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VIII Seminário Conectando Conhecimentos dialoga sobre mercado de trabalho e deficiência visual

Evento reuniu estudiosos e envolvidos com o tema na tarde do dia 5, no formato de mesa-redonda e comunicação oral.

  • Publicado: Sexta, 07 de Junho de 2019, 13h59
  • Última atualização em Segunda, 17 de Junho de 2019, 08h33
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Maria Rita, Deborah, Renan, Andreia, Anderson, Maudeth e Sonia
Maria Rita, Deborah, Renan, Andreia, Anderson, Maudeth e Sonia

conectando junho19 3A professora do IBC, Maria Rita Campello Rodrigues (na foto ao lado escrevendo), foi a mediadora da mesa-redonda instalada no palco do Teatro Benjamin Constant, para abordar a temática mercado de trabalho e deficiência visual. Os membros da mesa tiveram 15 minutos para transmitir aos presentes suas experiências e responderam algumas perguntas da plateia ao final de todas as apresentações.

conectando junho19 1Além da mesa-redonda aconteceu a comunicação oral do psicólogo Adilson Valdano Muthambe (na foto acima), que fez sua explanação sobre as práticas e desafios na formação e inclusão laboral da pessoa com deficiência visual nas instituições de Ensino Superior em Moçambique.

Esta edição do Seminário Conectando Conhecimentos contou com a participacão de 80 participantes — a grande maioria  professores das redes de ensino estadual e municipal do estado do Rio de Janeiro,  que dividiram suas experiências e tiraram suas dúvidas com os palestrantes. Havia ainda entre os ouvintes muitos estudantes de cursos de licenciatura e de psicologia e serviço social.  O evento contou também com a participação dos servidores e dos alunos dos cursos técnicos do IBC.

 

Participaram da mesa-redonda:

- Andreia dos Santos Carvalho, psicopedagoga, funcionária da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC-RJ), levantou questão sobre o efeito e influência do posicionamento adotado diante da deficiência, para que ocorra o sucesso na inclusão, educação, formação e reabilitação para o mercado de trabalho; e ressaltou que encaixado no mercado de trabalho, este pode virar uma poderosa ferramenta de reabilitação. A psicopedagoga pontuou o desconhecimento, por parte dos empregadores, dos instrumentos de acessibilidade para as pessoas com deficiência, além do preconceito que estaciona o foco nas limitações das pessoas e não permite observar as capacidades e habilidades.

- Deborah Prates, advogada, vinculada ao Instituto dos Advogados do Brasil (IAB), relatou sua luta para atuar profissionalmente, excluída que está do obrigatório ambiente digital/eletrônico dos processos jurídicos, que não possuem as condições de acessibilidade. Neste sentido, denuncia o capacitismo (discriminação contra pessoas com deficiência, está ligado à corponormatividade que considera determinados corpos como inferiores e incapazes) do qual os advogados com deficiência são vítimas. “A saída é enfrentar, ocupar os espaços, como faço aqui, e resistir”, recomendou Débora.

- Maudeth Py Braga, psicóloga, professora na Universidade Federal Fluminense (UFF), ponderou sobre quais afirmações seriam possíveis frente as recentes mudanças na legislação, já que ainda não demostraram o seu verdadeiro impacto. Maudeth comentou que, seguramente, a formação é uma das saída de superação do preconceito e do capacitismo; devendo as instituições formadoras oferecerem em seus cursos conteúdos programáticos que abordem a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. “O trabalho é um operador de saúde”, falou ao afirmar que não é só a renda o valor do trabalho para as pessoas. Uma crítica feita à política de governo foi a possível extinção do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CONAD).

- Renan José do Nascimento, aluno da reabilitação do IBC, narrou a sua experiência de trocar a situação de aposentado por invalidez pela oportunidade de retornar ao mercado de trabalho e se sentir uma pessoa produtiva e capaz. Hoje, empregado, se diz mais feliz e com mais dignidade.

- Anderson de Oliveira Vallejo, professor do IBC, falou do compromisso em preparar os alunos para o ofício escolhido, que visa formar profissionais com conhecimento e habilidade, capazes de realizarm com competência seus trabalhos.

- Sonia Regina Rocha, psicóloga do IBC, fez um panorama sobre a inserção da pessoa com deficiência visual no mercado formal de trabalho, manifestando uma especial  preocupação com a qualidade das inserções motivadas exclusivamente para o cumprimento de cotas.  Segundo ela, muitas vezes o trabalhador é direcionado a funcões aquém da capacidade deles ou são submetidos a rotinas extenuantes que lhe acabam trazendo prejuízos à saúde. 

Os Seminários Conectando Conhecimentos

São promovidos semestralmente pelo Departamento de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão (DPPE) e realizados pela Divisão de Pós-Graduação e Pesquisa (DPP), com o objetivo de ser um espaço de diálogo entre profissionais/pesquisadores e o público interessado, fomentando o intercâmbio e interação entre estudiosos, constituindo-se um ambiente de compartilhamento de conhecimentos e experiências. 

 

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