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Notícias

Comunidade comemora os 162 anos de criação do IBC em uma semana de festa

A programação de aniversário começou no dia 8 e foi até o dia 16 de setembro.

  • Publicado: Segunda, 30 de Janeiro de 2017, 11h16
  • Última atualização em Quinta, 06 de Abril de 2017, 09h24
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Painel de fotos mostra os eventos que fizeram parte da semana comemorativa ao aniversário do Instituto.
Painel de fotos mostra os eventos que fizeram parte da semana comemorativa ao aniversário do Instituto.

O primeiro evento comemorativo aos 162 anos de fundação do IBC foi a exposição da artista plástica japonesa, Maria Liku Takahashi, aberta no dia 8. A mostra, promovida pelo Instituto em parceria com o consulado do Japão no Rio de Janeiro, pôde ser apreciada por deficientes visuais e videntes, graças à técnica desenvolvida pela artista para produzir telas táteis, sempre com cores bem contrastantes, fundamentais para serem identificadas por pessoas com baixa visão. A exposição ficou aberta ao público até o dia 23 

No dia 12, o Departamento de Pesquisas Médicas e de Reabilitação promoveu uma mostra com os trabalhos artísticos desenvolvidos pelos reabilitandos nas oficinas de Artes com Jornal, de Reciclagem, Cerâmica e de Artes em Couro. A mostra ficou em cartaz até o dia 16 e contou com a participação do artista plástico Jorge Rosa.

Os 10 anos da Lei Maria da Penha foi o tema central da palestra dada pela subsecretária executiva de Programas e Ações Temáticas da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Rio de Janeiro, Kátia Lôbo, no dia seguinte pela manhã. “Antigamente se dizia que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher. Pois hoje dizemos que nesse tipo de briga nós e o Estado somos a colher e não podemos mais nos omitir”, explicou Kátia Lobo, que prometeu para breve a edição em Braille das Leis Maria da Penha e do Feminicídio.

No mesmo dia, à tarde, a Associação dos Ex-alunos promoveu uma apresentação cultural, com a participação de alunos, do coral de professores do IBC e também do professor aposentado, Severino Campelo. O evento homenageou ainda os 80 anos de fundação da Rádio Nacional, tendo como convidado o respectivo diretor de Programação, Marcos Gomes.

Os dias 14 e 15 foram reservados às apresentações musicais dos alunos do ensino fundamental e da reabilitação. A garotada cantou e tocou músicas dos mais variados gêneros, como gospell , rap. Os alunos da reabilitação também soltaram a voz, sozinhos ou em conjunto, como o Grupo Ponto de Vista, que entoou clássicos da MPB. Houve também apresentação de dança de salão.

O grande dia

Como neste ano o aniversário do IBC – 17 de setembro – caiu em um sábado, a tradicional comemoração foi na sexta-feira, dia 16. A festa começou às 8 da manhã, com o hasteamento das bandeiras do Brasil, do Estado do Rio de Janeiro e do IBC. A solenidade contou com a participação da banda dos fuzileiros navais do 1º Distrito Naval. Eles executaram o Hino Nacional Brasileiro e, em seguida, fez uma apresentação no pátio da escola, lotado de servidores, alunos, ex-alunos, reabilitandos e familiares.

Foi também ao som da banda dos fuzileiros que a comunidade saudou o Instituto cantando Parabéns pra Você, com direito a bolo e vela de aniversário. Em seguida, foram realizadas três cerimônias religiosas simultâneas - uma missa, um culto evangélico e uma reunião espírita. “Acho muito importante, num momento como esse, agradecermos a Deus pela existência dessa instituição e por tudo que recebemos dela ao longo de sua história”, disse a assessora Maria da Glória de Souza Almeida, organizadora dos festejos comemorativos à data.

O ponto alto da festa foi a sessão solene, realizada no Teatro Benjamin Constant, que reuniu várias gerações de alunos e servidores da Instituição. Os alunos e ex-alunos que participam do Paralimpíada Rio 2016 receberam uma homenagem especial, assim como seus técnicos e os professores de educação física do Instituto. Todos eles foram calorosamente aplaudidos pelas autoridades presentes e pela plateia.

Nas falas dos representantes da comunidade acadêmica, a tônica foi a importância do Instituto na vida dos deficientes visuais que nele tiveram a oportunidade de estudar e se reabilitar. “Sem o IBC eu hoje não seria ninguém. Estaria em casa, deprimido pela perda da visão, achando que a vida tinha acabado para mim. Aqui eu descobri todo um potencial que eu tinha e não sabia e que a cegueira fez aflorar, disse o reabilitando Carlos Alberto Ferreira da Silva.

No seu depoimento, a representante da Associação dos ex-alunos do IBC, a professora Ana Cristina Hildebrandt, falou como a existência de uma escola especializada no ensino de cegos mudou o destino de vários membros da sua família além dela. “Graças a formação recebida aqui, todos se tornaram cidadãos independentes, orgulho de seus pais, filhos e irmãos, muitas vezes superando mesmo os parentes que enxergavam”, contou. 

Muito emocionada e com as mãos trêmulas, a aluna Juliana Aparecida Ferreira Gonzaga, do 5º ano, teve dificuldade de ler o discurso escrito em Braille e acabou falando com o coração. “Além das aulas, o IBC nos proporciona outras atividades que enriquecem a nossa formação, como teatro, música e esporte. Quero que o Instituto continue a existir por muito mais tempo para que outras pessoas como eu possam estudar aqui”, disse.

Emocionada também ficou a representante da Associação Brasileira de Professores Cegos e Amblíopes, professora Nair Santos Oliveira ao fazer um tocante resgate da história da instituição e falar da importância dela na sua vida e na de todos que aqui trabalharam e estudaram.

O diretor-geral do IBC, João Ricardo Melo Figueiredo, encerrou os discursos falando sobre o futuro – em especial, sobre os desafios do IBC para ampliar suas ações, seja capacitando profissionais da educação do todos os estados do Brasil no atendimento aos estudantes deficientes visuais através do Programa Capacita Brasil, como também pelo ensino a distância.

Ele também anunciou uma vitória importante junto ao Ministério - a contratação de 17 aprovados no último concurso para reforçar o quadro de servidores da Instituição. “Depois de passarmos os últimos anos pedindo a autorização do MEC para chamar os aprovados, conseguimos agora que as autoridades em Brasília liberassem a contratação desses candidatos”, completou o diretor, desejando um feliz aniversário à Instituição e dando os parabéns a todos que nela estudam e trabalham.

 

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