foi acometida por uma grave enfermidade, que os médicos não puderam diagnosticar, em conseqüência da qual perdeu a visão, a audição, o olfato e o paladar.

Aos 14 anos foi admitida, como aluna interna, no Instituto para Surdos de Hamar - Noruega – cujo Diretor, Elías Hofgard, assumiu a tarefa de educá-la. Após alguns meses de perseverantes e infatigáveis esforços, Ragnhild começou a pronunciar algumas palavras.

Em vista desse sucesso foi iniciada no aprendizado do Sistema Braille e assim, chegou a ter amplos conhecimentos de Geografia, Gramática e Aritmética.

Entretanto, desenvolver atividades de trabalhos manuais era o que mais gostava. Sua extrema habilidade em tecer qualquer tipo de trama, fazer meias e os mais variados artigos de malha, lhe permitiu ganhar seu próprio sustento quando saiu do Instituto de Hamar, aos 22 anos.

HELEN KELLER (1880/1968)



É, sem dúvida, a mais conhecida e um dos mais extraordinários exemplos de coragem e força de vontade. Com a inestimável ajuda de sua incansável professora Anne Sullivan, mostrou ao mundo as imensas possibilidades do ser humano.

Helen Keller nasceu no Alabama – Estados Unidos. Perdeu a visão e a audição quando tinha 1 ano e meio de idade, em conseqüência, provavelmente, da Escarlatina. Anne Sullivan Macy, indicada por Alexandre Grahan Bell - amigo da família - para educar a pequena Helen, iniciou seu trabalho tentando estabelecer a comunicação com a criança ao relacionar os objetos às palavras através da soletração do alfabeto manual. Helen, que nessa ocasião não havia completado ainda os 7 anos, aprendeu, assim, a soletrar, com o uso das mãos, várias palavras, embora nenhum indício levasse a crer que a criança tivesse consciência do significado das mesmas. Foi quando Anne Sullivan colocou as mãos de Helen Keller sob a água que era bombeada do poço e soletrou a palavra “água”, com o alfabeto manual, que os sinais atingiram sua mente com um significado claro. Ao fim daquele dia, Helen já estabelecera a relação de 3 dezenas de palavras com os objetos do mundo ao seu redor. Logo, ela aprendeu os alfabetos braille e manual e, aos 10 anos, iniciou a aprendizagem da fala.

A partir de então, com a ajuda de Anne Sullivan, não mais parou sua escalada em busca de novos conhecimentos. Assim, aos 24 anos recebeu seu diploma de Filosofia na Universidade Radcliffe e, continuando sua trajetória, fez jus, ao longo de sua vida, a inúmeros títulos, homenagens e diplomas honorários em reconhecimento por seu trabalho em prol do bem estar das pessoas cegas e surdocegas e, sobretudo, pelo exemplo vivo das imensas e ricas possibilidades do potencial humano.

Entre 1946 e 1957, Helen Keller visitou 35 países, inclusive o Brasil, onde esteve em diversas entidades públicas e particulares. Realizou palestras, participou de conferencias e mesas-redondas, foi entrevistada e recebeu homenagens. Por essa ocasião, em maio de 1953, quando de sua visita ao Rio de Janeiro, esteve no Instituto Benjamin Constant, onde recebeu carinhosas homenagens de alunos e funcionários.

No dia de sua morte, o Senador Lister Hill, do Alabama, assim se expressou:

“Seu espírito perdurará enquanto o homem puder ler e histórias puderem ser contadas sobre a mulher que mostrou ao mundo que não existem limitações para a coragem e a fé”.

EUGENIO MALOSSI (1885/1930)



Nascido em Avellino - Itália, perdeu a visão e a audição quando, aos 2 anos de idade, contraiu Meningite.

Em 1895, teve início sua educação graças à dedicação do professor Francisco Artusio, do então recém fundado “Instituto Domenico Masturcelli”.

Ainda adolescente produzia, em seu bem equipado ateliê, os mais variados trabalhos de artesanato e, deixando aflorar sua vocação pela mecânica, consertava qualquer máquina que apresentasse algum problema.

Porém sua sede de saber não se limitava ao artesanato e à mecânica.

Assim, com a ajuda de uma amiga, chegou a aprender vários idiomas, o que lhe possibilitou ler, no Sistema Braille, obras de mecânica de diversos autores estrangeiros.

Aos 40 anos, foi nomeado professor de mecânica do “Instituto Paolo Colosimo”, em Nápolis, onde, com sua personalidade enérgica e firme, desenvolveu um trabalho preciso e profícuo.

Em uma de suas viagens visitando uma fábrica, em Berlim, exclamou observando a avançada tecnologia da maquinária: “Cada dia estou mais agradecido a Deus por me ter dado a vida.”

OLGA IVANOVNA SKOROJODOVA (1914/1987)



Nasceu numa aldeia ao Sul da Ucrânia. Aos 5 anos de idade teve Meningite e, como seqüela da doença, ficou surda, cega e paralítica. Com grande esforço conseguiu voltar a andar com a ajuda de uma muleta que às vezes usava como bengala.

Dotada de férrea força de vontade e ardente desejo de aprender, aos 11 anos de idade, começou a ser educada pelo professor Ivan Sokolyanski, chegando mais tarde a doutorar-se em Psicologia e Ciências Pedagógicas.

Olga gostava de corresponder-se com pessoas cultas, tendo conservado algumas cartas que lhe escreveram várias personalidades. Dentre estas destaca-se uma datada de 3/1/1933, e assinada pelo conhecido escritor Gorki:

“Querida Olga, sua vida é simplesmente um milagre; um desses maravilhosos vetores de luz tanto do nosso trabalho como de todo espírito elevado.”

Ao longo dos seus 73 anos de vida, publicou várias obras, muitas delas traduzidas para diversas línguas. Num de seus livros “Como percebo e imagino o mundo que me cerca”, descreve suas impressões da natureza e da vida cotidiana:

“Sinto que uma vida intensa se desenvolve ao meu redor e anseio participar dela como todos os seres humanos.”

CESAR TORRES CORONEL (1917/1985)



Nascido em Madrid, tinha 22 meses de vida quando perdeu a visão e a audição em conseqüência da Varíola.

Ao completar 7 anos teve início sua educação no “Colegio Nacional de Sordomudos y Ciegos”, na mesma Madrid, sob a orientação da excepcional pedagoga Rafaela Rodrigues Placer, que durante 13 anos se dedicou inteiramente à educação do rapaz. Assim, Cesar obteve o título de Bacharel no “Instituto Cardenal Cisneros”, graças a uma férrea força de vontade e ao incentivo e orientação de sua mestra.

Fiel cumpridor de suas obrigações, respeitado e querido tanto pelos seus superiores como por seus colegas de trabalho, viveu dignamente até o fim de sua vida unicamente de seu salário.

DR. ROBERT J. SMITHDAS (1925)



Nasceu na Pensylvania - Estados Unidos no dia 7 de junho. Ficou cego e mais tarde totalmente surdo, em conseqüência da Meningite, quando tinha 4 anos e meio de idade.

Aos 25 anos recebeu seu diploma de Bacharel em Artes da Universidade de St. John. Foi agraciado, ainda, com os graus honorários: Dr. em Letras do Gaullaudet College e Dr. em Humanidades pela Western Michigan University.

Trabalhou no Setor de Relações Comunitárias do Lar Industrial para Cegos e, em 1977, foi Diretor de Educação Comunitária do Centro Nacional Helen Keller, demonstrando com sua atuação profissional que a surdocegueira não é impedimento para metas educacionais.

“É importante que o surdocego conheça tanto suas limitações como seu potencial; mas é de igual importância que as pessoas com quem ele convive também as conheçam”.
Robert Smithdas

LEONARD C. DOWDY (1927)



Nasceu no Missouri - Estados Unidos. Perdeu a visão e a audição quando tinha 1 ano e meio de idade.

Estudou na “Perkins School” onde aprendeu Matemática, Geografia, História e toda espécie de trabalhos manuais em madeira e metal.

Trabalhou na Companhia Peterson de Manufatura onde desenvolveu atividades nas linhas de montagem das bombas para pneus e de faróis dentre outras “muitas e variadas coisas.”

Casado com Beth K. Dowdy, também surdocega, construiu no terreno de sua casa, com a ajuda de um amigo, a sua própria oficina de carpintaria onde costuma pôr em prática o seu hobby: trabalhar com madeira.

Quando, em 1977, participou, em São Paulo, do “I Seminário Brasileiro de Educação de Deficiente Audiovisual” relatou em sua palestra:

“Depois de morar em um apartamento por 5 anos, após o nosso casamento, compramos a nossa casa. Sendo donos de uma casa nós podemos ter experiências muito duras, mas nós gostamos mais do que viver num apartamento, onde nada acontece de especial.”

VALISE AMADESCU (1944)



Nasceu na Romania, no dia 4 de setembro. Perdeu a visão e a audição em conseqüência da Meningite, quando tinha 2 anos e meio de idade.

Aos 11 anos iniciou sua educação na Escola Especial para Cegos, em Cluj, Romania, onde com sua enérgica professora Miss. Florica Sandu, aprendeu a falar e adquiriu os conhecimentos básicos.

Mais tarde, com a ajuda de outros professores, alargou seus conhecimentos estudando História, Literatura, Geografia, Matemática e Física.

Formou-se em Psicopedagogia na Universidade de Cluj. Logo a seguir empregou-se como professor na Escola Especial para Cegos, na mesma cidade, onde exerce a função com a ajuda de sua professora Georgeta Damian.

“Eu estou convencido que o caminho que eu escolhi, embora bastante difícil, pode ser trilhado com sucesso por qualquer pessoa deficiente.”
Valise Amadescu

Poderíamos citar muitos outros exemplos de pessoas surdocegas que lograram o desenvolvimento máximo de suas potencialidades. No entanto, estes poucos relatos são a prova incontestável da validade dos programas de Educação Especial nessa área onde oportunidades, atenção e respeito são dispensados a essas pessoas da mesma forma que, a todo ser social, nos diferentes programas educacionais.


NOTAS EXPLICATIVAS



(1) Annie - Como Anne Sullivan Macy era chamada por seus amigos e familiares.

(2) Rubéola Congênita - A síndrome da Rubéola Congênita é uma infecção causada por vírus, transmitida ao feto por via transplacentária. As lesões são simultâneas ou isoladas. Quando essa febre eruptiva ocorre nos dois primeiros meses da gestação, o recém-nascido poderá vir a apresentar vícios de conformação representados por surdez neurosensorial e diferentes alterações oculares, dentre outros.

(3) Síndrome de Usher - Problema congênito. Dentre as manifestações clínicas desta Síndrome destacam-se a surdez, que se manifesta logo no início da vida e a perda visual que ocorre, geralmente, mais tarde.

(4) Língua de Sinais - Método criado no século XVIII pelo abade Michel de L'Epée, o primeiro a considerar a linguagem gestual como a língua natural dos surdos. Consiste numa forma de comunicação visomotora, construída no espaço através de movimentos das mãos em diferentes configurações e pontos de contato no corpo.

(5) Alfabeto manual - A invenção do alfabeto manual ou alfabeto datilológico é atribuída a alguns monges da Idade Média que fizeram o voto de silêncio. Estruturado e adotado oficialmente na França, no Século XVIII, para a educação do surdo, foi mais tarde adaptado para o surdocego por educadores ingleses e americanos. Consiste em fazer, com a mão direita, um sistema de signos sobre a palma do interlocutor. São variados os códigos adotados nesse procedimento; a forma mais usual é aquela onde cada letra é representada pelas diferentes posições dos dedos e da mão.

(6) Tadoma - Método de linguagem receptiva onde a pessoa surdocega, através do tato, decodifica a fala do seu interlocutor. Consiste em colocar a mão no rosto do locutor de tal forma que o polegar toque, suavemente, seu lábio inferior e os outros dedos pressionem, levemente, as cordas vocais. Este procedimento possibilita a interpretação da emissão dos sons através do movimento dos lábios e da vibração das cordas vocais.

(7) Sistema Braille - Sistema de escrita e leitura tátil criado por Louis Braille, em 1825. Ainda aluno da "Instituition des Jeunes Aveugles", em Paris, o jovem cego Louis inspirado na "grafia sonora", idealizada pelo Capitão de Artilharia Charles Barbier de la Serre, inventou o Sistema, ainda hoje utilizado, com pequenas modificações, em todo o mundo. Consiste no arranjo de seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas de três pontos. As diferentes disposições desses seis pontos permitem a representação de todas as letras do alfabeto, dos sinais de pontuaçao, dos símbolos da matemática e da música e outros.


FONTES DE CONSULTA



TELFORD, Charles W. e SAWREY, James M. O Indivíduo Excepcional 3 ed., Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.

MARTíNEZ, Jesús Montoro. Los Ciegos en la História. Tomo II, Madrid: Impresa, 1992.

Tomo III, Madrid: IMPRESA, 1993.

Tomo IV, Madrid: IMPRESA, 1995.

BRIQUET, Raul. Patologia da Gestação. São Paulo: Renascença, 1949.

COSTA, Carmen Martini et al. Educação Especial – Perspectivas e Reflexões (Coletânea de Textos). São Paulo: SE/CENP, 1993.

VASCONCELOS, Maria Ivete Correa de. Deficiência Aditiva. Brasília: MEC,1978.

LEMOS, Edison Ribeiro. Deficiencia Visual. Brasília: MEC, 1978.

LOWELL, Edgar L. et al. Pasos para Aprender - Um Manual para las Personas que Trabajan con Ninos Sordos-Ciegos en Establecimientos Residenciales. Califórnia, 1977.

CICCONE, Maria Marta Costa et al. Comunicação Total. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 1990.

I Seminário Brasileiro de Educação de Deficiente Audiovisual, promovido pela ABEDEV e pela Fundação para o Livro do Cego no Brasil, 1977.

Publicação Comemorativa do Centenário de Nascimento de Helen Keller - 1880/1980. São Paulo: Fundação para o Livro do Cego no Brasil, 1980.

Perfiles - Revista de la ONCE n.46. Madrid: A. G. Grupo S.A., 1989.

Tercer Sentido - Revista sobre sordoceguera n.20. Madrid: Caracter, S.A., 1995.

Deaf-Blind Education, The Journal of the International Association for the Education of the Deaf-Blind. n.7. London: Intertype, 1991.


DECÁLOGO DO SURDOCEGO



Declaração aprovada na IV Conferencia Mundial “Helen Keller”

realizada em Estocolmo, em setembro de 1989.

1- Todo país deve realizar o senso de sua população surdocega;

2- A surdocegueira é uma deficiência única e não a simples soma das duas deficiências surdez e cegueira, assim requer Serviços especializados;

3- É imprescindível a formação de profissionais altamente especializados em todos os países. Quando, em algum país, não for possível formar esses especialistas, deverá ser solicitada a ajuda de outras nações;

4- A comunicação é a maior barreira para o desenvolvimento pessoal e a educação do surdocego, por este motivo o ensino de métodos de comunicação eficazes deverá ser priorizado;

5- Todo país deverá oferecer oportunidades para a educação do surdocego;

6- O surdocego pode ser alguém produtivo assim, devem ser criados programas de integração profissional;

7- Deverá ser dada atenção à formação de intérpretes, profissionais imprescindíveis para a independência do surdocego;

8- Devem ser criados sistemas residenciais alternativos, independentes, para o surdocego, que atendam suas necessidades e aptidões;

9- A sociedade tem obrigação de permitir ao surdocego a participação em atividades de lazer e recreação, em interação com a comunidade;

10- É essencial que a sociedade tome conhecimento das possibilidades e necessidades do surdocego para que possa exigir o apoio governamental e comunitário na criação de Serviços.

“Deficientes ou não deficientes, somos todos seres humanos, vivendo no mesmo planeta e partilhando do mesmo destino. O que a vida exige de nós, senão dar o melhor de nós mesmos, para nós e para os outros?”

Richard Kinney

Richard Kinney é Educador, Conferencista e Poeta surdocego. Detentor de inúmeros títulos e prêmios, é autor da obra didática “Independent Living Without Sight and Hearing”

MARGARIDA A. MONTEIRO - Professora e Coordenadora do Programa de Atendimento ao Surdo-Cego do Instituto Benjamin Constant
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