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Introdução

VOCABULÁRIO DE TERMOS E EXPRESSÕES EMPREGADOS NO DOMÍNIO DO SISTEMA BRAILLE


AUTOR: JONIR BECHARA CERQUEIRA

PUBLICAÇÃO:
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
UNIÃO BRASILEIRA DE CEGOS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCADORES DE DEFICIENTES VISUAIS
JUNHO DE 2002

INTRODUÇÃO



O Sistema Braille, criado por Louis Braille em 1825, na França, constituiu-se, desde então, no meio fundamental de leitura e escrita para as pessoas cegas em todo o mundo.

A escrita braille, com suas especificidades, favoreceu naturalmente o desenvolvimento de uma terminologia própria, nem sempre de pleno domínio pelos que atuam no campo da educação de pessoas cegas, no da produção de textos braille e mesmo entre os usuários do Sistema.

No âmbito da sociedade, em geral, predomina o emprego de expressões equivocadas, como:

"linguagem braille"
"traduzir para o braille", e outras.

O presente trabalho foi elaborado com base em nossa experiência de usuário e de profissional atuante nas áreas de educação de pessoas cegas e na de produção de textos braille.

Jonir Bechara Cerqueira

Maio de 2001

O IBC e suas Competências

Ao Instituto Benjamin Constant , criado pelo Decreto Imperial nº 1.428, de 12 de setembro de 1854, com a denominação dada pelo Decreto nº 1.320, de 24 de janeiro de 1891, órgão específico singular dotado de autonomia limitada e centro de referência nacional na área da deficiência visual, subordinado diretamente ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto compete:

I - subsidiar a formulação da Política Nacional de Educação Especial na área da deficiência visual;

II - promover a educação de deficientes visuais, mediante sua manutenção como órgão de educação fundamental, visando garantir o atendimento educacional e a preparação para o trabalho de pessoas cegas e de visão reduzida, bem como desenvolver experiências no campo pedagógico, da área da deficiência visual;

III - promover e realizar programas de capacitação de recursos humanos na área da deficiência visual;

IV - promover, realizar e divulgar estudos e pesquisas nos campos pedagógicos, psicossocial, oftalmológico, de prevenção das causas da cegueira e de integração e reintegração à comunidade de pessoas cegas e de visão reduzida;

V - promover programas de divulgação e intercâmbio de experiências, conhecimentos e inovações tecnológicas na área de atendimento às pessoas cegas e de visão reduzida;

VI - elaborar e produzir material didático-pedagógico e especializado para a vida diária de pessoas cegas e de visão reduzida;

VII - apoiar ,técnica e financeiramente, os sistemas de ensino e as instituições que atuam na área da deficiência visual, em articulação com a Secretaria de Educação Especial - SEESP;

VIII - promover desenvolvimento pedagógico, visando o aprimoramento e a atualização de recursos instrucionais;

IX - desenvolver programas de reabilitação, pesquisas de mercado de trabalho e de promoção de encaminhamento profissional visando possibilitar, às pessoas cegas e de visão reduzida, o pleno exercício da cidadania;

X - atuar de forma permanente junto à sociedade, através dos meios de comunicação de massa e de outros recursos, visando o resgate da imagem social das pessoas cegas e de visão reduzida.

O Educandário do Instituto Benjamin Constant funcionará em regime de externato, e, considerando-se a realidade sócio-econômica e a localidade de residência do educando, em regime de semi-internato e internato.

O Instituto Benjamin Constant será tecnicamente subordinado à Secretaria de Educação Especial.

O dia 17 de setembro será considerado data comemorativa da instalação do Instituto Benjamin Constant.

Bicentenário de nascimento de Louis Braille - 04.01.2009

Caro amigo,

No dia 04 de janeiro de 2009 será comemorado o bicentenário de nascimento de Louis Braille, aquele que foi, sem dúvida, o maior benfeitor das pessoas cegas de todo o mundo.

A União Mundial de Cegos (UMC), que atua como assessora junto às agências da ONU para assuntos relacionados à cegueira, representando 180 milhões de pessoas de 600 organizações, distribuídas em 158 países, associada a uma comissão nacional constituída na França, assumiu a liderança nas comemorações e está incentivando organizações e pessoas cegas de todo o mundo a promoverem celebrações alusivas a Louis Braille e a seu sistema de escrita e leitura.

Com esse objetivo, a UBC (União Brasileira de Cegos) instituiu, por meio da Resolução n. 02/2007, a Comissão Brasileira para o Bicentenário de Louis Braille (CBBLB), integrada por um grupo de pessoas profundamente envolvidas com as diversas áreas de aplicação do Sistema Braille.

A Comissão, que tem como Presidente de Honra a professora Dorina de Gouvêa Nowill, já iniciou os seus trabalhos e estabeleceu que as comemorações terão início no dia 04 de janeiro de 2009, estendendo-se até o dia 04 de janeiro de 2010.

Além de coordenar as celebrações em âmbito nacional, a CBBLB apoiará as celebrações locais e, para isso, espera contar com a colaboração de todos aqueles que reconhecem no Sistema Braille o principal instrumento para a educação, a reabilitação e a profissionalização das pessoas cegas.

Entre as principais celebrações previstas pela CBBLB, podemos destacar:

- Instituição, em 2009, da Semana Nacional do Braille.

- Criação do Dia nacional do Braille.

- Emissão de um selo e de uma moeda comemorativos do Bicentenário.

- Edição de livros e revistas comemorativos.

- Incentivo à intitulação de ruas e/ou outros logradouros públicos com o nome de Louis Braille.

A CBBLB fará uma ampla divulgação de suas atividades e, desde já, você está convidado a juntar-se a nós e colaborar para que as celebrações representem, de fato, a nossa gratidão, o nosso carinho e o nosso respeito a Louis Braille!

Um abraço,

UBC e CBBLB

A Escrita Cursiva e o Pré-Braille no Atendimento de Reabilitação

A Escrita Cursiva e o Pré-Braille no Atendimento de Reabilitação




Público: Professores e terapeutas ocupacionais.

Ementa: Conceituação do processo de reabilitação de pessoas cegas. Análise das principais patologias oculares que causam cegueira. Reflexão sobre os aspectos psicossociais oriundos da perda da visão na idade adulta. A caracterização do atendimento de escrita cursiva e pré Braille no processo de reabilitação de pessoas deficientes visuais. A importância do atendimento de escrita cursiva e do pré-braille para a pessoa deficiente visual em processo de reabilitação. Orientação da prática pedagógica e metodológica a ser adotada nos atendimentos de escrita cursiva e pré-braille. Elaboração de materiais pedagógicos de apoio no atendimento de escrita cursiva e pré-braille.

Carga Horária Total: 40 horas/aula.

Pré-Requisitos: Utilizar o sistema de leitura e escrita em tinta comum e domínio do Sistema Braille.

Nº de Vagas: 18

Período do Curso: De 17 a 21/10/2016

Horários: de segunda a quinta-feira das 8 às 17 h e sexta-feira das 8 às 11:30 h.

Período de Pré-Inscrição: De 18/07 a 19/08/2016.

Documentos Obrigatórios:
Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra.download da ficha de pré-inscrição.
Documento de Identidade;
Certificado de Conclusão de Curso de Graduação em Educação ou Terapia Ocupacional;
Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

Leitura obrigatória: orientações gerais para pré-inscrição nos cursos e outras informações importantes

Para certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 30,00

Professora: Rosane de Menezes Pereira.

Breve Currículo: Pedagoga e pós-graduada em administração escolar e supervisão pedagógica, atualmente é Diretorado Departamento de Estudos e PEsquisas Médicas e de Reabilitação do IBC. É professora de Alfabetização de crianças cegas e de baixa visão, Orientação e Mobilidade, Práticas Educativas para uma Vida Independente e Escrita Cursiva e membro da Comissão de Baixa Visão do IBC.

Programa:
1. O processo de reabilitação de pessoas cegas no Instituto Benjamin Constant-IBC;
2. Patologias oculares que causam cegueira;
3. Aspectos psicossociais oriundos da perda da visão na idade adulta;
4. Caracterização de Pré-braille;
5. Caracterização de Escrita Cursiva;
6. A importância dos atendimentos de: escrita cursiva e pré-braille no processo de reabilitação de pessoas deficientes visuais;
7. As práticas pedagógicas e metodologias aplicadas nos atendimentos de Pré-braille e Escrita Cursiva;
8. Confecção de materiais adaptados para os atendimentos de pré-Braille e Escrita Cursiva;
9. Apresentação de materiais de apoio no atendimento de Escrita Cursiva e Pré-braille.

A Escrita Cursiva e o Pré-Braille no Atendimento de Reabilitação

A Escrita Cursiva e o Pré-Braille no Atendimento de Reabilitação




Público: Professores e terapeutas ocupacionais.

Ementa: Conceituação do processo de reabilitação de pessoas cegas. Análise das principais patologias oculares que causam cegueira ou baixa visão. Reflexão sobre os aspectos psicossociais oriundos da perda da visão na idade adulta. A caracterização do atendimento de escrita cursiva e pré Braille no processo de reabilitação de pessoas deficientes visuais. A importância do atendimento de escrita cursiva e do pré-braille para a pessoa deficiente visual em processo de reabilitação. Orientação da prática pedagógica e metodológica a ser adotada nos atendimentos de escrita cursiva e pré-braille. Elaboração de materiais pedagógicos de apoio no atendimento de escrita cursiva e pré-braille.

Carga Horária Total: 40 horas/aula.

Pré-Requisitos: Utilizar o sistema de leitura e escrita em tinta comum.

Nº de Vagas: 20

Período do Curso: De 02 a 06/03/2015.

Horários: De Segunda a Sexta-Feira, das 08:00 às 17:00 hs.

Período de Pré-Inscrição: De 08/12/2014 a 09/01/2015.

Documentos Obrigatórios:

Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra. Faça aqui o download da ficha de pré-inscrição para cursos;
Documento de Identidade;
Certificado de Conclusão de Curso de Graduação em Educação ou Terapia Ocupacional;
Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

Leitura obrigatória: orientações gerais para pré-inscrição nos cursos e outras informações importantes

Para Certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 30,00

Professora: Rosane de Menezes Pereira.

Breve Currículo:
Pedagoga e pós-graduada em administração escolar e supervisão pedagógica, atualmente é supervisora do Departamento Médico e de Reabilitação do IBC e responsável pela Divisão de Reabilitação. É professora de Alfabetização de crianças cegas e de baixa visão, Orientação e Mobilidade, Práticas Educativas para uma Vida Independente e Escrita Cursiva e membro da Comissão de Baixa Visão do IBC.

Programa:

1. O processo de reabilitação de pessoas cegas no Instituto Benjamin Constant;
2. Patologias oculares que causam cegueira e baixa visão;
3. Aspectos psicossociais oriundos da perda da visão na idade adulta;
4. Caracterização de Escrita Cursiva;
5. Caracterização de Pré-braille;
6. A importância dos atendimentos de: escrita cursiva e pré-braille no processo de reabilitação de pessoas deficientes visuais;
7. As práticas pedagógicas e metodologias aplicadas nos atendimentos de: Escrita Cursiva e Pré-braille;
8. Elaboração de materiais de apoio no atendimento de Escrita Cursiva e Pré-braille.

Edição 58 volume 1 - Janeiro - Junho de 2015

SEÇÕES:

SUMÁRIO

EDITORIAL

EXPEDIENTE

RESENHA:

RESENHA

ARTIGOS:

Representações sociais no discurso da “inclusão” de alunos com deficiência visual
Autores: Cristina dos Santos Bianchi, Maria da Conceição de Almeida Barbosa-Lima


Uma perspectiva sobre a inclusão de cegos: considerações de uma professora de matemática
Autores: Luí Fellippe da Silva Bellicantta Mollossi, Tatiana Comiotto Menestrina, Marnei Luis Mandler, Laura Comiotto Menestrina


Uma análise dos recursos didáticos táteis adaptados ao ensino de ciências a alunos com deficiência visual inseridos no ensino fundamental
Autores: Taiane Aparecida Ribeiro Nepomuceno, Leiza Daniele Zander


Áudio-descrição na escola: uma proposta pedagógica inclusiva de acessibilidade cultural
Autores: Ana Beatriz L. de Moraes, Maria Cecilia Tavares, Ana Maura A. Lopes


Educação alimentar e nutricional como instrumento de promoção da autonomia e inclusão social de pessoas cegas
Autores: Amanda Moreira Cardoso Luiz, Aline Soleane Carmo Braga, Bruna Pires Luz Silva, Juliana Gonçalves Santos, Larissa Loures Mendes

RELATOS:

Cantando, brincando e aprendendo: a importância das músicas e histórias infantis para o aprendizado de conceitos por crianças cegas
Autor: Flavia Daniela dos Santos Moreira

A Escrita Cursiva e o Pré-Braille no Atendimento de Reabilitação do Instituto Benjamin Constant

A Escrita Cursiva e o Pré-Braille no Atendimento de Reabilitação do Instituto Benjamin Constant




Público: Professores e terapeutas ocupacionais.

Ementa: Conceituação do processo de reabilitação de pessoas cegas. Análise das principais patologias oculares que causam cegueira. Reflexão sobre os aspectos psicossociais oriundos da perda da visão na idade adulta. A caracterização do atendimento de escrita cursiva e pré-braille no processo de reabilitação de pessoas com deficiência visual. A importância do atendimento de escrita cursiva e do pré-braille para a pessoa com deficiência visual em processo de reabilitação. Orientação da prática pedagógica e metodológica a ser adotada nos atendimentos de escrita cursiva e pré-braille. Elaboração de materiais pedagógicos de apoio no atendimento de escrita cursiva e pré-braille.

Carga horária total: 40 horas/aula.

Pré-requisitos: Utilizar como forma de comunicação escrita o sistema comum de leitura e escrita e domínio do Sistema Braille.

Nº de vagas: 18

Período do curso: de 14 a 18/08/2017.

Horário: de segunda a quinta-feira das 8 h às 17 h e sexta-feira das 8 h às 11:30 h.

Período de pré-inscrição: de 15/05 a 16/06/2017.

Documentos obrigatórios:
Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra.Faça aqui o download da ficha de pré-inscrição para cursos
Documento de identidade;
Certificado de conclusão de curso de graduação em Educação ou Terapia Ocupacional;
Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

Leitura obrigatória: orientações gerais para pré-inscrição nos cursos e outras informações importantes

Para certificação: Frequência mínima de 80%

Professora: Rosane de Menezes Pereira.

Breve currículo: Pedagoga e pós-graduada em administração escolar e supervisão pedagógica, atualmente é diretora do Departamento de Estudos e Pesquisas Médicas e de Reabilitação do Instituto Benjamin Constant (IBC). É membro da Comissão de Baixa Visão do IBC e professora de Alfabetização de crianças cegas e de baixa visão, Orientação e Mobilidade, Práticas Educativas para uma Vida Independente e Escrita Cursiva.

Programa:
1. O processo de reabilitação de pessoas cegas no Instituto Benjamin Constant (IBC);
2. Patologias oculares que causam cegueira;
3. Aspectos psicossociais oriundos da perda da visão na idade adulta;
4. Caracterização de pré-braille;
5. Caracterização de escrita cursiva;
6. A importância dos atendimentos de: escrita cursiva e pré-braille no processo de reabilitação de pessoas com deficiência visual;
7. As práticas pedagógicas e metodologias aplicadas nos atendimentos de pré-braille e escrita cursiva;
8. Confecção de materiais adaptados para os atendimentos de pré-braille e escrita cursiva;
9. Apresentação de materiais de apoio no atendimento de escrita cursiva e pré-braille.

Programação conversando com o autor

Conversando com o autor
Programação de fevereiro a maio de 2014



Avaliação de acessibilidade de softwares leitores de tela por pessoas cegas com base nas diretrizes de acessibilidade para agente de usuário


Autor: Jorge Fiore de Oliveira Júnior
Palestra Realizada
Data: 27/02/2014
Assista ao vídeo do Conversando com o Autor de fevereiro



A inclusão social através da atividade física no IBC


Autor: Professor Ramon Pereira de Souza e equipe
Palestra Realizada
Data: 27/03/2014
Assista ao vídeo do Conversando com o Autor de março



Fisioterapia e Terapia Ocupacional na escola especializada: Que espaço é esse?


Autor: Thiago Sardenberg e Terapeuta Ocupacional convidado Josué Domingos dos Santos.
Palestra Realizada
Data: 24/04/2014
Assista ao vídeo do Conversando com o Autor de Abril



Atividades Matemáticas para Alunos Deficientes Visuais


Autor: Professora Paula Márcia Barbosa e professores convidados Heitor Oliveira, Claudia Segadas e Denise Felipe
Palestra Realizada
Data: 29/05/2014
Assista ao vídeo do Conversando com o Autor de Maio


Visão Geral

Menu Secundário

As atividades pedagógicas são desenvolvidas pelo Departamento de Educação, que é a escola propriamente dita, responsável pelas seguintes ações:

Estimulação Precoce - Atende crianças cegas e de visão subnormal dos 0 aos 3 anos,

Educação Infantil - Atende crianças de 4 a 6 anos,

Classes de Alfabetização (CA) - Alunos a partir dos 7 anos de idade são iniciados na leitura e escrita,

Ensino Fundamental - Corresponde à grade curricular da 1ª a 8ª séries,

Educação Física - Atende a todos os alunos e reabilitandos matriculados no IBC,

Ensino Musical - Inserido desde o início da vida do aluno no IBC, atua como elemento de sua formação,

Programa Educacional Alternativo (PREA) - Atende a alunos com outras deficiências além da deficiência visual.

IBC lança o 1º Concurso Nacional do Livro Tátil



IBC lança o 1º Concurso Nacional do Livro Tátil


Inscrições começam no dia 7 de dezembro




O concurso é a etapa brasileira do prêmio internacional Typhlo & Tactus, promovido pela ONG francesa Les Doigts qui Rêvent (Dedos que Sonham) há 16 anos com o objetivo de estimular a produção de obras literárias adequadas às crianças cegas e com baixa visão em um número cada vez maior de países.


Livros táteis são obras que possibilitam a inclusão do leitor com deficiência visual através da utilização de diversos materiais texturizados em sua fabricação, tais como camurças, tecidos, velcros e outros, podendo conter também objetos reais.


O Instituto Benjamin Constant foi a instituição escolhida para realizar o concurso no Brasil devido à sua experiência na educação de pessoas com deficiências visuais e na produção de material especializado para esse público. As inscrições começam na próxima quarta-feira (7) e vão até o dia 7 de janeiro do ano que vem.


Poderão participar do concurso brasileiros natos ou naturalizados, assim como estrangeiros que possam comprovar residência no País há, no mínimo, dois anos. Como o Instituto é o responsável pela realização do concurso, a participação nele é vedada a servidores e prestadores de serviço, além de companheiros e parentes em linhas reta e colateral ou por afinidade, até o segundo grau.


Os cinco melhores trabalhos ganharão certificado e participarão do prêmio Typhlo & Tactus, em outubro do ano que vem, na cidade de Dijon, na França. O primeiro colocado ganhará um troféu e um prêmio em dinheiro no valor de 1.000€.


A coordenação do concurso do IBC está a cargo das professoras Luciana Arruda e Patrícia Rosa, que consideram importantíssima a sua realização. “Os livros táteis são fundamentais para o processo de aprendizagem das crianças cegas e com baixa visão e a oferta de obras de boa qualidade ainda é muito pequena aqui no Brasil”, disse a professora Luciana Arruda, que está confiante na participação brasileira na etapa internacional.


Para saber o detalhes do concurso, confira o edital e o edital retificado, com as mudanças marcadas em vermelho.



Acesso à Informação - Estrutura Organizacional e Competências

Logotipo do AI - Acesso à Informação

Estrutura Organizacional e Competências







ESTRUTURA REGIMENTAL:



Organograma do IBC


Legenda:


DPA - DEPARTAMENTO DE PLANEJAMENTO E ADMINISTRAÇÃO

DOF - Divisão de Planejamento e Execução Orçamentária e Financeira
DSG - Divisão de Serviços Gerais
DP - Divisão de Pessoal
DMP - Divisão de Material e Patrimônio

DED - DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO

DEN - Divisão de Ensino
DAE - Divisão de Assistência ao Educando
DAL - Divisão de Atividades Culturais e de Lazer
DOE - Divisão de Orientação Educacional, Psicológica e Fonaudiológica

DTE - DEPARTAMENTO TÉCNICO ESPECIALIZADO

DIB - Divisão de Imprensa Braille
DDI - Divisão de Pesquisa, Documentação e Informação
DCRH - Divisão de Capacitação de Recursos Humanos
DPME - Divisão de Produção de Material Especializado

DMR - DEPARTAMENTO DE ESTUDOS E PESQUISAS MÉDICAS E DE REABILITAÇÃO

DPMO - Divisão de Pesquisas Médicas, Oftalmológicas e de Nutrição
DRT - Divisão de Reabilitação, Preparação para o Trabalho e Encaminhamento Profissional
DOA - Divisão de Orientação e Acompanhamento







COMPETÊNCIAS:

o Instituto Benjamin Constant , criado pelo Decreto Imperial nº 1.428, de 12 de setembro de 1854, com a denominação dada pelo Decreto nº 1.320, de 24 de janeiro de 1891, órgão específico singular dotado de autonomia limitada e centro de referência nacional na área da deficiência visual, subordinado diretamente ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto compete:

I - subsidiar a formulação da Política Nacional de Educação Especial na área da deficiência visual;

II - promover a educação de deficientes visuais, mediante sua manutenção como órgão de educação fundamental, visando garantir o atendimento educacional e a preparação para o trabalho de pessoas cegas e de visão reduzida, bem como desenvolver experiências no campo pedagógico, da área da deficiência visual;

III - promover e realizar programas de capacitação de recursos humanos na área da deficiência visual;

IV - promover, realizar e divulgar estudos e pesquisas nos campos pedagógicos, psicossocial, oftalmológico, de prevenção das causas da cegueira e de integração e reintegração à comunidade de pessoas cegas e de visão reduzida;

V - promover programas de divulgação e intercâmbio de experiências, conhecimentos e inovações tecnológicas na área de atendimento às pessoas cegas e de visão reduzida;

VI - elaborar e produzir material didático-pedagógico e especializado para a vida diária de pessoas cegas e de visão reduzida;

VII - apoiar ,técnica e financeiramente, os sistemas de ensino e as instituições que atuam na área da deficiência visual, em articulação com a Secretaria de Educação Especial - SEESP;

VIII - promover desenvolvimento pedagógico, visando o aprimoramento e a atualização de recursos instrucionais;

IX - desenvolver programas de reabilitação, pesquisas de mercado de trabalho e de promoção de encaminhamento profissional visando possibilitar, às pessoas cegas e de visão reduzida, o pleno exercício da cidadania;

X - atuar de forma permanente junto à sociedade, através dos meios de comunicação de massa e de outros recursos, visando o resgate da imagem social das pessoas cegas e de visão reduzida.

O Educandário do Instituto Benjamin Constant funcionará em regime de externato, e, considerando-se a realidade sócio-econômica e a localidade de residência do educando, em regime de semi-internato e internato.

O Instituto Benjamin Constant será tecnicamente subordinado à Secretaria de Educação Especial.

O dia 17 de setembro será considerado data comemorativa da instalação do Instituto Benjamin Constant.





MENU


INSTITUCIONAL:

Estrutura organizacional (organograma) e Competências
Base jurídica da estrutura organizacional
Cargos, telefones e e-mails




ACESSO À INFORMAÇÃO:

INSTITUCIONAL
AÇÕES E PROGRAMAS
AUDITORIAS
CONVÊNIOS
DESPESAS
LICITAÇÕES E CONTRATOS
SERVIDORES
FUNCIONÁRIOS TERCEIRIZADOS
PERGUNTAS FREQUENTES



Ilustração com link para a lei de Acesso à Informação     Ilustração com link ao Serviço de Informação ao Cidadão do IBC





foto de parte da fachada do IBC

Instituto Benjamin Constant

Centro de Referência Nacional na Área da Deficiência Visual

Av. Pasteur, 350 / 368 - Urca - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22.290-240
Tel: (021) 3478-4442 Fax: (21) 3478-4444
E-mail: ibc@ibc.gov.br Site: www.ibc.gov.br


Horário de funcionamento:
O IBC atende de segunda a sexta-feira das 8:00 às 17:00 horas

Acesso à Informação - Institucional

Logotipo do AI - Acesso à Informação

Institucional


Nesta seção são divulgadas informações institucionais e organizacionais do Instituto Benjamin Constant, compreendendo suas funções, competências, estrutura organizacional, relação de autoridades, com telefones e endereços de contato, agenda de autoridades, horários de atendimento e legislação do órgão/entidade.





ESTRUTURA REGIMENTAL:



Organograma do IBC


Legenda:

DPA - DEPARTAMENTO DE PLANEJAMENTO E ADMINISTRAÇÃO

DOF - Divisão de Planejamento e Execução Orçamentária e Financeira
DSG - Divisão de Serviços Gerais
DP - Divisão de Pessoal
DMP - Divisão de Material e Patrimônio

DED - DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO

DEN - Divisão de Ensino
DAE - Divisão de Assistência ao Educando
DAL - Divisão de Atividades Culturais e de Lazer
DOE - Divisão de Orientação Educacional, Psicológica e Fonaudiológica

DTE - DEPARTAMENTO TÉCNICO ESPECIALIZADO

DIB - Divisão de Imprensa Braille
DDI - Divisão de Pesquisa, Documentação e Informação
DCRH - Divisão de Capacitação de Recursos Humanos
DPME - Divisão de Produção de Material Especializado

DMR - DEPARTAMENTO DE ESTUDOS E PESQUISAS MÉDICAS E DE REABILITAÇÃO

DPMO - Divisão de Pesquisas Médicas, Oftalmológicas e de Nutrição
DRT - Divisão de Reabilitação, Preparação para o Trabalho e Encaminhamento Profissional
DOA - Divisão de Orientação e Acompanhamento








COMPETÊNCIAS:

o Instituto Benjamin Constant , criado pelo Decreto Imperial nº 1.428, de 12 de setembro de 1854, com a denominação dada pelo Decreto nº 1.320, de 24 de janeiro de 1891, órgão específico singular dotado de autonomia limitada e centro de referência nacional na área da deficiência visual, subordinado diretamente ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto compete:

I - subsidiar a formulação da Política Nacional de Educação Especial na área da deficiência visual;

II - promover a educação de deficientes visuais, mediante sua manutenção como órgão de educação fundamental, visando garantir o atendimento educacional e a preparação para o trabalho de pessoas cegas e de visão reduzida, bem como desenvolver experiências no campo pedagógico, da área da deficiência visual;

III - promover e realizar programas de capacitação de recursos humanos na área da deficiência visual;

IV - promover, realizar e divulgar estudos e pesquisas nos campos pedagógicos, psicossocial, oftalmológico, de prevenção das causas da cegueira e de integração e reintegração à comunidade de pessoas cegas e de visão reduzida;

V - promover programas de divulgação e intercâmbio de experiências, conhecimentos e inovações tecnológicas na área de atendimento às pessoas cegas e de visão reduzida;

VI - elaborar e produzir material didático-pedagógico e especializado para a vida diária de pessoas cegas e de visão reduzida;

VII - apoiar ,técnica e financeiramente, os sistemas de ensino e as instituições que atuam na área da deficiência visual, em articulação com a Secretaria de Educação Especial - SEESP;

VIII - promover desenvolvimento pedagógico, visando o aprimoramento e a atualização de recursos instrucionais;

IX - desenvolver programas de reabilitação, pesquisas de mercado de trabalho e de promoção de encaminhamento profissional visando possibilitar, às pessoas cegas e de visão reduzida, o pleno exercício da cidadania;

X - atuar de forma permanente junto à sociedade, através dos meios de comunicação de massa e de outros recursos, visando o resgate da imagem social das pessoas cegas e de visão reduzida.

O Educandário do Instituto Benjamin Constant funcionará em regime de externato, e, considerando-se a realidade sócio-econômica e a localidade de residência do educando, em regime de semi-internato e internato.

O Instituto Benjamin Constant será tecnicamente subordinado à Secretaria de Educação Especial.

O dia 17 de setembro será considerado data comemorativa da instalação do Instituto Benjamin Constant.





MENU




Ilustração com link para a lei de Acesso à Informação     Ilustração com link ao Serviço de Informação ao Cidadão do IBC





foto de parte da fachada do IBC

Instituto Benjamin Constant

Centro de Referência Nacional na Área da Deficiência Visual

Av. Pasteur, 350 / 368 - Urca - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22.290-240
Tel: (021) 3478-4442 Fax: (21) 3478-4444
E-mail: ibc@ibc.gov.br Site: www.ibc.gov.br


Horário de funcionamento:
O IBC atende de segunda a sexta-feira das 8:00 às 17:00 horas

Pesquisa e Divulgação

DISSEMINANDO CONHECIMENTO...


O Departamento Técnico Especializado (DTE) planeja, coordena, orienta e supervisiona a execução de atividades técnicas nas áreas de pesquisa, produção e distribuição de documentos de informação e de material especializado para as ações acadêmicas e para as atividades da vida diária. Atua na produção, no registro e na divulgação do conhecimento construído nas questões relativas às pessoas com deficiência visual, além de transcrever, imprimir e distribuir material impresso no Sistema Braille.



Material Especializado


Através de sua Divisão de Produção de Material Especializado, o DTE pesquisa, produz, adapta e distribui, para todo o Brasil, diversos materiais utilizados nas atividades pedagógicas e nas atividades da vida diária das pessoas cegas e de visão subnormal. Você encontra mais detalhes sobre este tipo de material visitando no nosso setor Mundo Braille.



Apoio Técnico


Cabe ainda ao DTE dar subsídios técnicos às instituições que atendem às pessoas com deficiência visual em todo o país, tais como: o Museu Histórico Nacional, o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty, o Colégio Pedro II, Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, escolas de 1º e 2º graus de vários estados do Brasil.

No âmbito desse departamento, a Divisão de Pesquisa, Documentação e Informação, além de produzir, editar e distribuir a revista Benjamin Constant, é responsável pela centralização das ações de pesquisa, possuindo um vasto acervo de livros técnicos, teses, monografias e dissertações impressos em tipos comuns, em braille, em fitas de áudio e vídeo, disquetes e CDs, disponíveis para todos aqueles que desejem atuar no campo da investigação científica e produção de conhecimento na área.

O Instituto Benjamin Constant possui ainda, ligado diretamente ao gabinete da Direção-Geral e em convênio com o Núcleo de Computação Eletrônica- NCE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, um Laboratório de Pesquisa em Computação Eletrônica, com dez computadores equipados com Sistema DOSVOX, programa e periféricos que permitem a utilização de qualquer computador pessoal por pessoas cegas, através de voz sintetizada. Esse laboratório, além de atender a alunos e professores da instituição, é aberto ao público em geral para cursos e como campo de pesquisas nessa área.

Seja Bem Vindo a Nosso Portal Braille...

O Sistema Braille, utilizado universalmente na leitura e na escrita por pessoas cegas, foi inventado na França por Louis Braille, um jovem cego, reconhecendo-se o ano de 1825 como o marco dessa importante conquista para a educação e a integração dos deficientes visuais na sociedade.

Aqui você vai encontrar estas e muitas outra informações sobre o Braille.

Comece por conhecer o alfabeto que os deficientes visuais utilizam para ler.

Você poderá esclarecer suas dúvidas sobre termos e expressões associadas ao Sistema Braille.

Também terá acesso a toda Grafia Braille da Língua Portuguesa, importante instrumento para conhecer mais a fundo o Sistema Braille, o Código Braille e muito mais!

Irá descobrir que temos uma imprensa especializada de alta qualidade.

Você sabia que desenvolvemos uma série de materiais didáticos que apoiam a educação dessas pessoas?

...E que temos um excelente serviço de adaptação, transcrição e revisão de livros para o Braille?

Pois então explore a fundo o nosso PORTAL BRAILLE e saiba muito, muito mais!

Difundindo o Conhecimento...

Através de sua Divisão de Pesquisa e Produção de Material Especializado (DPME), o Departamento Técnico Especializado (DTE) pesquisa, produz, adapta e distribui, para todo o Brasil, diversos materiais utilizados nas atividades pedagógicas e nas atividades da vida diária das pessoas cegas e com baixa visão.

Constituem importantes recursos didáticos os trabalhos em relevo, produzidos em lâminas de PVC: mapas, plantas baixas, gráficos, tabelas, formas geométricas e diversos outros temas reproduzidos a partir de uma matriz numa máquina chamada "thermoform". O material também segue impresso em tinta (APHont 24) com uma coloração forte e contrastante para o aluno com baixa visão.

São pesquisados, produzidos e distribuídos materiais para escrita e desenho em relevo, figuras geométricas tridimensionais, material para a aquisição de conceitos de tamanho, forma, textura e cor, relógios didáticos em relevo, material didático adaptado ao aluno com baixa visão, entre outros itens.


VEJA NOSSA LISTAGEM MATERIAIS REPRODUZIDOS EM THERMOFORM!

DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAIS 3D

Acesso à Informação - Base Jurídica da Estrutura Organizacional, Competências e Regimento Interno

Logotipo do AI - Acesso à Informação

Base Jurídica da Estrutura Organizacional,
Competências e Regimento Interno








Base Jurídica:



O Instituto Benjamin Constant tem seu Regimento Interno com base na Portaria Nº 325, de 17 de Abril de 1998.

Enquanto Instituição Pública, O Instituto Benjamin Constant tem uma razão de ser, isto é, uma finalidade, além de possuir competência para atuar em determinadas áreas e praticar ações específicas.

Para execução das finalidades e competências que lhe são atribuídas, o IBC possui uma Estrutura Organizacional, constituída pelos órgãos de direção, departamentos e divisões, cada qual encarregado de organizar, orientar, dirigir e controlar ações que lhes são pertinentes para que o IBC atinja seus objetivos e metas.

O Papel que cabe ao IBC, suas Unidades e seus dirigentes constitui um conjunto que se denomina Regimento Interno da Instituição, o qual é composto dos seguintes elementos:

- Finalidades e Competências do Órgão,
- Organização,
- Competências das Unidades,
- Atribuições dos Dirigentes,
- Conselho Diretor.







A Estrutura Organizacional do IBC:


O Instituto Benjamin Constant - IBC tem a seguinte estrutura:

1. Gabinete da Direção-Geral - GAB

2. Departamento de Educação - DED
2.1. Divisão de Ensino - DEN
2.2. Divisão de Assistência ao Educando - DAE
2.3. Divisão de Atividades Culturais e de Lazer - DAL
2.4. Divisão de Orientação Educacional, Fonoaudiológica e Psicológica – DOE

3. Departamento Técnico Especializado - DTE
3.l. Divisão de Imprensa Braille - DIB
3.2. Divisão de Pesquisa, Documentação e Informação - DDI
3.3. Divisão de Pesquisa e Produção de Material Especializado - DPME
3.4. Divisão de Capacitação de Recursos Humanos - DCRH

4. Departamento de Estudos e Pesquisas Médicas e de Reabilitação - DMR
4.1. Divisão de Pesquisa e Atendimento Médico, Odontológico e Nutricional - DPMO
4.2. Divisão de Orientação e Acompanhamentos - DOA
4.3. Divisão de Reabilitação, Preparação para o Trabalho e Encaminhamento Profissional – DRT

5. Departamento de Planejamento e Administração – DPA
5.1. Divisão de Pessoal - DP
5.2. Divisão de Serviços Gerais - DSG
5.3. Divisão de Programação e Execução Orçamentária e Financeira - DOF
5.4. Divisão de Material e Patrimônio – DMP


O Instituto Benjamin Constant será dirigido por Diretor-Geral, os Departamentos por Diretor, o Gabinete e as Divisões por Chefe, cujos cargos e funções serão providos na forma da legislação vigente.

O Diretor-Geral do Instituto Benjamin Constant será nomeado pelo Ministro de Estado da Educação e do Desporto, escolhido dentre os servidores do quadro do Instituto que detenham título de graduação superior e que estejam em efetivo exercício há, no mínimo, cinco anos.

Os ocupantes dos cargos e funções previstos no caput deste artigo poderão ser substituídos, em seus afastamentos e impedimentos regulamentares, por servidores por eles indicados e previamente designados, na forma da legislação específica.

Para o desempenho de suas atribuições o Diretor-Geral do IBC contará com o apoio de dois Assessores, de dois Assistentes e de dois Secretários e, os Diretores contarão cada um, respectivamente, com um secretário.






O IBC e suas Competências:


Ao Instituto Benjamin Constant , criado pelo Decreto Imperial nº 1.428, de 12 de setembro de 1854, com a denominação dada pelo Decreto nº 1.320, de 24 de janeiro de 1891, órgão específico singular dotado de autonomia limitada e centro de referência nacional na área da deficiência visual, subordinado diretamente ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto compete:

I - subsidiar a formulação da Política Nacional de Educação Especial na área da deficiência visual;

II - promover a educação de deficientes visuais, mediante sua manutenção como órgão de educação fundamental, visando garantir o atendimento educacional e a preparação para o trabalho de pessoas cegas e de visão reduzida, bem como desenvolver experiências no campo pedagógico, da área da deficiência visual;

III - promover e realizar programas de capacitação de recursos humanos na área da deficiência visual;

IV - promover, realizar e divulgar estudos e pesquisas nos campos pedagógicos, psicossocial, oftalmológico, de prevenção das causas da cegueira e de integração e reintegração à comunidade de pessoas cegas e de visão reduzida;

V - promover programas de divulgação e intercâmbio de experiências, conhecimentos e inovações tecnológicas na área de atendimento às pessoas cegas e de visão reduzida;

VI - elaborar e produzir material didático-pedagógico e especializado para a vida diária de pessoas cegas e de visão reduzida;

VII - apoiar ,técnica e financeiramente, os sistemas de ensino e as instituições que atuam na área da deficiência visual, em articulação com a Secretaria de Educação Especial - SEESP;

VIII - promover desenvolvimento pedagógico, visando o aprimoramento e a atualização de recursos instrucionais;

IX - desenvolver programas de reabilitação, pesquisas de mercado de trabalho e de promoção de encaminhamento profissional visando possibilitar, às pessoas cegas e de visão reduzida, o pleno exercício da cidadania;

X - atuar de forma permanente junto à sociedade, através dos meios de comunicação de massa e de outros recursos, visando o resgate da imagem social das pessoas cegas e de visão reduzida.

O Educandário do Instituto Benjamin Constant funcionará em regime de externato, e, considerando-se a realidade sócio-econômica e a localidade de residência do educando, em regime de semi-internato e internato.
O Instituto Benjamin Constant será tecnicamente subordinado à Secretaria de Educação Especial.
O dia 17 de setembro será considerado data comemorativa da instalação do Instituto Benjamin Constant.





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Ilustração com link para a lei de Acesso à Informação     Ilustração com link ao Serviço de Informação ao Cidadão do IBC





foto de parte da fachada do IBC

Instituto Benjamin Constant

Centro de Referência Nacional na Área da Deficiência Visual

Av. Pasteur, 350 / 368 - Urca - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22.290-240
Tel: (021) 3478-4442 Fax: (21) 3478-4444
E-mail: ibc@ibc.gov.br Site: www.ibc.gov.br


Horário de funcionamento:
O IBC atende de segunda a sexta-feira das 8:00 às 17:00 horas

Classes de Alfabetização

Menu Secundário

Esta classe dá continuidade ao trabalho de desenvolvimento sensorial e de socialização dos alunos a partir dos 7 anos.

A fase preparatória utiliza, principalmente, a manipulação de material concreto, em que a criança aprende a discriminar forma, tamanho, peso e textura. Quando de visão subnormal, aprende a discriminar cores. A alfabetização dos alunos cegos é feita através da leitura e escrita no Sistema Braille, quando são utilizadas máquinas Braille (Perkins Brailler) ou reglete e punção.

Os alunos de visão subnormal utilizam tipos ampliados e outros recursos, ópticos ou não, adequados à sua condição visual. Nessa fase escolar, os alunos são divididos em turmas de crianças cegas e turmas de crianças de visão subnormal.

Além das classes regulares de alfabetização, o atendimento é estendido a alunos com maiores dificuldades de aprendizagem. Esse atendimento está sendo desenvolvido através de um programa diferenciado experimental, tendo como objetivo a integração a uma classe regular de alfabetização. Caso não seja possível superar as defasagens, o aluno será trabalhado para atingir uma alfabetização funcional (escrita e leitura).

Para saber mais, entre em contato com nossa Coordenação das Classes de Alfabetização:

Responsável: Jussara Costa de Almeida

Telefone: (0xx21)3478-4487

Estimulação Precoce

Menu Secundário

O Setor de Estimulação Precoce do IBC atende a crianças cegas e de baixa visão de zero a três anos e 11 meses de idade, através de programas específicos e individualizados. O objetivo é promover o desenvolvimento global da criança deficiente visual, enfatizando seus sentidos remanescentes: as percepções auditivas, táteis-cinestésicas, olfativas e gustativas, priorizando as ações e interações motoras.

O trabalho é realizado por uma equipe de profissionais especializados na área da deficiência visual e da motricidade, com apoio dos serviços de oftalmologia, clínica médica, psicologia, fonoaudiologia e assistência social do IBC quando necessário.

O ingresso no Setor inicia com uma avaliação da função visual e do desenvolvimento global da criança. A criança de baixa visão realiza atividades próprias para estimular seu resíduo visual para que possam usá-lo de forma máxima. A partir dos dois anos de idade, as atividades também objetivam a socialização e a independência.

No atendimento à criança, os pais são orientados quanto à melhor forma de trabalhar com seu filho.

Para saber mais, entre en contato com nossa Coordenação de Estimulação Precoce.


Responsável: Maria Rita Campelo Rodrigues
Telefone: (0xx21)3478-4469

Índice de Artigos

Caracterizando o Problema



Deficiência Visual
Por Regina Célia Gouvêa Lázaro
Diversas são as formas e sintomas que caracterizam uma deficiência visual.

Definindo a Cegueira e a Visão Subnormal
Por Antônio João Menescal Conde
A cegueira funcional não se caracteriza como perda total da visão. Se você possui visão reduzida, também possui necessidades especiais.

Reações Psicológicas à Perda da Visão
Por Maria Cristina de Castro Barczinski
A autora do artigo faz estudo sobre reações psicológicas do indivíduo frente aos transtornos oculares e cegueira. Apresenta orientação para manejo do "setting" com estes pacientes no processo de reabilitação, e mostra material clínico referente à análise de dois pacientes. Conclui com proposta de prevenção e auxílio aos paciente nas situações de maiores dificuldades oftalmológicas.

Surdocegueira
Por Margarida Aguiar Monteiro
Surdez-Cegueira é uma deficiência única, não a perda da visão somada à perda da audição. Não se torna, necessariamente, uma barreira intransponível, mas suscita novas maneiras de lidar com a realidade e superar desafios.

Deficiência Múltipla e o Modelo Ecológico Funcional
Por Elizabeth Ferreira de Jesus
Este texto apresenta a linha metodológica básica e a fundamentação teórica para o trabalho com alunos portadores de deficiência múltipla atendidos no Programa Educacional Alternativo do IBC.

O Indivíduo Em Desenvolvimento



A Criança Visualmente Incapacitada, Do Nascimento Até a Idade Pré-Escolar: A Importância da Estimulação Visual
Por William V. Padula, O.D. & Susan J. Spungin, Ed. D. Tradução de André Oliveira
Este artigo examinará as necessidades específicas da criança em idade pré-escolar e tecerá considerações especiais para educadores e pais de crianças com visão subnormal.

Problemas das Crianças Portadoras de Deficiência Visual Congênita na Construção da Realidade
Por Sylvia Santin & Joyce Nesker Simmons. Tradução de Ilza Viegas
Pelo fato de ter um equipamento sensorial diferente, a criança portadora de cegueira congênita necessariamente desenvolve e organiza suas percepções do mundo de maneira intrinsecamente diferente da dos videntes. Aspectos do desenvolvimento sensorial, cognitivo e afetivo são examinados dentro desse esquema conceitual.

Caminhar é Preciso



O Cego, O Espaço, O Corpo e o Movimento: Uma Questão de Orientação e Mobilidade
Por Admilson Santos
Este texto enfoca conceitos básicos que fundamentam a orientação e Mobilidade como elemento indispensável no processo educacional e na reabilitação de pessoas cegas

Perguntas e Respostas mais Freqüentes Sobre a Utilização de Cães-Guias

Royal New Zealand Foundation for the Blind Guide Dog Services . Tradução de Vicky Adler Amádio e Paulo Felicissímo Ferreira
No formato pergunta-resposta, esclarecemos as dúvidas mais freqüentes sobre o uso incomum de cão-guia no Brasil, esperando que, no futuro, mais pessoas se beneficiem desse serviço.

Integração à Família e à Sociedade



A Criança Deficiente Visual e Seus Pais
Por Kay Alicyn Ferrel. Tradução de Vicky Adler Amádio (adaptação livre de Antonio Menescal)
Este artigo, com o título original Parenting preschoolers: suggestions for raising young blind and visually impaired children, foi publicado em inglês, em 1984, pela American Foundation for the Blind Press. Ao tomar a decisão de adaptá-lo à atual realidade brasileira e publicá-lo em português, destinamos seu conteúdo especificamente aos pais de crianças cegas e portadoras de visão subnormal, esperando que ele possa atuar como elemento de esclarecimento e de diminuição de angústias, medos e incertezas.

Adolescer: A Vivência de Portadores de Deficiência Visual
Por Maria Alves de Toledo Bruns & Patrícia Lopes Salzedas
A adolescência caracteriza-se por transformações corporais e psicológicas, além de compromissos pessoais e ocupacionais, sexuais e ideológicos assumidos para com a sociedade. O objetivo do presente estudo foi compreender como é estar na adolescência para portadores de deficiência visual.

O Encaminhamento do Deficiente Visual ao Mercado de Trabalho
Por Marcia Lopes de Moraes Nabais, Carmen Lucia Alves Martins, Margarida Aguiar Monteiro e Waldemar Gonçalves Galheira. Revisão do Texto: Irene Edreira Martins
Este estudo faz um levantamento de um conjunto de diversas profissões que podem ser exercidas pelas pessoas cegas e de visão subnormal, especificando pré-requisitos e atribuições das mesmas, visando auxiliar no encaminhamento profissional do portador de deficiência visual ao mercado de trabalho; faz menção aos atuais recursos ópticos e técnicos que podem ser utilizados na facilitação do desempenho funcional do deficiente visual; obedece a objetivos específicos e princípios metodológicos e apresenta sugestões e recomendações para viabilização das propostas encaminhadas no estudo.

Arte e Visualidade: A Questão da Cegueira
Por João Vicente Ganzarolli de Oliveira
Combinando experiências concretas e dados teóricos, o artigo visa a contribuir para novas reflexões sobre o tema e o ingresso das pessoas cegas no mundo da arte.

A Questão da Cidadania



Orientações no Relacionamento Com Pessoas Cegas

Documento elaborado pela equipe de acessibilidade do Instituto Benjamin Constant, em junho de 2013, tendo como base, documento elaborado por Robert Atkison, Diretor do Braille Institute of America - California.
Não é raro nos dirigirmos a uma pessoa cega de maneira inadequada. Mesmo com a melhor das intenções, nos deixamos levar por idéias errôneas pré-comcebidas.



A Fundamentação Civil-Constitucional dos Direitos dos Deficientes
Por Lídia Caldeira Lustosa Cabral
A autora do artigo busca estabelecer a valorização das normas que regem os direitos individuais, coletivos e difusos das portadoras de deficiência, através das correlações dos artigos constitucionais com a legislação civil complementar de âmbito federal e também a conceituação do princípio da igualdade. Os artigos constitucionais objeto de análise são: Art. 7, XXXI; Art. 23, II; Art. 24, XIV; Art. 37, VIII; Art. 203, IV e V; Art. 208; Art. 227 § 2º; Art. 244. As Leis infraconstitucionais trabalhadas são: Lei 7853/89; Lei 8028/90; Lei 8112/90; Lei 8213/91; Lei 8742/93; Lei 9394/96 e Decreto 914/93.

Quem Necessita de Educação Especial?
Por Vicente Martins
O autor aborda a questão da Educação Especial a partir do enfoque que é dado a esta pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e pela própria Constituição Federal.

O Contexto Educacional



Desenvolvimento Tátil e suas Implicações na Educação de Crianças Cegas
Por Paul J. Gerber. Tradução de Ilza Viegas. Revisão de Paulo Felicíssimo e Vera Lúcia de O. Vogel
A chave para o uso do tato está no conhecimento de seu desenvolvimento, sintetizado em atividades que visem à estimulação apropriada e à aquisição de destreza. A finalidade deste artigo é explorar o desenvolvimento da modalidade tátil, e proporcionar aplicações práticas dos aspectos relativos à evolução desta modalidade.

Alfabetização: Uma Reflexão Necessária
Por Maria da Glória de Souza Almeida
A partir do construtivismo abordado nas pesquisas de Jean Piaget, surge a proposta de uma nova visão na construção do período de alfabetização da criança cega ou de visão subnormal.

Recursos Didáticos na Educação Especial
Por Jonir Bechara Cerqueira & Elise de Melo Borba Ferreira
Os materiais didáticos são de fundamental importância para a educação de deficientes visuais. Este artigo pretende definir, classificar e ilustrar alguns destes materiais, além de apresentar recursos disponíveis a partir da utilização de equipamentos de informática.


O Direito à Informação



O Sistema Braille no Brasil
Por Edison Ribeiro Lemos & Jonir Bechara Cerqueira
Baseando-se na leitura tactil de tipos em alto-relevo, este Sistema ainda é, para a pessoa cega, a principal via de acesso à informação utilizada no Brasil.

DOSVOX - Um Novo Acesso dos Cegos à Cultura e ao Trabalho
Por Antonio José Borges
Um software que permite à pessoa cega ter acesso ao computador, e à Internet, é aqui apresentado por seu criador.

A Questão da Sexualidade



Deficiência Visual e Educação Sexual: a Trajetória dos Preconceitos - Ontem e Hoje
Por Maria Alves de Toledo Bruns
O objetivo deste estudo foi conhecer e compreender a orientação sexual propiciada por mães de filhos portadores de deficiência visual. Na perspectiva fenomenológica, analisaram-se vinte discursos de mães de deficientes visuais. As recorrências nos vários discursos permitiram conhecer que a desinformação sobre a sexualidade em geral impede o diálogo entre mãe e filho(a). Estas recorrências evidenciam igualmente que a repressão sexual alicerça os estigmas e os preconceitos da educação sexual de deficientes visuais.

A Relação Afetivo-Sexual de Pessoas Dotadas de Visão Com Pessoas Cegas
Por Maria Alves de Toledo Bruns
Nesta pesquisa, indagamos: No que consiste o relacionamento afetivo-sexual de pessoas dotadas de visão com as pessoas cegas? Esta questão remete-nos à busca da compreensão dos significados e das condições que possibilitam à pessoa dotada de visão relacionar-se sexualmente com a pessoa cega. As convergências e as divergências dos depoimentos foram submetidos à análise do processo dialético da redução fenomenológica, tendo como fio condutor a filosofia do diálogo de Martin Buber. Revisar os estigmas, os valores estéticos, a política de inclusão de deficientes contribui para estreitar os envolvimentos amorosos.





NÚMERO DE VISITAS A ESTA SEÇÃO DO SITE:



Núcleo De Capacitação e Empregabilidade - NUCAPE

Núcleo De Capacitação e Empregabilidade- NUCAPE




O que é NUCAPE?
É um núcleo de capacitação e encaminhamento profissional para pessoas com deficiência visual que o Instituto Benjamin Constant desenvolve no âmbito do DMR, através da Divisão de Preparação para o Trabalho e Encaminhamento Profissional- DRT com apoio da Divisão de Orientação e Acompanhamento- DOA.

Objetivo:
Inserir as pessoas cegas, baixa visão e surdocegas no mercado de trabalho e na sociedade.

Núcleo de Capacitação e Empregabilidade - NUCAPE/IBC e Responsabilidade Social.
O Núcleo de Capacitação e Empregabilidade contribui para a efetivação dos direitos das pessoas com deficiência no campo do trabalho, já que as determinações previstas na Lei n° 8213 de 24 de Julho de 1991, Lei n° 7853 de 24 de outubro de 1989 e seu Decreto n° 3298 de 20 de Dezembro de 1999 (Lei de Cotas), estabelecem a obrigatoriedade das empresas com cem (100) ou mais empregados preencherem uma parcela de seus cargos com pessoas com deficiência.


Como participar do Núcleo de Capacitação e Empregabilidade - NUCAPE/IBC.
Candidatos e empresas empregadoras podem se cadastrar no Banco nacional de Recursos Humanos (BRH) Acessível no endereço eletrônico: http://brh.renapi.gov.br/
Maiores informações também podem ser solicitadas através dos telefones: (21) 3478-4555 e-mails: nucape@ibc.gov.br / marizaguimaraes@ibc.gov.br ou pelo endereço: Av. Pasteur, 350/368- Urca, Rio de Janeiro, sala 01- Divisão de Reabilitação e Preparação para o Trabalho - DRT.





foto de parte da fachada do IBC

Instituto Benjamin Constant

Centro de Referência Nacional na Área da Deficiência Visual

Av. Pasteur, 350 / 368 - Urca - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22.290-240
Tel: (021) 3478-4442 Fax: (21) 3478-4444
E-mail: ibc@ibc.gov.br Site: www.ibc.gov.br

O IBC-LED e a Inclusão Digital

O Instituto Benjamin Constant (IBC) valendo-se da modalidade de Ensino à Distância está oferecendo a sociedade uma das melhores e mais fáceis maneiras de capacitação profissional, através do seu Laboratório de Educação a Distância (IBC-LED).

No IBC-LED a web é a sala de aula, e as pessoas têm a oportunidade de realizar cursos no seu próprio ritmo, nos horários disponíveis e sem sair de casa ou do seu trabalho. E ainda, assumem o centro do processo, tornando-se empreendedores do próprio conhecimento.

O IBC-LED investe no profissional. É importante estar atualizado para um mercado em permanente evolução.


No ambiente virtual do IBC-LED, o acesso ao conteúdo é garantido também para todas as pessoas, independentemente de suas limitações.

Em média, 10% da população mundial é constituída por pessoas com algum tipo de deficiência. Em nosso país, 24,6 milhões de pessoas, 14% da população apresenta algum tipo de necessidade especial. De acordo com o IBGE, constata-se que desse universo, mais de 170.000 são pessoas cegas, 2 milhões apresentam deficiências graves de visão e 14 milhões acusam problemas visuais.

Nos cursos via internet, a atenção individual também é assegurada. O participante conta com tutores on-line.


Ao ingressar nos cursos do IBC-LED o cursista recebe orientações sobre como estudar, desenvolve atividades propostas para fixar o conhecimento, participa de Fóruns e conta com o acompanhamento dos tutores. Assim, o conhecimento é construído, passo-à-passo, contextualizado com a realidade profissional.

Com esta iniciativa, o IBC busca desenvolver um espaço que ao mesmo tempo concilie os direitos de igualdade a todas as pessoas, respeitando as diferenças culturais, e enfatize a questão da acessibilidade à web pois esta é parte integrante do projeto.

Participe!


Aproveite esta oportunidade!

Fátima Melca
Coordenadora do IBC-LED


PARA CONHECER MAIS SOBRE O PORTAL DO IBC-LED ACESSE...

LABORATÓRIO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA DO IBC

Logomarca do LED

Orientações no Relacionamento com Pessoas Cegas


Introdução


    As pessoas que estabelecem contato com pessoas cegas, seja de forma ocasional ou regular, revelam-se de um modo geral inseguras sobre como agir diante das diferentes situações que possam ocorrer.


    É importante, antes de tudo considerar que a convivência em qualquer nível ou dimensão, constitui tarefa complexa. Implica em negociações, concessões, acordos e ajustes. Não por outro motivo, todas as sociedades humanas, em qualquer tempo histórico, trataram de elaborar e implementar códigos de procedimentos, encarregados de dirigir harmoniosamente as relações, amenizando o confronto das diferenças, desafio constante na invenção do cotidiano. Tais estigmas, produzidos socialmente, podem tornar-se emblemáticos, enviesando todo o processo de interação. Em tais circunstâncias, resultantes da desinformação, ou informações errôneas, implicando em reforço dos estereótipos, passam a alimentar as fantasias que daí derivam, dificultando ainda mais o convívio com pessoas com deficiência.


    Os itens que reproduzimos a seguir, sobre o título, "Orientações no relacionamento com pessoas cegas", constituem-se uma espécie de código de procedimentos no qual a relação com as pessoas com deficiência visual, incorpora uma orientação a ser seguida.


    Dizendo o que não se deve fazer no contato com a pessoa cega, define-se, em linhas gerais, um modo de tratamento adequado às interações das quais ela participa.


    As possibilidades de interação humana são muito amplas e as soluções encontradas pelos grupos para o convívio social harmônico, sem dúvida ultrapassam em muito as situações contempladas em qualquer manual como este, que não pretende ser uma receita fechada de bolo. Estas orientações porém, sem dúvida, proporcionam diretrizes essenciais para um primeiro e duradouro contato, virtude suficiente para uma interação positiva e sólida, minimizando assim, os efeitos dos preconceitos vivenciados em nosso dia-a-dia, pela falta de informação, ou na maioria das vezes, produzidos cultural e historicamente.


Orientações a seguir


01 - Não trate as pessoas cegas como seres diferentes somente porque não podem ver. Saiba que elas estão sempre interessadas no que você gosta de ver, de ler, de ouvir e falar.


02 - Procure não limitar a pessoa cega mais do que a própria cegueira o faz, impedindo-a de realizar o que sabe, pode e deve fazer sozinha.


03 - Não generalize aspectos positivos ou negativos de uma pessoa cega que você conheça, estendendo-os a outros cegos; não se esqueça de que a natureza dotou a todos os seres de diferenças individuais mais ou menos acentuadas e que os preconceitos se originam na generalização de qualidades, positivas ou negativas, consideradas por cada um.


04 - Não se dirija a uma pessoa cega chamando-a de "cego" ou "ceguinho"; é falta elementar de educação, podendo mesmo expressar um sentimento falso e piegas, ou constituir ofensa, chamar alguém pela palavra designativa de sua característica sensorial, física, ou intelectual.


05 - Não fale com a pessoa cega como se fosse surda; o fato de não ver não significa que não ouça bem.


06 - Não manifeste pena nem exagerada solidariedade pela pessoa cega;


  ela deve ser  compreendida e aceita com igualdade.


07 - Não se refira à cegueira como desgraça; ela pode ser assim encarada logo após a perda da visão, mas a orientação adequada consegue reduzir seus efeitos; depende de sua determinação, do apoio familiar e da comunidade onde vive; NÃO CONFUNDIR DOENÇA COM DEFICIÊNCIA.


08 - Não exclame "maravilhoso"... "extraordinário"... ao ver a pessoa cega consultar o relógio, digitar o telefone ou assinar o nome; ela aprende e passa a executar isso com naturalidade, da mesma forma que você executa.


09 - Não fale de "sexto sentido" nem de "compensação da natureza", em se tratando de deficiência; isso perpetua conceitos errôneos; o que há na pessoa cega é fruto do aprendizado continuado, ou simples desenvolvimento de recursos mentais latentes em todas as pessoas.


 10 - Não modifique a linguagem para evitar a palavra ver e substituí-la por ouvir; conversando sobre a cegueira com quem não vê, use a palavra cego sem rodeios.


11 - Não  segure a pessoa cega com rigidez ao ajudá-la a atravessar a rua, tomar condução, ou caminhar com ela.


12 - Não acompanhe a pessoa cega em diagonal ao atravessar um cruzamento; isso pode fazê-la frequentemente perder a orientação.


13 - Não deixe de oferecer ajuda à pessoa cega que esteja querendo atravessar a rua ou tomar condução; ainda que seu oferecimento seja recusado ou mesmo mal recebido por algumas delas, esteja certo de que a maioria lhe agradecerá o gesto;


14 - Não pegue a pessoa cega pelos braços rodando com ela para pô-la na posição de sentar-se, empurrando-a depois para a cadeira; basta pôr-lhe a mão no espaldar ou no braço da cadeira, que isso lhe indicará sua posição


15 - Não deixe portas e janelas entreabertas onde haja alguma pessoa cega; conserve-as sempre fechadas ou bem encostadas à parede, quando abertas; as portas e janelas meio abertas constituem obstáculos perigosos.


16 - Não deixe objetos no caminho por onde as pessoas costumam passar.


17 - Não acompanhe a pessoa cega empurrando-a ou puxando-a com rigidez; basta deixá-la segurar seu braço, que o movimento de seu corpo lhe dará a orientação de que precisa;


18 - Não se dirija a outra pessoa, quando quiser falar com a pessoa cega, admitindo assim que ela não tenha condição de compreendê-lo e de expressar-se; ela responde por si própria.


19 - Quando encontrar a pessoa cega que já estiver acompanhada, não a pegue pelo outro braço, nem lhe fique dando avisos; deixe-a ser orientada só por quem a estiver acompanhando inicialmente.


20 - Não diga apenas "à direita", "à esquerda", ao procurar orientar uma pessoa cega à distância; muitos se enganam ao tomarem como referência a própria posição e não a da pessoa cega que caminha em sentido contrário ao seu.


21 - Não deixe de se anunciar ao entrar no recinto onde haja pessoas cegas; isso auxilia a sua identificação.


22 - Não saia de repente quando estiver conversando com uma pessoa cega, principalmente se houver algo que a impeça de perceber seu afastamento; ela pode dirigir-lhe a palavra e ver-se na situação desagradável de falar sozinha.


23 - Não deixe de apertar a mão de uma pessoa cega ao encontrá-la ou ao despedir-se dela; o aperto de mão é uma forma de comunicação e representa um ato de cordialidade


24 - Não perca seu tempo nem o da pessoa cega, perguntando-lhe: "Sabe quem sou eu?"... "Veja se adivinha quem sou"... Identifique-se imediatamente.


25 - Não deixe de apresentar o seu visitante cego a todas as pessoas presentes em um determinado ambiente; assim procedendo, você facilitará a possível integração dele ao grupo.


26 - Não se comunique por gestos e mímica, em um ambiente onde haja pessoas cegas, já que esta atitude caracteriza um ato de exclusão.


27 - Não fotografe ou filme uma pessoa cega sem que ela saiba.


28 - Ao conduzir uma pessoa cega a um ambiente que lhe é desconhecido; oriente-a de modo que possa locomover-se com maior autonomia.


29 - Não se constranja em alertar a pessoa cega quanto a qualquer incorreção no seu vestuário.


30 - Durante as refeições, informe a pessoa cega com relação à posição dos alimentos colocados em seu prato, bem como à posição dos talheres e copos na mesa, evitando assim qualquer incidente.


31 - Não suponha que a pessoa cega possa localizar a porta onde deseja entrar ou o lugar aonde queira ir, contando os passos; estes não podem servir de referência, já que cada pessoa tem uma dimensão de passo, em função do comprimento de seus membros inferiores;


32 - O pedestre cego costuma ser muito observador; ele desenvolve meios e modos de saber onde está; ao sair de casa ele faz o que todos deveriam


fazer: informa-se sobre o caminho a seguir para chegar a seu destino; na primeira vez poderá errar um pouco, mas depois raramente se enganará; saliências, depressões, ruídos e odores característicos, servirão para sua melhor orientação.


 33 - Não tenha constrangimento ou desconfiança em receber ajuda, aceitar colaboração por parte de alguma pessoa cega; tenha sempre em mente que o potencial de conhecimento, é inerente a todos.


    Documento elaborado pela equipe de acessibilidade do Instituto Benjamin Constant, em junho de 2013, tendo como base, documento elaborado por Robert Atkison, Diretor do Braille Institute of America - California.


Visão Geral

APRESENTAÇÃO



O Sistema Braille foi adotado no Brasil, a partir de 1854, com a criação do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, hoje Instituto Benjamin Constant. Esse sistema inventado por Louis Braille, em 1825, foi utilizado em nosso país, na sua forma original, até a década de 40 do século XX.

A reforma ortográfica da Língua Portuguesa, ocorrida à época, impôs algumas modificações no Braille, de origem francesa, aqui utilizado.

Pela ausência de uma definição governamental, as alterações no Sistema Braille, posteriormente ocorridas, ficaram a mercê dos esforços de professores, técnicos especializados e de instituições ligadas à educação de cegos e à produção de livros em Braille que procuraram manter o sistema acessível e atualizado até a última década do século XX.

Com a publicação da Grafia Braille para a Língua Portuguesa, o Ministério da Educação, além de reafirmar o compromisso com a formação intelectual, profissional e cultural do cidadão cego brasileiro, contribuirá significativamente para a unificação da grafia braille nos países de língua portuguesa, conforme recomendação da União Mundial de Cegos (UMC) e UNESCO.

Este documento é produto de um trabalho criterioso desenvolvido conjuntamente pelas Comissões de Braille do Brasil e de Portugal desde 1996, hoje com amparo legal no Protocolo de Colaboração Brasil/Portugal nas Áreas de Uso e Modalidades de Aplicação do Sistema Braille, firmado em Lisboa no dia 25 de maio de 2000.

Trata-se de um documento normatizador e de consulta, destinado especialmente a professores, transcritores, revisores e usuários do Sistema Braille.

As edições da Grafia Braille para a Língua Portuguesa no Brasil e em Portugal, em tinta e em braille, beneficiarão, certamente, todas as pessoas cegas dos países de língua oficial portuguesa (PALOPS), parcela de um contingente populacional de cerca de 215 milhões de pessoas.

Esperamos que esta publicação venha a atingir seus objetivos, permitindo que os educandos cegos tenham acesso aos componentes curriculares e que os profissionais da área sintam-se preparados para atender, com qualidade, os usuários do Sistema Braille.

MARILENE RIBEIRO DOS SANTOS

Secretaria de Educação Especial / MEC


PREFÁCIO À 1ª EDIÇÃO BRASILEIRA DA GRAFIA BRAILLE PARA A LÍNGUA PORTUGUESA – BRAILLE INTEGRAL

A Grafia Braille para a Língua Portuguesa – Braille Integral é um documento normalizador e de consulta destinado especialmente a professores, transcritores, revisores e outros profissionais, bem como a usuários do Sistema Braille.

Este documento é fruto de um criterioso trabalho desenvolvido conjuntamente pela Comissão Brasileira do Braille e pela Comissão de Braille de Portugal ao longo de três anos.

Além de símbolos já consagrados na escrita braille, a Grafia traz algumas alterações, novos símbolos e um conjunto de normas para a aplicação de toda essa simbologia. Exemplos variados ilustram a Grafia e fornecem aos profissionais e usuários as informações complementares sobre o emprego adequado dos símbolos.

As alterações e a adoção de novos símbolos basearam-se principalmente nos seguintes critérios:

1. Ajustar a grafia básica à nova realidade da representação braille.

2. Favorecer o intercâmbio entre pessoas cegas e instituições de diferentes países.

3. Adequar a escrita braille às modificações realizadas nas representações gráficas decorrentes do avanço científico e tecnológico e do emprego cada vez mais freqüente da Informática.

4. Atender às recomendações da União Mundial de Cegos (UMC) e da UNESCO quanto à unificação das grafias por grupos lingüísticos.

5. Evitar a duplicidade de representação de símbolos braille.

6. Ajustar a grafia básica, considerando o Código Matemático Unificado (CMU), adotado no Brasil desde 1997.

7. Garantir a qualidade da transcrição de textos para o Sistema Braille, especialmente dos livros didáticos.

Ao uniformizar a grafia básica, a Comissão Brasileira do Braille e a Comissão de Braille de Portugal consideraram as diversidades culturais e as legislações vigentes em seus respectivos países.

O principal objetivo dos técnicos que elaboraram este documento foi permitir que o Sistema Braille continue sendo o instrumento fundamental na educação, reabilitação e profissionalização das pessoas cegas.

Comissão Brasileira do Braille



INTRODUÇÃO



A Grafia Braille para a Língua Portuguesa consiste no conjunto do material signográfico e das instruções/recomendações orientadoras da sua utilização na escrita. O conhecimento completo do respectivo código e a sua correta utilização devem constituir um objetivo permanente para todos, porque a boa qualidade gráfica dos textos exerce nos leitores uma saudável influência educativa, facilitando a assimilação de padrões propiciadores da melhoria do nível de desempenho, quer na leitura, quer na escrita.

A matéria desta Grafia, em sua versão para WEB, está exposta em quatro seções:

A primeira seção, intitulada “Sistema Braille”, integra 7 parágrafos. Neles se define e apresenta este Sistema, assim como se procede à sua caracterização.

A segunda seção, intitulada “O Código Braille na Grafia da Língua Portuguesa”, se estende do parágrafo 8 ao 44 e compreende as seguintes partes:

A. “Valor dos Sinais”: inclui apenas o parágrafo 8, em que se apresentam os quadros do material signográfico.

B. “Observações e Normas de Aplicação”: estende-se do parágrafo 9 ao 42 e incorpora as regras que enquadram o emprego dos sinais constantes dos quadros apresentados no parágrafo 8.

C. Alguns diacríticos necessários à escrita de palavras em outras línguas e na própria Língua Portuguesa: parágrafo 43.

D. Recomendações sobre a criação de sinais não previstos nesta Grafia: parágrafo 44.

A terceira seção, intitulada “Disposição do Texto Braille”, expõe, do parágrafo 45 ao 56, as normas sobre esta matéria. Vários exemplos ajudam a interpretar as normas e ilustram a sua aplicação.

A quarta seção inclui quatro apêndices que completam esta publicação:

Apêndice 1: inclui um conjunto de símbolos e de regras referentes à escrita em contexto informático.

Apêndice 2: nele figuram conjuntos de símbolos braille empregados em alemão, dinamarquês, espanhol, francês, inglês, italiano, latim e sueco, não coincidentes com os portugueses ou inexistentes na Língua Portuguesa.

Apêndice 3: nele se encontram os alfabetos grego, hebraico e russo ou cirílico moderno.

Apêndice 4: apresenta alguns sinais convencionais usados em esperanto e em outras línguas.

A versão WEB desta publicação apresenta, à esquerda do texto de cada seção, um sumário contendo os assuntos ali abordados, que poderão ser acessados clicando-se sobre os mesmos.

Coordenação do Centro de Estudos

O Centro de Estudos e Pesquisas do Instituto Benjamin Constant tem por objetivo o incentivo, a promoção e a divulgação de estudos e pesquisas voltados à temática da cegueira, baixa visão e surdocegueira. O inciso IV do artigo 34 do Decreto 7690 de 2012 prevê, dentre as competências do Instituto Benjamin Constant, a promoção, a realização e a divulgação de estudos e pesquisas nos campos pedagógico, psicossocial, oftalmológico, de prevenção das causas da cegueira, de integração e reintegração de pessoas cegas e de visão reduzida à comunidade. Nesse sentido, pretende-se, ao lado do desenvolvimento de estudos e pesquisas, a constituição de um espaço de interlocução entre pesquisadores não somente deste Instituto, mas de todo o Brasil e mesmo oriundos de outros países, tornando-se referência aos estudos desenvolvidos na área e compreendendo interesses dos mais diversos campos do saber.

O Instituto Benjamin Constant recebe pesquisadores interessados em realizar seus projetos na área da deficiência visual, tendo o Instituto como campo de investigação. Para a formalização da pesquisa é necessário o cadastramento do projeto no Centro de Estudos e Pesquisas do IBC, vinculado a Divisão de Pesquisa, Documentação e Informação por meio do preenchimento dos formulários e apresentação dos documentos listados a seguir.


Documento:
Documento de apresentação do CEP


Formulários:

CEP IBC Ficha de Cadastro de Pesquisa em Grupo de Pesquisa

Documentos necessários para desenvolver pesquisa científica

Solicitação para pesquisar

Projeto de pesquisa.

Solicitação para prorrogação de pesquisa




E-mail: cepdv@ibc.gov.br.

Um Trabalho de Equipe

GABINETE

Ao Gabinete compete:

I - prestar assistência ao Diretor-Geral em sua representação social, política e administrativa;

II - coordenar, supervisionar e orientar o desenvolvimento das atividades técnicas e administrativas no âmbito do Gabinete;

III - coordenar e promover as atividades de comunicação social do Instituto.


DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO

Ao Departamento de Educação compete planejar, coordenar, orientar, supervisionar e avaliar a execução das atividades nas diferentes áreas do Educandário, e especificamente:

I - prestar assistência técnico-pedagógica a outras instituições e aos sistemas de ensino na área da deficiência visual, em articulação com a Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação e do Desporto;

II - articular-se com instituições educacionais públicas ou privadas, com vistas a expansão de atividades técnico-educacional;

III - participar do planejamento, supervisão e avaliação de estágios e cursos de especialização, de aperfeiçoamento e de atualização para docentes e pessoal que desempenhe ou que venha a desempenhar atividades em educação especial, na área da deficiência visual, em entidades ou nos sistemas de ensino.

IV- promover a integração entre as suas diversas unidades.


À Divisão de Ensino compete:

I - planejar, orientar, supervisionar e avaliar a execução das atividades relacionadas ao processo de ensino-aprendizagem, visando a formação integral do educando para o exercício da cidadania;

II - orientar os professores na execução dos programas curriculares a serem adotados pelo Educandário;

III - organizar, em conjunto com o corpo docente, a formação de turmas, o calendário escolar e os horários de funcionamento das atividades pedagógicas;

IV - sugerir programas que visem o atendimento, das pessoas cegas e de visão reduzida, em outras instituições educacionais;

V - coordenar, orientar e supervisionar a elaboração ou adaptação de livros em Braille, quando necessário, em consonância com a Divisão de Imprensa Braille.


À Divisão de Assistência ao Educando compete:

I - participar do planejamento integrado do Instituto, no que se refere ao estabelecimento das normas disciplinares e organização das atividades diárias dos educandos;

II - participar das reuniões pedagógicas e dos Conselhos de Classe;

III - participar de reuniões com pais ou responsáveis, sempre que necessário;

IV - garantir o cumprimento das normas disciplinares vigentes na Instituição;

V - orientar a movimentação e acompanhar a freqüência dos educandos nas diversas atividades escolares;

VI - coordenar, orientar e supervisionar as atividades dos Assistentes de Alunos;

VII - controlar as saídas e regressos dos educandos;

VIII - guardar, distribuir e controlar a utilização do material didático destinado ao aluno;

IX - zelar pela higiene pessoal do aluno, orientando-o sempre que necessário.


À Divisão de Atividades Culturais e de Lazer compete:

I - administrar, elaborar e realizar a programação do Museu, do Teatro, da Biblioteca e do Espaço Cultural do Instituto;

II - promover programas de atividades sócio-culturais, artísticas e cívicas;

III – propiciar apoio ao Coral do Instituto, na realização de suas programações artísticas e culturais;

IV - participar da elaboração do calendário cívico escolar;

V - planejar, coordenar e executar festividades do calendário cívico oficial e outras atividades sócio-culturais, em ação conjunta com as demais unidades do IBC;

VI - divulgar os eventos da instituição, promovendo intercâmbio com outras entidades;

VII - coordenar, supervisionar e avaliar as atividades culturais e recreativas desenvolvidas no Educandário, por profissionais especializados;

VIII - organizar e manter a biblioteca em Braille, no sistema comum e em fitas audio e video-tape, bem como o acervo histórico do Instituto, incentivando a sua utilização para fins didáticos culturais;

IX - organizar, manter e dinamizar o Museu Escola do Instituto Benjamin Constant, visando registrar e documentar a história do Instituto e a trajetória da educação dos deficientes visuais no Brasil.


À Divisão de Orientação Educacional, Fonoaudiológica e Psicológica compete:

I - planejar, implementar e avaliar o desenvolvimento da orientação educacional no contexto escolar;

II - participar do desenvolvimento do currículo, fornecendo subsídios que permitam a caracterização do perfil do educando;

III - estabelecer estratégias de atuação que possibilitem o desenvolvimento de um ambiente educacional que favoreça o processo ensino-aprendizagem;

IV - detectar problemas no desenvolvimento social do educando, estabelecendo programas que objetivem a superação das dificuldades observadas;

V - promover, periodicamente, reuniões de pais ou responsáveis dos alunos, intensificando a relação família-escola e mobilizando-os para a participação ativa e colaboradora no processo educacional, em todos os segmentos;

VI - prestar orientação educacional, individualmente ou em grupo, possibilitando às pessoas cegas e de visão reduzida, experiência que favoreçam:

a) seu auto conhecimento em relação a interesses, potencialidades e responsabilidades, conscientizando-as como indivíduos produtivos e participantes da sociedade;

b) a análise e a avaliação de suas relações interpessoais no ambiente escolar, no contexto familiar e na comunidade onde está inserida;

VII - participar do processo de triagem dos candidatos à matrícula, através de entrevista e avaliação;

VIII – colaborar, no processo de reabilitação, para o ajustamento do educando à família, à escola, ao trabalho e à sociedade, através de orientação individual ou em grupo de alunos, de pais e responsáveis;

IX - fornecer subsídios para a elaboração de programas pedagógicos, compatíveis com as condições individuais dos educandos;

X - desenvolver atividades de prevenção, com base em ações da equipe multidisciplinar da Instituição;

XI - participar de projetos, estudos e pesquisas que visem fornecer subsídios para a melhoria da qualidade do processo ensino-aprendizagem e a integração do educando e do reabilitando à comunidade;

XII - participar de Conselhos de Classes e Reuniões Pedagógicas;

XIII - prestar atendimento fonoaudiológico.


DEPARTAMENTO TÉCNICO ESPECIALIZADO

Ao Departamento Técnico Especializado compete planejar, coordenar, orientar e supervisionar a execução das atividades técnicas de pesquisa, de produção de material especializado, de documentação e de informação, de capacitação de recursos humanos, e, especificamente:

I - promover a divulgação de experiências e conhecimentos técnico-pedagógicos na área da deficiência visual, visando subsidiar o desenvolvimento de tecnologias nesse campo;

II - promover e propor o desenvolvimento e produção de material didático-pedagógico, do processo ensino-aprendizagem dos educandos deficientes visuais, nos diversos níveis de ensino, em escolas especiais ou escolas comuns;

III - manter acervo para subsidiar estudos e pesquisas na área educação e da integração das pessoas cegas e de visão reduzida;

IV - manter intercâmbio nacional e internacional com instituições congêneres ou não, objetivando acompanhar o desenvolvimento de tecnologias no campo da deficiência visual;

V - desenvolver pesquisas, métodos e técnicas inovadoras na área da deficiência visual;

VI - orientar as instituições dos diferentes sistemas de ensino quanto à adaptação e recuperação de instalações, bem como o uso de material didático e equipamentos para o atendimento educacional e de reabilitação das pessoas cegas e de visão reduzida, em articulação com a Secretaria de Educação Especial;

VII - planejar, supervisionar e avaliar estágios e cursos de especialização, aperfeiçoamento e atualização para docentes e pessoal que desempenhe ou venha a desempenhar atividades em educação especial, na área de deficiência visual, em entidades ou nos sistemas de ensino;

VIII - articular-se com as instituições de ensino médio, superior e outras, com vistas à formação de recursos humanos na área da deficiência visual;

IX - participar da promoção de estudos e de pesquisas para o desenvolvimento de métodos e técnicas inovadoras no atendimento das pessoas cegas e de visão reduzida;

X - participar de articulação com instituições educacionais públicas ou privadas, visando à expansão de atividades técnico-educacionais;

XI - promover a integração entre as diversas unidades do Instituto.


À Divisão de Imprensa Braille compete:

I - executar trabalhos de impressão em caracteres Braille e em tipo ampliado;

II - realizar adaptações gráficas necessárias à transcrição de livros e materiais diversos para o Sistema Braille, em ação conjunta com o Departamento de Educação;

III - executar trabalhos gráficos tipográficos, de encadernação e cartonagem;

IV - manter atualizado dados sobre o sistema de escrita em Braille, por extenso ou abreviado, bem como as notações utilizadas em musicografia, matemática e outras ciências.


À Divisão de Pesquisa, Documentação e Informação compete:

I - selecionar materiais e elaborar publicações em caracteres Braille e tipo ampliado de livros, revistas e publicações especializadas para pessoas cegas e de visão reduzida;

II - selecionar, elaborar, produzir e distribuir material de informação técnica distribuído sob a forma de revista ou livro falado;

III - promover, em âmbito nacional, a expedição de livros, revistas e demais trabalhos impressos ou gravados no Instituto;

IV - prestar informações sobre assuntos concernentes ao atendimento e à integração das pessoas cegas e de visão reduzida;

V - manter arquivo de dados atualizados resultantes de registros das atividades do Instituto e de outros registros que forneçam subsídios para o desenvolvimento de programas referentes às pessoas cegas e de visão reduzida;

VI - divulgar métodos e técnicas especiais, oriundas de trabalhos de pesquisas desenvolvidas na Instituição;

VII - prestar assistência técnica no processo de implantação de serviços especiais para deficiências visuais em bibliotecas públicas.


À Divisão de Pesquisa e Produção de Material Especializado compete:

I - pesquisar e produzir material especializado indispensável à educação e à vida diária das pessoas cegas e de visão reduzida;

II - pesquisar, elaborar, experimentar e adaptar recursos e material didático-pedagógico para a educação e integração de pessoas cegas e de visão reduzida na família, na escola, na sociedade e no grupo profissional a que venham pertencer;

III - fornecer subsídios técnicos a outras entidades, bem como aos sistemas de ensino, na pesquisa e na produção de material didático-pedagógico e de atividades da vida diária, em articulação com a Secretaria de Educação Especial;

IV - elaborar catálogos de Material didático e para a vida diária a serem utilizados pelas pessoas cegas e de visão reduzida.


À Divisão de Capacitação de Recursos Humanos compete:

I - planejar, supervisionar e avaliar cursos de capacitação, de aperfeiçoamento e de atualização para docentes, funcionários técnico-administrativos e pessoas interessadas nas questões relativas às pessoas portadoras de deficiências visuais;

II - prestar apoio técnico às instituições integrantes dos diferentes sistemas de ensino para a realização de cursos que visem a integração das pessoas cegas e de visão reduzida, em articulação com a Secretaria de Educação Especial;

III - orientar docentes e funcionários técnico-administrativos sobre a utilização de métodos, técnicas e processos específicos na educação das pessoas cegas e de visão reduzida;

IV - planejar, supervisionar, orientar e avaliar os programas de estágios realizados no Instituto.


DEPARTAMENTO DE ESTUDOS E PESQUISAS MÉDICAS E DE REABILITAÇÃO

Ao Departamento de Estudos e Pequisas Médicas e de Reabilitação compete: planejar, coordenar, orientar, supervisionar, avaliar e promover a execução das atividades médico-odontológicas, de enfermagem e nutricionais, voltadas ao processo ensino-aprendizagem; prevenção das causas da cegueira; atendimentos em reabilitação terapeutica, social, preparação para o trabalho, encaminhamento e acompanhamento profissional, e especificamente:

I - promover e realizar estudos e pesquisas no campo da saúde, com vistas a subsidiar os programas da área educacional;

II - promover e realizar eventos e ações que visem a informação de temas relativos à prevenção das causas da cegueira e à integração das pessoas cegas e de visão reduzida.

III - promover a integração entre as suas diversas unidades.


À Divisão de Pesquisa e Atendimento Médico, Odontológico e Nutricional compete:

I - prestar assistência médica, odontológica e de enfermagem aos alunos e aos reabilitandos;

II - participar, em consonância com o Departamento de Educação, da programação de atividades compatíveis com as condições individuais dos alunos;

III - estabelecer procedimentos e indicar recursos para melhor utilização da visão reduzida;

IV- prestar serviço oftalmológico à comunidade para fins de ensino e pesquisa;

V- desenvolver estudos e atividades embasados nos resultados das pesquisas, prioritariamente, na prevenção das causas da cegueira;

VI - garantir, prioritariamente, o acompanhamento oftalmológico permanente ao educando e ao reabilitando;

VII - participar do processo de triagem dos candidatos à matrícula através de avaliação oftalmológica e nutricional;

VIII - coordenar e supervisionar todas as atividades relativas à alimentação do educando;

IX - promover, em articulação com outras entidades, cursos de especialização, congressos, palestras, seminários e outros eventos.


À Divisão de Orientação e Acompanhamentos compete:

I - participar do processo de triagem dos candidatos à matrícula, através de avaliação social;

II - realizar atendimento social, orientando alunos, pais ou responsáveis;

III - participar de ações que visem a integração educacional, profissional e social do educando e do reabilitando;

IV - atuar, de forma multidisciplinar, em estudos, projetos e pesquisas desenvolvidos pelo Instituto.


À Divisão de Reabilitação, Preparação para o Trabalho e Encaminhamento Profissional compete:

I - desenvolver atividades para o uso do Sistema Braille, de equipamentos para cálculos, orientação e mobilidade e de outras técnicas para a integração social do reabilitando e a integração do educando;

II - realizar pesquisa de mercado de trabalho com vistas a preparação para o trabalho e encaminhamento profissional do educando e do reabilitando;

III - supervisionar estágios e treinamento do educando e do reabilitando em entidades que propiciem atividades profissionalizantes;

IV - desenvolver programas de estimulação da visão funcional do educando e do reabilitando;

V - estabelecer procedimentos e indicar recursos para melhor utilização da visão reduzida;

VI - manter atualizado catálogo das atividades profissionais que podem ser desempenhadas por pessoas portadoras de deficiências visuais.


DEPARTAMENTO DE PLANEJAMENTO E ADMINISTRAÇÃO

Ao Departamento de Planejamento e Administração compete planejar, coordenar, orientar e supervisionar a execução das atividades nas áreas de planejamento, de orçamento e finanças, de pessoal, de serviços gerais e administração de material e patrimônio na forma da legislação específica, bem como promover a integração entre as suas diversas unidades.


À Divisão de Programação e Execução Orçamentária e Financeira compete:

I - realizar atividades referentes à execução orçamentária e financeira;

II - fornecer subsídios para o planejamento administrativo e os planos de aplicação de dotações globais do Instituto;

III - colaborar na elaboração da proposta orçamentária anual e plurianual do Instituto;

IV - propor a abertura de créditos adicionais;

V - acompanhar, controlar e avaliar a execução orçamentária do Instituto;

VI - promover a execução física e orçamentária, propondo as devidas alterações;

VII - acompanhar e controlar, orçamentária e financeiramente os contratos, convênios e outras formas de ajustes, firmados pelo Instituto;

VIII - emitir e controlar as notas de empenho, guias de recebimento, notas de lançamento e ordens bancárias, através do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal- SIAFI;

IX - conferir a prestação de contas de suprimentos de fundos;

X - elaborar a programação financeira de desembolso;

XI - realizar a conciliação bancária;

XII - processar as requisições de passagens e os pagamentos de diárias.


À Divisão de Pessoal compete:

I - manter atualizados os registros funcionais dos servidores e processar a documentação pertinente na forma da legislação em vigor;

II - manter atualizada a lotação numérica e nominal do Instituto;

III - instruir processos referentes aos direitos, deveres, vantagens e responsabilidades do pessoal;

IV - preparar as folhas e demais documentos de pagamento de pessoal;

V - registrar e controlar as disponibilidades financeiras para despesas de pessoal;

VI - fornecer dados para elaboração da proposta orçamentária das despesas com pessoal.


À Divisão de Serviços Gerais compete:

I - manter controle sobre a entrada e saída de pessoas nas dependências do Instituto;

II - controlar a entrada, a circulação e a saída de documentos, através de protocolo;

III - operar e manter em funcionamento os equipamentos de telefonia, reprografia, fax e outros instrumentos de imagem e som;

IV - controlar as atividades relativas à vigilância e à utilização de veículos;

V – manter, em bom estado de conservação e uso, os bens móveis e imóveis do Instituto.


À Divisão de Material e Patrimônio compete:

I - receber, distribuir e controlar os bens móveis;

II - receber, cadastrar, controlar e distribuir materiais de consumo;

III - manter atualizado o cadastro de bens móveis e imóveis do Instituto Benjamin Constant;

IV - propor as alienações, as cessões e as doações de bens móveis;

V - controlar o estoque de material de consumo, a fim de propor a sua reposição.

O Portador de Deficiência Visual Frente ao Processo de Alfabetização - Programação

Participe do evento...

O PORTADOR DE DEFICIÊNCIA VISUAL FRENTE AO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO- DESAFIOS E CONQUISTAS


PROGRAMAÇÃO

DIA 17/07 (SÁBADO)


08:00 às 09:00 horas - Credenciamento
09:00 às 09:30 horas - Sessão de Abertura
09:30 às 10:15 horas - Palestra I “Alfabetização como via de construção do indivíduo”
Palestrante: Maria da Glória de Souza Almeida

10:15 às 10:30 horas - Intervalo
10:30 às 11:30 horas - Mesa Redonda I
O processo de desenvolvimento da criança deficiente visual
Estimulação
Maria Rita Campelo Rodrigues

Educação Infantil
Aparecida Maia Cavalcante

Educação Física
Lucia Maria Filgueiras

11:30 às 12:00 horas - Debates
12:00 às 13:30 horas - Almoço
13:30 às 14:45 horas - Mesa redonda II
O papel da família no processo educativo da criança deficiente visual
Aspectos psicológicos
Cláudia Regina Garcia Pinheiro

Aspectos de orientação educacional
Denise da Cunha Abreu Lial

Aspecto pedagógico
Darc Melgaço Bulcão

Aspecto familiar:
Depoimentos de pais/mães ou responsáveis

14:45 às 15:15 horas - Debates
15:15 às 15:30 horas - Intervalo
15:30 às 17:00 horas - Oficinas

Artes Cênicas: A Palavra e a Linguagem do Corpo"

Marlíria Flávia Coelho da Cunha

"Corpo e Movimento: a descoberta do EU
Maria Monteiro Drumond Poyares e Terezinha de Jesus Saide

"Baixa Visão
Regina Célia de |Oliveira Lázaro

Atividades da vida diária"
Amélia Paulo de Jesus

Apresentação do Coral da Michelin


DIA 18/07 (DOMINGO)


08:30 às 09:10 horas - Palestra II
Falando de baixa visão
Palestrante: Maria Eugênia Frota da Rocha

09:10 às 09:40 horas - Debates
09:40 às 09:55 horas - Intervalo
10:00 às 11:30 horas - Mesa Redonda III
As múltiplas facetas do processo de alfabetização

Psicomotricidade
Maria Monteiro Drumond Poyares

Sala de Recursos
Luzia Villela Pedras

Esquema Corporal
Hulda Raquel Rochael

Atividades da vida diária
Luzia Villela Pedras

11:30 às 12:30 horas - Palestra III
Criação, adaptação e produção de material didático adaptado para crianças cegas e de baixa visão
Palestrante: Ana Lúcia Oliveira da Silva

12:30 às 14:00 horas - Almoço
14:00 às 15:00 horas - Apresentação da peça teatral O Mágico do Oz, com alunos do Instituto Benjamin Constant.
15:00 às 15:15 horas - Intervalo
15:15 às 16:45 horas - Mesa redonda IV
Processo de inclusão da criança deficiente visual: quem, onde e como se alfabetiza? "
Palestrantes: Profissionais do Instituo Benjamin Constant e do Instituto Helena Antipoff.

16:45 às 17:15 horas - Debates

Links Interessantes

Desenvolvimento Tátil e suas Implicações na Educação de Crianças Cegas

A modalidade tátil é de ampla confiabilidade. Vai além do mero sentido do tato; inclui também a percepção e a interpretação por meio da exploração sensorial. Esta modalidade fornece informações a respeito do ambiente, menos refinadas que as fornecidas pela visão. As informações obtidas por meio do tato têm de ser adquiridas sistematicamente, e reguladas de acordo com o desenvolvimento, para que os estímulos ambientais sejam significativos. Ao contrário, o sentido da visão, que se desenvolveu com o passar do tempo, pode captar as informações instantaneamente e pode também processar nuances de informação por meio de “input” sensorial.

A ausência da modalidade visual exige experiências alternativas de desenvolvimento, a fim de cultivar a inteligência e promover capacidades sócio-adaptativas. O ponto central desses esforços é a exploração do pleno desenvolvimento tátil. Nesse processo, fica implícita uma compreensão das seqüências do desenvolvimento dentro da modalidade tátil. São elas:

consciência de qualidade tátil;

reconhecimento da estrutura e da relação das partes com o todo;

compreensão de representações gráficas;

utilização de simbologia.

Todas as fases contêm níveis variados de aquisição de habilidades relativas ao desenvolvimento.

Primeira fase: Consciência da qualidade tátil



Aspectos do desenvolvimento

A primeira fase do desenvolvimento tátil é a consciência das qualidades táteis dos objetos. O sentido do tato começa com a atenção prestada a texturas, temperaturas, superfícies vibráteis e diferentes consistências. Pelo movimento das mãos, as crianças cegas se dão conta das texturas, da presença de materiais, e das inconsistências das substâncias. Também, através do movimento das mãos, as crianças cegas podem apreender os contornos, tamanhos e pesos. Essas informações são recebidas sucessivamente, passando dos movimentos manuais grossos à exploração mais detalhada dos objetos.

A consciência tátil geral será adquirida mais rapidamente pela criança cega, se a elas forem apresentados objetos familiares no ambiente que elas exploram (Barraga, 1976). Os pesquisadores têm observado que crianças de olhos vendados demonstram técnicas progressivamente mais sofisticadas de explorar objetos, à medida que ficam mais amadurecidas (Vurpillot, 1976). Crianças de 3 e 4 anos exploravam objetos puxando, rolando e apalpando esses objetos, somente mantendo um contato preliminar com eles. Mais adiante, crianças de 6 anos de idade, de olhos vendados, mostraram muito mais cuidado ao explorar objetos. Essas crianças usaram as mãos para acompanhar o contorno dos objetos, testar os graus de resistência que eles apresentavam, e examinar várias texturas.

Em contraste, as crianças videntes deixam patente um sistema no qual as modalidades visual e tátil reforçam o processamento de informações nas fases iniciais do desenvolvimento cognitivo. Em experiências realizadas com crianças videntes, os resultados revelam que a visão auxilia e antecipa o movimento da mão, ao acompanhar o formato de um objeto que seja apresentado ao tato. Somente aos 3 meses de idade é que um objeto já na mão atrai o olhar. Esses estudos de Bower, Broughton e Moore (1970) demonstram a predominância inicial da visão sobre o tato; mostram também que o insuficiente controle de habilidades por parte dos bebês reflete um insatisfatório planejamento motor. Os estudos mostram ainda que a visão é um sistema que prepara antecipadamente a mão para segurar um objeto. O sentido do tato, no entanto, predomina quando o objeto está na mão. Outra importante implicação desses estudos é a de que a resposta do “input” tátil é letárgica ao nascimento, porém aumenta à medida que o organismo se desenvolve e amadurece.

Mesmo na idade pré-escolar, a diferenciação de características de um objeto pelo uso da modalidade tátil é inexata. Durante este período inicial de desenvolvimento, a percepção visual ajuda a elucidar as informações recebidas pelo tato. Além disso, a diferenciação tátil é usada por indivíduos, para esclarecer informações recebidas visualmente em situações não-habituais (DeLeon, Raskin e Gruen, 1970).

Aplicações educativas



A consciência de qualidade tátil implica em que as crianças aprendam a mover as mãos para explorar objetos: isso as ajuda a perceber a presença deles em seu ambiente. As crianças cegas também aprendem a explorar objetos pela linha mediana do corpo, assim como a usar ambas as mãos ao explorá-los. A consciência de qualidade tátil também pode ser utilizada para fazer com que as crianças conheçam várias texturas, que devem ser contrastantes. Inicialmente esses contrastes podem ser: mole e duro, macio e áspero; devem ser apresentados em suas gradações para ajudar as crianças cegas a serem mais proficientes na diferenciação de texturas. Pelo aperfeiçoamento gradual das técnicas de percepção, as crianças cegas podem aprender os tamanhos e pesos relativos dos objetos. Nesta fase, essas revelações vão deixando de ser comparações grosseiras para se tornarem refinadas. Dessa forma, as crianças podem aprender os conceitos de pesado e leve, ou grande e pequeno, e em seguida aprender os diferentes graus dessas comparações.


Segunda fase: Conceito e reconhecimento de forma



Aspectos do desenvolvimento

Um segundo nível do desenvolvimento tátil é o conceito e o reconhecimento do relacionamento do todo com as partes. Em estudos feitos por Vurpillot (1976), descobriu-se que antes dos três anos de idade, crianças não-deficientes não têm modelos de representação separados das ações sobre um objeto. Este período de modelo de ação é semelhante ao esquema sensorial-motor de Piaget. Após os três anos, porém, os objetos podem ser comparados num esquema mais do tipo mediação. A criança pode comparar o que é lembrado com o que é percebido. Vurpillot declarou que a transferência intra-modal tátil-tátil ocorre tardiamente e produz desempenho inferior, se comparado com a transferência de conhecimento visual-visual. Uma explicação para este desempenho inferior está em que o sistema visual permite a experiência simultânea da informação, ao passo que o sistema tátil proporciona apenas uma experiência limitada da informação, de maneira sucessiva.

Esta fase revela diferenças entre as crianças cegas, alunas da 2a à 8a série, no que diz respeito à sua capacidade de distinguir a forma de um objeto. Estes estudos concluíram que as crianças cegas possuem o conceito de orientação de uma figura tátil no espaço, porém este conceito é fraco. Outros resultados desses estudos indicam que alunos cegos encontram um detalhe característico de um objeto, que os ajuda a discriminá-lo. Verificou-se que quanto mais complexo o objeto, mais tempo levava para que os alunos cegos encontrassem um detalhe significativo para identificá-lo. Ainda um outro resultado do estudo foi que crianças pequenas seguravam o objeto descuidadamente, sem nenhuma atividade organizada de investigação. As crianças cegas de mais idade sistematicamente procuravam determinar a forma e os traços característicos de um objeto (Berlá, 1974).

Dubose (1976) verificou que a locomoção ajuda a explorar direções e orientação, assim como a desenvolver relacionamento entre objetos no espaço. As crianças cegas precisam de auxílio que as encoraje a manipular, transferir e soltar os objetos: para elas, não haverá aprendizagem se não houver estímulo. Elas precisam de atividades táteis e auditivas que dêem ênfase a operações mentais, discernimento de perceptividade, constância de closura*, discernimento de figura/fundo, reconhecimento de relações espaciais, memória de figura/fundo, raciocínio convergente e divergente, e avaliação.

Warren (1977) observou que o discernimento de formas por parte de crianças cegas melhora com a prática. Crianças pequenas cegas não se saem tão bem quanto as crianças pequenas videntes no que se refere à localização e discriminação de formas. Já as crianças mais velhas cegas discriminam e localizam formas melhor que as crianças videntes da mesma faixa etária.

Aplicações educativas

Os componentes mais importantes do conceito e reconhecimento da forma são a clareza e a simplicidade do desenho e exploração ativa do objeto. Inicialmente deve-se ensinar às crianças cegas formas simples, de tamanho pequeno, que elas possam segurar com as mãos, tais como uma bola ou um cubo. Mais tarde, esses mesmos objetos devem ser ensinados em tamanho maior, o que talvez necessite que as crianças se movam em torno do objeto para explorar sua forma. Por exemplo, as crianças podem explorar o formato geral de um quadro de giz, andando ao redor dele para descobrir o formato total de um objeto grande demais para se ter nas mãos. Para prosseguir no desenvolvimento da concepção e reconhecimento de formas, será necessário usar objetos mais complexos. Quando as crianças cegas já conhecem bem as formas de natureza tridimensional, devem ser apresentadas a objetos bidimensionais. Também nesta fase de desenvolvimento tátil, as crianças cegas devem aprender a reconhecer vários objetos e padrões dentro de um cenário mais complexo. Um exemplo: a forma de um quadrado num conjunto de retângulos, como se encontra em tapetes e tecidos em relevo para forração de móveis.

Terceira fase: Representação gráfica



Aspectos do desenvolvimento

A fase seguinte, depois da exploração da forma e das partes interrelacionadas dos objetos, é a representação gráfica. A perspectiva espacial na representação gráfica difere das perspectivas espaciais do manuseio de objetos. Ao passar para um nível mais abstrato de representação gráfica, a criança cega deve se familiarizar com formas geométricas tridimensionais pelo manuseio de objetos sólidos antes de evoluir para a representação bidimensional dos objetos. Uma vez que a forma já seja conhecida, ela deve ser apresentada em vários tamanhos, para ajudar a criança a generalizar.

Entre as representações gráficas temos, em relevo, linhas retas e curvas, formas geométricas e contornos de objetos. Sugere-se que a representação gráfica seja apresentada aos poucos, uma peça de cada vez. Apresentá-la por inteiro, antes que a criança esteja familiarizada com as partes componentes, só causará confusão. Essa confusão quanto à estimulação tátil ainda não conhecida tem sido chamada de ruído tátil (Barraga, 1976).

Outro aspecto da representação gráfica é a dimensionalidade. Abravanel (1970) notou que as crianças de 4 a 6 anos mostram preferência por objetos tridimensionais, pois estes são percebidos ao serem agarrados, seguros e apertados. O autor verificou também que, ao examinar objetos bidimensionais, as crianças de idade pré-escolar prestam especial atenção à textura. Outro aspecto da representação gráfica é o relacionamento das representações táteis com o espaço de locomoção. Simpkins (1979) constatou que crianças portadoras de cegueira congênita têm dificuldades em calcular as relações espaciais que não podem ser percebidas diretamente. Isto se deve à falta de suficiente realimentação para se conseguir coerência entre as estimativas motoras e verbais. Além disso, os cegos congênitos não têm uma estratégia bem definida para resolver problemas de orientação espacial cognitiva, e freqüentemente produzem no espaço tátil relações espaciais menos estáveis que as estabelecidas por indivíduos videntes. As pesquisas muitas vezes indicam que não há leis de estrutura semelhantes para diferentes modalidades, mas sim características específicas de organização para várias modalidades sob várias condições.

Uma tarefa difícil para as crianças cegas, na área de representação gráfica é a leitura tátil de mapas. Os resultados de um estudo realizado por Berlá, Butterfield & Murr (1976) mostram que as crianças cegas que são eficientes na leitura de mapas examinam a totalidade do mapa e acompanham várias vezes o traçado de todas as linhas. Os autores constataram que os bons leitores de mapas escolhem um ponto de origem, seguem o contorno de um objeto com um movimento contínuo e voltam ao ponto de origem. Os que não são eficientes na leitura de mapas não são sistemáticos em sua exploração. Os bons leitores percebem detalhes característicos do mapa, usam o dedo indicador para examinar os objetos, e sabem seguir o traçado melhor que os outros leitores. Os autores indicam que, para a leitura de mapas, é essencial a destreza em localizar formas no mapa, seguir os contornos, diferenciar formas adjacentes e encontrar as características críticas de uma figura. Um outro estudo de Berlá e Butterfield (1977) constatou que linhas largas e salientes, que permitem separar os desenhos de um mapa são muito úteis para ajudar estudantes cegos na leitura tátil de mapas. Além desses estudos, há o de Lederman e Kinch (1979), que verificou que elementos mais estreitos e espaços maiores entre os caracteres proporcionaram maior sensação das protuberâncias e maior facilidade de interpretação de elementos táteis dos mapas.

Aplicações educativas

A representação gráfica é caracterizada mediante a maneira organizada que os estudantes cegos têm de explorar o ambiente, relacionando objetos reais e suas representações. Um exemplo de atividades exploratórias do ambiente é o de estudantes cegos criando um sistema de explorar objetos. Este sistema poderia consistir em explorar inicialmente a forma geral do objeto, depois o detalhe mais importante, e finalmente distinguir alguns detalhes que possam ajudar a fazer uma identificação real. Nem todos os detalhes são necessários para identificar ou utilizar objetos.

A fase da representação gráfica pode também ser caracterizada por estudantes cegos quando percebem que objetos pequenos podem representar a constância de objetos maiores. Esse reconhecimento pode ser desenvolvido com o uso de um mapa para representar uma área geográfica maior, ou com o uso de um carrinho de brinquedo para representar um automóvel de tamanho normal. Uma representação assim só terá significado para crianças cegas depois que elas tenham tido a oportunidade de explorar objetos verdadeiros. Em seguida, devem ser notadas as semelhanças entre os objetos verdadeiros e sua representação. Esta associação pode ser estimulada pelos pais e professores, tratando verbalmente com as crianças cegas dessas semelhanças. Somente depois de feita tal associação é que as representações podem ser usadas corretamente.

Quarta fase: Sistemas de simbologia



Aspectos do desenvolvimento

A utilização de um sistema de simbologia vem a ser o passo final do desenvolvimento da modalidade tátil. Um dos sistemas mais comuns é o Braille, um sistema de pontos perceptíveis pelo tato, que representam os elementos da linguagem. Pesquisas sobre o Braille indicam que os caracteres mais legíveis são os que têm o menor número de pontos. Há também estudos que mostram que as seguintes condições causam erros na leitura Braille. São elas, em ordem decrescente: palavras abreviadas, múltiplas contrações na cela, contrações nas partes inferior e superior da cela, palavras escritas por extenso e palavras que designam o alfabeto (Nolan & Kederis, 1969).

Nolan & Kederis (1969) também verificaram que o reconhecimento dos caracteres Braille é diretamente relacionado com o número de pontos em relevo. São de mais fácil leitura as celas nas quais os pontos salientes estão mais dispersos em sua parte superior. Além disso, este estudo chegou à conclusão de que a unidade básica perpétua em Braille é a cela Braille e não a palavra inteira. O reconhecimento de uma palavra em Braille leva de 16% a 196% mais tempo que o total das vezes necessárias para identificar os caracteres individuais. Pesquisas realizadas mostram que o reconhecimento tátil de palavras envolve atividades de closura, depois de todas as letras terem sido examinadas. A experiência prévia com aspectos estruturais e gramaticais do idioma tem papel crucial no reconhecimento de palavras (Moore & Bliss, 1975). Um outro fator que afeta o reconhecimento do Braille é a capacidade mental, que influi na rapidez com que os caracteres são reconhecidos (Nolan & Kederis, 1969).

Aplicações educativas

A utilização de sistemas de simbologia leva o entendimento da representação um passo adiante da representação gráfica. Na simbologia, a representação não precisa ter semelhança com o original, mas simplesmente significa o objeto. As crianças videntes aprendem a palavra impressa num processo gradual. Esse domínio é geralmente ajudado por figuras e várias informações do contexto. Para a criança cega essas informações não existem. Para aprender Braille, as crianças cegas precisam memorizar várias configurações dos pontos da cela Braille. Não há padrões fáceis de palavras que elas possam decorar. Mais adiante, as crianças cegas freqüentemente usam o Braille com um grande número de contrações. Esse tipo de Braille exige que a criança reconheça palavras abreviadas tanto na impressão a tinta quanto em Braille, uma vez que se utilizam de convenções distintas.

Ler Braille requer um procedimento muito sistemático para perceber todos os detalhes da cela Braille. Esse procedimento freqüentemente utiliza a progressão da esquerda para direita, atenção para não pular linhas, reconhecimento geral dos símbolos Braille com a mão direita, e discriminação cuidadosa dos símbolos com a mão esquerda.

A modalidade tátil se desenvolve por um processo de crescimento gradual. Esse processo é seqüencial e leva as crianças cegas de um reconhecimento simplista a uma interpretação complexa do ambiente. Os pais e educadores têm um papel importantíssimo neste processo, porque estimulam o desenvolvimento das crianças cegas desde a infância. Mais ainda, como responsáveis por crianças cegas, eles devem continuar a dar ênfase ao desenvolvimento tátil, durante toda a vida destas crianças, já que essa é a base para os níveis mais altos do desenvolvimento cognitivo.

Conclusão



A realização de novas pesquisas deverá levar à utilização mais eficaz da modalidade tátil no aprendizado das crianças cegas. Um melhor entendimento da modalidade tátil servirá para a compreensão clara de como as modalidades se interpenetram, para auxiliar o conhecimento do eu na relação com o ambiente. Essa maior compreensão das relações intermodais e intramodais é crucial para as crianças cegas, porque oferecem meios e canais alternativos para proporcionar informações a uma população de deficientes sensoriais. Finalmente, o desenvolvimento sistemático da percepção tátil é essencial para que os cegos cheguem a desenvolver a capacidade de organizar, transferir e abstrair conceitos. Com a maior disponibilidade de material em Braille, o conhecimento das limitações da modalidade tátil será essencial para determinar as opções de aprendizado para crianças cegas.

Nota: Neste artigo, foram omitidas referências ao aparelho de leitura óptica (OPTACON), por não corresponderem à realidade brasileira.

Harold C. Griffin - Professor assistente do Departamento de Educação Especial da Universidade de New Orleans.

Paul J. Gerber - Professor adjunto do Departamento de Educação Especial da Universidade de New Orleans.

Tradução de Ilza Viegas.

Revisão de Paulo Felicíssimo e Vera Lúcia de Oliveira Vogel, professores do IBC.

Perguntas e Respostas Mais Freqüentes Sobre a Utilização de Cães-Guias


  • Quando teve início o Serviço de Cão-Guia da Royal Zealand Foundation for the Blind?
    Em 1973. A Fundação é a única organização envolvida nesta área na Nova Zelândia, sendo responsável por todos os aspectos e controle de qualidade dos serviços de cão-guia.


  • Quantos cães-guias existem, atualmente, trabalhando na Nova Zelândia?
    São 187 (dados de 30/09/1994).


  • Quantas pessoas já fizeram o treinamento com cães-guias, desde 1973?
    São 320 (dados de 30/09/1994). Anteriormente, esses cães-guias vinham, principalmente, da Austrália.


  • Quantos cães-guias são treinados por ano?
    Aproximadamente 40, para uso no país, e de 10 a 20, para o exterior.


  • O serviço da Fundação cria seus próprios cães-guias?
    Sim. Nós criamos labrador retriever, pastor alemão, golden retriever, 1º cruzamento de labrador retriever/golden retriever e 1º cruzamento de border collie/golden retriever.


  • São utilizadas outras raças?
    Sim. Airedale terrier, border collie, boxer, dálmata, schnauzer gigante, samoyed e poodle padrão (para os candidatos ou seus familiares, que sejam alérgicos a pêlo de cachorro). Usam-se, ainda, algumas outras raças puras e cruzadas.


  • O candidato pode escolher a raça?
    Sim. Todavia, se o animal escolhido é raro, o tempo de espera pode aumentar.


  • Quanto tempo leva o treinamento?
    Aproximadamente dois anos. Dos 12 aos 18 meses, quando já anda, seguindo-se um período de avaliação e treinamento intensivos (de 4 a 6 meses) e, por fim, mais 4 semanas de instrução-treino com o candidato.


  • Qual é o trabalho do cão-guia?
    O cão-guia ajuda o dono a evitar obstáculos, prevenir acidentes no trânsito, encontrar lugares, sendo um companheiro constante, melhorando-lhe o estilo de vida e promovendo sua independência.


  • Onde as pessoas cegas aprendem a usar um cão-guia?
    No lar, num centro residencial de reabilitação ou numa combinação de ambos, desde que seja considerado um ótimo ambiente para o aprendizado. Sempre que possível, a escolha fica por conta do candidato.


  • Todas as pessoas cegas podem treinar com um cão-guia?
    A maioria. Mas algumas não gostam de cães, outras não querem tal responsabilidade e outras ainda não sabem lidar com eles.


  • O candidato tem de ser completamente cego para utilizar um cão-guia?
    Não, mas deve ser deficiente visual a ponto de o cão ser necessário.


  • Como se agradece ao cão-guia por fazer um bom trabalho?
    Acariciando-o gentilmente sob o queixo, esfregando o peito, com elogios verbais e sinceros.


  • Como o cão-guia sabe aonde ir?
    Ele é ensinado a encontrar lugares em geral, como: farmácia, açougue, etc. Se o seu dono for bem orientado em sua área, lugares específicos são ensinados durante os treinos de acompanhamento.


  • Podem os cães-guias e os cães-guias em treinamento entrar em aviões, ônibus, trens, táxis, lojas, restaurantes etc.?
    Sim, qualquer pessoa que recuse acesso a um grupo com cães-guias ou cães-guias em treinamento estará transgredindo a lei.


  • É permitido falar a um cão-guia ou tocá-lo?
    Primeiro, pergunte sempre ao dono, isto é, apenas com a permissão do dono e quando o cão estiver fora de trabalho – mas jamais nos cruzamentos de rua.


  • É permitido alimentar um cão-guia?
    Não, pois isso poderia colocar em risco a vida do seu dono.


  • Como é o cão-guia fora do trabalho? Inerte?
    Um cachorrinho bem comportado.


  • Alguma vez já aconteceu de um cão-guia não gostar de trabalhar para uma pessoa cega ou vice-versa?
    Muito raramente. Há um cuidado meticuloso e é investido um tempo considerável quando se está avaliando e combinando uma nova “dupla”.


  • Por quanto tempo um cão-guia pode trabalhar?
    Normalmente, de 8 a 10 anos, mas isto varia.


  • Existe acompanhamento regular?
    Sim. Três vezes, no primeiro ano; anualmente, do segundo ano em diante e revertendo para 4 vezes por mês quando o cão estiver se aproximando da aposentadoria.


  • Há uma taxa elevada de rejeição dos cães que os senhores criam?
    Não. Temos sucesso em cerca de 80% dos casos.


  • O que acontece se a “dupla” enfrentar um problema que necessite de intervenção imediata, por exemplo, se o cão-guia for atacado?
    Um serviço de atendimento urgente garante que sejam visitados dentro de 24 horas, independente do lugar onde o dono more (na Nova Zelândia).


  • Se o dono morrer, o cão-guia poderá continuar a ser utilizado?
    Sim, na maioria dos casos.


  • O que acontece aos cães-guias quando ficam velhos para trabalhar?
    Eles se aposentam, normalmente permanecendo com o dono ou, se isto não for possível, com um parente ou amigo próximo. Eles podem ainda ser levados para uma associação (um asilo, por exemplo).


  • O que acontece aos cães em treinamento que não forem escolhidos?
    São usados como companhias para pessoas deficientes ou em clínicas de repouso. Alguns são utilizados na polícia ou no serviço alfandegário. Caso contrário, são devolvidos aos treinadores de filhotes.


  • O que acontece se os treinadores não os quiserem?
    São cedidos a pessoas que estiverem na lista de espera de adoção, por um dote de 150 a 350 dólares, dependendo dos custos veterinários anteriores.


  • A pessoa cega paga por um cão-guia com treinamento completo e instrução-treino?
    Não, os cães-guias são fornecidos SEM DESPESAS aos candidatos bem-sucedidos, o que implica instrução-treinamento, acomodação, viagem de retorno ao centro, acompanhamentos regulares e cuidados posteriores.



Royal New Zealand Foundation for the Blind
Guide Dog Services

Tradução: Vicky Adler Amádio e Paulo Felicissímo Ferreira

Introdução à Áudio-Descrição

Introdução à Áudio-Descrição




Público: Estudantes, educadores, produtores, pesquisadores e demais interessados em conhecer o recurso da áudio-descrição, consequentemente, um fomentador da acessibilidade. O cursista com deficiência visual se habilitará como consultor.

Ementa: O curso se propõe a introduzir e apresentar o recurso da áudio-descrição (a-d) em diferentes produtos visuais.

Carga Horária Total: 40 horas/aula

Pré-Requisitos: Ensino Médio completo; domínio da Língua Portuguesa (falada e escrita); conhecimentos básicos de editor de texto (Microsoft Word, OpenOffice.org Writer, BrOffice Writer, etc.)

Nº de Vagas: 20, sendo 04 reservadas para pessoas cegas ou com baixa visão.

Período do Curso: De 31/08 a 04/09/2015

Horários: De segunda à sexta das 8:00 às 17:00 hs.

Período de Pré-Inscrição: 01 a 30/06/2015

Documentos Obrigatórios:

Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra. Faça aqui o download da ficha de pré-inscrição para cursos.
Documento de Identidade
Certificado de Conclusão do Ensino Médio
01 foto 3x4

Para Certificação: Frequência mínima de 80%.

Leitura obrigatória: orientações gerais para pré-inscrição nos cursos e outras informações importantes

Taxa de Material: R$ 30,00

Professora/ Coordenadora: Nadir da Silva Machado

Breve Currículo:
Graduada em Pedagogia (Centro de Ciências Humanas e Sociais Instituto Isabel), concluiu, na década de 80, o Curso de Especialização para Professores na Área da Deficiência Visual, ministrado pelo Instituto Benjamin Constant (IBC). Servidora do IBC desde 1994, atuou como professora de Orientação e Mobilidade e de Atividades de Vida Diária (na Divisão de Reabilitação) e do Ensino Fundamental - 2º ao 5º ano (na Divisão de Ensino). Atualmente coordena o Audiolivro. Integra ainda a Comissão de Áudio-descrição do IBC e a equipe da adaptação de livros didáticos, além de ministrar cursos pela Divisão de Capacitação de Recursos Humanos (DCRH / IBC).

Programa:
1. Inclusão cultural de pessoas com deficiência visual através da áudio-descrição e benefícios e aplicabilidade do recurso;
2. Apresentação de produtos com e sem áudio-descrição;
3. Histórico da áudio-descrição sob os aspectos legais;
4. Quem é o áudio-descritor e o papel do consultor no processo da áudio-descrição;
5. Elaboração de roteiros;
6. Atividades práticas.

Como Tudo Começou...

Menu Secundário

O Instituto Benjamin Constant foi criado pelo Imperador D.Pedro II através do Decreto Imperial n.º 1.428, de 12 de setembro de 1854, tendo sido inaugurado, solenemente, no dia 17 de setembro do mesmo ano, na presença do Imperador, da Imperatriz e de todo o Ministério, com o nome de Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Este foi o primeiro passo concreto no Brasil para garantir ao cego o direito à cidadania.

Estruturando-se de acordo com os objetivos a alcançar, o Imperial Instituto dos Meninos Cegos foi pouco-a-pouco derrubando preconceitos e fez ver que a educação das pessoas cegas não era utopia, bem como a profissionalização.

Com o aumento da demanda foi idealizado e construído o prédio atual, que passou a ser utilizado a partir de 1890, após a 1ª etapa da construção. Em 1891, o instituto recebeu o nome que tem hoje: Instituto Benjamin Constant (IBC), em homenagem ao seu terceiro diretor.

Fechado em 1937 para a conclusão da 2ª e última etapa do prédio, o IBC reabriu em 1944. Em setembro de 1945 criou seu curso ginasial, que veio a ser equiparado ao do Colégio Pedro II em junho de 1946. Foi proporcionado, assim, o ingresso nas escolas secundárias e nas universidades.

Atualmente, o Instituto Benjamin Constant vê seus objetivos redirecionados e redimensionados. É um Centro de Referência, a nível nacional, para questões da deficiência visual. Possui uma escola, capacita profissionais da área da deficiência visual, assessora escolas e instituições, realiza consultas oftamológicas à população, reabilita, produz material especializado, impressos em Braille e publicações científicas.

Toda a história centenária do IBC foi publicada no primeiro exemplar da Revista Benjamin Constant, em um texto que apresenta os seguintes tópicos históricos: antecedentes, fundação, primeiros diretores, nomes do instituto, imprensa Braille e o instituto no século XX.





foto de parte da fachada do IBC

Instituto Benjamin Constant

Centro de Referência Nacional na Área da Deficiência Visual

Av. Pasteur, 350 / 368 - Urca - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22.290-240
Tel: (021) 3478-4442 Fax: (21) 3478-4444
E-mail: ibc@ibc.gov.br Site: www.ibc.gov.br

Desenvolvendo Aptidões


FUTEBOL ADAPTADO:
FUTEBOL ADAPTADO: É bastante comum os alunos jogarem futebol no pátio, usando as colunas como gol e as paredes como orientação. Existe uma bola em cujo interior já é instalado um guizo durante a fabricação. Na falta desta, as crianças enrolam uma bola comum em um saco plástico ou, usam garrafas plásticas, que fazem bastante barulho!
Divisão de Pesquisa e Produção de Material Especializado
REPRODUÇÃO DE MATERIAIS: Na Divisão de Pesquisa e Produção de Material Especializado, matrizes confeccionadas em relevo são reproduzidas em películas de PVC por um equipamento chamado THERMOFORM.
Trabalho voluntário dos ledores
LEITURA VOLUNTÁRIA: O trabalho voluntário dos ledores é de extrema importância para o deficiente visual. O pouco número de obras transcritas para o Braille ou gravadas sob a forma de audio-livros, faz com que os cegos tenham necessidade da leitura de alguém.
Centro de atendimento oftalmológico
ATENDIMENTO MÉDICO-OFTALMOLÓGICO: O IBC possui um centro de atendimento oftalmológico, cujo objetivo fundamental é a prevenção da cegueira e o tratamento de suas causas principais.
O ensino do sistema Braille para adultos é uma das atividades desenvolvidas pela Divisão de Atendimento, Reabilitação e Preparação para o Trabalho.
APRENDIZADO DO BRAILLE: O ensino do sistema Braille para adultos é uma das atividades desenvolvidas pela Divisão de Atendimento, Reabilitação e Preparação para o Trabalho.
NATAÇÃO PARA ADULTOS
NATAÇÃO PARA ADULTOS: O IBC propicia aos deficientes visuais a atividade de natação, adaptada às especificidades destes, com vistas ao aprimoramento de suas condições físicas.
VISITA À PADARIA
VISITA À PADARIA: De vez em quando são programados passeios que tragam uma experiência concreta sobre algo que está sendo estudado. Neste caso, os alunos aprendem sobre a profissão de padeiro.
Sala da Imprensa Braille do IBC
IMPRENSA BRAILLE: Nesta sala da Imprensa Braille do IBC encadernam-se os livros e revistas produzidos para deficientes visuais num trabalho plenamente acessível a pessoas cegas.

FOTOS: Leandro Pimentel

Cursos 2014 - Soroban – Metodologia: Menor Valor Relativo

Soroban – Metodologia: Menor Valor Relativo




Público: Professores e acadêmicos da área da Educação.

Ementa: Evolução histórica das máquinas de calcular utilizadas no processo educacional das pessoas cegas. O soroban adaptado e sua importância no processo ensino-aprendizagem dos cálculos matemáticos. Pré-Soroban. As técnicas e metodologias específicas de cálculo no soroban, visando seu domínio frente ao conteúdo programático da matemática do ensino fundamental.

Carga Horária Total: 40 horas/aula

Pré-Requisitos: Não há

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: De 02 a 06/06/2014.

Horários: De Segunda a Sexta-Feira, das 08:00 às 17:00 hs.

Período de Pré-Inscrição: Prorrogado até 02/05/2014.

Documentos Obrigatórios:

• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra : Faça aqui o download da ficha de pré-inscrição para cursos.
• Documento de Identidade
• Certificado de Conclusão de Curso na Área da Educação ou Declaração da Instituição de que é aluno regularmente matriculado em Curso desta Área
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula)

Leitura obrigatória: orientações gerais para pré-inscrição nos cursos e outras informações importantes

Para Certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 80,00

Professora: Leonídia dos Santos Borges

Breve Currículo:
Doutora em Ciência da Educação; Mestre em Ciência da Motricidade Humana; Especialista em Docência do Ensino Superior, Shiatsuterapia e Acupuntura. Graduada em Letras (Português/ Literatura Brasileira e Portuguesa) e em Fisioterapia. Desde 1980 é docente do Instituto Benjamin Constant atuando no Ensino Fundamental, na Reabilitação e em cursos de qualificação profissional (Curso de Massoterapia e Curso de Formação de Professores – Soroban). Coordena o Centro de Terapias Alternativas e a Clínica de Fisioterapia do IBC. É professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira e Portuguesa na Rede Estadual.

Programa:
1. Pré-soroban: noções gerais Cuisenaire e material dourado
2. Histórico da utilização do soroban
3. Leitura e Escrita de Numerais no soroban
4. Operações fundamentais de números naturais no soroban
5. Leitura e escrita de números Decimais no soroban
6. Operações fundamentais em números decimais no soroban
7. Multiplicação e divisão por 10 e suas potências no soroban
8. Potenciação, fatoração em números decimais e radiciação no soroban
9. Resolução de M.M.C. e M.D.C. no soroban
10. Resolução de unidade de medidas (metro, múltiplos e submúltiplo; linear, quadrado e cúbico); capacidade e quantidade
11. Leitura e escrita de fração e números mistos no soroban
12. Operações com frações no soroban

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas

Materiais fornecidos pelo IBC: Soroban e apostila

Cursos 2013 - Soroban – Metodologia: Menor Valor Relativo - Turma II

Soroban – Metodologia: Menor Valor Relativo - Turma II



Público: Professores e acadêmicos da área da Educação

Ementa: Evolução histórica das máquinas de calcular utilizadas no processo educacional das pessoas cegas. O soroban adaptado e sua importância no processo ensino-aprendizagem dos cálculos matemáticos. Pré-Soroban. As técnicas e metodologias específicas de cálculo no soroban, visando seu domínio frente ao conteúdo programático da matemática do ensino fundamental.

Carga Horária Total: 40 horas/aula

Pré-Requisitos: Não há

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: Já Concluído

Horários: De Segunda a Sexta-Feira, das 08:00 às 17:00 hs

Novo Período de Pré-Inscrição: Finalizado

Documentos Obrigatórios:
• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra: Faça aqui o download da ficha de pré-inscrição para cursos.
• Documento de Identidade
• Certificado de Conclusão de Curso na Área da Educação ou Declaração da Instituição de que é aluno regularmente matriculado em Curso desta Área
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula)

Leitura obrigatória: orientações gerais para pré-inscrição nos cursos e outras informações importantes

Para Certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 80,00

Professora: Leonídia dos Santos Borges

Breve Currículo:
Doutora em Ciência da Educação; Mestre em Ciência da Motricidade Humana; Especialista em Docência do Ensino Superior, Shiatsuterapia e Acupuntura. Graduada em Letras (Português/ Literatura Brasileira e Portuguesa) e em Fisioterapia. Desde 1980 é docente do Instituto Benjamin Constant atuando no Ensino Fundamental, na Reabilitação e em cursos de qualificação profissional (Curso de Massoterapia e Curso de Formação de Professores – Soroban). Coordena o Centro de Terapias Alternativas e a Clínica de Fisioterapia do IBC. É professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira e Portuguesa na Rede Estadual.

Programa:
1. Pré-soroban: noções gerais Cuisenaire e material dourado
2. Histórico da utilização do soroban
3. Leitura e Escrita de Numerais no soroban
4. Operações fundamentais de números naturais no soroban
5. Leitura e escrita de números Decimais no soroban
6. Operações fundamentais em números decimais no soroban
7. Multiplicação e divisão por 10 e suas potências no soroban
8. Potenciação, fatoração em números decimais e radiciação no soroban
9. Resolução de M.M.C. e M.D.C. no soroban
10. Resolução de unidade de medidas (metro, múltiplos e submúltiplo; linear, quadrado e cúbico); capacidade e quantidade
11. Leitura e escrita de fração e números mistos no soroban
12. Operações com frações no soroban

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas

Materiais fornecidos pelo IBC: Soroban e apostila

Cursos 2013 - Soroban – Metodologia: Maior Valor Relativo - Turma I

Soroban – Metodologia: Maior Valor Relativo - Turma I



Público: Professores e acadêmicos da área da Educação

Ementa: Evolução histórica das máquinas de calcular utilizadas no processo educacional das pessoas cegas. O soroban adaptado e sua importância no processo ensino-aprendizagem dos cálculos matemáticos. Pré-Soroban. As técnicas e metodologias específicas de cálculo no soroban, visando seu domínio frente ao conteúdo programático da matemática do ensino fundamental.

Carga Horária Total: 40 horas/aula

Pré-Requisitos: Não há

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: Curso cancelado em 07/05/2013

Horários: De Segunda a Sexta-Feira, das 08:00 às 17:00 hs

Período de Pré-Inscrição: Finalizado

Documentos Obrigatórios:
• Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra: Faça aqui o download da ficha de pré-inscrição para cursos.
• Documento de Identidade
• Certificado de Conclusão de Curso na Área da Educação ou Declaração da Instituição de que é aluno regularmente matriculado em Curso desta Área
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula)

Leitura obrigatória: orientações gerais para pré-inscrição nos cursos e outras informações importantes

Para Certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 80,00

Professora: Maria Helena Franco Sena.

Breve currículo:
Graduada em Letras Português – Inglês, pela Universidade Santa Ùrsula (1980). Concluiu o Curso de Formação de Professores no Colégio Santa Rosa de Lima (1985). Fez o Curso Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão do IBC, em 1983. Ingressou como docente no IBC em 1982, onde atua como professora nas séries iniciais do ensino fundamental e ministra cursos de Braille e Soroban. Foi membro da Comissão Brasileira do Braille – MEC, (1999 a 2002)

Programa

1. Escrita e leitura de números

2. Operações com números naturais
a) Adição: sem reserva; com reserva; direta
b) Subtração: sem recurso; com recurso; direta
c) Multiplicação: multiplicando com apenas um algarismo; multiplicando com dois ou mais algarismos; multiplicação por 10 e suas potências
d) Divisão: divisor com apenas um algarismo; divisor com dois algarismos ou mais algarismos; divisão por 10 e suas potências

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas

Materiais fornecidos pelo IBC: Soroban e apostila

Bibliografia:

CERQUEIRA, JONIR BECHARA e CAROPRESO, REGINA CÉLIA. Técnicas de Cálculo e Didática do Soroban. 2ª Edição revista e atualizada. Instituto Benjamin Constant, Rio de Janeiro, 2007.

Soroban – Metodologia: Menor Valor Relativo

Soroban – Metodologia: Menor Valor Relativo




Público: Professores e acadêmicos da área da Educação.

Ementa: Evolução histórica das máquinas de calcular utilizadas no processo educacional das pessoas cegas. O soroban adaptado e sua importância no processo ensino-aprendizagem dos cálculos matemáticos. Pré-Soroban. As técnicas e metodologias específicas de cálculo no soroban, visando seu domínio frente ao conteúdo programático da matemática do ensino fundamental.

Carga Horária Total: 40 horas/aula

Pré-Requisitos: Não há

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: De 27 a 31/07/2015.

Horários: De Segunda a Sexta-Feira, das 08:00 às 17:00 hs.

Período de Pré-Inscrição: De 27/04 a 29/05/2015.

Documentos Obrigatórios:

Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra. Faça aqui o download da ficha de pré-inscrição para cursos.
Documento de Identidade
Certificado de Conclusão de Curso na Área da Educação ou Declaração da Instituição de que é aluno regularmente matriculado em Curso desta Área
Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula)

Leitura obrigatória: orientações gerais para pré-inscrição nos cursos e outras informações importantes

Para Certificação: Frequência mínima de 80%

Taxa de Material: R$ 60,00 (caso o participante já possua soroban, entrar em contato com a DCRH). valor da taxa de material alterado em 27/01/2015

Professora: Leonídia dos Santos Borges

Breve Currículo:
Doutora em Ciência da Educação; Mestre em Ciência da Motricidade Humana; Especialista em Docência do Ensino Superior, Shiatsuterapia e Acupuntura. Graduada em Letras (Português/ Literatura Brasileira e Portuguesa) e em Fisioterapia. Desde 1980 é docente do Instituto Benjamin Constant atuando no Ensino Fundamental, na Reabilitação e em cursos de qualificação profissional (Curso de Massoterapia e Curso de Formação de Professores – Soroban). Coordena o Centro de Terapias Alternativas e a Clínica de Fisioterapia do IBC. É professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira e Portuguesa na Rede Estadual.

Programa:
1. Pré-soroban: noções gerais Cuisenaire e material dourado
2. Histórico da utilização do soroban
3. Leitura e Escrita de Numerais no soroban
4. Operações fundamentais de números naturais no soroban
5. Leitura e escrita de números Decimais no soroban
6. Operações fundamentais em números decimais no soroban
7. Multiplicação e divisão por 10 e suas potências no soroban
8. Potenciação, fatoração em números decimais e radiciação no soroban
9. Resolução de M.M.C. e M.D.C. no soroban
10. Resolução de unidade de medidas (metro, múltiplos e submúltiplo; linear, quadrado e cúbico); capacidade e quantidade
11. Leitura e escrita de fração e números mistos no soroban
12. Operações com frações no soroban

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas

Materiais fornecidos pelo IBC: Soroban e apostila

SOROBAN: METODOLOGIA MENOR VALOR RELATIVO

 
SOROBAN: METODOLOGIA MENOR VALOR RELATIVO
PÚBLICO Professores e acadêmicos da área da Educação
EMENTAEvolução histórica das máquinas de calcular utilizadas no processo educacional das pessoas cegas. O soroban adaptado e sua importância no processo ensino-aprendizagem dos cálculos matemáticos. As técnicas e metodologias específicas de cálculo no soroban, visando seu domínio frente ao conteúdo programático da matemática do ensino fundamental.
CARGA HORÁRIA TOTAL 40 horas/aula
PRÉ-REQUISITONão há
Nº DE VAGAS25
PERÍODO DO CURSODe 16 a 20/05/2011
HORÁRIOSDe Segunda a Sexta-Feira, das 08:00 às 17:00 hs
PERÍODO DE INSCRIÇÕESDe 04/04 a 06/05/2011
DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS- Ficha de Pré-Inscrição preenchida na íntegra
- Documento de Identidade
- Certificado de Conclusão de Curso na Área da Educação ou Declaração da Instituição de que é aluno regularmente matriculado em Curso desta Área
- Foto 3x4 recente (1º dia de aula)
PARA CERTIFICAÇÃO Frequência mínima de 85%
TAXA DE MATERIALR$ 80,00
PROFESSOR DA DISCIPLINALeonídia dos Santos Borges
BREVE CURRÍCULODoutoranda em Ciência da Educação, Mestre em Ciência da Motricidade Humana, Especialista em Docência do Ensino Superior, Shiatsuterapia e Acupuntura, Graduada em Letras (Português/ Literatura Brasileira e Portuguesa) e em Fisioterapia. Desde 1980, é docente do Instituto Benjamin Constant (Ensino Fundamental – 1ª e 2ª fase, Reabilitação – Cursos de Qualificação Profissional – Massoterapia e Shiatsuterapia e Curso de Formação de Professores – Soroban). Coordena o Centro de Terapias Alternativas e a Clínica de Fisioterapia do IBC. É professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira e Portuguesa na Rede Estadual.



Programa:

1. Histórico da utilização do soroban
2. Leitura e Escrita de Numerais no soroban
3. Operações fundamentais de números naturais no soroban
4. Leitura e escrita de números decimais no soroban
5. Operações fundamentais em números decimais no soroban
6. Multiplicação e divisão por 10 e suas potências no soroban
7. Potenciação, fatoração em números decimais e radiciação no soroban
8. Resolução de M.M.C e M.D.C no soroban
9. Resolução de unidade de medidas (metro, múltiplos e submúltiplo; linear, quadrado e cúbico); capacidade e quantidade
10. Leitura e escrita de fração e números mistos no soroban
11. Operações com frações no soroban








Contatos da DCRH:
Telefone: (0XX21) 3478-4455
Fax: (0XX21) 3478-4454
E-mail: dcrh@ibc.gov.br

IBC reinaugura clínica de fisioterapia e terapia ocupacional

Solenidade foi ontem (3), no salão da Educação Infantil



Fotos: Fabiane Ludgerio

O diretor-geral do IBC, João Ricardo Figueiredo, a diretora do DMR, Rosane Pereira, a prof. Leonídia Borges e a coordenadora da Clínica, Sirlene Ribeiro, logo após o descerramento da placa de inauguração.
O diretor-geral do IBC, João Ricardo Figueiredo, a diretora do DMR, Rosane Pereira, a prof. Leonídia Borges e a coordenadora da Clínica, Sirlene Ribeiro, logo após o descerramento da placa de inauguração.




Profundamente emocionada. Foi com essas palavras que a professora Leonídia dos Santos Borges definiu seu estado de espírito ao ser surpreendida com a notícia de que seu nome estava gravado na placa afixada na entrada do setor que ela ajudou a criar há 14 anos, 12 dos quais funcionou sob sua coordenação, até se aposentar em 2015. A partir de hoje, a Clínica de Fisioterapia e Terapia Ocupacional Prof.ª Dr.ª Leonídia dos Santos Borges volta a atender seus pacientes em um ambiente condizente com os critérios de humanização em saúde preconizados pelo SUS.


A solenidade de entrega das novas instalações contou com a participação dos representantes da gestão do instituto, além dos servidores, alunos do Curso Técnico em Massoterapia e profissionais terceirizados que trabalham diretamente envolvidos com os processos de reabilitação na Instituição.


A coordenadora da clínica, Sirlene dos Santos Ribeiro, disse que com a reforma vai ser possível ampliar o atendimento em até 50 % em relação a 2015, quando foram realizados 3.310 atendimentos contínuos nas áreas de fisioterapia, terapia ocupacional e massoterapia. “Esperamos chegar a 5 mil atendimentos até o final deste ano”, complementou.


Para a diretora do Departamento de Pesquisas Médicas e de Reabilitação (DMR), Rosane de Menezes Pereira, a nova clínica vai proporcionar um outro nível de atendimento aos usuários, sobretudo às crianças. “As cores contrastantes das instalações, o painel tridimensional e todo esse ambiente de acolhimento vai possibilitar uma estimulação melhor tanto às crianças com múltiplas deficiências, como as de baixa visão, cegas e surdo-cegas”, completou.


Mas não são apenas as crianças que passarão a usufruir de mais conforto no atendimento. A clínica também atende adultos que perderam a visão e se encontram em processo de reabilitação, assim como os atletas do Instituto.


O diretor-geral do IBC, João Ricardo Melo Figueiredo, disse que a reinauguração da clínica só foi possível graças a atuação de pessoas dedicadas à causa da reabilitação, como a professora Leonídia Borges. “Só estamos aqui hoje graças ao trabalho que ela iniciou. Esperamos agora poder fazer mais, atender cada vez melhor nossos alunos, servidores, reabilitandos e atletas”, concluiu.


O professor João agradeceu também, em nome de todos os servidores da Instituição, o trabalho desempenhado pelo arquiteto Flávio Rezende Figueiredo, responsável pela reforma e doador do painel tátil que a partir de agora poderá ser apreciado por todas as crianças atendidas pelo setor.


Ao final da solenidade, o arquiteto Flávio e a professora Leonídia foram homenageados com a entrega de placas alusivas aos relevantes serviços prestados por ambos em prol do Instituto Benjamin Constant.


A clínica


A Clínica de Fisioterapia e Terapia Ocupacional foi construída em 2002 e durante dois anos foi administrada pela Fundação de Apoio ao IBC. Com a extinção da Fundação, em 2004, o setor passou a ser administrado pelo próprio Instituto, sob a coordenação da professora Leonídia Borges.


Em 2011, o espaço passou pela primeira reforma. Para não interromper o atendimento durante as obras, eles foi transferido para o Centro de Terapias Alternativas e para a sala 253.


A clínica reabriu em 2012, oferecendo novos serviços, como terapia ocupacional e pilates. Entretanto, ainda faltou adequar o espaço às necessidades específicas dos usuários de baixa visão e também aos atendimentos de neuropediatria. Por isso, em 2015 a direção do IBC decidiu empreender uma reforma para suprir essas deficiências.


Para a professora Leonídia, hoje não se pode mais pensar em reabilitação sem um bom atendimento fisioterápico e o suporte da terapia ocupacional. “Não há nada nesse mundo que pague você receber uma criança, por exemplo, que só conseguia mexer as mãos e os pés, e que hoje já está matriculada no primeiro ano do ensino fundamental do Instituto. Portanto, o trabalho realizado aqui nessa clínica é essencial para que as pessoas com deficiência visual ou múltiplas deficiências possam progredir na vida, se inserindo, inclusive, no mercado de trabalho”, concluiu a pioneira no serviço de fisioterapia do IBC.


Instalações


A nova clínica possui os seguintes ambientes: recepção, sete salas de atendimento ambulatorial, dois banheiros, copa, sala de pilates e o ginásio para as atividades de terapia ocupacional e o atendimento em neuropediatria.


Convidados conhecendo o ginásio onde serão feitos os atendimentos em terapia ocupacional e neuropediatria.
Convidados conhecendo o ginásio onde serão feitos os atendimentos em terapia ocupacional e neuropediatria.


Uma das sete salas de atendimento ambulatorial.
Uma das sete salas de atendimento ambulatorial.


Sala de atendimento fisioterápico.
Sala de atendimento fisioterápico.


Sala de pilates.
Sala de pilates.


Cantinho de estimulação visual e tátil.
Cantinho de estimulação visual e tátil.


O Sistema Braille no Brasil

O Sistema Braille, utilizado universalmente na leitura e na escrita por pessoas cegas, foi inventado na França por Louis Braille, um jovem cego, reconhecendo-se o ano de 1825 como o marco dessa importante conquista para a educação e a integração dos deficientes visuais na sociedade.

Antes desse histórico invento, registram-se inúmeras tentativas em diferentes países, no sentido de se encontrarem meios que proporcionassem às pessoas cegas condições de ler e escrever. Dentre essas tentativas, destaca-se o processo de representação dos caracteres comuns com linhas em alto relevo, adaptado pelo francês Valentin Hauy, fundador da primeira escola para cegos no mundo, em 1784, na cidade de Paris, denominada Instituto Real dos Jovens Cegos. Foi nesta escola, onde os estudantes cegos tinham acesso apenas à leitura, através do processo de Valentin Hauy, que estudou Louis Braille. Até então, não havia recurso que permitisse à pessoa cega comunicar-se pela escrita individual.

Louis Braille, ainda jovem estudante, tomou conhecimento de uma invenção denominada sonografia ou código militar, desenvolvida por Charles Barbier, oficial do exército francês. O invento tinha como objetivo possibilitar a comunicação noturna entre oficiais nas campanhas de guerra. Baseava-se em doze sinais, compreendendo linhas e pontos salientes, representando sílabas na língua francesa. O invento de Barbier não logrou êxito no que se propunha, inicialmente. O bem intencionado oficial levou seu invento para ser experimentado entre as pessoas cegas do Instituto Real dos Jovens Cegos.

A significação tátil dos pontos em relevo do invento de Barbier foi a base para a criação do Sistema Braille, aplicável tanto na leitura como na escrita por pessoas cegas e cuja estrutura diverge fundamentalmente do processo que inspirou seu inventor. O Sistema Braille, utilizando seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas, possibilita a formação de 63 símbolos diferentes que são empregados em textos literários nos diversos idiomas, como também nas simbologias matemática e científica, em geral, na música e, recentemente, na Informática.

A partir da invenção do Sistema Braille, em 1825, seu autor desenvolveu estudos que resultaram, em 1837, na proposta que definiu a estrutura básica do sistema, ainda hoje utilizada mundialmente. Comprovadamente, o Sistema Braille teve plena aceitação por parte das pessoas cegas, tendo-se registrado, no entanto, algumas tentativas para a adoção de outras formas de leitura e escrita e, ainda outras, sem resultado prático, para aperfeiçoamento da invenção de Louis Braille.

Apesar de algumas resistências mais ou menos prolongadas em outros países da Europa e nos Estados Unidos, o Sistema Braille, por sua eficiência e vasta aplicabilidade, se impôs definitivamente como o melhor meio de leitura e de escrita para as pessoas cegas.

Em 1878, um congresso internacional realizado em Paris, com a participação de onze países europeus e dos Estados Unidos, estabeleceu que o Sistema Braille deveria ser adotado de forma padronizada, para uso na literatura, exatamente de acordo com a proposta de estrutura do sistema, apresentada por Louis Braille em 1837, já referida anteriormente.

Os símbolos fundamentais do Braille utilizados para as notações musicais foram, também, apresentados pelo próprio Louis Braille na versão final dos estudos constantes da proposta de estrutura do Sistema concluída em 1837.

Hoje, a musicografia braille‚ já é adotada uniformemente por todos os países. Para tanto, contribuíram, principalmente, os congressos realizados em Colônia (Alemanha), 1888, em Paris (França), 1929 e, finalmente, num congresso realizado em Nova Iorque, 1954, onde foram adaptados símbolos, de acordo com novas exigências da musicografia.

A aplicação do Sistema Braille à Matemática foi também proposta por seu inventor na versão do Sistema editada em 1837. Nesta, foram apresentados os símbolos fundamentais para os algarismos, bem como as convenções para a Aritmética e para a Geometria.

Esta simbologia fundamental, entretanto, nem sempre foi adotada nos países que vieram a utilizar o Sistema Braille, verificando-se, posteriormente, diferenças regionais e locais mais ou menos acentuadas, chegando a prevalecer, como hoje, diversos códigos para a Matemática e as ciências em todo o mundo.

Com o propósito de unificar a simbologia braille para a Matemática e as ciências, realizou-se na cidade de Viena, em 1929, um congresso, reunindo países da Europa e os Estados Unidos. Apesar desse esforço, a falta de acordo fez com que continuassem a prevalecer as divergências, que se acentuaram, face à necessidade de adoção de novos símbolos, determinada pela evolução técnica e científica do século XX.

O Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos, criado em 1952, hoje União Mundial dos Cegos, com apoio da UNESCO, passou a se preocupar, através de seus especialistas, com o problema da unificação da simbologia matemática e científica, a nível mundial.

Com esse propósito, a Organização Nacional de Cegos da Espanha (ONCE), em princípios da década de 1970, desenvolveu estudos, através da análise e comparação de diferentes códigos em uso no mundo, para, finalmente, propor um código unificado a que denominou "Notacion Universal".

A Conferência Ibero-Americana para a Unificação do Sistema Braille, realizada em Buenos Aires, 1973, foi uma tentativa de se estabelecer um código único para países de língua castelhana e portuguesa. Na oportunidade, foram apresentados três trabalhos, elaborados pela Espanha, Argentina e Brasil. A acentuada divergência entre os códigos inviabilizou um desejável acordo.

O Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos, reunido por seu Comitê-Executivo na cidade de Riyadh, Arábia-Saudita (1977), criou o Subcomitê de Matemáticas e Ciências, integrado por representantes da Espanha, Estados Unidos, União Soviética, Alemanha Ocidental e Inglaterra, com a finalidade principal de promover, em diferentes países, estudos e experiências de âmbito nacional e regional, visando a unificação dos diversos códigos em uso.

A nível de países de língua castelhana, finalmente, foi possível um acordo para a unificação da simbologia matemática, celebrado em 1987 na cidade de Montevidéu, durante uma reunião de representantes de imprensas braille dos países que falam o referido idioma. A esta reunião compareceram representantes brasileiros, como observadores.

A nível mundial, o esforço para a unificação dos códigos matemáticos e científicos ainda não alcançou o êxito desejado.

Especialistas no Sistema Braille do Brasil, especialmente ligados ao Instituto Benjamin Constant e à, hoje, Fundação Dorina Nowill para Cegos, a partir da década de 70, passaram a se preocupar com as vantagens que adviriam da unificação dos códigos de Matemática e das ciências, uma vez que a tabela Taylor, adotada no Brasil desde a década de 40, já não vinha atendendo satisfatoriamente à transcrição em Braille, sobretudo, após a introdução dos símbolos da Matemática Moderna, revelando-se esta tabela, insuficiente para as representações matemáticas e científicas em nível superior.

Deste modo, o Brasil participou inicialmente dos estudos desenvolvidos pelo Comitê de especialistas da ONCE e, posteriormente, acompanhou os estudos desenvolvidos pelo Comitê da ONCE, deles resultando o Código de Matemática Unificado.

Em 1991 foi criada a Comissão para Estudo e Atualização do Sistema Braille em uso no Brasil, com a participação de especialistas representantes do Instituto Benjamin Constant, da Fundação Dorina Nowill para Cegos, do Conselho Brasileiro para o Bem-Estar dos Cegos, da Associação Brasileira de Educadores de Deficientes Visuais e da Federação Brasileira de Entidades de Cegos, com o apoio da União Brasileira de Cegos e o patrocínio do Fundo de Cooperação Econômica para Iberoamérica - ONCE-ULAC. Os estudos desta comissão foram concluídos em 18 de maio de 1994, constando das principais resoluções a de se adotar no Brasil o Código Matemático Unificado para a Língua Castelhana, com as necessárias adaptações à realidade brasileira.

Por orientação da União Brasileira de Cegos, especialistas da Comissão na área da Matemática vêm realizando estudos para o estabelecimento de estratégias, visando a implantação, em todo o território brasileiro, da nova simbologia matemática unificada.

Sob o ponto de vista histórico, a utilização do Sistema Braille no Brasil pode ser abordada em três períodos distintos:

1854 a 1942 - Em 1854 o Sistema Braille foi adotado no Imperial Instituto dos Meninos Cegos (hoje, Instituto Benjamin Constant), sendo assim, a primeira instituição na América Latina a utilizá-lo. Deve-se isto aos esforços de José Alvares de Azevedo, um jovem cego brasileiro, que o havia aprendido na França.

Diferentemente de alguns países, o Sistema Braille teve plena aceitação no Brasil, utilizando-se praticamente toda a simbologia usada na França. A exemplo de outros países, o Brasil passou a empregar, na íntegra, o código internacional de musicografia braille de 1929.

1942 a 1963 - Neste período verificaram-se algumas alterações na simbologia braille em uso no Brasil. Para atender à reforma ortográfica da Língua Portuguesa de 1942, o antigo alfabeto braille de origem francesa foi adaptado às novas necessidades de nossa língua, especialmente para a representação de símbolos indicativos de acentos diferenciais.

Destaca-se, ainda, a adoção da tabela Taylor de sinais matemáticos, de origem inglesa, em substituição à simbologia francesa até então empregada.

A Portaria no. 552, de 13 de novembro de 1945, estabeleceu o Braille Oficial para uso no Brasil, além de um código de abreviaturas, da autoria do professor José Espínola Veiga. Esta abreviatura teve uso restrito, entrando em desuso, posteriormente.

A Lei no. 4.169, de 4 de dezembro de 1962, que oficializou as convenções braille para uso na escrita e leitura dos cegos, além de um código de contrações e abreviaturas braille, veio a criar dificuldades para o estabelecimento de acordos internacionais, pelo que, especialistas brasileiros optaram por alterar seus conteúdos, em benefício da unificação do Sistema Braille.

1963 a 1995 - Os fatos marcantes deste período podem ser assim destacados: em 05 de janeiro de 1963 foi assinado um convênio luso-brasileiro, entre as mais importantes entidades dos dois países, para a padronização do Braille integral (grau 1) e para a adoção, no Brasil, de símbolos do código de abreviaturas usado em Portugal.

Em relação à Matemática, educadores e técnicos da Fundação para o Livro do Cego no Brasil e do Instituto Benjamin Constant, principalmente, complementaram a tabela Taylor com o acréscimo de símbolos braille aplicáveis à teoria de conjuntos.

A atuação profissional de pessoas cegas no campo da Informática, a partir da década de 70, fez com que surgissem diferentes formas de representação em Braille desta matéria, com base, sobretudo, em publicações estrangeiras. A nível de imprensas e centros de produção de Braille, finalmente, foi acordada em 1994, a adoção de uma tabela unificada para a Informática.

Durante todo este período, o Brasil participou dos esforços do Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos (hoje, União Mundial de Cegos) para a atualização e a unificação do Sistema Braille, como o demonstram a contribuição brasileira à Conferência Íbero-Americana para Unificação do Sistema Braille (Buenos Aires, 1973), a participação de técnicos brasileiros, como observadores, na Reunião de Imprensas Braille de Países de Língua Castelhana (Montevidéu, 1987), a criação da Comissão para Estudo e Atualização do Sistema Braille em Uso no Brasil (1991-1994), a atuação de especialistas brasileiros na Conferência: O Sistema Braille Aplicado à Língua Portuguesa (Lisboa, 1994), além de outras iniciativas e atividades desenvolvidas. Destaque-se, em todo este período, o trabalho conjunto da, hoje, Fundação Dorina Nowill para Cegos e do Instituto Benjamin Constant, através de seus especialistas, aos quais se reuniram, muitas vezes, competentes profissionais de outras importantes entidades brasileiras.

As tentativas de destacadas entidades de e para cegos, no sentido de se criar, em âmbito federal, uma comissão nacional de Braille não foram bem sucedidas. O insucesso, porém, foi certamente compensado pelo trabalho profícuo e harmonioso dos especialistas em Braille do Brasil.

A União Brasileira de Cegos, na assembléia-geral ordinária de 28 de agosto de 1995, realizada no Instituto Benjamin Constant, homologou a criação, no âmbito dessa entidade, da Comissão Brasileira de Braille, constituída de cinco membros.

Os membros da Comissão deverão atender aos critérios de serem, preferentemente, usuários do Sistema Braille e de terem conhecimento e experiência reconhecidos no campo da produção de material braille e da educação de cegos.

FINALIDADES DA COMISSÃO BRASILEIRA DE BRAILLE



1 - Propor às autoridades competentes e diligenciar por sua execução, a nível nacional, a política de
diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a difusão do Sistema Braille em todas as suas modalidades de aplicação, compreendendo, especialmente, a Língua Portuguesa, a Matemática e outras ciências, a Música e a Informática.

2 - Propor ao Governo Federal a promulgação de leis, a edição de decretos e regulamentações concernentes ao uso do Sistema Braille no Brasil, visando, inclusive, a unificação das aplicações do referido Sistema a nível internacional, especialmente nas línguas portuguesa e castelhana.

3 - Cumprir e fazer cumprir, no que lhe couber, os acordos internacionais referentes ao uso do Sistema Braille.

4 - Funcionar como equipe técnica de assessoria sobre questões eletivas ao uso do Sistema Braille, junto a entidades públicas e privadas.

5 - Avaliar, permanentemente, a simbologia braille adotada no país, atentando para a necessidade de adaptá-la ou alterá-la, face à evolução técnica e científica, particularmente, procurando compatibilizar esta simbologia, sempre que possível, com as adotadas nos países de línguas portuguesa e castelhana.

6 - Manter intercâmbio permanente com comissões de Braille de outros países, de acordo com a política de unificação do Sistema Braille, a nível internacional.

7 - Estabelecer, com base em estudos realizados, conteúdos, metodologias e estratégias a serem adotados em cursos de aprendizagem do Sistema Braille com caráter de especialização, treinamento e reciclagem de professores e de técnicos, como também nos cursos destinados a usuários do Sistema e à comunidade, em geral.

8 - Estabelecer critérios e fixar estratégias para a implantação de novas simbologias braille que alterem ou substituam os códigos em uso no Brasil, prevendo a realização de avaliações sistemáticas com vistas a modificações de procedimentos, sempre que necessário.

9 - Manter, com objetivos de estudo e de pesquisa, acervo bibliográfico de origem nacional e estrangeira, acerca do Sistema Braille, compreendendo códigos, manuais, tabelas e outras publicações afins.

10 - Elaborar catálogos, manuais, tabelas e outras publicações que facilitem o processo ensino-aprendizagem e o uso do Sistema Braille em todo o território nacional.

Esta iniciativa da União Brasileira de Cegos nivela o Brasil com os países em que as questões referentes à leitura e à escrita das pessoas cegas são da competência de verdadeiras "Autoridades Braille".

Edison Ribeiro Lemos - Ex professor do Instituto Benjamin Constant, advogado, Livre Docente em Educação, Presidente do Conselho Brasileiro para o Bem Estar dos Cegos e Coordenador da Comissão Brasileira de Braille.

Jonir Bechara Cerqueira - Professor, ex Diretor Geral do Instituto Benjamin Constant e membro da Comissão Brasileira de Braille e do Conselho Editorial da Revista Benjamin Constant.

O Sistema Braille no Brasil

O Sistema Braille, utilizado universalmente na leitura e na escrita por pessoas cegas, foi inventado na França por Louis Braille, um jovem cego, reconhecendo-se o ano de 1825 como o marco dessa importante conquista para a educação e a integração dos deficientes visuais na sociedade.

Antes desse histórico invento, registram-se inúmeras tentativas em diferentes países, no sentido de se encontrarem meios que proporcionassem às pessoas cegas condições de ler e escrever. Dentre essas tentativas, destaca-se o processo de representação dos caracteres comuns com linhas em alto relevo, adaptado pelo francês Valentin Hauy, fundador da primeira escola para cegos no mundo, em 1784, na cidade de Paris, denominada Instituto Real dos Jovens Cegos. Foi nesta escola, onde os estudantes cegos tinham acesso apenas à leitura, através do processo de Valentin Hauy, que estudou Louis Braille. Até então, não havia recurso que permitisse à pessoa cega comunicar-se pela escrita individual.

Louis Braille, ainda jovem estudante, tomou conhecimento de uma invenção denominada sonografia ou código militar, desenvolvida por Charles Barbier, oficial do exército francês. O invento tinha como objetivo possibilitar a comunicação noturna entre oficiais nas campanhas de guerra. Baseava-se em doze sinais, compreendendo linhas e pontos salientes, representando sílabas na língua francesa. O invento de Barbier não logrou êxito no que se propunha, inicialmente. O bem intencionado oficial levou seu invento para ser experimentado entre as pessoas cegas do Instituto Real dos Jovens Cegos.

A significação tátil dos pontos em relevo do invento de Barbier foi a base para a criação do Sistema Braille, aplicável tanto na leitura como na escrita por pessoas cegas e cuja estrutura diverge fundamentalmente do processo que inspirou seu inventor. O Sistema Braille, utilizando seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas, possibilita a formação de 63 símbolos diferentes que são empregados em textos literários nos diversos idiomas, como também nas simbologias matemática e científica, em geral, na música e, recentemente, na Informática.

A partir da invenção do Sistema Braille, em 1825, seu autor desenvolveu estudos que resultaram, em 1837, na proposta que definiu a estrutura básica do sistema, ainda hoje utilizada mundialmente. Comprovadamente, o Sistema Braille teve plena aceitação por parte das pessoas cegas, tendo-se registrado, no entanto, algumas tentativas para a adoção de outras formas de leitura e escrita e, ainda outras, sem resultado prático, para aperfeiçoamento da invenção de Louis Braille.

Apesar de algumas resistências mais ou menos prolongadas em outros países da Europa e nos Estados Unidos, o Sistema Braille, por sua eficiência e vasta aplicabilidade, se impôs definitivamente como o melhor meio de leitura e de escrita para as pessoas cegas.

Em 1878, um congresso internacional realizado em Paris, com a participação de onze países europeus e dos Estados Unidos, estabeleceu que o Sistema Braille deveria ser adotado de forma padronizada, para uso na literatura, exatamente de acordo com a proposta de estrutura do sistema, apresentada por Louis Braille em 1837, já referida anteriormente.

Os símbolos fundamentais do Braille utilizados para as notações musicais foram, também, apresentados pelo próprio Louis Braille na versão final dos estudos constantes da proposta de estrutura do Sistema concluída em 1837.

Hoje, a musicografia braille‚ já é adotada uniformemente por todos os países. Para tanto, contribuíram, principalmente, os congressos realizados em Colônia (Alemanha), 1888, em Paris (França), 1929 e, finalmente, num congresso realizado em Nova Iorque, 1954, onde foram adaptados símbolos, de acordo com novas exigências da musicografia.

A aplicação do Sistema Braille à Matemática foi também proposta por seu inventor na versão do Sistema editada em 1837. Nesta, foram apresentados os símbolos fundamentais para os algarismos, bem como as convenções para a Aritmética e para a Geometria.

Esta simbologia fundamental, entretanto, nem sempre foi adotada nos países que vieram a utilizar o Sistema Braille, verificando-se, posteriormente, diferenças regionais e locais mais ou menos acentuadas, chegando a prevalecer, como hoje, diversos códigos para a Matemática e as ciências em todo o mundo.

Com o propósito de unificar a simbologia braille para a Matemática e as ciências, realizou-se na cidade de Viena, em 1929, um congresso, reunindo países da Europa e os Estados Unidos. Apesar desse esforço, a falta de acordo fez com que continuassem a prevalecer as divergências, que se acentuaram, face à necessidade de adoção de novos símbolos, determinada pela evolução técnica e científica do século XX.

O Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos, criado em 1952, hoje União Mundial dos Cegos, com apoio da UNESCO, passou a se preocupar, através de seus especialistas, com o problema da unificação da simbologia matemática e científica, a nível mundial.

Com esse propósito, a Organização Nacional de Cegos da Espanha (ONCE), em princípios da década de 1970, desenvolveu estudos, através da análise e comparação de diferentes códigos em uso no mundo, para, finalmente, propor um código unificado a que denominou "Notacion Universal".

A Conferência Ibero-Americana para a Unificação do Sistema Braille, realizada em Buenos Aires, 1973, foi uma tentativa de se estabelecer um código único para países de língua castelhana e portuguesa. Na oportunidade, foram apresentados três trabalhos, elaborados pela Espanha, Argentina e Brasil. A acentuada divergência entre os códigos inviabilizou um desejável acordo.

O Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos, reunido por seu Comitê-Executivo na cidade de Riyadh, Arábia-Saudita (1977), criou o Subcomitê de Matemáticas e Ciências, integrado por representantes da Espanha, Estados Unidos, União Soviética, Alemanha Ocidental e Inglaterra, com a finalidade principal de promover, em diferentes países, estudos e experiências de âmbito nacional e regional, visando a unificação dos diversos códigos em uso.

A nível de países de língua castelhana, finalmente, foi possível um acordo para a unificação da simbologia matemática, celebrado em 1987 na cidade de Montevidéu, durante uma reunião de representantes de imprensas braille dos países que falam o referido idioma. A esta reunião compareceram representantes brasileiros, como observadores.

A nível mundial, o esforço para a unificação dos códigos matemáticos e científicos ainda não alcançou o êxito desejado.

Especialistas no Sistema Braille do Brasil, especialmente ligados ao Instituto Benjamin Constant e à, hoje, Fundação Dorina Nowill para Cegos, a partir da década de 70, passaram a se preocupar com as vantagens que adviriam da unificação dos códigos de Matemática e das ciências, uma vez que a tabela Taylor, adotada no Brasil desde a década de 40, já não vinha atendendo satisfatoriamente à transcrição em Braille, sobretudo, após a introdução dos símbolos da Matemática Moderna, revelando-se esta tabela, insuficiente para as representações matemáticas e científicas em nível superior.

Deste modo, o Brasil participou inicialmente dos estudos desenvolvidos pelo Comitê de especialistas da ONCE e, posteriormente, acompanhou os estudos desenvolvidos pelo Comitê da ONCE, deles resultando o Código de Matemática Unificado.

Em 1991 foi criada a Comissão para Estudo e Atualização do Sistema Braille em uso no Brasil, com a participação de especialistas representantes do Instituto Benjamin Constant, da Fundação Dorina Nowill para Cegos, do Conselho Brasileiro para o Bem-Estar dos Cegos, da Associação Brasileira de Educadores de Deficientes Visuais e da Federação Brasileira de Entidades de Cegos, com o apoio da União Brasileira de Cegos e o patrocínio do Fundo de Cooperação Econômica para Iberoamérica - ONCE-ULAC. Os estudos desta comissão foram concluídos em 18 de maio de 1994, constando das principais resoluções a de se adotar no Brasil o Código Matemático Unificado para a Língua Castelhana, com as necessárias adaptações à realidade brasileira.

Por orientação da União Brasileira de Cegos, especialistas da Comissão na área da Matemática vêm realizando estudos para o estabelecimento de estratégias, visando a implantação, em todo o território brasileiro, da nova simbologia matemática unificada.

Sob o ponto de vista histórico, a utilização do Sistema Braille no Brasil pode ser abordada em três períodos distintos:

1854 a 1942 - Em 1854 o Sistema Braille foi adotado no Imperial Instituto dos Meninos Cegos (hoje, Instituto Benjamin Constant), sendo assim, a primeira instituição na América Latina a utilizá-lo. Deve-se isto aos esforços de José Alvares de Azevedo, um jovem cego brasileiro, que o havia aprendido na França.

Diferentemente de alguns países, o Sistema Braille teve plena aceitação no Brasil, utilizando-se praticamente toda a simbologia usada na França. A exemplo de outros países, o Brasil passou a empregar, na íntegra, o código internacional de musicografia braille de 1929.

1942 a 1963 - Neste período verificaram-se algumas alterações na simbologia braille em uso no Brasil. Para atender à reforma ortográfica da Língua Portuguesa de 1942, o antigo alfabeto braille de origem francesa foi adaptado às novas necessidades de nossa língua, especialmente para a representação de símbolos indicativos de acentos diferenciais.

Destaca-se, ainda, a adoção da tabela Taylor de sinais matemáticos, de origem inglesa, em substituição à simbologia francesa até então empregada.

A Portaria no. 552, de 13 de novembro de 1945, estabeleceu o Braille Oficial para uso no Brasil, além de um código de abreviaturas, da autoria do professor José Espínola Veiga. Esta abreviatura teve uso restrito, entrando em desuso, posteriormente.

A Lei no. 4.169, de 4 de dezembro de 1962, que oficializou as convenções braille para uso na escrita e leitura dos cegos, além de um código de contrações e abreviaturas braille, veio a criar dificuldades para o estabelecimento de acordos internacionais, pelo que, especialistas brasileiros optaram por alterar seus conteúdos, em benefício da unificação do Sistema Braille.

1963 a 1995 - Os fatos marcantes deste período podem ser assim destacados: em 05 de janeiro de 1963 foi assinado um convênio luso-brasileiro, entre as mais importantes entidades dos dois países, para a padronização do Braille integral (grau 1) e para a adoção, no Brasil, de símbolos do código de abreviaturas usado em Portugal.

Em relação à Matemática, educadores e técnicos da Fundação para o Livro do Cego no Brasil e do Instituto Benjamin Constant, principalmente, complementaram a tabela Taylor com o acréscimo de símbolos braille aplicáveis à teoria de conjuntos.

A atuação profissional de pessoas cegas no campo da Informática, a partir da década de 70, fez com que surgissem diferentes formas de representação em Braille desta matéria, com base, sobretudo, em publicações estrangeiras. A nível de imprensas e centros de produção de Braille, finalmente, foi acordada em 1994, a adoção de uma tabela unificada para a Informática.

Durante todo este período, o Brasil participou dos esforços do Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos (hoje, União Mundial de Cegos) para a atualização e a unificação do Sistema Braille, como o demonstram a contribuição brasileira à Conferência Íbero-Americana para Unificação do Sistema Braille (Buenos Aires, 1973), a participação de técnicos brasileiros, como observadores, na Reunião de Imprensas Braille de Países de Língua Castelhana (Montevidéu, 1987), a criação da Comissão para Estudo e Atualização do Sistema Braille em Uso no Brasil (1991-1994), a atuação de especialistas brasileiros na Conferência: O Sistema Braille Aplicado à Língua Portuguesa (Lisboa, 1994), além de outras iniciativas e atividades desenvolvidas. Destaque-se, em todo este período, o trabalho conjunto da, hoje, Fundação Dorina Nowill para Cegos e do Instituto Benjamin Constant, através de seus especialistas, aos quais se reuniram, muitas vezes, competentes profissionais de outras importantes entidades brasileiras.

As tentativas de destacadas entidades de e para cegos, no sentido de se criar, em âmbito federal, uma comissão nacional de Braille não foram bem sucedidas. O insucesso, porém, foi certamente compensado pelo trabalho profícuo e harmonioso dos especialistas em Braille do Brasil.

A União Brasileira de Cegos, na assembléia-geral ordinária de 28 de agosto de 1995, realizada no Instituto Benjamin Constant, homologou a criação, no âmbito dessa entidade, da Comissão Brasileira de Braille, constituída de cinco membros.

Os membros da Comissão deverão atender aos critérios de serem, preferentemente, usuários do Sistema Braille e de terem conhecimento e experiência reconhecidos no campo da produção de material braille e da educação de cegos.

FINALIDADES DA COMISSÃO BRASILEIRA DE BRAILLE



1 - Propor às autoridades competentes e diligenciar por sua execução, a nível nacional, a política de diretrizes e normas para o uso, o ensino, a produção e a difusão do Sistema Braille em todas as suas modalidades de aplicação, compreendendo, especialmente, a Língua Portuguesa, a Matemática e outras ciências, a Música e a Informática.

2 - Propor ao Governo Federal a promulgação de leis, a edição de decretos e regulamentações concernentes ao uso do Sistema Braille no Brasil, visando, inclusive, a unificação das aplicações do referido Sistema a nível internacional, especialmente nas línguas portuguesa e castelhana.

3 - Cumprir e fazer cumprir, no que lhe couber, os acordos internacionais referentes ao uso do Sistema Braille.

4 - Funcionar como equipe técnica de assessoria sobre questões eletivas ao uso do Sistema Braille, junto a entidades públicas e privadas.

5 - Avaliar, permanentemente, a simbologia braille adotada no país, atentando para a necessidade de adaptá-la ou alterá-la, face à evolução técnica e científica, particularmente, procurando compatibilizar esta simbologia, sempre que possível, com as adotadas nos países de línguas portuguesa e castelhana.

6 - Manter intercâmbio permanente com comissões de Braille de outros países, de acordo com a política de unificação do Sistema Braille, a nível internacional.

7 - Estabelecer, com base em estudos realizados, conteúdos, metodologias e estratégias a serem adotados em cursos de aprendizagem do Sistema Braille com caráter de especialização, treinamento e reciclagem de professores e de técnicos, como também nos cursos destinados a usuários do Sistema e à comunidade, em geral.

8 - Estabelecer critérios e fixar estratégias para a implantação de novas simbologias braille que alterem ou substituam os códigos em uso no Brasil, prevendo a realização de avaliações sistemáticas com vistas a modificações de procedimentos, sempre que necessário.

9 - Manter, com objetivos de estudo e de pesquisa, acervo bibliográfico de origem nacional e estrangeira, acerca do Sistema Braille, compreendendo códigos, manuais, tabelas e outras publicações afins.

10 - Elaborar catálogos, manuais, tabelas e outras publicações que facilitem o processo ensino-aprendizagem e o uso do Sistema Braille em todo o território nacional.

Esta iniciativa da União Brasileira de Cegos nivela o Brasil com os países em que as questões referentes à leitura e à escrita das pessoas cegas são da competência de verdadeiras "Autoridades Braille".

Edison Ribeiro Lemos - Ex professor do Instituto Benjamin Constant, advogado, Livre Docente em Educação, Presidente do Conselho Brasileiro para o Bem Estar dos Cegos e Coordenador da Comissão Brasileira de Braille.

Jonir Bechara Cerqueira - Professor, ex Diretor Geral do Instituto Benjamin Constant e membro da Comissão Brasileira de Braille e do Conselho Editorial da Revista Benjamin Constant.

Paralimpíadas 2016


IBC recebe com festa a tocha paraolímpica
A solenidade foi hoje (6) à 13h30



Da esquerda para a direita: o presidente da Federação de Basquetebol em Cadeira de Rodas, Sérgio de Castro;  o diretor-geral do IBC, João Ricardo Figueiredo;  o diretor de Educação e a chefe de gabinete do Instituto, Paulo Augusto Rodrigues e Érica Deslandes; e o professor Fausto Penello, que recebeu a tocha paraolímpica em nome do Instituto.
Da esquerda para a direita: o presidente da Federação de Basquetebol em Cadeira de Rodas, Sérgio de Castro; o diretor-geral do IBC, João Ricardo Figueiredo; o diretor de Educação e a chefe de gabinete do Instituto, Paulo Augusto Rodrigues e Érica Deslandes; e o professor Fausto Penello, que recebeu a tocha paraolímpica em nome do Instituto.



Hoje a tarde foi de expectativa para os alunos e servidores do Instituto Benjamin Constant. A Instituição foi homenageada pelo Comitê Paralímpico, com a apresentação de uma tocha paralela, exatamente igual à tocha que acenderá a pira olímpica na solenidade de abertura dos jogos, marcada para amanhã, a partir das 17h30.


O clima era de festa, com a apresentação do coral do 1º ano do ensino fundamental e do Grupo Ponto de Vista, composto por alunos dos cursos de reabilitação do IBC.


Às 13h30, o professor de educação física da Universidade Estácio de Sá e presidente da Federação de Basquetebol em Cadeira de Rodas, Sérgio de Castro, recebeu a tocha do comitê no alto da escadaria do Instituto e conduziu-a em direção ao complexo esportivo, onde foi recebido com aplausos da comunidade acadêmica, que compareceu em peso para prestigiar o evento.


No pequeno palanque armado por um dos patrocinadores dos jogos paraolímpicos, o professor Sérgio acendeu a tocha do revezamento, que seria conduzida a seguir pelo professor do IBC, Fausto Penello. Os dois professores foram escolhidos pelos organizadores dos jogos pela dedicação ao desporto paraolímpico – o primeiro pelo apoio que sempre deu ao basquete para cadeirantes e o segundo pelo trabalho voluntário como treinador de times de futebol composto por crianças cegas.


“Eu estou muito emocionado com tudo isso. Acho que os jogos paraolímpicos têm essa capacidade de mobilizar as crianças e jovens para que superem suas limitações e sigam em frente”, disse o professor Fausto, pouco antes de dar uma volta na pista de atletismo cercado pelos alunos.


Do Instituto, a tocha seguiu para o Cristo Redentor.





Iniciando uma Caminhada



ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE NO JARDIM DE INFÂNCIA: Os alunos, de modo geral, aprendem a usar os obstáculos como fator de orientação.
A TURMINHA: No Jardim de Infância há crianças cegas e de visão subnormal, não sendo, porém, as turmas organizadas com base nas condições visuais de cada um, e sim pelo nível de desenvolvimento pessoal.
MÃOS DADAS NO CONTRALUZ: É comum ver as crianças de visão subnormal orientarem as demais. Nestes casos, o que se estabelece não é uma relação de poder, mas uma sincera e natural integração, que passa pela amizade e compreensão das reais necessidades de cada um.
BRINCANDO DE RODA: As brincadeiras coletivas contribuem para a socialização das crianças, ao mesmo tempo que lhes permitem a conscientização da existência do próprio corpo e do corpo do outro.
A DANÇA: Ao dançar, a criança deficiente visual, além de perceber seu corpo em movimento, vivencia a presença do outro através do toque.
PESQUISANDO OBJETOS: A percepção tátil atua como principal fonte de informação, no que tange à discriminação de dimensões e formas.
BRINCANDO DE TELEFONAR: As atividades lúdicas visam, através da fantasia, ao exercício da imaginação e da capacidade imitativa da criança.
PROCURA-SE UM CHINELO: Uma das preocupações fundamentais na educação dos deficientes visuais é torná-los, tanto quanto possível, independentes. Ao permitir que a criança procure seu próprio chinelo, as educadoras oferecem meios pela ela construir a sua autonomia.
EXPLORANDO: A exploração tátil é fonte de acesso ao conhecimento e reconhecimento de objetos.
RECREAÇÃO LIVRE NO PÁTIO: A atividade neste brinquedo, atuando como mais uma forma de mobilidade, objetiva o desenvolvimento das noções de direção e sentido, além de reforçar os sentimentos de segurança e equilíbrio.
ATIVIDADE PSICOMOTORA: Através de movimentos amplos, livres e criativos, a criança adquire confiança e equilíbrio.
PARABÉNS: Nesta fase de desenvolvimento, comemorar os aniversários e uma atividade socializadora e que desenvolve a autoestima da criança.
VOLTA PARA CASA: Algumas crianças, por morarem muito longe da escola, permanecem internas durante a semana de aula. Sexta-Feira é o dia de os pais ou responsáveis levá-las para casa. Por esta ocasião elas experimentam grande alegria.


FOTOS: Leandro Pimentel

DIRIGENTES DA REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E DO IBC DISCUTEM PARCERIA PARA CAPACITAÇÃO DE SERVIDORES NA ÁREA DA DEFICIÊNCIA VISUAL

O encontro foi ontem (13), em Brasília, na sede do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif ).




O diretor-geral do Instituto Benjamin Constant, João Ricardo Melo Figueiredo, expôs aos membros do Conif os objetivos do Programa Capacita Brasil. Através dele, o IBC pretende promover a formação continuada de professores e técnicos-administrativos da redes municipais, estaduais e federal de educação no ensino de pessoas cegas e com baixa visão. A formação terá como foco o ensino do Braille, do Soroban e de tecnologias assistivas, além de orientações sobre o acolhimento e boas práticas didáticas voltadas a esse público.


Esta foi a primeira vez que o IBC participou de uma reunião do Conselho, composto pelos gestores dos 38 institutos federais, dos 2 centros de educação tecnológica (Cefets) e do Colégio Pedro II. Ao final do encontro, ficou acertada a construção de uma agenda conjunta para a programação das jornadas iniciais de capacitação, a partir das quais será feito o diagnóstico das demandas de cada instituição a ser atendida.


“Entendemos que para a inclusão efetiva desses alunos é preciso que as escolas organizem estratégias que garantam o cumprimento do seu papel na construção de conhecimentos. Isso significa dar condições para que eles consigam acompanhar as aulas de forma plena”, completou a professora Elise de Melo Borba Ferreira, coordenadora do Programa.


“ Foi muito produtiva a reunião. Manifestamos nossa posição crítica sobre a forma com que os deficientes visuais pessoas vêm sendo recebidos e ensinados nas escolas brasileiras. Ao mesmo tempo, propusemos uma metodologia de trabalho para tornar essa inclusão mais eficaz, que é o Programa Capacita Brasil”, disse o diretor-geral do IBC.


O presidente do Conif e reitor do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense, Marcelo Bender Machado, ressaltou a importância de as escolas brasileiras avançarem na questão da inclusão das pessoas com necessidades especiais. “A Rede Federal já tem uma forte trajetória de atuação na inclusão. Respeitando as limitações de cada um, trabalhamos para que nossos estudantes tenham acesso real à formação profissional e tecnológica de qualidade. Essa ação com o IBC trará um reforço para que possamos capacitar nossos servidores e aperfeiçoar a produção do material especializado voltado a alunos cegos e com baixa visão”, concluiu.


O primeiro instituto federal a firmar o convênio com o IBC é o IFMA, do Maranhão. A jornada de capacitação será entre os dias 25 e 28 de abril, com a participação de 90 profissionais, entre professores e técnicos administrativos da Educação Básica Técnica e Tecnológica.



Aniversário IBC


IBC recebe a visita do vice-cônsul do Japão
Ele conferiu os preparativos para a mostra da artista japonesa Liku Takahashi que faz parte das comemorações aos 162 anos da Instituição



A professora Maria da Glória Almeida e o vice-cônsul do Japão Eiji Takeya posam para a foto segurando a tela com a pintura bandeira do Brasil, ao lado da chefe de gabinete do IBC, Érica Deslandes, e da artista plástica Liku Takahashi.
A professora Maria da Glória Almeida e o vice-cônsul do Japão Eiji Takeya posam para a foto segurando a tela com a pintura bandeira do Brasil, ao lado da chefe de gabinete do IBC, Érica Deslandes, e da artista plástica Liku Takahashi.



O vice-cônsul do Japão, Eiji Takeya, foi recebido hoje (2) de manhã pela chefe de gabinete do Instituto, Érica Deslandes, e pela assessora da Direção-Geral, Maria da Glória de Souza Almeida – esta última responsável pela organização dos eventos que farão parte da semana comemorativa ao aniversário do IBC.


O diplomata visitou o Espaço Cultural que vai abrigar, a partir do próximo dia 8, a mostra da artista plástica japonesa Liku Maria Takahashi. Através de uma técnica, batizada de Maris, Liku procura tornar as suas obras de artes acessíveis tanto a quem enxerga quanto às pessoas cegas e com baixa visão.


A técnica foi criada em 2009, inspirada no pioneiro da arte conceitual, o alemão Joseph Beuys e utiliza areias de diferentes granulometrias para que as formas pintadas na tela possam ser reconhecidas pelo tato. As cores fortes que caracterizam os trabalhos da artista também são a associadas a aromas, de modo a permitir um outro nível de percepção sensorial das obras.


Entre as obras expostas está um grande painel com todas as bandeiras dos países que vão participar dos jogos, além do “Placar de Leitura com o Toque de Mão”, para que os cegos possam acompanhar os resultados das partidas do futebol de 5, que acontecerão na Barra da Tijuca.


Para a professora Maria da Glória, a exposição da artista japonesa tem tudo a ver com a Paralimpíada e o aniversário do Instituto. “É um evento que une a arte ao esporte, duas coisas que para nós do IBC significam muito, pois estão na base da formação que a instituição proporciona às crianças e jovens que aqui estudam. Por isso, estamos muito felizes de promovermos essa mostra com o consulado do Japão”, concluiu.


A exposição será aberta aos públicos interno e externo no próximo dia 8 e vai ficar em cartaz até o dia 16, sempre das 9h ao meio-dia.



Inclusão


Legislação de proteção à mulher será acessível aos cegos
O IBC vai realizar a transcrição, para o Braille, das Leis Maria da Penha e do Feminicídio



A professora Maria da Glória de Souza Almeida, acerta os detalhes da parceria com a coordenadora de Comunicação e a jornalista da SPM-Rio, Cida Santos e Melissa Ornelas, com a assessoria da jornalista do Instituto, Marília Estevão.
A professora Maria da Glória de Souza Almeida, acerta os detalhes da parceria com a coordenadora de Comunicação e a jornalista da SPM-Rio, Cida Santos e Melissa Ornelas, com a assessoria da jornalista do Instituto, Marília Estevão.



A parceria do IBC com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres foi definida hoje (20), na reunião entre a assessora da Direção-Geral do IBC, Maria da Glória de Souza Almeida, a coordenadora de Comunicação da SPM-Rio, Cida Santos e a jornalista Melissa Ornelas, também da Secretaria.


Segundo Cida Santos, a necessidade de dar acessibilidade às mulheres cegas aos mecanismos de assistência e proteção contra a violência doméstica e familiar ficou evidente a partir das denúncias que a SPM-Rio tem recebido de casos de abuso sofrido por essas mulheres que constam no Dossiê Mulher 2016, divulgado recentemente pelo Instituto de Segurança Pública, do governo do Estado do Rio de Janeiro.


“Este será o primeiro material da SPM-Rio acessível a cegos. A partir de agora, a transcrição para o Braille dos documentos públicos passará a ser a regra, disse Cida Santos. Segundo ela, uma parceria semelhante foi firmada com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines). “Iremos produzir seis programas sobre os conteúdos das Leis Maria da Penha e do Feminicídio na Língua Brasileira de Sinais para que eles sejam também conhecidos pelas pessoas surdas”, completou.


Na reunião ficou acertada também a realização de uma palestra sobre as duas leis e também sobre os direitos da mulher durante a semana comemorativa ao aniversário do IBC, em setembro. A palestra será dada pela subsecretária de Ações Temáticas da SPM-Rio, Kátia Lobo.


A professora Maria da Glória elogiou a iniciativa da Secretaria, dizendo esperar que ela sirva de exemplo para todas as instituições públicas e privadas. “Ter acesso a informações tão básicas como essas são fundamentais para o exercício da cidadania pela pessoa cega, mas isso é só o primeiro passo. É preciso continuar nesse processo, fazer com que a inclusão faça parte da rotina das instituições”, disse a professora.


Para se informar sobre os dados do dossiê, clique em Dossiê Mulher 2016


Cursos 2012 - Técnicas de Leitura, Escrita e Metodologia de Ensino do Sistema Braille

Técnicas de Leitura, Escrita e Metodologia de Ensino do Sistema Braille



ATENÇÃO: Curso Cancelado



Público: Professores e acadêmicos da área de educação.

Ementa: A origem do Sistema Braille e sua importância no processo de emancipação da pessoa com deficiência visual. O instrumental necessário para a escrita em Braille. Identificação e representação dos caracteres Braille na leitura e escrita de textos. Introdução à simbologia matemática. Leitura e transcrição de textos para o Sistema Braille integral. Metodologia e práticas de ensino do Sistema Braille.

Carga Horária Total: 64 horas/aula.

Pré-Requisitos: Não há.

Nº de Vagas: 25

Período do Curso: De 07/08 a 27/11/2012

Horários: Terça e quinta-feira, de 13:30 às 15:30hs

Período de Pré-Inscrição: De 11/06 a 13/07/2012

Documentos Obrigatórios:
• Ficha de pré-inscrição preenchida na íntegra: Faça aqui o download da ficha de pré-inscrição para cursos.
• Documento de Identidade;
• Certificado de conclusão de curso superior na área da Educação ou declaração da instituição de que é aluno regularmente matriculado em curso desta área;
• Foto 3 x 4 recente (apresentar no 1º dia de aula).

Leitura obrigatória: orientações gerais para pré-inscrição nos cursos e outras informações importantes

Para certificação: Frequência mínima de 80% e média igual ou superior a 6,0

Taxa de Material: R$ 80,00

Professor da Disciplina: Maria Helena Franco Sena.

Breve Currículo: Maria Helena Franco Sena – Graduada em Letras Português – Inglês, pela Universidade Santa Úrsula (1980).Concluiu o Curso de Formação de Professores no Colégio Santa Rosa de Lima (1975). Fez o Curso de Especialização de Professores na Área da Deficiência da Visão, do IBC, em 1983. Ingressou como docente no IBC em 1982, onde atua como professora nas séries iniciais do ensino fundamental e ministra cursos de Braille e de técnicas de cálculos no Soroban. Foi membro da Comissão Brasileira do Braille – MEC, (1999 a 2002).

Programa:

1.Breve histórico do Sistema Braille

2.Instrumentos utilizados para a escrita:
a)Reglete e punção
b)Máquina de datilografia Braille

3.O Sistema Braille:
a)Alfabeto
b)Letras acentuadas
c)Sinais auxiliares da escrita: maiúscula, caixa alta, grifo, sinal de número
d)Pontuação

4.Transcrição (do sistema comum para o Braille e vice-versa):
a)Palavras, frases e pequenos textos
b)Parágrafo e centralização de títulos
c)Leitura de textos em interponto

5.Simbologia matemática:
a)Numerais: indo-arábicos, romanos, ordinais, decimais, fracionários
b)Representação das operações fundamentais
c)Representação de datas

6.Metodologia de ensino do Sistema Braille para pessoas cegas:
a)A pessoa com deficiência visual
b)Pré-requisitos para a leitura e escrita
c)Sugestões de atividades práticas que estimulem o desenvolvimento do tato

Metodologia do Curso: aulas teóricas e práticas

Materiais fornecidos pelo IBC: reglete, punção, papel 120g; apostilas em braille e no sistema comum de escrita.

Avaliação: escrita e leitura

Bibliografia:
Grafia Braille para a Língua Portuguesa, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille, 2ª edição. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa – CMU. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Brasília, 2006.

Mapa do Site











  • RELATÓRIO DE GESTÃO 2003

    • Finalidades essenciais e Competências

    • Execução dos Programas de Governo e Trabalho

    • Indicadores de Avaliação da Gestão

      • GABINETE

      • Departamento de Planejamento e Administração (DPA)

      • Departamento de Educação (DED)

      • Departamento Técnico Especializado (DTE)

      • Departamento Médico e de Reabilitação (DMR)

    • Medidas Corretivas Implementadas

    • Origem e Aplicação dos Recursos

    • Informações Complementares







Inclusão


IBC leva o Programa Capacita Brasil ao Distrito Federal
Esta é a 3ª jornada de capacitação na área da deficiência visual realizada nesse ano pelo Instituto



Foto: IFB

Fizeram parte de autoridades (esq. para a dir.): o assessor para assuntos de inclusão da Setec/MEC, Franclin Nascimento; o diretor-geral do IBC, João Ricardo Melo Figueiredo; o pró-reitor de Extensão do IFB, Giano Luís Copetti; o diretor-geral do Campus Taguatinga do IFB, Leonardo Moreira Leodido; e a diretora de Políticas de Educação Especial da Secadi/MEC, Patrícia Raposo.
Fizeram parte de autoridades (esq. para a dir.): o assessor para assuntos de inclusão da Setec/MEC, Franclin Nascimento; o diretor-geral do IBC, João Ricardo Melo Figueiredo; o pró-reitor de Extensão do IFB, Giano Luís Copetti; o diretor-geral do Campus Taguatinga do IFB, Leonardo Moreira Leodido; e a diretora de Políticas de Educação Especial da Secadi/MEC, Patrícia Raposo.



Começou ontem (22) e vai até a próxima quinta-feira (25) a Jornada do Programa Capacita Brasil no Distrito Federal. A capacitação está sendo dada no Campus Taguatinga do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB).


A equipe de especialistas do Instituto Benjamin Constant que estão ministrando as oficinas é a mesma da jornada realizada no Maranhão: os professores João Ricardo Melo Figueiredo (Baixa Visão), Elise Borba (Técnicas de Produção Textual em Braille), Valéria Aljan (Orientação e Mobilidade) e Aires da Conceição Silva (Produção de Material Técnico-Especializado).


A abertura do evento foi ontem de manhã (foto). A representante da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação(Secadi/MEC), Patrícia Raposo, exaltou a importância do IBC como instituição pioneira na educação e capacitação profissional de pessoas com deficiências visuais no País. Ela disse também que o MEC quer estreitar relações com o Instituto através de parcerias que tornem mais efetivas as ações de inclusão social de brasileiros cegas e com baixa visão.


O diretor-geral do IBC, João Ricardo Melo Figueiredo, disse estar bastante otimista em relação à continuidade da capacitação dos servidores do Instituto Federal de Brasília e dos profissionais das demais instituições públicas de ensino do Distrito Federal. “Vou me reunir com os gestores do IFB para tratar do convênio que prevê outros cursos de capacitação nessa área, a partir do diagnóstico que teremos com essa jornada”, informou.



Mais agilidade no trâmite processual


Amanhã (24), o professor João Ricardo vai participar também da assinatura de um termo de cooperação com o Ministério do Planejamento para adesão ao Sistema Eletrônico de Informação (SEI).


O Sistema vai facilitar o trâmite de todos os processos internos e externos do Instituto e começará a ser implantado, aos poucos, a partir de janeiro do ano que vem.


“É natural que, no início, a gente estranhe as mudanças que o SEI trará, mas isso será resolvido com a capacitação dos servidores e funcionários terceirizados, com benefícios para a Instituição e a sociedade”, completou o diretor do IBC.


Alfabetização: Uma Reflexão Necessária

Alfabetização: uma reflexão necessária



A educação especial caracteriza-se, sempre, por oferecer um atendimento um tanto padronizado aos indivíduos que reclamavam atendimento a necessidades educativas especiais. Considerando-os todos como pessoas capazes de se desenvolverem através do concurso de teorias da aprendizagem comportamentalistas, fortaleceram-se os estigmas que rotulam cada deficiência. Sem sombra de dúvida, o período de alfabetização é aquele em que afloram os mais graves problemas verificados no correr do desenvolvimento mental da criança cega. Nessa fase, acionam-se esquemas interpretativos de fundamental importância; a ocorrência de falhas na construção das estruturas cognitivas durante as etapas evolutivas desse desenvolvimento trará ao alfabetizando graves dificuldades e irremediáveis fracassos. Sabe-se, todavia, que o processo de aprendizagem de uma criança portadora de deficiência visual requer procedimento e recursos especializados. Para que seu crescimento global se efetive, verdadeiramente, faz-se necessário que lhe sejam oferecidas muitas oportunidades de experiências, e inúmeras habilidades devem ser trabalhadas. Isto significa que uma criança cega deve ser educada sob a orientação de vários meios e exercícios de condicionamento. Este enfoque, antigo e superado, deve ser mudado. A criança cega precisa ser percebida como um ser inteiro, dona dos seus pensamentos, e construtora, ainda que em condições peculiares, do seu próprio conhecimento. Vê-la como um produto de treinamentos milagrosos é uma distorção que exige uma revisão urgente. Em meio a diversas propostas educacionais, surge o construtivismo. Ao tentar compreendê-lo, buscam-se novos rumos para que se ampliem as probabilidades de sucesso na alfabetização de crianças cegas. A importância do aprofundamento dessa procura liga-se à necessidade de inserir a educação de pessoas portadoras de deficiência visual a discussões educacionais mais amplas. A educação em si, bem sabemos, não é “especial”. Especiais, pode-se afirmar, são os procedimentos e recursos didático-pedagógicos.

O período de alfabetização suscita muito cuidado e impõe esmerado preparo aos professores. As dificuldades e os freqüentes fracassos dos educandos nessa fase escolar exigem uma mudança de atitude, e a tentativa na procura de outros caminhos. A escola precisa dinamizar sua atuação, os educadores precisam acreditar no seu ofício, a criança precisa ser levada a descobrir o seu verdadeiro papel no processo ensino-aprendizagem. A educação, como elemento transformador, precisa provocar a participação e a interação entre escola, educadores e educandos.


Assim, a validade dessa discussão prende-se ao fato de que é necessário compreender o processo de aprendizagem de uma criança cega: apreendendo passo a passo suas descobertas, promovendo seu desenvolvimento como um indivíduo capaz de crescer e realizar-se a despeito da deficiência que carrega. Novas concepções aparecem para que os alfabetizadores possam refletir. São princípios a serem analisados e não soluções apontadas, modelos experimentados ou aprovados. No entanto, é preciso levantar tais questões e procurar uma nova pedagogia que atenda os anseios do homem desse final de milênio. A educação espelha a ideologia de seu tempo, e caminha para o século XXI. Não é mais possível deixar uma criança cega à margem do seu próprio crescimento, fora do momento histórico em que vive. Ela tem de tomar consciência de si mesma, de suas reais possibilidades. Como qualquer outra criança, deverá perceber que constrói seu conhecimento, interpreta e reinterpreta a realidade que a rodeia, e cria e recria as coisas do seu mundo infantil. O construtivismo vem como um novo caminho, uma fonte de análise para que os educadores repensem profundamente as práticas pedagógicas. É imprescindível examinar essas questões. Tendo em vista os grandes problemas verificados durante o processo de alfabetização de crianças cegas, é importante que os alfabetizadores revejam a relação com seus alunos, reflitam sobre suas metas de ensino, despertem para objetivos claros e bem definidos, a fim de que a ação educativa esteja, realmente, em consonância com as necessidades do educando.


É um momento em que alfabetizandos e alfabetizadores se debatem em meio a múltiplas dúvidas e enormes tropeços. É um período de desafios e de descobertas imprevisíveis, tanto nos aspectos negativos quanto nos positivos. Por tais razões, é preciso que os professores que desejam dedicar-se a esse campo educacional tenham o preparo que se exige, para que os resultados obtidos sejam, na realidade, os mais proveitosos. A esses profissionais fica a tarefa de estudarem os três eixos principais onde seus trabalhos devem estar apoiados, conforme demonstrados no quadro abaixo:


Eixo LingüísticoQuem alfabetiza transmite os fundamentos básicos que estruturam uma determinada língua. Por isso, alguns princípios lingüísticos precisam ser trabalhados com critério e competência.
EixoEntende-se que a língua e a linguagem são dois instrumentos sociais. O homem fala e se comunica porque pertence a um determinado grupo social no qual se desenvolvem valores culturais específicos. A escrita é um objetivo socialmente estabelecido e a análise a respeito do assunto deve merecer destaque.
Eixo ConstrutivistaO construtivismo deverá ser estudado, como não poderia deixar de ser, a partir das pesquisas de Jean Piaget. A aquisição do conhecimento, ao correr das etapas evolutivas da criança, deverá constituir-se no alicerce dessa nova postura pedagógica. Os aspectos cognitivos da criança cega precisarão ser vistos e cotejados como os da criança vidente. Fazendo-se o confronto entre o processo do desenvolvimento mental de crianças videntes e de crianças cegas, pode-se estabelecer um paralelo de como se processa a aprendizagem dos dois grupos. Finalmente, é de suma importância verificar a aplicação do construtivismo e fazer o estudo comparativo entre as possibilidades, e, principalmente, o volume de oportunidades de aprendizagem entre crianças videntes e cegas.



À luz da lingüística, da sociologia, da epistemologia e da psicologia genética deve-se buscar a explicação do fenômeno “alfabetização”, ampliando sua abordagem. Mesclando todas essas correntes do conhecimento humano, aos educadores é oferecida uma gama variada de saberes e pensamentos. Aquilata-se assim, a complexidade que envolve a educação especial. Educar uma criança cega não é uma missão simples: é uma opção profissional imposta por uma grande vocação e deve estar baseada na consciência da responsabilidade de alguém que precisa investir no seu próprio trabalho, para que essa escola se transforme num desempenho digno que infunda respeito e credibilidade.


É preciso refletir: o que é alfabetizar?


Por que essa etapa, dentro do processo educacional, externaliza as mais profundas preocupações de educadores, psicólogos, cientistas sociais? Como envolver crianças, jovens e adultos nessa conquista? Tais perguntas poderiam juntar-se a outras mais, que no entanto, convergiriam para um único ponto: o indivíduo. Fala-se de cidadania, justiça social, de liberdade e de democracia. Inscrevem-se nestas palavras conceitos concretos, ainda que complexos, que deverão ser os pilares onde a educação, em todos os níveis, necessita apoiar-se. Faz-se necessário estudar a problemática da alfabetização sob a inspiração dessas quatro vertentes. De forma contrária, a tarefa esvazia-se de conteúdos significativos, forja discussões inócuas, incrementa idéias distorcidas, gera uma visão superficial de assuntos tão relevantes. A alfabetização passa pelo aprofundamento de vários fatores que inserem o homem no “mundo das letras”.


O alfabetizado não é só aquele que reconhece sinais gráficos, aprende fonemas, mecaniza procedimentos de leitura e de escrita, e os alfabetizadores necessitam preparar-se e estar atentos à responsabilidade que lhes cabe. Alfabetizar é rasgar horizontes, abrir atalhos, apontar saídas, descobrir soluções, criar situações concretas e propor desafios. É fazer o educando trilhar o caminho do conhecimento formal, e levá-lo a apreender “o saber consciente”. Não se trata de uma mera linguagem metafórica, em cujo cerne repousam comparações de efeito literário: essas palavras guardam a justeza do exercício de uma verdade irrefutável. O vislumbre de novas possibilidades provém da consciência; é essa consciência que deveria perpassar todas as coisas, que precisaria estar viva e clara na proposta de trabalho do professor alfabetizador. O fracasso escolar levanta questionamentos importantes e, então, aparecem inúmeros fatores que procuram explicar tal fato. A abordagem desse problema é larga e pede diferentes instrumentos de interpretação. Dessa forma, a falência da educação revela-se em muitas frentes. O despreparo dos professores, a repetência e a evasão escolar apontam para uma realidade insustentável: desqualifica-se o ensino e amesquinha-se o homem. É preciso ver o processo educacional como resultante da conjugação de ações recíprocas. Assim, o educando deixará de ser o dono das culpas absolutas, e o aprendiz um incapaz, detentor de todas as deficiências. É hora de investir num novo rumo, numa outra postura ante a educação. O período da alfabetização é responsável pelo insucesso de educandos e educadores. Essa barreira existe e tem de ser transposta.


O estudo de uma nova conduta filosófica, de uma nova diretriz educacional nesse campo, poderá servir de suporte para a implantação de uma outra linha pedagógica que favoreça o alfabetizando, fazendo-o sujeito e não objeto de sua aprendizagem, de forma a integrar-se em sua comunidade cultural, descobrindo o mundo que o cerca, decodificando os muitos contextos existentes, enfim, tornando-se um ser possuidor de senso crítico. É necessário promover o debate e acionar os mecanismos mobilizadores de uma ação participativa, criando instrumentos e fomentando recursos que ergam uma escola capaz de trabalhar o educando como um todo, pesquisando suas potencialidades e respeitando suas diferenças. A educação especial não pode afastar-se dessa nova visão, visto que as pessoas deficientes visuais precisam compartilhar, como quaisquer outras, da construção do seu saber. Para tanto, devem ser criados ambientes educacionais ricos de estímulos e experiências, onde se promovam situações renovadas de aprendizagem. Constantes mudanças devem ser provocadas, propiciando atitudes criativas, estimulando atividades que favoreçam o desenvolvimento global de educandos cegos. A educação deve estribar-se no mais sério propósito existente: a ascensão do ser humano. Compreendendo este propósito, o educador atenderá o seu papel e buscará exercê-lo com competência e visão crítica. A ação educativa impõe constantes transformações e procura novas tentativas. Através dos tempos, desde épocas mais remotas, o homem luta para aprender. Aprender no sentido mais amplo da palavra, o que passa pelo instinto de preservação (a sobrevivência), e alcança seu ápice no refinamento mais elevado do espírito.


Quando se fala em educação especial pensa-se logo em alunos “especiais”. Como se poderia entender o vocábulo “especiais”? Pessoas difíceis? Crianças problemáticas? Aprendizagem diferente?

Aquele que pretende ingressar nesse campo de ensino precisará saber que uma criança cega é um ser que se desenvolve, que constrói, que aprende. Entretanto, ela apresenta necessidades específicas que reclamam um atendimento especializado e basicamente dirigido a essas especialidades. Uma criança não é mais ou menos capaz por ser cega. A cegueira não confere a ninguém nem qualidades menores nem potencialidades compensatórias. Seu crescimento efetivo dependerá exclusivamente das oportunidades que lhe forem dadas, da forma pela qual a sociedade a vê, da maneira como ela própria se aceita. É de fundamental importância que o professor não veja nesta criança um aprendiz de segunda categoria, um educando treinável, cujo adestramento de certas áreas promoverá um desempenho educacional satisfatório. Penetrando-se, mais profundamente, na teoria da construção do conhecimento de Jean Piaget, compreende-se que só a educação construtivista fornecerá dados concretos para que se cumpra, em essência, o desenvolvimento intelectual de uma criança cega. Interagindo com os objetos, com o meio físico e com as pessoas, essa criança terá o seu crescimento mais facilitado e mais firme. Tomando-se as idéias construtivistas aplicadas à educação, diríamos, num primeiro momento, ser de todo impossível alfabetizar uma criança cega dentro de tais moldes. De maneira inversa a da criança vidente que incorpora, assistematicamente, hábitos de escrita e de leitura desde muito cedo, a criança cega demora muito tempo a entrar no universo do “ler e escrever’’. O Sistema Braille não faz parte do dia-a-dia, como um objeto socialmente estabelecido. Somente os cegos se utilizam dele. As descobertas das propriedades e funções da escrita tornam-se impraticáveis para ela. As crianças cegas só tomam contato com a escrita e com a leitura no período escolar. Esse impedimento, sabe-se, pode trazer prejuízos e atrasos no processo da alfabetização. É a hora da educação fazer-se mais forte e cumprir com seus reais objetivos: abrindo frentes de conhecimento, suprindo lacunas, minimizando carências. Os professores que seguem a linha construtivista consideram até certo ponto desnecessários exercícios prévios, que preparam o educando para ingressar no processo de alfabetização propriamente dito. Eles não acreditam na chamada “prontidão para a alfabetização”.


O que deve ficar claro, entretanto, é que no caso da educação de crianças cegas esse procedimento não pode ser adotado. Como já foi mencionado, o desenvolvimento global de uma criança cega requer técnicas e recursos especializados. Dentro do processo educacional de crianças cegas, é importante que sua evolução seja acompanhada de forma precisa e venha a propiciar realmente uma evolução, fazendo-a adquirir um grau mais alto de eficiência. Por isso, nessa fase, dá-se grande ênfase ao desenvolvimento de um conjunto de habilidades que são pré-requisitos para a leitura e a escrita do Sistema Braille. Capacitar uma criança não é condicioná-la, transformando-a num ser automatizado, com respostas previsíveis e resultados esperados. A capacitação ressaltada nasce da independência do perfeito domínio de si mesmo. Quando se fala na importância de desenvolver capacidades básicas, fala-se da finalidade máxima da educação especial: dar ao indivíduo portador de qualquer deficiência as condições essenciais para torná-lo um ser harmônico, uma pessoa plena, um homem com consciência de si mesmo. Esses pré-requisitos são trabalhados a partir das dificuldades geradas pela própria cegueira. Assim, ao acionarem-se mecanismos capazes de mobilizar estruturas internas, pode-se: ampliar movimentos corporais, fortalecer músculos, refinar percepções, estimular memória e amadurecer condutas. Para o alfabetizador conquistar êxito em sua tarefa é fundamental que seu trabalho se revista de inúmeros aspectos: conteúdos bem definidos, métodos e técnicas adequados, material didático apropriado, enriquecimento de informações reais, liberdade de criação e de expressão.


Não há uma receita pronta e infalível para educar esta ou aquela criança. O alfabetizador tem de conhecer o educando que tem diante de si e sobre o qual recai sua atenção pedagógica. No preparo e na coerência da prática docente pode-se encontrar solução para grandes problemas.

Maria da Glória de Souza Almeida - Professora do Instituto Benjamin Constant.

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