ALP Análise, Linguagem e Pensamento 5a. série Ensino Fundamental Maria Fernandes Cócco Marco Antonio Hailer A diversidade de textos numa proposta socioconstrutivista Impressão braille em três partes, São Paulo, 2000, da Editora FTD S.A. Terceira Parte Ministério da Educação Instituto Benjamin Constant Av. Pasteur, 350/368 -- Urca 22290-240 Rio de Janeiro RJ -- Brasil Tel.: (0xx21) 2543-1119 Fax: (0xx21) 2543-1174 E-mail: ~,ibc@ibcnet.org.br~, ~,http:ÿÿwww.ibcnet.org.br~, -- 2004 --

Editoria de texto: Maria Cecília Mendes de Almeida Revisão: Adriana Rinaldi Périco Iracema Santos Fantaguci Todos os direitos de edição reservados à EDITORA FTD S.A. ISBN 85-322-1060-0 Matriz: Rua Rui Barbosa, 156 (Bela Vista) -- São Paulo -- SP CEP 01326-010 Caixa Postal 65149 -- CEP da Caixa Postal 01390-970 Tel.: (0xx11) 3253-5011 Fax: (0xx11) 3284-8500 Internet: ~,http:ÿÿwww.ftd.com.br~, E-mail: ~,portugues@ftd.com.br~,

¨ I ÍNDICE Terceira Parte *CURIOSIDADES* :::::::::::: 157 O CONDE DE GARVES :::: 157 CORRIDA DE CAVALOS :::: 160 RELAÇÕES INTERPLANE- tárias :::::::::::::::::::: 167 CLASSIFICADOS INTERGA- lácticos :::::::::::::::::: 175 OS TRIPULANTES DO ESPAÇO :::::::::::::::::: 178 BREVES MOMENTOS ::::::::: 180 EDUARDO E MÔNICA ::::::: 185 NOTÍCIAS CURIOSAS ::::::: 193 INVENÇÕES CURIOSAS :::::: 200 HORÓSCOPO ::::::::::::::::: 204 HORÓSCOPO DE HOJE ::::: 210 O DESENHO ANIMADO NASCEU JUNTO COM O CINEMA? ::::::::::::::::: 215 MÍSTICOS SE REFUGIAM EM SÃO THOMÉ :::::::: 219 O CÁCTUS E O LAGARTO ::::::::::::::::: 221

GENTE, BICHO, PLANTA :::::::::::::::::: 225 *FIM DE PAPO* ::::::::: 237 *ANEXO* ::::::::::::::::::: 238 SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA ANÁLISE LITERÁRIA ::::::::::::::: 238 <88> *CURIOSIDADES* O CONDE DE GARVES _`[{tela de Frei Pablo de Jesus e Padre San Gerônimo, apresentada a seguir._`] Um cavaleiro sobre um cavalo. O contorno das formas do animal e da roupa do cavaleiro foram desenhados com linha branca em fundo preto e preenchidas com linhas brancas circulares. O rosto e as mãos do cavaleiro estão pintados de forma real. Ele usa chapéu e sua blusa tem uma gola alta de onde sai uma espécie de gravata rendada. <89> EXPLORAÇÃO 1. Na sua opinião, o que há de curioso nesta reprodução? Por quê? 2. Escreva uma frase que o cavaleiro da figura poderia estar falando. 3. Você acredita que esta cena aconteceu em época antiga ou atual? Aponte elementos da reprodução que comprovem isto. 4. Observe o rosto, as mãos e o cavalo. Que diferença há na representação desses elementos? PRODUÇÃO Imagine esta reprodução ilustrando um anúncio de espetáculo circense. Sente-se com um colega e escrevam o anúncio do espetáculo. AVALIANDO A PRODUÇÃO Verifique o resultado de seu trabalho observando: Há o nome do circo? O preço, a data e o horário das apresentações foram citados? O texto está coerente com a reprodução? Há citação de outras atrações do circo? Há o local e o respectivo endereço onde o circo está montado? A forma de apresentação do anúncio está adequada? As palavras estão escritas corretamente e de maneira legível? EXTRAPOLAÇÃO O padre Gerônimo fez o esboço do corpo de um cavalo e depois completou-o com linhas circulares para que frei Pablo pintasse as mãos e o rosto do cavaleiro. Escolha um colega e combine com ele: um faz o esboço de uma figura e preenche com linhas e o outro completa o desenho com elementos reais (através de desenho ou colagem). Exponha o resultado do trabalho de vocês na classe. ================================== ç peça orientação ao professor y gggggggggggggggggggggggggggggggggg <90> CORRIDA DE CAVALOS Para 2 a 4 jogadores Como preparar o jogo: 1. Cada jogador escolhe um cavalinho. 2. Agora, combine com seus adversários quantas voltas a corrida deve ter. 3. Depois, todos jogam o dado. Quem tirar o número maior escolhe uma pista para seu cavalinho começar a correr. 4. Os jogadores seguintes, cada um na sua vez, vão escolhendo uma pista. Todos os jóqueis estão prontos! A corrida vai começar! Como jogar: 1. Jogue o dado e ande com seu cavalinho o mesmo número de casas que o número sorteado. 2. Como bom jóquei, ande direitinho com seu cavalo. Você pode andar de 2 formas: • Para a frente. • Para os lados, isto é, mudar de uma pista para outra. Importante: Você nunca pode andar em diagonal. _`[{desenho indicando que é errado andar em diagonal._`] Mas atenção: Você só pode mudar de uma pista com número maior para outra com número menor. Assim: Você pode mudar da pista 4 para a 3, da pista 3 para a 2, e da 2 para a 1. Você só pode passar de uma pista menor para uma maior para ultrapassar outro cavalinho, como você verá logo a seguir. _`[{dois desenhos ilustrando como mudar de pista._`] 3. Atenção! tem um cavalinho bem na frente do seu. E como cavalo não é canguru, você não pode saltar sobre o cavalo que está na sua frente, mas *pode ultrapassá-lo*. Para ultrapassar, é só você passar seu cavalinho para a pista do lado, *mesmo que esta pista seja maior*. _`[{desenho ilustrando como fazer a ultrapassagem.`] 4. Cuidado com os obstáculos! Veja que na pista há uma série de casas vermelhas, que são os obstáculos. Se você cair em um deles, terá que voltar para a casa indicada pela seta. 5. Última volta: Para começar a última volta, passe pela PARTIDA, ande por toda a pista até chegar novamente à PARTIDA e continue até o disco de CHEGADA.

Quem ganha o jogo: O primeiro jóquei que completar a última volta e cruzar o disco de CHEGADA é o vencedor! *6 Super Jogos*. São Paulo, Manufatura de Brinquedos Estrela S.A. EXPLORAÇÃO 1. O texto *Corrida de cavalos* está dividido em três partes. Escreva o nome de cada uma. 2. O que os desenhos, ilustrando o item *COMO JOGAR*, representam? 3. Como você pode fazer para ultrapassar um cavalo? 4. O que acontece quando você encontra um obstáculo, segundo o texto? <91> 5. Qual é a regra para passar de uma pista para outra? 6. Quais as condições para vencer o jogo?

7. Neste texto, são utilizados o código verbal e o extraverbal. Identifique-os. 8. Na sua opinião, por que são utilizadas no texto letras de tamanhos diferentes? _`[{no seu livro em braille as letras de tamanhos diferentes estão em caixa alta._`] 9. Você acha que as regras do jogo estão fáceis de ser entendidas? Justifique com elementos do texto. 10. Quais as semelhanças e diferenças entre os textos *O Conde de Garves* e *Corrida de cavalos*? 11. Na sua opinião, para que idade esse jogo é mais apropriado? Por quê? 12. Reúna alguns colegas em sua casa e jogue com eles essa *Corrida de cavalos*. EXTRAPOLAÇÃO 1. Estude com um colega os detalhes das regras e modifiquem algumas delas, para que fique mais difícil ganhar o jogo. Escreva numa folha à parte e apresente para seus colegas. <92> 2. Leia as instruções sobre como fazer um cata-vento e um apito de papel e compare com o texto *Corrida de cavalos*. Quais são as semelhanças e diferenças? CATA-VENTO Corte um quadrado de cartolina com 24 cm de lado, recorte os quatro triângulos formados pelas diagonais (A). Dobre-os como em B junte-os pelas pontas com um alfinete grosso e fixe-os a uma vareta. Está pronto seu cata-vento (C). _`[{três figuras apresentadas a seguir._`] Figura A: quadrado com duas linhas tracejadas em diagonal. Figura B: o quadrado com quatro pontas dobradas para o seu centro. Figura C: desenho ilustrando como fixar o cata-vento na vareta. ================================== ç peça orientação ao professor y gggggggggggggggggggggggggggggggggg APITO DE PAPEL Sobre uma folha de papel, desenhe o modelo indicado na figura A e recorte-o. Depois dobre, seguindo a linha pontilhada 1, e torne a dobrar para fora, as duas pontas seguindo as linhas 2 e 3. Recorte o orifício, em forma de losango, desenhado ao centro e o apito estará pronto, conforme se vê na figura B. Segure o papel, assim dobrado, entre o dedo indicador e o médio e sopre levemente pela embocadura. Você emitirá um assobio que poderá ser ouvido a uma razoável distância!

_`[{dois desenhos ilustrativos do apito de papel._`] ================================== ç peça orientação ao professor y gggggggggggggggggggggggggggggggggg <93> RELAÇÕES INTERPLANETÁRIAS Íamos lançar, na Excelsior, um quadro de entrevistas, dentro da programação dominical, que apresentaria gente que tivera qualquer tipo ou grau de contato com discos voadores. Coube-me, como um dos produtores, a pré-entrevista e a seleção dos candidatos. Bastaram alguns textos-chamada na TV para atrair dezenas de depoentes. Um simples olhar à fila que se formou à entrada da emissora me preocupou. Alguém trazia uma tartaruga amarrada a uma corda. Outro, uma torre de meio metro fixada à cabeça. O primeiro candidato a entrevistado a entrar em minha sala, porém, pareceu-me absolutamente normal. -- Vim aqui porque não desejo participar do programa -- informou logo à porta, mal-humorado. -- Ah, entendo, o senhor ia passando... -- Não ia passando. Fiquei duas horas na fila. <94> -- Se veio até aqui, por que não quer ser entrevistado? -- Porque não acredito em disco voador. Até agora só vi três. O segundo candidato estava calmo e mantinha um sorriso cortês. Pessoa com os pés no chão. -- Faz calor aqui -- disse, desabotoando o botão superior da camisa. -- Este bairro é muito quente -- concordei. -- Não me refiro ao bairro, mas ao planeta. Muito quente. Não suporto uma semana aqui. Só venho para visitar a família e me mando. -- Onde mora? -- Marte. Faz cinco anos. -- Ótimo. O senhor vai ser entrevistado no programa. Por favor, nome e endereço. -- Um momento. A TV paga a entrevista? -- O que vai fazer com cruzeiros em Marte? -- Nada. Por isso quero o pagamento em dólares. Outro candidato morava aqui mesmo, na Terra, e não queria pagamento pela entrevista. Costumava viajar de disco voador aos quatro cantos do planeta, e para comprovar propunha: -- Se duvidam, podem me entrevistar na Califórnia. Apareço por lá. Vocês apenas terão de nos trazer de volta. -- Disse nos trazer? -- A mim e à minha família. A gente se encontra na Disneylândia, tá? O homem da tartaruga, explicando-se, foi logo dizendo que a levava a passeio somente uma vez por mês. Entendi. Não era um débil mental, seria no máximo débil mensal. -- Veio de Júpiter -- disse. -- Quem? -- A tartaruga. Em Júpiter não tem cachorro. Um primo meu esteve lá e trouxe o bicho. Será que algum instituto a compraria para estudos? Aceito troca. Estou precisando duma geladeira nova. O da torre na cabeça tinha o cacoete de torcer o lóbulo da orelha esquerda. No resto era bastante equilibrado. -- O que faz essa torre na sua cabeça? -- Estou ouvindo uma estação de rádio. -- Mas precisa duma antena desse tamanho? -- Preciso. A emissora é em plutão. Mas nem todos os candidatos apresentavam perturbações mentais ou queriam levar vantagem. Alguns apenas tinham visto objetos não identificados. A maioria viajara em discos, comunicava-se com extraterrenos ou passava férias noutros planetas. O caso mais sensacional foi duma bela jovem que entrou na sala precipitadamente, fechou a porta e declarou de modo a não deixar dúvida: -- Sou marciana. Naquela época eu era moço, com muita sede de viver, bom salário e sem preconceitos interplanetários. Saí com a marciana, nunca tinha saído com uma, fomos a um restaurante, bebemos, dançamos e... Bem, vocês sabem como os terráqueos são. O curioso aconteceu recentemente. Vinte anos depois. Recebi um telegrama. Que dizia: -- Papai. Cheguei à Terra. Ansioso por conhecê-lo. XRLS-3345.

Será que a minha mulher vai entender que tudo não passou de uma experiência científica? Será? Marcos Rey. Revista *Veja*. São Paulo, agosto de 1992. <95> EXPLORAÇÃO 1. Após a leitura do texto, verifique se há palavras que você não compreendeu o sentido. Consulte um dicionário e escolha um sinônimo que se adapte ao contexto em que a palavra está inserida. 2. Pesquise no texto e escreva no seu caderno palavras que apresentem os significados das definições abaixo: -- movimento ou contrações repetidas e involuntárias dos músculos do corpo; tique; -- de fora da ferra; -- que tem cortesia, delicado; -- pessoa que depõe como testemunha; -- relativo ao domingo.

3. Dê exemplos de palavras e expressões que foram utilizadas no texto em função da temática (texto de ficção científica). 4. Sente-se junto a um colega e dividam o texto tendo em vista as apresentações das diversas personagens que se inscreveram no programa de televisão. Comparem a divisão de vocês com a de seus companheiros e escrevam aqui suas conclusões. 5. Qual é o assunto principal do texto? 6. Quais as personagens que aparecem no texto? Qual a que você considera a mais simpática? 7. No texto *Relações interplanetárias* é possível caracterizar física e psicologicamente as personagens. Escolha uma delas e escreva suas características. <96> 8. O texto está escrito em primeira pessoa; isto quer dizer que o narrador também é personagem da história. Comprove a afirmação com elementos do texto. 9. Quanto tempo levou para acontecer a história? Justifique sua resposta com elementos do texto. 10. Qual das personagens você acha que mais se aproxima de uma pessoa real, isto é, é mais verossímil? 11. Na sua opinião, por que o texto *Relações interplanetárias* pode ser considerado de ficção científica? 12. Por que a personagem que vivia em Marte queria receber em dólares? 13. Como você acha que poderia ser o desfecho (o final) da história? PRODUÇÃO Faça você também uma programação para televisão: escreva no seu caderno os programas que você escolheria para a manhã de sábado. Compare sua programação com a de seus colegas e elejam o programa que mais apareceu. Conversem sobre esse programa com seu professor e discutam suas características. <97> CLASSIFICADOS INTERGALÁTICOS !::::::::::::::::::::::::::::::::ÿ l Cápsula residencial em _ l Saturno próxima aos anéis. _ l Alugo para temporada _ l Contato sat wy 209 _ h::::::::::::::::::::::::::::::::j !::::::::::::::::::::::::::::::::ÿ l Marciano procura venusiana _ l para relacionamento secular. _ l Preferência por seres femi- _ l ninos com um olho só e duas _ l bocas. VIA 62 Mars _ l cr xt 1 _ h::::::::::::::::::::::::::::::::j

!::::::::::::::::::::::::::::::::ÿ l Conheça as crateras meteo- _ l ríticas de FROT. _ l Passeio de ônibus espacial _ l panorâmico. Turismo Inter- _ l galáctico SAT WX 546 _ h::::::::::::::::::::::::::::::::j !::::::::::::::::::::::::::::ÿ l Vende-se veículo aéreo _ l ano 2034, cl computador _ l celular. SAT WW 897 _ h::::::::::::::::::::::::::::j <98> EXPLORAÇÃO 1. Por que há poucas informações em classificados de jornais e revistas? 2. Você gostaria de conhecer a garota que o marciano está procurando? 3. Você gostaria de comprar o veículo que está sendo anunciado? Justifique. 4. Qual dos anúncios interessaria a você? Por quê? EXTRAPOLAÇÃO Nos *Classificados intergalácticos* não é possível perceber detalhes das personagens que foram autoras dos anúncios. Escolha um dos classificados e invente as características da personagem. PRODUÇÃO Após conhecer as personagens criadas, reúna um grupo daquelas que tenham algo em comum. Criem um capítulo de uma novela de televisão, dando vida a essas personagens. Ensaiem, dramatizem e apresentem para a classe. AVALIANDO A PRODUÇÃO Verifique o resultado de seu trabalho observando: Há descrição do lugar e da época? Há introdução à história, para situar o ouvinte? Há a indicação dos sentimentos que as personagens devem transmitir? As falas das personagens estão adequadas à história? Aparece alguma indicação dos sons ou músicas que devem acompanhar a narração ou diálogo? Há começo, meio e fim? É estabelecido um conflito, próprio das novelas? <99> OS TRIPULANTES DO ESPAÇO Em uma pequena cidade do interior de São Paulo, apareceu uma nave mãe que assustou todos os moradores, que não sabiam, ficaram muito perto da nave mãe, os tripulantes abriram a porta recolheram mulheres, homem e crianças, os tripulantes falava diferente porisso não dava para eles descobrir, eles falavam asim. -- Chamaros precoder olles? E levaram as pessoas para o espaço fizeram delas escravas, foi um terror ninguem estava achando mais graça ir para o espaço, por que eles imaginava um palacio que ninguem ia passar fome e frio. Mais passado tempos e tempos eles começaram a mor- rer e não tinha ninguem que levase eles para a terra quando morreu todos eles começa- ram a limpa e arrumar de verdade o planeta e ficando uma casa de verdade para eles morar. Porisso que nos não sabemos como é esses planetas. GRAMÁTICA TEXTUAL Você vai fazer a reestruturação de um texto escrito por uma criança de 4a. série. Leia-o com cuidado e verifique que nele existem problemas ortográficos (palavras escritas incorretamente), gramaticais (erros de concordância, acentuação, pontuação etc.) e estruturais (começo, meio e fim, paragrafação, caracterização de personagens, ambiente etc.). Discuta com seus colegas e professor os problemas que você conseguiu perceber e reescreva o texto de maneira que a mensagem seja mais bem compreendida. <100> BREVES MOMENTOS 1- hoje à noite lua alta faltei e ninguém sentiu a minha falta 2- primeiro frio do ano fui feliz se não me engano 3- noite sem sono o cachorro late um sonho sem dono

¨ 4- abrindo um antigo caderno foi que eu descobri antigamente eu era eterno 5- retrato de lado retrato de frente de mim me faça ficar diferente 6- rio do mistério que seria de mim se me levassem a sério? 7- viu-me e passou, como um filme

¨ 8- o mar o azul o sábado liguei pro céu mas dava sempre ocupado Paulo Leminski. *Distraídos venceremos*. São Paulo, Brasiliense, 1991. <101>

EXPLORAÇÃO 1. Paulo Leminski utilizou nesses poemas a estrutura do HAICAI, breve poema japonês que descreve um momento ou cena da natureza ou ainda um estado emocional. Leia novamente e dê um título para cada um deles. 2. Faça duas perguntas a respeito dos poemas de Leminski e, sem indicar o texto a que elas se referem, dê para um colega responder. Responda você às perguntas que ele fez. EXTRAPOLAÇÃO Escolha algumas palavras dos textos lidos e procure o significado no dicionário. Copie aquele que se encaixa melhor no texto. Monte uma cruzadinha utilizando as palavras escolhidas e seus

significados. Troque com um colega e resolvam a cruzada. ================================== ç peça orientação ao professor y gggggggggggggggggggggggggggggggggg PRODUÇÃO Expresse seus sentimentos a respeito de um breve momento como: "A chuva", "A manhã", "O encontro", "Raiva" etc. Seu professor escreverá na lousa as criações da classe e os alunos escolherão algumas para reproduzir (xerox ou mimeógrafo) e levar para casa. Peça a uma pessoa que mora com você para escrever atrás da folha sua opinião a respeito da produção de vocês. AVALIANDO A PRODUÇÃO Verifique o resultado de sua narração observando: Há título? As personagens e o ambiente estão caracterizados? Há indícios sobre a marcação do tempo? Na sua história, há um conflito desenvolvido? Há um desfecho? Seu texto está coerente? A letra está legível? <102> EDUARDO E MÔNICA Quem um dia irá dizer Que existe razão Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer Que não existe razão? Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar Ficou deitado e viu que horas eram Enquanto Mônica tomava um conhaque Noutro canto da cidade, Como eles disseram Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse: Tem uma festa legal e a gente quer se divertir Festa estranha, gente esquisita: Eu não estou legal, não agüento mais birita E a Mônica riu e quis saber um pouco mais Sobre o boyzinho que tentava impressionar E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa: É quase duas, eu vou me ferrar Eduardo e Mônica trocaram telefone Depois telefonaram e decidiram se encontrar O Eduardo sugeriu uma lanchonete Mas a Mônica queria ver o filme do Godard Se encontraram então no parque da cidade A Mônica de moto e o Eduardo de Camelo O Eduardo achou estranho e melhor não comentar Mas a menina tinha tinta no cabelo <103> Eduardo e Mônica eram nada parecidos Ela era de Leão e ele tinha dezesseis Ela fazia medicina e falava alemão E ele ainda nas aulinhas de inglês Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, De Van Gogh e dos Mutantes, De Caetano e de Rimbaud E o Eduardo gostava de novela E jogava futebol de botão com seu avô Ela falava coisas sobre o Planalto Central, Também magia e meditação E o Eduardo ainda estava No esquema "escola-cinema-clube-televisão" E, mesmo com tudo diferente, Veio mesmo de repente, Uma vontade de se ver E os dois se encontravam todo dia E a vontade crescia, Como tinha de ser Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia Teatro e artesanato e foram viajar A Mônica explicava pro Eduardo Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer E decidiu trabalhar E ela se formou no mesmo mês Em que ele passou no vestibular E os dois comemoraram juntos E também brigaram juntos, muitas vezes depois E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa Que nem feijão e arroz Construíram uma casa há uns dois anos atrás Mais ou menos quando os gêmeos vieram Batalharam grana e seguraram legal A barra mais pesada que tiveram Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília E a nossa amizade dá saudade no verão Só que nessas férias não vão viajar Porque o filhinho do Eduardo Tá de recuperação E quem um dia irá dizer Que existe razão Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer Que não existe razão? Renato Russo. *Trajetória*, Legião Urbana. São Paulo, Imprima. <104> EXPLORAÇÃO 1. Imagine e descreva o lugar onde Eduardo e Mônica se conheceram. 2. *Eduardo e Mônica* é a letra de uma música. Em que veículo de comunicação ela foi publicada?

3. A que leitor e/ou ouvinte esse texto se destina? 4. Qual foi a reação de Eduardo e de Mônica quando souberam que o filho estava em recuperação? Justifique. 5. *Eduardo e Mônica* é uma história de amor com final feliz. Escreva outros dois desfechos para a história: um trágico e um humorístico. 6. Observe: "Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, De Van Gogh e dos Mutantes, De Caetano e de Rimbaud" Pesquise em enciclopédias, revistas ou perguntando para amigos, quem foram as pessoas de quem Mônica gostava. Escreva no seu caderno as informações principais a respeito de cada uma delas e compare suas anotações com as de seus colegas. 7. Observe: "E o Eduardo ainda estava No esquema $"escola-cinema-clube-televisão$"" O que quer dizer "esquema escola-cinema-clube-televisão"? 8. Na sua opinião, existe razão "nas coisas feitas pelo coração"? Justifique sua resposta. 9. Você gostaria de visitar e conhecer o Eduardo e a Mônica? Por quê? <105> EXTRAPOLAÇÃO 1. Imagine Eduardo e Mônica e analise as diferenças entre eles. Crie uma ilustração com desenho ou colagem da roupa de cada um. ================================== ç peça orientação ao professor y gggggggggggggggggggggggggggggggggg 2. Em relação à contagem do tempo, qual é a diferença entre *Breves momentos* e *Eduardo e Mônica*? 3. Escolha um poema escrito por Leminski que poderia ter sido escrito por Eduardo e outro por Mônica. Reescreva-os no seu caderno. 4. *Eduardo e Mônica* é uma canção do grupo Legião Urbana. Combine com seu professor e traga para a classe alguns discos de que você gosta. Combine também quem trará o equipamento de som. Com a orientação de seu professor, reúna um grupo de trabalho e converse sobre os discos que vocês trouxeram. Escolham uma canção, por grupo, que também conte uma história ou um caso para que toda classe possa ouvir e conversar a respeito.

PRODUÇÃO Escolha dois nomes (um masculino e um feminino) e escreva uma história sobre eles. Descreva as personagens, invente um conflito e resolva tudo no final. AVALIANDO A PRODUÇÃO Há personagens? As personagens estão bem caracterizadas? Há conflito? Há a resolução do conflito? A história está coerente? A pontuação e a ortografia estão corretas? <106> NOTÍCIAS CURIOSAS 1- Vinte e uma colunas de hieróglifos emoldurando o desenho de um rei podem ser o texto legível mais antigo das Américas. As inscrições, datadas de 159 d.C., foram feitas em uma gigantesca pedra de 4 toneladas encontrada em La Mojarra, no sul do México. O antropólogo John Justeson, da Universidade do Estado de Nova York, e Terrence Kaufman, lingüista da Universidade de Pittsburgh, afirmam que conseguiram decifrar cerca de dois terços da inscrição. Ela conta como um batalhão de elite debelou uma tentativa de usurpar o trono em uma das cidades da civilização olmeca, que floresceu na América Central entre 150 a.C. e 450 d.C. Para ler a história, os pesquisadores reconstruíram as línguas ancestrais de dois grupos lingüísticos atualmente falados nos arredores de La Mojarra e fizeram comparações com escritos maias, posteriores aos olmecas. Concluíram que os dois textos descendem de um ancestral comum, cujos símbolos provavelmente foram utilizados pelos olmecas. O fato fortalece uma opinião corrente, de que os escritos primitivos se desenvolveram gradativamente, contrariando a idéia de que súbitas explosões de inovação produziram os primeiros sistemas de escrita. 2- Uma curiosa lagosta azul foi encontrada por um grupo de pescadores no Mar Mediterrâneo. Levada ao aquário municipal da cidade litorânea de Grau-Du-Roi, ela pegou os pesquisadores do local de calça curta. Desconfiados, eles esperaram que a lagosta trocasse sua carapaça duas vezes (e ficasse cada vez mais azul) para revelar sua existência ao público. Conseguiram detectar sua idade (4 anos, com perspectiva de vida de 25) e que foi a segunda aparição de um exemplar deste espécime -- uma outra lagosta azul havia pintado em Vancouver, Canadá. há dois anos. Mas, pasmos com a raridade da descoberta, resolveram

classificá-la como uma lagosta albina. Albina ou azul? <107> 3- Horas depois que o reator número 4 da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, explodiu, em 26 de abril de 1986, os 52 mil habitantes de Prypiat, distante dois quilômetros da usina -- sem bem saber o que acontecia --, foram retirados às pressas de suas casas levando apenas a roupa do corpo. Hoje Prypiat, a maior cidade atingida pela nuvem radioativa do triste acidente, está vazia. Entre os prédios e ruas o mato insiste em crescer, apesar do alto índice de radioatividade. A deserta Prypiat é agora apenas o símbolo do que uma usina nuclear pode fazer de ruim pelo homem. 4- Os habitantes de Jukkasj¬arvi, _`[{a com trema é igual a pontos 45a_`] nas proximidades de Kiruna, norte da Suécia, pode-se dizer, são capazes de tomar uísque "on the rocks" sem ter de colocar gelo no copo. Explica-se: eles têm à disposição um bar de 500 metros quadrados de superfície, classificado como o maior iglu do mundo, que consumiu U$30.000 e duas semanas de trabalho para assentar 700 toneladas de neve e 300 toneladas de gelo. A construção é marcada por números que impressionam, a começar pela distância entre o chão e o teto, que chega a atingir sete metros de altura. Para a construção do balcão do bar, com 40 centímetros de espessura de puro gelo, os construtores usaram milhares de litros de água do rio Torneriver, escolhido pela proximidade e por sua água cristalina. Sobre essa mesa, é lógico, os copos deslizam com muito mais facilidade. Outro item importante é a temperatura ambiente. Seja qual for o rigor do frio exterior, dentro do bar o termômetro se mantém nos 4 graus centígrados -- o que, em se tratando de um inverno sueco, é uma temperatura de clima temperado. A idéia surgiu dos planos do empresário Yngve Bergqvist para atrair mais turistas durante os seis meses de frio, e deu certo. Agora, um projeto mais ousado prevê a construção de uma ala infantil, cinema, galeria de arte, um pequeno hotel e até mesmo uma igreja. Bergqvist só lamenta a chegada da primavera. Com ela, seu empreendimento vai literalmente por água abaixo. Revista *Os caminhos da Terra*, ano 2, n.os 3, 4 e 6. São Paulo, Azul. <108> EXPLORAÇÃO 1. Observe abaixo os títulos dos textos lidos. Escreva-os no seu caderno, indicando sua correspondência a cada texto.

Suécia O maior iglu França Albina ou azul? O mais antigo texto da América Ucrânia Cidade fantasma 2. Escreva, com suas palavras, qual foi a curiosidade apresentada em cada notícia. PRODUÇÃO Pense em algo curioso e escreva uma notícia sobre isso como se fosse para publicar num jornal. AVALIANDO A PRODUÇÃO Verifique o resultado de seu trabalho observando: Há manchete? Há o *lead*, isto é, o resumo (de mais ou menos uma linha) da notícia? O acontecimento aparece com clareza? Há citação de pessoas (nome, idade, endereço, outros dados)? Aparece o lugar onde ocorreram os fatos? Há determinação do tempo (quando aconteceu)? A linguagem está adequada a uma notícia de jornal? <109> INVENÇÕES CURIOSAS Na escola em que estudo, sempre assistimos a palestras curiosas. Uma vez uma mulher falou sobre as pirâmides. Fiquei sabendo que elas eram túmulos de faraós, construídos por escravos. Numa outra oportunidade, um professor de Educação Física falou sobre a história dos jogos olímpicos. Mas a palestra de que eu mais gostei foi sobre as diversas invenções do homem. Nessa palestra eu anotei algumas informações: Alexander Graham Bell foi um físico norte-americano. O cinematógrafo foi inventado por dois irmãos franceses. O inventor do pára-raios era norte-americano. A imprensa moderna nasceu quando um alemão inventou a impressão com tipos móveis. Os irmãos Lumi?ere _`[{e grave é igual a pontos 26 e_`] realizaram a sua invenção em 1895. O pára-raios data de 1752. Benjamin Franklin não era francês, mas americano. Johannes Guttemberg realizou o seu invento em 1440. O telefone foi inventado em 1876. O professor, que era um velhinho muito simpático, também era inventor e escrevia horóscopos observando os astros. No final da palestra, ele nos mostrou algumas de suas invenções e explicou como funcionavam. A invenção mais interessante era uma luz que acendia quando as pessoas entravam no local em que ela estava instalada. <110> EXPLORAÇÃO 1. A partir da leitura do texto, copie e complete no seu caderno o quadro abaixo _`[{no livro em tinta_`] com todos os inventos, inventores, países e anos. Invenção: cinematográfico Inventor: irmãos Lumi?ere País: França Ano: 1895 2. Qual é a sua opinião? As anotações feitas pela personagem forneciam informações claras? EXTRAPOLAÇÃO 1. Quais as invenções que você considera muito importantes para a humanidade? Justifique sua resposta. 2. Se você fosse um cientista ou pesquisador, o que gostaria de inventar para melhorar a vida, no mundo de hoje? PESQUISA E PRODUÇÃO Formem um grupo de trabalho e escolham uma invenção do século XX que vocês consideram importante para a vida do homem moderno. Façam uma pesquisa sobre esse assunto e redijam um texto com as principais informações a respeito da invenção. Apresentem o resultado para a classe. Para fazer essa pesquisa, é necessário: • encontrar material (livros, revistas, fotos, jornais, almanaques, ilustrações, depoimentos etc.) em bibliotecas, escolas ou em casa; • trazer para a sala de aula todo o material que conseguir reunir; • ler e discutir as informações; • organizar um roteiro de redação; • produzir o texto final da pesquisa. <111> HORÓSCOPO -- Telefonaram do escritório, bem. Seu chefe mandou perguntar por que você não foi trabalhar. -- E você deu o motivo? -- Não. -- Podia ter dado. -- Ora, Alfredinho, isso é motivo que se dê? -- Por que não? Se há motivo, está justificado. Sem motivo é que não cola. -- Então eu ia dizer ao seu chefe que você não trabalha hoje porque o seu horóscopo aconselha: "Fique em casa descansando"? -- E daí, amor? Se meu signo é Touro, e se Touro acha conveniente que eu não faça nada, como é que eu vou desobedecer a ele? -- É, mas com certeza seu chefe não é Touro, e não vai achar graça nisso. -- Ele é Áries, está ouvindo? E o dia não está para relações entre Áries e Touro. Pega aí o jornal. Faz favor de ler com esses belos olhos cor de pervinca: "Áries -- Evite rigorosamente discussões com subordinados". -- Mas se ele evitar, não tem perigo para você. -- Ele pode evitar, sim, deve evitar. E para colaborar com ele, eu fico em casa. <112> -- Mas se você não comparece, ele pode vir ao telefone e pegar numa discussão danada com você, dessas de sair fogo. -- Não atendo telefone durante o dia. Não posso atender. Não vê que estou descansando, que o horóscopo me mandou descansar? É favor não fazer rebuliço nesta casa. Amor e paz, para o descanso do guerreiro. -- Pra mim você está é com preguiça, e das bravas. -- Posso estar com preguiça, e daí? Preguiça é relaxante, restaura as energias, predispõe para o trabalho no dia seguinte. Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Se eu não faço nada hoje, não é porque estou com preguiça. É em atenção a um mandamento superior, à mensagem que vem dos astros, você não percebe? -- Percebo, sim, mas não concordo. -- Pode-se saber por que a excelentíssima não concorda com aquilo que percebe e que está devidamente explicado? -- Pode. -- Então explica, vamos. -- Gozado, Alfredinho, até parece que para você só existem dois signos no zodíaco: Touro e Áries, você e o patrão. -- Espera lá, você queria que eu não prestasse atenção em Touro? Áries eu li hoje por acaso, porque está ao lado de Touro, em coluna paralela. -- Coincidência: você saber que seu chefe é Áries, e... -- É, sim. -- E por que você guardou na cabeça que ele é Áries? -- Ora por quê! Ele fez anos no mês passado, amorzinho. Até contei a você que oferecemos a ele uma batedeira. Soubemos que a mulher dele precisava de batedeira, fizemos uma vaquinha, pronto, Mas por que você diz que para mim só existem dois signos? -- Pelo menos Sagitário você ignora. -- Como que eu ia ignorar Sagitário, se é o signo de você, minha orquídea de novembro 25? -- É, mas esqueceu de ler que o dia é propício para reuniões sociais de Sagitário, e saiba que esta sua orquídea de novembro 25 vai reunir hoje as amigas aqui em casa. Trate de se mandar, querido. -- Sem essa! Touro me manda descansar em casa, e você me enche a casa com mulheres? -- É Sagitário quem recomenda, *mon ange*. -- Sagitário não ia fazer isso comigo! Eu já tinha harmonizado Touro com Áries! -- Pode continuar harmonizando, se for descansar em casa do Tostes, que é Virgem, eu sei, ele é nosso padrinho de casamento. O horóscopo do Tostes recomenda prestar serviço a um amigo. Assim, Touro, Virgem, Áries e Sagitário ficam inteiramente harmonizados, cada um na sua, um por todos, todos por um. Ande, vá se vestir rapidinho, rapidinho, e rua, seu vagabundo. Carlos Drummond de Andrade -- *Poesia e prosa*. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1988. <113> EXPLORAÇÃO 1. No texto, há uma expressão escrita numa outra língua. Qual é e a que língua pertence? 2. Procure no texto palavras e/ou expressões utilizadas no tratamento entre marido e mulher. 3. Explique com suas palavras o que quer dizer: "esses belos olhos cor de pervinca". 4. O texto *Horóscopo* é um diálogo, conseqüentemente utiliza a linguagem oral, representada por escrito. Escreva alguns exemplos de palavras, frases ou expressões que são utilizadas, principalmente na linguagem oral, em conversas. Exemplo: E daí? 5. No texto há algumas citações que apresentam características da linguagem escrita. Encontre-as, escreva-as e indique o sinal de pontuação que as introduz. 6. Em que meio de comunicação essas citações foram escritas? 7. Escreva o texto *Horóscopo* em discurso indireto, isto é, sem ser um diálogo e sem usar travessões. Faça no seu caderno. PRODUÇÃO Reescreva a história do texto *Horóscopo*, como se você fosse a personagem feminina escrevendo para uma revista e solicitando ajuda a um psicólogo que dá conselhos, através de uma sessão de problemas familiares. AVALIANDO A PRODUÇÃO Verifique o resultado de seu trabalho observando: Há começo, meio e fim? Há narração dos acontecimentos? A apresentação está adequada a uma revista? O texto está escrito em 1a. pessoa? Há pontuação correta? <114> HORÓSCOPO DE HOJE *Áries* Em princípio tudo bem com seus amores, mas, se não segurar a língua, pode provocar confusão. Evite precipitações para não criar encrenca com irmãos, vizinhos ou colegas de trabalho. *Touro* Na quarta-feira capriche no visual desde cedo: pode pintar um encontro interessante. Quinta e sexta são perigosas para velhos amores; se ainda são importantes, não estrague tudo por uma bobagem. *Gêmeos* Mau humor e demonstrações de poder são coisas ''''' sobretudo em hora e lugar errados: com doçura você pode conseguir muito mais. Dê ''''' a seus pais, se eles estiverem por perto. *Câncer* Suas emoções terão a estabilidade de uma mon ''''' dem afetar seu dia. Caminhe, relaxe, faça exercícios físicos e evite irritações. *Leão* Gente esperta anda querendo meter a mão no que é seu, ''''' podem causar frustração. Fique atento. *Virgem* Na quarta-feira pode surgir uma novidade gostosa de lazer. Quinta e sexta, cuidado com as relações familiares: evite brigas e decisões apressadas. *Libra* Quarta-feira é o melhor dia para negócios, mas não para o amor. Não compre um quadro só pela moldura, olhe bem com quem se envolve. *Escorpião* Por mais interessantes que possam parecer, aventuras podem ser perigosas, seja em amor ou dinheiro. Em qualquer assunto, não se meta com gente em quem ainda não tem confiança total. *Sagitário* É raro, mas acontece: por esses dias pode pintar dinheiro. Em compensação, semana nada favorável para o amor. *Capricórnio* Surpresa! ''''' amor, mas as amizades também estão em alta. Emoções costumam ser ''''' as pessoas que estão ao seu lado. Não despreze os sentimentos alheios. *Aquário* Cuidado! Não tenha ciúme e não ''''' ter certeza de que vale a pena. As emoções levam você a rimar amor com dor ''''' demais às paixões. *Peixes* Momento de reflexão. O contato que você planeja pode ser pouco prudente. Se puder, adie os negócios. Mantenha a calma. <115>

EXPLORAÇÃO 1. No texto *Horóscopo de hoje* há algumas manchas _`[{no seu livro em braille elas foram substitídas por '''''_`] que não permitem a leitura e a compreensão. Copie os trechos manchados e escreva nos espaços relativos às manchas palavras que dêem sentido à mensagem. Compare a sua solução com a de seus colegas. 2. Leia o horóscopo do seu signo e escreva no seu caderno uma opinião sobre ele. 3. Você segue os conselhos de um horóscopo? Por quê? EXTRAPOLAÇÃO 1. Qual dos textos lidos sobre horóscopo é humorístico? Por quê? 2. Você acha que os textos de horóscopo têm fundamento? Discuta com seus colegas e professor e escreva suas conclusões.

PRODUÇÃO Existem pessoas que acreditam tanto em horóscopo, que não saem de casa nem fazem negócios sem consultá-los. Entreviste algumas pessoas e pergunte se acreditam em horóscopos e por quê. A partir das respostas, escreva uma conclusão sobre o assunto e exponha-a na classe. Discuta com seus colegas as conclusões deles e confronte-as com as suas. <116> O DESENHO ANIMADO NASCEU JUNTO COM O CINEMA _`[{no livro em tinta o texto foi escrito em três colunas. Setas indicam a ordem de leitura. No seu livro em braille o texto foi transcrito seguindo a ordem das setas._`]

Surpresa Não nasceu junto não Para falar a verdade desde o tempo dos homens pré-históricos que os artistas tentavam pintar uma figura em movimento Foi achado um bisão pintado com oito patas na parede de uma caverna em Altamira O que quer dizer isto Haveria bisões com oito patas naquele tempo Nada disso Apenas o pintor quis fixar por um instante apenas o bicho em fuga Os egípcios pintavam nas paredes dos túmulos uma série de desenhos contando como numa história em quadrinhos a vida diária Assim podemos hoje em dia apreciar cenas de caçadas lutas e cerimônias religiosas de milhares de anos atrás Os gregos também fizeram a sua animaçãozinha no escudo de Aquiles o herói No escudo eles desenharam figuras coloridas e com um movimento giratório como se fosse um pião os desenhos pareciam se mover Mais tarde na Roma dos Césares e dos grandes circos a animação foi utilizada na pintura das paredes da pista de corrida de bigas Os corredores podiam apreciar os desenhos que formavam uma seqüência *As máquinas mágicas do desenho animado: fáceis de montar* (disposição do texto alterada). Rio de Janeiro, Bloch, 1981. <117> GRAMÁTICA TEXTUAL 1. Faça uma leitura silenciosa do texto, seguindo as setas. É possível compreender o que está escrito, apesar da direção da escrita ser diferente da usada normalmente? 2. Faça agora a leitura em voz alta. Por que há uma dificuldade na leitura? 3. Escreva quais os sinais de pontuação que você conhece e quando eles são utilizados. 4. Leia, num livro de gramática, as orientações sobre pontuação e confira com o que você escreveu no item anterior. Se houver dúvidas, consulte seu professor. 5. Reescreva no caderno o texto *O desenho animado nasceu junto com o cinema*? e coloque a pontuação adequada. Observe as palavras escritas com letra maiúscula. 6. Em grupo, inventem uma história de aventura, contem oralmente e gravem-na numa fita cassete. Troquem a fita com outro grupo, ouçam a história deles e copiem numa folha de papel grande (que possa ser vista por toda a classe), colocando a pontuação adequada. Apresentem o resultado do trabalho para a classe. Confiram a pontuação com o auxílio do professor. EXTRAPOLAÇÃO Faça uma codificação para pontuar o texto. Converse com seus colegas e combinem um código para cada sinal de pontuação. Exemplo: * ponto final • vírgula Reescreva o texto e coloque os sinais correspondentes aos sinais de pontuação que estão faltando. Discuta o resultado e corrija o que for necessário. <118> MÍSTICOS SE REFUGIAM EM SÃO THOMÉ No ponto mais alto da montanha no meio do caminho entre São Paulo Rio e Belo Horizonte São Thomé das Letras em Minas Gerais mantém a fama de terra dos místicos e esotéricos iniciada desde sua fundação em 1770 A cidade com suas casinhas de pedra barzinhos e pousadas continua atraindo milhares de pessoas especialmente nos fins de semana e feriados religiosos E não é sem razão Depois de percorrer os 13 quilômetros da estradinha que separa São Thomé de Três Corações sempre subindo em direção ao morro a gente se pergunta por que tantas pessoas continuam andando centenas de quilômetros e se submetendo aos solavancos de uma estrada de terra batida mais própria para carros de bois O que tem de especial essa cidadezinha cravada nas pedras A resposta não está soprando com o vento Pode ser sentida em cada esquina ou a partir da visão que se tem da Casa da Pirâmide ou de qualquer outro ponto O que atrai em São Thomé nem são tanto as histórias e lendas uma das quais fala de ligações através de túneis subterrâneos a Machu Picchu cidade sagrada dos incas É a sensação de que se está tão perto da terra como do céu De tal modo que à noite parece ser possível tocar ou se misturar às estrelas. Nas ruazinhas todas de pedra mineira quartzito ou Itacolomi usada para revestimento de casas e pisos as pessoas andam sem pressa Parecem procurar alguma coisa que não sabem bem o que é E nem precisam Estar em São Thomé ver o pôr-do-sol dos pontos mais altos tomar banho nas cachoeiras próximas à cidade como a Eubiose Véu de Noiva e Cachoeira do Flávio é o bastante *Diário do Grande ABC*, 11/07/93. <119> O CÁCTUS E O LAGARTO *Planta da restinga se adapta aos hábitos do Réptil*. Grande parte do litoral brasileiro é ocupada pelas restingas, com suas planícies arenosas cobertas de gramíneas, cactáceas e pequenos arbustos, com muitas bromeliáceas. Nestes solos arenosos e expostos ao sol, a temperatura costuma ser bem alta durante o dia, podendo ultrapassar 50 graus. Por isso, em tais ambientes, a vida animal manifesta-se sobretudo à noite, quando as temperaturas se tornam mais amenas. Com o amanhecer, praticamente todo movimento acaba. A monotonia é quebrada apenas pelos beija-flores e pelos lagartos. O lagarto *Tropidurus torquatus* passa grande parte do dia em ambientes abertos, movimentando-se para regular a temperatura do corpo ou para buscar alimento. Na restinga do Nativo, divisa da Reserva de Linhares, essa espécie de lagarto alimenta-se dos frutos do *Melocactus violaceus*, um cáctus que ocorre em ambientes abertos sobre solo arenoso. Seus frutos têm coloração rósea e forma cônica. Desenvolvem-se completamente protegidos dentro da coroa e só são liberados quando amadurecem. Cada cáctus libera de um a quatro frutos por dia. A liberação ocorre em relativa sintonia com o período de maior atividade do lagarto: nas primeiras horas da manhã os frutos maduros, lentamente, emergem da coroa. À medida que a temperatura sobe, a velocidade de ascensão aumenta e os frutos ficam, progressivamente, mais expostos, tornando-se mais acessíveis aos lagartos. O fruto cabe perfeitamente dentro da mandíbula aberta do lagarto e desprende-se com facilidade da base. Na maior parte das vezes, é comido inteiro. Cada fruto que o lagarto abocanha inteiro tem, em média, 22 sementes que depois serão dispersas nos excrementos do animal. O processo de liberação e consumo dos frutos se repete durante todo o dia, principalmente nos horários em que o lagarto está mais ativo (ver gráfico). _`[{gráficos indicativos das taxas de liberação de frutos e de consumo de frutos em dia ensolara-

do, durante a noite e em dia nublado._`] ================================== ç peça orientação ao professor y gggggggggggggggggggggggggggggggggg *Ciência hoje*, vol. 15, n.o 89. SBPC, abril de 1993. <120> EXPLORAÇÃO 1. Cite termos científicos do texto que você já conhecia e explique o significado. 2. O texto *O cáctus e o lagarto* foi escrito numa linguagem técnica, daí a utilização de termos científicos. Destaque esses termos e consulte um dicionário. Copie o sentido que melhor se adapta ao texto. 3. Por que você acha que o texto recebeu esse título? 4. Qual a finalidade do texto, isto é, para que você acha que ele foi escrito?

5. Na sua opinião, que tipo de profissional o escreveu? Justifique. 6. De qual veículo de comunicação (jornal, livro, revista etc.) o texto foi retirado? Comprove. 7. Quem costuma ler este tipo de texto, isto é, para quem ele foi escrito? 8. Qual é a idéia principal do texto? Escreva com suas palavras. 9. Identifique o lugar que aparece no texto e escreva suas características. 10. Qual é a importância que você vê na relação ecológica entre o cáctus e o lagarto? 11. Você acha que o gráfico ajuda a compreender melhor as idéias do texto? Por quê? <121> GENTE, BICHO, PLANTA Esta história aconteceu de verdade, lá pelo século passado, num país chamado Inglaterra, com um cientista de nome complicado. O nome dele era Thomas Huxley, mas a gente pode entender mais se só chamar o homem de professor Tomás. Ele era um naturalista -- estudava a natureza e toda sua beleza. E um dia foi chamado pra resolver um mistério que era mesmo um caso sério. Num lugar lá no campo estava acontecendo uma coisa meio esquisita. É que a região nunca ficava pobre nem rica. Quando tudo ia melhorando, o gado ia engordando, o povo ia prosperando, qualquer coisa acontecia. E a riqueza sumia. Quando ia empobrecendo, o gado ia emagrecendo, o povo ia adoecendo, tudo ruim acontecendo, de repente melhorava. E a pobreza acabava. Mas nunca ficava bem. Nem ficava mal também. Para poder dar um jeito, era preciso entender direito. Para não acontecer mais. Então chamaram o professor Tomás. Ele nem sabia por onde começar. Saiu por ali e resolveu conversar. Desandou a perguntar. Tanto perguntou que parou. Todo mundo ficou achando que ele cansou. E aí ele mudou. Foi pesquisar documento. Para decifrar o mistério, ficava até passeando pelo meio do cemitério. Até que descobriu. Reparou que, quando o lugar era rico, tinha muita gente casando e muita gente nascendo. Quando as coisas pioravam, as pessoas se mudavam. Tinha menos batizados, menos casamentos. Tudo isso ele aprendeu com as perguntas e os documentos. O resto foi com o pensamento. Quando o pasto ficava feio, a região ficava pobre. Produzia pouco leite porque o gado não estava bem alimentado. <122> Pouco dinheiro e pouco trabalho. Aí os fazendeiros mandavam embora os empregados. E os homens iam procurar trabalho na cidade. Acabavam casando por lá e não voltavam pro seu lugar. E nesse lugar, o que acontecia? Os rapazes iam embora e as moças ficavam sem ter com quem namorar. Naquele tempo ainda era muito atrasado: moça tinha só que casar, não podia estudar nem sair pra trabalhar, e de sua vida cuidar. Sem ter a quem querer bem, queriam tratar de alguém. E arranjavam um gato para fazer companhia. A aldeia ficava uma gataria... Mas gato é bicho caçador. E de noite os gatos saíam para caçar. Caçavam ratos do campo. Quando tinha muito gato, sobrava muito pouco rato. Só que esse tipo de rato só ficava bem feliz comendo uma certa planta com deliciosa raiz. Com menos rato, tinha mais dessa planta pelo mato. Essa planta, por sua vez, tinha uma folha bem tenra, um verdadeiro tesouro para certo tipo de besouro. Besouro de brilho lustroso, que logo saía guloso pra comer de sobremesa uma flor que era uma beleza. Flor de trevo açucarada. Voando de flor em flor, o pólen ele ia levando. Esse pólen, que levava, em outra flor se misturava. Dessa mistura, uma semente se formava. Uma nova planta nascia. O campo todo de trevos se cobria. E era o melhor pasto que havia. Depois disso, que é que vinha? Será que você adivinha? O gado ficava lindo. De outros lugares, muitos homens vinham vindo. Tinham muito que trabalhar. E começavam a namorar. Aí, casavam, as famílias criavam, e nos gatos nem pensavam. Começava tudo ao contrário. Menos gatos, mais ratos. Mais ratos, menos raízes. Menos raízes, menos folhas. Menos folhas, menos besouros. Menos besouros, menos trevos. Com as coisas indo assim, o pasto ficava ruim. O gado emagrecia. E tudo de novo acontecia. Ana Maria Machado. *Gente, bicho, planta: o mundo me encanta*. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1984. <123>

EXPLORAÇÃO 1. O texto é uma narração. Analise os seus elementos: a) assunto b) personagem principal c) conflito d) espaço e) personagens secundárias f) tempo 2. A autora escreveu um texto em prosa em que aparecem muitas rimas. Dê exemplos de algumas. 3. Invente um outro final para o texto. 4. Compare os textos *O cáctus e o lagarto* e *Gente, bicho, planta* e enumere as semelhanças e diferenças quanto ao assunto e vocabulário. 5. O que você acha que aprendeu lendo estes textos? 6. O texto *O cáctus e o lagarto* foi publicado numa revista. Você acha que ele poderia se transformar num livro de literatura? Justifique. 7. Se a história *Gente, bicho, planta* se transformasse numa reportagem científica, qual poderia ser o nome ou a manchete? 8. Releia os dois textos e escolha frases escritas na linguagem culta e na linguagem coloquial. Em qual deles aparece a linguagem coloquial? Por quê? 9. Faça um gráfico no caderno (como no texto *O cáctus e o lagarto*) para representar a relação entre homens, bichos plantas. Invente uma legenda para ele. ================================== ç peça orientação ao professor y gggggggggggggggggggggggggggggggggg GRAMÁTICA TEXTUAL 1. Releia os primeiros parágrafos dos dois textos. O que você observou em relação ao tamanho das frases e parágrafos? Qual é a relação disso com os tipos de textos (informativo e narrativo)? 2. Observe: "A monotonia *é quebrada* apenas pelos beija-flores e pelos lagartos." "E um dia *foi chamado* para resolver um mistério..." Os verbos destacados apresentam a mesma forma (verbo ser mais particípio passado de um outro verbo). Responda. Quem quebrou a monotonia? Quem chamou? Se você não conseguir responder à questão acima com as palavras escritas na frase, procure no texto qual poderia ser a resposta. <124> 3. Verbos do primeiro texto: costuma, acaba, é quebrada, ocorre, alimenta-se, libera, abocanha etc. Verbos do segundo texto: ficava, ia empobrecendo, mandava, iam procurar, acontecia, caçavam, criavam etc. Consulte uma gramática, discuta com seu professor e escreva em que tempo verbal estão esses verbos. 4. Qual é a relação existente entre o tempo verbal e o tipo de texto? 5. Releia o quinto parágrafo de *O cáctus e o lagarto* e os últimos parágrafos de *Gente, bicho, planta*. Observe que ambos os trechos mostram uma passagem do tempo, isto é, algo acontecendo numa seqüência. Quais palavras ou expressões desses trechos indicam essa passagem do tempo? 6. Dê a classe gramatical das palavras destacadas nos trechos abaixo. "Na *restinga* do *Nativo*, divisa da *Reserva* de *Linhares*, essa *espécie* de *lagarto* alimenta-se dos *frutos* do *Melocactus violaceus*, um *cáctus* que ocorre em *ambientes abertos* sobre *solo arenoso*. Seus *frutos* têm *coloração rósea* e *forma cônica*. Desenvolvem-se completamente protegidos dentro da *coroa* e só são liberados quando amadurecem." "*Reparou* que, quando o lugar *era* rico, *tinha* muita gente *casando* e muita gente *nascendo*. Quando as coisas *pioravam*, as pessoas se *mudavam*. *Tinha* menos batizados, menos casamentos. Tudo isso ele *aprendeu* com as perguntas e documentos." Pense nas classes gramaticais a que essas palavras pertencem e responda. Qual é a classe gramatical mais utilizada quando se narra um acontecimento? Quais as classes gramaticais mais utilizadas na caracterização ou descrição de algo? 7. Por que no primeiro texto não existem interrogações? õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo <125>

*FIM DE PAPO* Você leu e desenvolveu atividades a respeito de textos práticos, extraverbais, informativos e literários. Vivenciou textos, compartilhou sentimentos e emoções e construiu conhecimentos sobre a linguagem. Pôde perceber também que saber ler e escrever é usar as características de cada tipo de texto para compreender mensagens, comunicar idéias, conhecer o mundo e conviver com seus semelhantes. Enfim, ler a "palavramundo". õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo <126>

*ANEXO* SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA ANÁLISE LITERÁRIA Ler um livro não é só conhecer a história. É preciso colocar-se no texto e tentar percorrer o caminho que o pensamento do autor percorreu. É preciso entender o porquê, o quando, o onde, o como. Para que o mundo maravilhoso e mágico do autor se torne realidade, é necessário que os leitores entrem no texto com suas vivências e recriem a realidade criada pelo autor. O roteiro de análise literária tem a intenção de ajudar você a compreender os elementos das histórias narrativas contadas em livros. Ele precisa, porém, ser adaptado às características de cada livro e de cada autor. <127>

1. Identificação autor obra edição editora local e data de publicação 2. Pesquisa biografia do autor 3. Estrutura da obra a) Assunto -- principal acontecimento sobre o qual gira a história. b) Mensagem -- pensamento ou conclusão do leitor a respeito da história. c) Enredo -- conjunto dos fatos narrados. ¨ O enredo apresenta os seguintes elementos: • introdução -- momento em que são apresentados os fatos iniciais; serve para situar o leitor diante do que irá ler. • complicação -- parte da história em que são desenvolvidos os conflitos. • clímax -- momento culminante da história, de maior tensão e suspense. • desfecho -- solução dos conflitos; resolução da complicação, da aventura. d) Justificativa do título -- o porquê da escolha do título. e) Verossimilhança -- análise da "veracidade" da história, de sua lógica interna, isto é, os fatos, mesmo inventados, devem ser verossímeis; o leitor deve acreditar no que lê. f) Personagem -- ser que vive a ação, responsável pelos acontecimentos da história. Pode ser: • principal -- mais importante no desenrolar do enredo. (É importante situar as características físicas, psicológicas, sociais etc. das personagens.) A personagem principal pode ser protagonista quando apresenta características que a fazem sobressair-se, ou antagonista quando se opõe ao protagonista e atrapalha sua ação. <128> • secundária -- personagem que tem uma participação menor ou menos freqüente. g) Espaço -- lugar onde ocorrem as ações das personagens. h) Ambiente -- espaço com as características sociais, econômicas, morais, psicológicas em que vivem as personagens. i) Tempo -- análise dos índices de tempo que o enredo apresenta. Pode ser caracterizado quanto à: • duração -- o tempo que a história levou para ocorrer. Quando não há indicações de tempo, pode-se deduzir, pela lógica, analisando os acontecimentos do enredo. • época -- o pano de fundo da história. Quando a época é atual, basta justificar com elementos da atualidade; quando a época é antiga, pode-se e deve-se procurar uma correspondência com fatos históricos. j) Narrador -- identificação do ponto de vista ou foco narrativo, isto é, verificar se o narrador conta a sua própria história (primeira pessoa) ou conta a história de outras pessoas (terceira pessoa). l) Linguagem -- identificação do tipo de linguagem utilizada pelo autor: coloquial, regional etc. m) Estrutura textual -- analisar e relacionar as principais estruturas textuais que aparecem na obra: narração, descrição, diálogo, dissertação, informação etc. 4. OPINIÃO O leitor deve dar sua opinião a respeito da história, da estrutura da obra, do autor e da linguagem. Além disso, é importante analisar os sentimentos e emoções do leitor em relação ao livro.

Por último, pode-se avaliar o que a obra trouxe ao leitor, em termos de aprendizado e enriquecimento. õxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo Fim da Obra Programa Nacional do Livro Didático -- PNLD 2002 FNDE/MEC Código: 510157 Tipo: L

HINO NACIONAL Letra: Joaquim Osório Duque Estrada Música: Francisco Manoel da Silva Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó Liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte! Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplande- ce. Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido co- losso, E o teu futuro espelha essa gran- deza. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!

Deitado eternamente em berço esplêndido, Ao som do mar e à luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo! Do que a terra mais garrida Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; "Nossos bosques têm mais vida," "Nossa vida" no teu seio "mais amores". Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro desta flâmula -- Paz no futuro e glória no passado. Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a pró- pria morte. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! õxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo